terça-feira, 23 de maio de 2017

Gatinhos para Oferecer

Tenho quatro gatinhos para oferecer. São duas fêmeas e dois machos: o preto é uma fêmea e o "branco" é um macho; os dois trigreses são um casal. Se tiverem interesse deixem comentário ou enviem e-mail.


Fêmea

Macho 





P.S: De momento já só tenho as fêmeas para doar.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Próximos Pré-bonsais

Tenho uns quantos vasos com difentes espécies, e que, muito provavelmente servirão para eu ir brincando e praticando em futuros pré-bonsais. Começando por algo que há já muito tempo tinha em mente, forrar um velho tronco com uma hera. O tempo foi passando e  nunca mais avancei com a ideia, até que por estes dias enfiei o tronco em areia e plantei lá uma pequena hera com raíz. Logo veremos o que poderá sair dali:


Entretanto coloquei também várias heras em vaso, para que elas engrossem. Sempre quis fazer um bonsai de hera mas nunca concretizei a coisa:


Dois cotoneaster, um ainda muito jovem, o segundo já com bastante potencial pois tem o tronco bem grosso:



Quatro azevinhos, em que dois, são conjuntos, um que tem três com as raízes interligadas e um conjunto de sete azevinhos. Bom, que sabe, para tentar fazer uma floresta:





Um carvalho:


Um sobreiro (pode-se comparar o tamanho destes vasos de 20L com um vaso de bonsai:


Um videira:

Uma abélia:


Duas suculentas, uma portulacaria e uma opuntia, que olho e acho que poderia ser possível tentar transformá-la em bonsai:



E por último, o berberis que truxe do horto:



São tudo ideias, não significa que se concretizem. Veremos!

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Transplantes dos Pré-bonsais: dois meses depois

Cerca de dois meses depois dos transplantes dos pré-bonsais, posso agora com certeza absoluta, assegurar que todas as árvores estão de boa saúde. Mas na verdade fiquei um pouco preocupado com a piracanta. Já estava com a nova brotação numa fase adiantada, cortei-lhe bastantes raízes, e ela sofreu um pouco, pois secaram muitas folhas, e durante algum tempo temi que pudesse mesmo morrer. 

Mas a arvorezinha que acho mais engraçada será provavelmente a figueira, que está diferente de tudo que tenho!


A piracanta, a tal que me deu mais preocupações e que pensei que pudesse morrer. Mas felizmente não, andei sempre em cima dela, e como se pode ver na fotografia, já está com folhinhas novas:


A árvore em que os rebentos mais cresceram foi a romãzeira. Vejam o comprimento que atingiram, e aproveitei para os cortar, e deixar, como é habitual, um ou dois pares de folhas:



A abélia também está com bom aspeto:


E o acer, apesar de ainda não estar com grande estética, também:


segunda-feira, 15 de maio de 2017

O Vírus da Moto-Serra ataca Jardins do Porto

Já na semana passada, quando andei a fotografar os pavões nos jardins do Palácio de Cristal que tinha reparado que andaram a deitar uma série de árvores abaixo. Hoje, andavam por lá a serrar enormes ramos de árvores. 

Eu não sou propriamente grande especialista em poda de árvores de grande porte em ambiente urbano, mas também não difere assim tanto de outro tipo qualquer de poda. A única diferença é que as árvores são gigantes. E creio também que não será preciso fazer um curso para perceber o que são podas abusivas - ramos cortados com mais de 30 centímetros - tal como me parece que esta não é a melhor altura do ano para fazer este tipo de trabalhos. Deveriam ser feitas na época de repouso vegetativo, ou seja, de Novembro a Março, e não agora, em que as árvores estão com o máximo do seu vigor. E infelizmente este tipo de podas têm sido recorrentes nos Jardins do Palácio de Cristal, basta pesquisar na internet para se ver as aberrações que se cometeram ao longo dos anos. E podas abusivas diminuem drasticamente o período de vida de árvores, muitas vezes já seculares. 

E o que me parece é que, quando as autarquias pagam a privados a gestão deste tipo de trabalhos, estas empresas, que visam o lucro, até vão inventar trabalhos desnecessários, e que acabam muitas vezes por serem criminosos, para depois receberam por isso. Eu deixo aqui algumas fotografias, e cada um que julgue por si, mas a mim choca-me que se cortem árvores de grande porte, como quem desfaz um castelo de areia. 

