domingo, 18 de agosto de 2019

Borboletas (5) - Vanessa cardui

O cenário é o Festival Internacional de Jardins de Allariz em Espanha. Logo num dos primeiros jardins uma budleia (Buddleia davidii) exibia ainda os seus cachos de flores e uma borboleta Vanessa cardui estava pousada num deles. Depois de uma primeira fotografia à distância aproximei-me e ela nem se importou muito.





terça-feira, 6 de agosto de 2019

A Graminha Brasileira e a falta de Água

Correntemente algumas pessoas falam comigo afirmando que a graminha brasileira (Axonopus compressus) é muito boa porque não precisa de água. Não sei onde é que as pessoas foram buscar essa ideia mas é falso! Sim, a graminha brasileira precisa menos água que a relva semeada de tapete, tanto que muita gente está a substituí-los, mas quando se compara a graminha brasileira (São Carlos) com a graminha comum (Santo Agostinho) as diferenças são abissais, porque a graminha comum não morre ao passo que a braisileira seca facilmente. 

Para demonstrar isso tirei algumas fotografias a um relvado de graminha brasileira em Lapela no Minho. Nas zonas onde os aspersores regavam a relva esta estava muito verdinha e até já bastante alta; mas em zonas que a água não chegava, a relva estava a morrer. 

Vejamos como estava globalmente verde:




Mas olhemos agora mais em detalhe para algumas zonas:






Sim, a graminha brasileira é uma excelente escolha, mas que não haja grandes ilusões, se a ideia é poupar água ou para ser muito pisado então eu aconselho a graminha Santo Agostinho.

O Homem Abandona - A Natureza Toma Conta (21)

Paragem para almoço enquanto fazia a Ecopista do Minho. Andei por ali à volta da antiga estação de Friestas, e, que é que vejo? Vespas de volta da antiga luminária.



Um olhar mais atento para dentro da luminária e, lá estava o que eu suspeitava: ninhos de vespas! As  antigas lâmpadas nem sequer foram desenrroscadas pois ainda lá estão só que partidas fruto do vandalismo, e não é preciso ser investigador da judiciária!, basta ver as marcas das pedras na chapa! O Homem abandonou a estação, as vespas tomaram conta do sítio!




segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Ecopista do Minho

Este sábado novo passeio de bicicleta. Dirigi-me a Vila Nova de Cerveira, mais concretamente à Praia da Mota em Gondarém para fazermos a Ecopista do Minho, que foi distinguida em 2017 como 3ª Melhor Via Verde da Europa.

Saí cedo de casa, o dia estava fresco (tal como tem estado bastante fresco este Verão de 2019) e ao chegar ao Minho estava também bastante nevoeiro. Na estrada nacional passei por muita gente a caminhar com mochilas às costas. E pouco antes das nove horas cheguei ao local combinado, estacionei e comecei a tirar a bicicleta do carro, enquanto esperava pelos meus amigos que, pontualmente à hora certa haveriam de chegar. 



Já todos juntos, pusemos a conversa em dia, afinal desta feita não iria haver furo que nos atrapalhasse porque "depois de pneu furado, muitas alternativas anti-furo na mochila" e lá metemos pés nos pedais, para cerca de trinta e seis quilómetros até Monção e depois regressar.

A manhã não estava muito propícia a grandes fotografias neste início do percurso por causa do nevoeiro, e tinha em mente tirar mais fotografias depois no regresso, o que acabou por não se concretizar. Mas aqui ficam as fotografias possíveis, começando com o início da Ecopista:







E, aos poucos, as brumas dissipavam-se...









Um hibisco na frente do jardim de uma bela vivenda...





Cerca de 20Km depois estávamos a passar pela Fortaleza de Valença:





Ao longe avistava-se a Catedral de Tui...





E entretanto a fome começava a apertar e decidimos parar na antiga estação de Friestas para comer. Estávamos a cerca de 6Km do fim da Ecopista e de chegar a Monção.











Chegados a Monção paramos numa zona comercial onde reabastecemos água, fomos aos quartos de banhos e a namorada do meu amigo acabou mesmo por almoçar. Eu, que já estava de barriga cheia, limitei-me a comer um dos antigos gelados Epá, mas além de agora serem bem mais pequenos do que eram (três colheradas e está no fim!), nem sequer trazem no fim uma pastilha elástica de jeito! Está tudo falsificado! E só passado um bom bocado, e de energias repostas, é que nos fizemos de novo à estrada. 

Só que, alguns quilómetros depois, acabamos por seguir em frente, e não voltar pelo percurso que viemos, e, em vez de irmos junto ao rio, acabamos por ir até Valença pela antiga linha de comboio, mas assim acabamos por conhecer ambos os trajetos, algo que na ida até chegamos a pensar fazer. 



