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quarta-feira, 24 de julho de 2013

A morte veste-se de cor-de-rosa

A partir do momento que plantei um pequeno canteiro com algumas aromáticas no jardim, o número de objetos voadores, mais ou menos identificados por mim, como que disparou sobre as suas flores. 
Mas o que me começou a chamar a atenção foi uma pequena aranha cor-de-rosa que se fixava imóvel sobre as flores. Aranhas cor-de-rosa? 

Por norma gosto de observar o comportamento dos bichos - vício perfeitamente normal em qualquer bucólico anónimo que se preze! - olhar de perto as plantas, até para ver se está tudo bem, porque do nada pode aparecer bicharada prejudicial como os pulgões que num ápice são aos milhares.

Descobrir um novo bicharoco pode ser fascinante, mas mais ainda, é tentar investigar para chegar à sua identidade pelo seu aspeto e comportamento. Estava então na presença de uma aranha cor-de-rosa, que ficava imóvel nas flores e sem que fosse visível qualquer teia por perto. Cheguei depois, com a ajuda da internet, à identidade deste temível predador conhecido por aranha-caranguejo-das-flores (Misumena vatia). 

É conhecida precisamente por atacar as suas presas por emboscada,  mas sem recurso a teias, esconde-se atrás das flores, com um detalhe, ela muda de cor consoante as cores das flores, para melhor se confundir, e mais facilmente atacar um qualquer inseto voador que não se apercebe da sua presença e que voa para a morte.