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quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Galeria da Biodiversidade - Jardim Botânico do Porto

No fim-de-semana passado, eu e um amigo, juntá-mo-nos à AMUT para uma pequena caminhada, desde a Ponte da Arrábida até ao Jardim Botânico do Porto. No jardim botânico esperavam-nos para uma visita guiada, quer pelos jardim, que já conheço muito bem, quer depois para uma visita à exposição Galeria da Biodiversidade do Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto na Casa Andresen. 

Mal entramos dentro da casa impressiona o enorme esqueleto que pode comparar em tamanho com a árvore de Natal que se vê na imagem abaixo e que tem quatro metros e meio. E a primeira pergunta que surge é: de que animal é este esqueleto? Querem tentar adivinhar? 







Seguidamente subimos para o andar superior, e eu aproveitei para tirar uma fotografia dos jardins lá fora:


No expositor abaixo somos confrontados com os diversos tamanhos de ovos de aves que existem na Natureza. O maior é o de avestruz, o mais pequeno não está ali porque...? Porque o ovo é tão pequeno que não é possível fazer trespassar o fio pelo ovo sem o partir. Sabem de que ave é o ovo mais pequeno do mundo?



Aqui vemos um expositor com todas as raças de cães representadas a branco e, em baixo, a preto, de onde todas elas vieram: do lobo.





Num outro expositor as sementes e a sua localização no globo:




Num dos expositores mais interessantes, o milho. Sabem de onde é originário o milho? Do México. E quem trouxe o milho para a Europa? Como disse o guia, que diz que brinca com as crianças, foi o Cris.... Crist.... isso, foi o Cristóvão Colombo quando descobriu a América.

No expositor podemos ver o milho endémico; o milho já manipulado pela polinização cruzada pela mão do ser humano e, podemos confrontar-nos com o milho transgénico, o expoente máximo do capitalismo. Milho que tem incorporado herbicidas e que é estéril, ou seja, o agricultor tem de, todos os anos comprar novas sementes, pois estas não vão germinar. Este milho é comido pelos animais, e depois, quem come o animais? Nós! 



Conseguem identificar o milho transgénico na imagem abaixo? Brevemente todos os seres humanos serão assim, modificados geneticamente e, como Huxley escreveu no Admirável Mundo Novo, só os selvagens se reproduzirão (de forma repugnante) com recurso a um pai e uma mãe.





Num expositor em que vemos Darwin com dois coelhos, as pessoas ficam a saber como o coelho de Portugal Continental, ao ser introduzido na ilha de Porto Santo se tornou bem diferente. Ficou mais pequeno que a espécie original, e isso explica a teoria da seleção de Darwin. Só os mais capazes de se adaptar e evoluir ao meio sobrevivem. 




Isto que aqui deixei é só um cheirinho do que pode ser visto. Há muito mais para ver, até para cheirar e logicamente para aprender. Gostei bastante da visita e recomendo. Se passarem pelo Porto vão lá dar uma vista de olhos. O bilhete custa 5€ por pessoa, mas a entrada é gratuita nas manhãs do segundo domingo de cada mês.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Cato Morto, Cato Posto

No penúltimo fim-de-semana, estava a dar uma pequena volta de bicicleta, e acabei por entrar no Jardim Botânico do Porto. Como sempre, demorei-me um pouco na zona dos catos e achei muito interessante, como de um tronco caído no chão, e já seco, brotavam novos catos:


Nesta imagem pode-se ver o grande cato tombado no chão:



Caso para dizer: cato morto, cato posto!


segunda-feira, 11 de julho de 2016

Aromáticas em Flor: Erva-do-Caril

Hoje, de passagem pelo Jardim Botânico do Porto, em cima da bicicleta e tudo, encontrei o "Roseiral" todo pintado de amarelo da flor da erva-do-caril (Helychrisum italicum). 





quarta-feira, 18 de maio de 2016

As rãs do Jardim Botânico

Há algumas semanas entrei no Jardim Botânico do Porto unicamente para fazer um pouco de tempo. Reparei no gradeamento e no muro, agora tudo bem pintado, com as novas cores do edifício que ainda recentemente era branco.








