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sábado, 29 de setembro de 2018

À Sombra do Labirinto

Antes de me preparar para deitar no ervado do Parque São Roque vislumbrei um outro habitante do parque, este já devidamente deitado mas à sombra do labirinto!





domingo, 15 de janeiro de 2017

As camélias do Parque São Roque

Continuando o meu périplo pelos jardins e parques da cidade do Porto em busca das camélias em flor, que são rainhas dos jardins do norte de Portugal, fui neste sábado, aproveitando o bom tempo de Janeiro (frio soalheiro) ao Parque São Roque.  Aqui ficam algumas fotografias (cliquem para ampliar e ver com melhor qualidade):








































segunda-feira, 14 de março de 2016

Loureiro em tronco de austrália II

Aproveitando o bom tempo, do primeiro fim-de-semana de primavera do ano (não no calendário, mas bem que já vi as andorinhas a anunciaram-na), passei este fim-de-semana pelo Parque de São Roque no Porto, na esperança de ainda ver as camélias bastante floridas, mas infelizmente já cheguei tarde. A maioria já está com flores velhas ou mesmo sem flores. Ainda se via pontualmente uma ou outra flor mais exuberante, mas era coisa rara.



O Labirinto de bucho ganha agora uma corzinha verde:








Mas a minha visita tinha ainda uma segunda curiosidade em mente: verificar como estaria o loureiro que, de forma insólita, nasceu no tronco de uma velha austrália. Estaria ainda vivo? De boa saúde ou a definhar?

Pois é, mais de um ano depois, o loureiro que nasceu no toco apodrecido do tronco de uma austrália não morreu, e mais, cresceu um bom bocado!




Logo ali ao lado direito, a mãe da semente aventureira:



Não sei quanto tempo lhe poderá ser possível resistir. De qualquer das formas sempre que por lá for passando, não deixarei de continuar a acompanhar este insólito da natureza. 


domingo, 11 de janeiro de 2015

Parque de São Roque

Estou em crer que o Parque de São Roque, na cidade do Porto, à semelhança, por exemplo, dos Jardins Nova Sintra e Jardim das Virtudes, é mais um espaço aprazível, com características de jardim romântico, desconhecido da maioria dos próprios portuenses. Esta minha afirmação baseia-se unicamente na afluência de pessoas que por lá vejo, quando lá me desloco, e que é pouca. E curiosamente, o Parque de São Roque, fica mesmo junto ao Estádio do Dragão, casa do maior clube de futebol da cidade, e junto também de um dos seus grandes centros comerciais, e como tal, local de grande afluência de pessoas que ali vão ver a bola ou fazer compras.

O espaço, com mais de quatro hectares, é disposto em patamares e tem duas entradas. Uma, a que eu habitualmente uso, na rua São Roque da Lameira que fica a sul no nível inferior, e a outra, virada a norte,  no patamar superior, na travessa das Antas. Entrando pela entrada da rua de São Roque da Lameira, temos de fazer o percurso sempre em subida mas depois descemos, ao passo que entrando pela travessa das Antas, descemos todos os patamares para depois ter de os subir. 

O Parque de São Roque tem vários motivos de interesse e que merecem uma visita: a casa apalaçada oitocentista de 1792; o belíssimo labirinto de Buxus sempervirens, as camélias (que estão agora em flor) o lago com a sua ponte, o espaço de recreio onde adultos e crianças podem brincar e que tem um pequeno lago com repuxos (a funcionar), a gruta; e muitos outros recantos e elementos escultóricos a descobrir sem pressa.

Entrando pelo portão da rua de São Roque da Lameira, depará-mo-nos de imediato com a casa oitocentista. Apesar do seu evidente e lamentável estado de abandono a que foi deixada por parte da Câmara Municipal, que adquiriu o espaço em 1979 à família Cálem, ainda assim permite admirar a riqueza dos seus pormenores. 

Passamos o portão em ferro da rua, e temos uma escadaria em empedrado, ladeada por canteiros com camélias (ou japoneiras) e podemos então começar por ver a casa e o espaço ao seu redor:



Camélia em flor


Anno de 1792


Pormenor dos beirais
Pormenor das grades nas janelas do rés-do-chão



Detalhe do pavimento do chão

Vinha virgem em destaque no outono






Nas traseiras da casa destaca-se uma estrutura em betão, simulando troncos de árvores, assente em cima de uma gruta e de um pequeno lago.




 Planta-jade (Crassula ovata)



Um outro espaço delimitado que encontramos a seguir, é uma zona povoada de camélias, com um imponente chafariz no centro, e bancos debaixo de uma estrutura com uma trepadeira, que agora de inverno se encontra caduca, permitindo assim apanhar alguns raios de sol. Ao fundo um tanque com alguns peixes. 









Acer palmatum despido

Ao fundo, uma parede cheia de heras e outras trepadeiras, que da última vez que lá estive, já invadiam completamente, uma estrutura que embelezava o tanque onde se viam alguns peixes.




Seguindo a visita sempre a subir, encontramos outro do ex-líbris do Parque de São Roque: o Labirinto.


Labirinto de Buxus sempervirens



Continuando a subir, encontramos um espaço amplo, com um lago com repuxos e uma área infantil. 





Numa vista superior, temos uma panorâmica para este espaço recreativo bem como para o labirinto.


Continuando pela estrada do parque, subindo escadas e caminhos, vamos chegando aos pontos de interesse a norte, o lago e a ponte por onde se passeiam patos, e outros habitantes, e também uma estrutura onde estão plantadas trepadeiras, em que a ideia é que subam e a tapem totalmente, 



A ponte do lago, com receção à porta!



Nesta zona do lago podemos encontrar alguns habitantes, como patos, gaivotas, pombas, gatos, gaios,  melros, e se não virmos, poderemos sempre ouvir o pica-pau verde com o seu canto estridente muito caraterísitco. Desta última vez que lá estive, vi vários gaios a remexer na terra e musgo à procura de alimento, bem com os melros e um pica-pau verde, mas sempre muito esquivo que não consegui fotografar. 

Começando pelo gaijo que fotografei, muito ao longe, escondido atrás das árvores:

Gaio a remexer no chão

Gaivota empoleirada

Pombas nas árvores

Pombas e gaivota a aquecerem-se ao sol

Patos junto ao lago

Jovem gato a mirar-me escondido nas ervas!

Como referi, perto do lago, encontramos uma estrutura com pilares de granito e uma estrutura em ferro. Em cada pilar colocaram uma cana a servir de sustentação às trepadeiras. 




No que se refere às árvores, além das já referidas camélias, destacam-se algumas exóticas, como os imensos eucaliptos e austrálias, mas também podemos encontrar vários sobreiros.

Tronco de um imenso eucalipto

Sobreiros



Tronco do sobreiro em detalhe

Encontrei também uma árvore que ainda não identifiquei. Tem um tronco bastante atraente, e dá umas bolas um pouco maiores que o azevinho, e mais pequenas que cerejas. Recolhi uns frutos, quem sabe, depois se propaga.




Como referi no início, é um espaço aprazível, e que merece uma visita, assim como a casa merece também, sem dúvida que cuidem melhor dela. O Parque de São Roque fica mesmo junto ao Estádio do Dragão e a entrada é gratuita.


Parque São Roque visto no Google Maps