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quinta-feira, 1 de junho de 2017

A Aranha que condiz com a cor das flores

Diz o ditado que "à terra onde fores ter faz como vires fazer". Com a aranha-caranguejo é mais ou menos o mesmo, visto que na flor onde for ter, assume as mesmas cores para assim se tornar ainda menos percetível. E como se pode ver na imagens, esta pequena aranha, assume o mesmo amarelo que as flores amarelas da santolina. 




segunda-feira, 18 de julho de 2016

Mariposa Beija-flor na Budleia

Ainda por estes dias partilhava aqui a minha budleia e mencionei que dela se diz que é o arbusto das borboletas. Infelizmente não tenho tido tempo para andar de volta dela, para ver que bicharada se aproxima das suas flores, mas surpreendentemente encontrei esta Macroglossum stellatarum (creio ser a identificação correta, pelo menos foi o que me pareceu ao passar os olhos no meu manual de borboletas) encontrando na net muita gente a chamar-lhe Mariposa-Beija-Flor, isto na terminologia brasileira, porque por cá chamamos-lhe colibri. 




E percebe-se porque lhe chamam mariposa-beija-flor, porque como pude constatar, esta borboleta usa uma técnica muito parecida com o pássaro de beber o néctar das flores. Tem uma espécie de longo aspirador e voa muito rapidamente e de forma frenética por entre as flores.



E talvez só mesmo voando tão rapidamente e de forma frenética tenha conseguido fugir da aranha-caranguejo que se ocultava nas flores e que por um triz não a apanhou.



E tão freneticamente que quase não tirei nenhuma fotografia em condições, mas isso é falta de jeito a fazer macros com os não-sei-quantos-pontos-de-focagem da máquina nova. A seu tempo lá chegarei. 




Mas importa dizer que sim, está comprovado que a budleia atrai de facto as borboletas, pois eu estou em crer que nunca tinha visto uma Mariposa-beija-flor antes! 

sexta-feira, 12 de junho de 2015

A morte também se veste de branco

Nas flores quase brancas das ervilhas-de-cheiro esconde-se um predador, que também ele se veste de branco, para assim, a coberto da perfeita camuflagem, preparar a armadilha e apanhar uma qualquer presa desprevenida.  A pouca sorte da traça, foi a sorte da aranha-caranguejo.



No dia seguinte nova presa cai nas suas garras. Desta vez uma abelha. O mais curioso é, como a flor murchou, desprendeu-se e deveria soltar-se, ir no vento e cair no chão. Mas como que prevendo que isso iria acontecer, a aranha prendeu a flor com um fio(vê-se na última imagem), e apesar da ventania que se fazia sentir, a flor simplesmente ficava ali a girar sem parar, mas sem cair ao chão. Verdadeiramente engenhoso.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

A morte veste-se de cor-de-rosa

A partir do momento que plantei um pequeno canteiro com algumas aromáticas no jardim, o número de objetos voadores, mais ou menos identificados por mim, como que disparou sobre as suas flores. 
Mas o que me começou a chamar a atenção foi uma pequena aranha cor-de-rosa que se fixava imóvel sobre as flores. Aranhas cor-de-rosa? 

Por norma gosto de observar o comportamento dos bichos - vício perfeitamente normal em qualquer bucólico anónimo que se preze! - olhar de perto as plantas, até para ver se está tudo bem, porque do nada pode aparecer bicharada prejudicial como os pulgões que num ápice são aos milhares.

Descobrir um novo bicharoco pode ser fascinante, mas mais ainda, é tentar investigar para chegar à sua identidade pelo seu aspeto e comportamento. Estava então na presença de uma aranha cor-de-rosa, que ficava imóvel nas flores e sem que fosse visível qualquer teia por perto. Cheguei depois, com a ajuda da internet, à identidade deste temível predador conhecido por aranha-caranguejo-das-flores (Misumena vatia). 

É conhecida precisamente por atacar as suas presas por emboscada,  mas sem recurso a teias, esconde-se atrás das flores, com um detalhe, ela muda de cor consoante as cores das flores, para melhor se confundir, e mais facilmente atacar um qualquer inseto voador que não se apercebe da sua presença e que voa para a morte.