domingo, 7 de dezembro de 2014

A pega, a bosta e as ovelhas

Domingo, final do outono, com um frio gélido já a antecipar a chegada do inverno. Depois de almoço, uma passagem pelo Porto e um passeio pelo parque da Fundação de Serralves.

Colher de Jardineiro (2001)

Depois de sentar ao sol num dos bancos do Passeio da Levada para reabastecer energias com um pequeno lanche, caminhei ao longo do "Prado grande" parando para observar as fotografias da exposição/concurso "O parque em Macro", enquanto que ia botando também o olho aos animais que pastavam. 

Parei depois mais demoradamente para observar os burros, que andavam a rapar a erva, e decidi pegar na máquina fotográfica para seguir uma pega que entretanto ao longe pousou, perto das ovelhas.


A pega sentiu-se atraída pela bosta (dos burros ou bois que por lá pastam) e começou a remexer nela a curta distância de um jovem anho. 









Às tantas, o jovem anho, não terá gostado muito da presença da pega, e vai daí decide investir sobre ela!



Lá teve a pega de voar dali, para junto dos progenitores do anho, que estavam mais afastados. 



Vai daí, o segundo momento insólito do dia. A pega resolve voar para cima da ovelha, e ali fica empoleirada, com a ovelha a não perceber muito bem o que se estava a passar!





Sobre o parque de Serralves, talvez um dia lhe dedique uma mensagem em exclusivo. Ainda assim de referir que vários jardins/parques do Porto estão em obras por esta altura. Além de Serralves que pude ver hoje, que está em obras no "Paterre Central", também o Jardim Botânico, está em obras, de novo, na casa, já depois de ter sido pintada. Pode-se ver também que parte do gradeamento já está pintado naquele vermelho cor-de-vinho, igual à cor com que pintaram recentemente a casa. Também o jardim do Passeio Alegre, relativamente perto de ambos, está cercado e envolto em bastantes obras. 

Azevinho-algodão-doce

De há uns tempos para cá, nos dias de denso nevoeiro, que venho observando um fenómeno curioso. No meu azevinho "Argenteo marginata", plantado na frente da casa, virado a nascente, é possível ver que está completamente envolvido por centenas de teias de aranha, dando um efeito, fazendo quase lembrar um enorme algodão-doce. 











À medida que o sol vai aparecendo o efeito vai-se desvanecendo e torna-se quase impercetível, como convém aos aracnídeos. 




No fundo, penso que se trata quase de uma redoma de proteção natural. Não há inseto que ali queira ir infestar a árvore, que não fique de imediato preso no "algodão-doce".