Contornando o edifício, rapidamente cheguei ao pequeno lago das traseiras, onde as rãs coaxavam freneticamente. Sentei-me junto a elas, e estranhei que não se assustavam comigo. Podia quase tocar-lhes...




quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Jardim Botânico do Porto

Não devem existir muitos jardins, parques ou meros espaços verdes de lazer no grande Porto que eu não conheça ou não tenha visitado, mas curiosamente, só há quatro ou cinco anos fui pela primeira vez ao Jardim Botânico do Porto. Também é verdade que só reabriu ao público em 2001 depois de muitos anos fechado, mas não creio que seja aí, que resida a explicação para eu ter a perceção que terá muitíssimos menos visitantes que, por exemplo, os Jardins do Palácio de Cristal ou o Parque de Serralves em que até é preciso pagar entrada.

O Jardim Botânico do Porto fica ali meio escondido na Rua do Campo Alegre e cercado pela Via de Cintura de Interna. Muita gente que não conheça, passa por ali e nem se apercebe do que está dentro daquele gradeamento.

Frente do Jardim vista no Google Maps

Das primeiras vezes que lá estive, a Casa Andresen era branca, entretanto recentemente foi pintada e exibe agora um vermelho escuro. Habitualmente decorrem lá exposições, lembro-me de ter visto uma interessante exposição sobre Darwin em 2011, e no ano passado uma exposição sobre insetos, uma coisa mais virada para os mais jovens, em que na entrada os visitantes escolhiam um inseto qualquer, que levavam consigo, e depois com a ajuda de uma chave dicotómica iam fazendo um percurso, passando por vários pontos de paragem, até descobrirem a que ordem pertencia o inseto em questão. 

Entrada - Casa Andresen
Depois de entrarmos e virando à esquerda, encontramos uma placa de agradecimento a todos os jardins botânicos pelo mundo, que doaram sementes ao Jardim Botânico do Porto num total de 1071 espécies. 


Jardins do Rapaz de Bronze

Foi junto desta pequena estátua de uma senhora com chafariz, que a poetisa Sophia de Mello Breyner (neta dos últimos proprietários) se inspirou para o conto do Menino de Bronze.  





Jardim do Xisto

Chegamos ao jardim do xisto atravessando uma pérgola com trepadeiras, e temos diante de nós um enorme espaço com o chão todo em pedra, onde estão desenhados três pequenos lagos, com peixes e rãs, e onde podemos encontrar plantas aquáticas como os nenúfares, com suas exuberantes flores agora no verão, ou os papiros (cyperus papyrus), planta sagrada de onde os antigos egípcios faziam o papiro. 





Atrás da casa, e virado a sul, temos três jardins escondidos por altos muros de camélias, aconselhando-se como tal uma visita em pleno inverno para contemplar a época de floração. À direita temos o jardim dos jotas (à esquerda na imagem abaixo), ao centro e mesmo em frente da casa, o roseiral, e do outro lado o jardim do peixe. Consegue-se perceber melhor a ideia com a ajuda da vista aérea do google maps:

Jardim dos Jotas - Roseiral - Jardim do Peixe



Jardim dos Jotas


Jardim dos Jotas por causa das iniciais dos nomes dos antigos donos do espaço, a Quinta do Campo Alegre como era assim conhecida. Neste jardim temos uma pérgola com uma glicícia e um painel de azulejos, os arbustos dipostos em forma de J e uma estátua de Sophia de Mello Breyner.





Jardim do Peixe


Jardim do Roseiral


Jardim dos catos e suculentas

Uma área bastante generosa em torno das estufas é dedicada em exclusivo aos catos e suculentas. Aqui encontramos enormes exemplares de agaves, aloes, euphorbias e opuntias.





Jardim dos Lagos

O jardim dos lagos nada mais é que um grande lago, bem maior que os do jardim do xisto, que tem um lago mais pequeno dentro do maior, que permite até que andemos lá no meio, e que está também com muitos nenúfares e imensas libelinhas coloridas que por lá voam e se reproduzem como tive oportunidade de ver desta última vez que lá estive.


Árvore da Seda (Ceiba insignis)
Detalhe do tronco

Libelinha a depositar ovos

Fica a sugestão, para quem não conhece e gosta de jardins, de árvores de espécies raras, se estiver pela invicta desloque-se ao jardim botânico. A entrada é gratuita.