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domingo, 3 de junho de 2018

As Rosas do Palácio de Cristal







Já se Pode Subir à Torre dos Jardins do Palácio de Cristal

Durante bastante tempo a escarpa da zona envolvente à torre dos Jardins do Palácio de Cristal esteve vedada para trabalhos de consolidação. Não sei ao certo há quanto tempo os trabalhos foram concluídos, mas pude constatar ontem que o acesso já é de novo permitido porque já tudo se encontra reparado e arranjado. 

Esta torre em granito, que ficou conhecida por Torre da Marca foi mandada construir pelo rei D. João na sequência da queda do enorme pinheiro que por ali existia (mais acima creio que perto da capela Carlos Alberto) e que servia servia de orientação para os barcos que entravam na barra do Douro.

E quem agora visitar este salão nobre de visitas da cidade do Porto já pode subir à pequena torre e desfrutar da paisagem sobre o rio Douro. 





sábado, 2 de junho de 2018

Os Pavões dos Jardins do Palácio de Cristal (2)

Quem passa pelos jardins do Palácio de Cristal é sempre distraído pelos pavões que escolhendo sítios estratégicos onde podem ter mais atenções exibem a sua vaidade e as máquinas fotográficas gostam especialmente deles. E eles sabem-no!

 


# Os pavões do Palácio de Cristal

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Coraleira

Mais uma curta visita aos Jardins do Palácio de Cristal para fazer tempo até à hora de mais uma consulta no hospital. Reparei que estavam a montar os expositores do Cidade + que estará por lá até ao próximo domingo, passei a revista o atentado que fizeram recentemente com as podas criminosas e ainda olhei para os cepos dos plátanos abatidos que se recusam a morrer e já estão a puxar rebentos. 

Pelo meio parei a observar uma coraleira (Erythrina crista-galli) que é árvore bastante rara de se ver por estas bandas, ou pelo menos eu não as costumo ver. Da família LEGUMINOSAE, é originária do Brasil. 






segunda-feira, 15 de maio de 2017

O Vírus da Moto-Serra ataca Jardins do Porto

Já na semana passada, quando andei a fotografar os pavões nos jardins do Palácio de Cristal que tinha reparado que andaram a deitar uma série de árvores abaixo. Hoje, andavam por lá a serrar enormes ramos de árvores. 

Eu não sou propriamente grande especialista em poda de árvores de grande porte em ambiente urbano, mas também não difere assim tanto de outro tipo qualquer de poda. A única diferença é que as árvores são gigantes. E creio também que não será preciso fazer um curso para perceber o que são podas abusivas - ramos cortados com mais de 30 centímetros - tal como me parece que esta não é a melhor altura do ano para fazer este tipo de trabalhos. Deveriam ser feitas na época de repouso vegetativo, ou seja, de Novembro a Março, e não agora, em que as árvores estão com o máximo do seu vigor. E infelizmente este tipo de podas têm sido recorrentes nos Jardins do Palácio de Cristal, basta pesquisar na internet para se ver as aberrações que se cometeram ao longo dos anos. E podas abusivas diminuem drasticamente o período de vida de árvores, muitas vezes já seculares. 

E o que me parece é que, quando as autarquias pagam a privados a gestão deste tipo de trabalhos, estas empresas, que visam o lucro, até vão inventar trabalhos desnecessários, e que acabam muitas vezes por serem criminosos, para depois receberam por isso. Eu deixo aqui algumas fotografias, e cada um que julgue por si, mas a mim choca-me que se cortem árvores de grande porte, como quem desfaz um castelo de areia. 

Na Alameda dos Plátanos o cenário é este:



Junto ao Cedro Branco:


Junto à Biblioteca:


Na Avenida das Tílias o cenário era este:




Visto que eu não me tenho por especialista no assunto, gostaria que alguém esclarecesse:

- Quem mandou abater as árvores e porquê?
- Todas as árvores abatidas estavam doentes?
- Se estavam, foi feito algum tratamento para evitar a todo o custo o seu abate? 
- E por que é que este tipo de intervenção está a ser feito a um mês do Verão? Não deveria ser feito de preferência no Outono/Inverno?

Este tipo de intervenção não é caso único do Palácio de Cristal. Ao passar pelo Jardim do Carregal vi árvores que também viram os seus grossos ramos cortados muito recentemente. Caso para dizer que, infelizmente o vírus da mota-serra anda a provocar grandes danos nos jardins do Porto.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Os Pavões do Palácio de Cristal

A meio da semana desloquei-me ao hospital Santo António mas como tinha de esperar algum tempo até à hora marcada, acabei por ir até aos Jardins do Palácio de Cristal que fica a dois passos. Mal avancei pelo jardim Émile David (logo após a entrada) dei de caras com um pavão a exibir-se, enquanto que, de vez em quando, lá fazia as suas vocalizações características. 