Só que seguir neste troço acabou por dar mau resultado. O meu amigo, que pedalava mais à frente, sozinho, e enquanto pedalava com a cabeça inclinada para o chão, acabou por embater violentamente contra as estruturas de madeira que metem na pista sempre que há um cruzamento, nem que seja pouco mais que um caminho de cabras. Eu não consigo compreender quem são as almas inteligentes que decidem colocar aquelas estruturas, visto que, mais do que proteger os ciclistas, acabam por ser elas mesmas, como facilmente se vê, a causar graves acidentes. 
Se me dizem que é para impedir os carros e tratores de invadir a pista, bom, isso faz sentido, mas para isso bastaria colocar um ou dois postes lá no meio, e não uma verdadeira barreira que precisa ser contornada!

Já na Ecopista do Dão, a senhora da empresa que aluga bicicletas disse-me que no dia anterior alguém se tinha magoado por causa das lombas que decidiram colocar. Lombas? Para bicicletas? Tenham juízo! E, tal como estou sempre a dizer, um cicloturista usar capacete quase nada protege, porque quando se cai, geralmente o que sofre são os joelhos, mãos, braços, e muito raramente se embate com a cabeça. 

Ainda assim poderia ter sido bem pior. Ele só magoou o joelho mas fez um enorme hematoma e a bicicleta, tirando um travão que rodou, não teve problemas de maior. Só que, estávamos agora longe do rio, e não dava para ao menos enfiar o joelho em água fria. Mas com calma lá continuamos.




Mas tinha havido um outro pequeno problema. No dia anterior eu tinha trocado de selim, substituí o que vinha com a bicicleta, que comprei há uns oito anos, por um melhor, em gel, e que esperava fosse bem mais confortável, porque a minha principal queixa quando faço alguns quilómetros é sempre a mesma, e não são as pernas! E, se durante os primeiros quarenta quilómetros estava tudo bem, de repente apercebi-me que o selim se começou a mexer e começou a piorar! Resultado: tive de começar a pedalar de pé, e a ideia de fazer mais trinta quilómetros assim não era coisa que me agradasse muito!

Até que, depois de ter pedalado alguns quilómetros dessa forma, vejo ao longe uma povoação junto da estrada nacional e reparo numa oficina automóvel, e quando já me preparava para fazer um desvio e ver se alguém me emprestava uma chave para conseguir apertar o selim, eis que vejo aproximarem-se três ciclistas, que teriam de abrandar passar naquela espécie de barreira de madeira! Levanto o braço e a última pessoa pára e simpaticamente chama pela esposa, para ela chamar pelo pai que seguia mais à frente, porque ele tinha um jogo de chaves que à partida daria para a medida do parafuso. E assim foi. Depois do senhor ter sugerido, a brincar, que nestes casos o ideal seria retirar o selim e seguir em cima do espigão!, lá conseguimos resolver o problema. 

- Conversamos se tinha sido causa-efeito ou karma? Mas a verdade é que se na Ecopista do Dão eu ajudei um ciclista que tinha a corrente toda embrulhada e sozinho não ia conseguir sair dali, agora, tinha sido a minha vez de ser ajudado!



Um pouco mais à frente demos com uma espécie de antigo lavadouro, pelo menos foi o que me pareceu, e por ali paramos. O meu amigo pôde assim enfiar a perna naquela água gelada, e, já agora também nós aproveitamos para nos refrescarmos!




Depois de ter tido os pés de molho em água gelada é que os últimos vinte quilómetros não iam custar nada!




Até ao ponto inicial onde tínhamos deixado os carros, na Praia da Mota em Gondarém, tirei só mais algumas fotografias junto ao rio, e acabei por não fotografar os parque de Vila Nova de Cerveira como de manhã tinha pensado fazer, primeiro porque depois da última paragem para lanchar e de algum tempo de descanso, já iríamos partir perto das 19h, e depois porque, ao contrário do que acontecia de manhã, os parque estavam pejados de turistas e não ia dar muito jeito para andar a recolher algumas fotografias.








Gostei bastante desta Ecopista do Minho. A mais valia é pedalar-se quase sempre na companhia do Rio Minho, muitas vezes abrigado das árvores, e passar por entre os parque de Vila Nova de Cerveira, onde vimos algumas obras de arte, certamente da sua bienal. Quem quiser encurtar o percurso pode-se ficar pela parte mais bonita Vila Nova de Cerveira - Valença.

Acho que será um ótimo sítio para revisitar com calma, e provavelmente noutras alturas do ano, na Primavera por exemplo, ou para observar as cores do Outono, mas tendo cuidado, pois vi vários castanheiros junto à Ecopista que será muito bom para furar alguns pneus! Quem sabe se, numa próxima ida ao Festival de Jardins não passe mesmo por lá. A ver vamos!