domingo, 1 de março de 2015

À noite, todos os gatos são pardos - mesmo no rio!

Ontem, por volta das oito horas, caminhava pelo passadiço de Valbom, zona reabilitada nos últimos anos, por onde se pode passear à beira rio, correr, ou andar de bicicleta (apesar das marcas da ciclovia já terem desaparecido) zona que desagua junto ao Palácio do Freixo (falarei dele aqui brevemente), quando de repente, um barulho na água interrompe o silêncio. Que teria sido aquilo?

Passadiço de Valbom (2010) junto ao rio Douro


Olho rapidamente para o rio, e vejo aquilo que me parecia ser, à primeira vista sem grandes dúvidas - imagine-se! - um gato preto, que trepou para cima de um barco, que estava coberto com uma proteção de lona e a uns quatro ou cinco metros da margem, e que em movimentos muito rápidos, felinos pois claro, investigava o barco, como que se procurasse algo.

Nada deve ter encontrado, e então resolve atirar-se à água com enorme à vontade. "Mas espera lá" pensei. Os gatos não gostam nada de água! Não pode ser um gato preto! Mas aquele rabo farfalhudo, fazia mesmo lembrar um gato! Mas não podia ser, e afinal à noite, todos os gatos são pardos! Até uma lontra, ao longe, pode parecer um gato preto!

E só poderia ter sido uma lontra. Era até possível ver o arrasto das ondas que ia deixando atrás de si, e diga-se que aquele animal nada mesmo muito rapidamente!

Foi pena que não tivesse comigo a fiel amiga máquina fotográfica, que ao longe vê certamente melhor que eu, e que claro, poderia documentar o acontecimento. Mas agora que vi aquele espetáculo, por lá passarei mais vezes, ao princípio da noite, para quem sabe, e com um pouco de sorte, fotografar as lontras. 

A suposta lontra foi avistada a investigar um barco nesta zona (ao fundo o Palácio do Freixo)

Já há algum tempo que tinha lido, acerca do regresso das lontras no rio Douro, mas esta foi a primeira vez que me deparei com uma no seu habitat natural.

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