Ao longe, de vez em quando outro pavão parecia responder. Um belo espetáculo para observar.Eu saquei de imediato da pequena máquina compacta que tinha comigo e tirei umas quantas fotografias. Um turista que me interpelou em francês, até me pediu para lhe tirar uma foto na frente do pavão. 











domingo, 11 de dezembro de 2016

As Camélias dos Jardins do Palácio de Cristal

A uma semana do Outono acabar, grande parte das árvores caducas estão já sem folhas, e a rainha dos jardins do norte de Portugal, a Camélia ou Japoneira, exibe-se com  grande destaque graças à sua abundante floração. Nos Jardins do Palácio de Cristal, a sul nos socalcos, e agora mais visíveis porque muitas caducas estão despidas e deixam entrar luz, encontramos vários exemplares:










domingo, 16 de outubro de 2016

Jardins do Palácio de Cristal

"Olhe, sabe-­me dizer onde é que fica o palácio?"

Esta foi a pergunta que certa vez uma turista portuguesa me fez, e que estou em crer que muitos outros turistas farão a si próprios, quando visitam na cidade do Porto, um espaço que tem por nome "Palácio de Cristal" mas que na verdade não existe qualquer palácio para ser visto. Há edificações e monumentos que mudam de nome, aqui no caso é ao contrario, existe um momento que se deitou abaixo há mais de sessenta anos, que foi substituído por outra edificação no mesmo sítio, mas continua-­se a dar oficialmente o nome do monumento que se destruiu.
Palácio de Cristal 1865-1950

"Olhe, isto chama-se Palácio de Cristal mas não há nenhum palácio para ver...!"

Curiosamente este espaço que outrora se chamava Torre da Marca, mudou de nome quando em 1861 começou a ser construído o Palácio de Cristal, inspirado, como o próprio nome indicia, no Cristal Palace do Hyde­Park de Londres. Foi inaugurado em 1865 para receber uma grande exposição internacional, tendo terminado no mês passado, no dia 18 de Setembro de 2016, as comemorações dos seus 150 anos (1865-2015).




Quem não conhece perguntar-se-à: mas então por que é que afinal já não existe nenhum palácio para ser visto? Porque em 1951 decidiu-se construir um recinto desportivo para acolher o campeonato do mundo de Hóquei em Patins que iria acontecer na cidade do Porto no ano seguinte. E então a edilidade portuense, teve a brilhante ideia de deitar abaixo um palácio, para construir, no mesmo sítio, um pavilhão, que ficou conhecido por Pavilhão dos Desportos. Mais recentemente, em 1991, também este pavilhão voltou a mudar de nome para Pavilhão Rosa Mota, por forma a homenagear a grande maratonista e campeã olímpica portuense.


E é graças a todas estas confusões com os nomes, que ainda hoje, muitas pessoas julgam que o palácio é afinal aquele pavilhão, em forma de disco voador, e depois arranjam as explicações mais mirabolantes possível para ele ser de cristal, quando há mais de sessenta anos que o edifício que dá nome ao espaço é um mero fantasma.

De qualquer forma, nomes à parte, o espaço designado como "Palácio de Cristal" é uma espécie de salão de visitas da cidade do Porto, sendo talvez, no meu entender, o espaço de lazer ajardinado mais nobre que a cidade tem para oferecer aos seus habitantes e às pessoas que visitam a cidade, rivalizando talvez só com Serralves.

Por aqui se passeia, namora, acontecem exposições, concertos de música e todo um sem número de diferentes eventos que vão acontecendo ao longo do ano, como por exemplo a Feira do Livro que já esteve dentro do pavilhão quando se realizava na primavera e chovia quase sempre, ou como acontece agora, na Avenida das Tílias no mês de Setembro.

Entrada Principal pela Rua D. Manuel II
Entrando pela porta principal da Rua D. Manuel II (existem duas entradas abertas na mesma rua), a entrada onde vemos o pavilhão de frente, encontramos um espaço amplo, relvado e salpicado por bolas de buxo e ladeado por dois chafarizes dispostos frente a ­frente de forma simétrica, e por quatro estátuas, duas de cada lado, invocando as diferentes estações do ano: Primavera, Verão (duas) e Inverno. Os chafarizes evocam o Oceano, com sereias e tritões. Todas estas estátuas são provenientes das melhores fundições francesas e foram instaladas em 1865. Este espaço tem o nome do seu criador: Jardim Émile David. Foi este arquiteto­ paisagista alemão encarregue de criar estes jardins românticos que envolviam o Palácio de Cristal, jardins esses que ainda se mantêm nos dias de hoje.




Também em simetria, tal como com as esculturas e bem perto delas temos também quatro Acer palmatum, espécie que muito aprecio pela beleza da sua folhagem que vai mudando durante as estações, mas que é conhecida pelo seu vermelho vivo:





Há mais vermelho a salpicar os jardins mas neste caso das flores vermelhas dos metrosideros e callistemon que florescem no final da primavera e início do verão. Uma fila deles serve quase de barreira, delimitando o jardim do pavilhão.



A ladear a frente do Jardim Émile David temos duas avenidas de árvores que rasgam o espaço de norte a sul. Do lado esquerdo, virado a nascente, onde está sempre um porteiro que controla entradas de alguns carros que por lá entram, está a Alameda dos Plátanos que tem o piso