Na Alameda dos Plátanos o cenário é este:



Junto ao Cedro Branco:


Junto à Biblioteca:


Na Avenida das Tílias o cenário era este:




Visto que eu não me tenho por especialista no assunto, gostaria que alguém esclarecesse:

- Quem mandou abater as árvores e porquê?
- Todas as árvores abatidas estavam doentes?
- Se estavam, foi feito algum tratamento para evitar a todo o custo o seu abate? 
- E por que é que este tipo de intervenção está a ser feito a um mês do Verão? Não deveria ser feito de preferência no Outono/Inverno?

Este tipo de intervenção não é caso único do Palácio de Cristal. Ao passar pelo Jardim do Carregal vi árvores que também viram os seus grossos ramos cortados muito recentemente. Caso para dizer que, infelizmente o vírus da mota-serra anda a provocar grandes danos nos jardins do Porto.

sábado, 13 de maio de 2017

Abelhas: Sexo Mortal

Hoje, por mero acaso dou de caras com um casal de abelhas a tratarem da próxima geração. Mas no mundo das abelhas ainda não se fala em igualdade de género. O mundo das abelhas é uma monarquia onde as fêmeas mandam e os machos só cumprem determinadas funções, como esta de procriar. E depois de procriarem - dependendo das espécies - os machos morrem. 

E não deixa de ser também curioso que, apesar do macho ser maior e é quem tem o pénis, a fêmea é que adota uma postura dominante:




O Espírito das Ruas

"Se tivesse um conto de réis por cada vez que falei revoltado com a mania de mudarem os nomes às ruas, estava rico. Tenho para mim que trocar topónimos bonitos, sensíveis e significantes por referências políticas de gosto duvidoso (e, quando não, usando sintaxe canhestra) ou por nomes de correlegionários, amigos, conhecidos, apanigados ou familiares, é desdém e desamor à cidade. 

O despautério ganhou forma com o advento do liberalismo, desenvolveu-se com as políticas oitocentistas, enraizou na 1a República e assumiu contornos antológicos durante o salazarismo. Para não ficarem atrás, com a 2a República, cuidaram de mudar, remudar, trimudar umas tantas designações. (Esqueceram-se, no afã, de restituir à cidade um do seus mais belos topónimos: Praça das Flores, pervertida com nome de político a quem o Porto nada deve.) Tem sido um vêr-se-te-avias no ataque à personalidade produnda do burgo, já que chamar a sítios cujos nomes têm centenas de anos coisa totalmente desadaptada do espírito do lugar é maneira insidiosa de descaracterização. (Convenhamos que quando se batiza o Jardim do Carregal por Carrilho Videira, ou se chama João Chagas à Cordoaria não há memória urbana que resista). 


João de Araújo Correia, que não tinha papas na língua para apontar os dislates contra a santa terrinha (e talvez por isso seja ignorado por modernos e pós-modernos), escreveu num dos seus textos belos e penetrantes: "Os nomes das ruas, antigamente, eram simples, eufóricos e de saber popular. Casavam-se, entre nós, com a índole da nossa língua e o modo de ser da nossa gente. Não feriam o bom gosto nem o bom senso de quem os lesse. Eram admiráveis na sua profunda singeleza, como linhas de autor clássico". O número de vandalismos toponímicos antiportuenses é um rosário. Infelizmente os responsáveis passam, mas o atentado fica. E como a escola, os costumes e a tradição desaprenderam a leitura da cidade, os descalabros ganham raízes, e em tempo de memória construída ao ritmo dos anúncios televisivos, as pessoas deixaram de saber os nomes verdadeiros. 

Porto, memória e esquecimento / Hélder Pacheco / 1994

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Hospital Conde Ferreira

Como tinha divulgado aqui no blogue, no sábado passado ia-se realizar um dia aberto no Hospital Conde Ferreira, um programa com várias oficinas de ervas, degustações, passeios de charrete e atividades para crianças, numa organização da LIPOR e da Mesericória do Porto, que tutela o hospital.



O Hospital Conde Ferreira foi o primeiro hospital psiquiátrico em Portugal (1883) e conta desde 2015 com a maior horta social da Europa no Parque José Avides Moreira numa parceria do hospital com a LIPOR. O parque tem três hectares de terreno e inclui ainda animais, jardim, pomares, estufas, parque de merendas e parque infantil e a iniciativa visa apoiar as populações mais carenciadas.




Visto que o hospital tem o acesso vedado a visitantes - certa vez, tendo tido conhecimento das hortas e de certos eventos que por lá decorriam, entrei por lá adentro tranquilamente, mas de forma rápida o segurança veio ter comigo e perguntou onde é que ia - e então, aproveitei esta oportunidade, essencialmente para passear um pouco e tirar algumas fotografias  às frondosas árvores centenárias deste hospital do final do século XIX.