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sexta-feira, 20 de maio de 2016

Bonsai de Piracanta em Flor

Já há uma ou duas semanas que comecei a ver as piracantas a florir, quer nos montes, quer uma que tenho num vaso grande. Nos últimos dias começou a florir um bonsai que fiz e que também é a primeira vez que o vejo em flor.






A piracanta resulta muito bem como bonsai pelas pequenas folhas que tem, bem como as suas pequenas flores e os seus pequeníssimos frutos


Este bonsai está a norte, à sombra. Curiosamente uma outra piracanta que tenho, e que ainda está num vaso de vinte litros e a pleno sol, só tem mesmo um ou dois botõezinhos a quererem abrir. 




E por falar em piracantas, a pequena estaca que trouxe de Tomar, aquando da visita à Mata Nacional dos Sete Montes, já está enorme, com bem mais de um metro e também ela em flor. 




Todas estas pequeninas flores darão origem a pequeníssimos frutos lá para o outono. 

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Ervilhas-de-cheiro espontâneas

Há precisamente um ano publicava aqui uma mensagem sobre as ervilhas-de-cheiro que havia semeado no inverno anterior, e que floriam agora emanando o seu belo cheiro. O no ano passado recolhi centenas de sementes e enchi uns pequenos saquinhos, para depois voltar a semear. Mas na verdade esqueci-me de as semear. O tempo, para quem trabalha oito horas por dia em prol de outrem é muito curto, e mais curto ainda se faz, quando temos tido chuva e mais chuva em quase todos os fins-de-semana desde o final do ano passado. 

Mas curiosamente não foi preciso semear as ervilhas-de-cheiro porque conforme iam secando, algumas das sementes caiem ao chão, e sem qualquer intervenção humana acabam por facilmente germinar. 





As heras acabaram por servir de suporte, para que com as suas gavinhas se pudessem erguer e segurar. 



Ainda assim algumas acabam mesmo por tombar para cima do relvado... e eu talvez arranje forma de as prender às heras. 





quinta-feira, 21 de maio de 2015

Ervilhas de Cheiro

Até me terem oferecido sementes, nunca tinha semeado ervilhas-de-cheiro, e na verdade, esta é uma das plantas anuais mais decorativas e perfumadas. Aproveitando o facto de ter a frente da casa despida (recordo que cortei a sebe de escalónias e plantei heras que demorarão a crescer) lembrei-me então de ali as semear, para que crescessem, se enrolassem na rede, e dessem um aspeto florido e espalhassem o seu odor caraterístico muito agradável. Achei que ali seria um sítio propício, pois elas gostam de sol, e ali virado a sul têm sol todo o dia. E na verdade acho que por ali se deram bem. 

Ervilha-de-cheiro (Lathyrus odoratus)




Semeei-as sem especial cuidado. Peguei nas sementes que recolhi no ano passado (de diferentes cores), e enterrei-as, espaçadas quarenta centímetros entre si. Esta é uma planta que precisa de um apoio para poder trepar, e podemos, ou cortar e enterrar uns ramos, ou colocar umas estacas. Eu acabei por enlear um fio à volta da planta e depois prender na rede, pois a partir dali, já se podem fixar nela. 










Aconselha-se a regar abundantemente em alturas de seca, e preferem um solo rico. Também se pode remover as flores murchas. Se deixarmos formar sementes, a floração diminuirá de intensidade.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Lilás: arrancar rebentos e propagar

Abril é o mês do lilás, um arbusto de folha caduca, que se planta nos jardins pela sua sua floração abundante e extremamente perfumada. E eu até confesso, que sou completamente viciado em cheirar as suas flores!

Flor do Lilás (Syringa vulgaris)

Só que excluindo as semanas em que temos a floração, temos um arbusto mais ou menos ereto, e eu até nem lhe acho particular graça e ainda por cima é extremamente invasivo, pois das raízes em volta do tronco nascem novos rebentos a uma distância considerável. Hoje, ao passar por ele, vi que as últimas flores já estão a secar, e no solo, dezenas de novos rebentos irrompem.



Novos rebentos que invadem todo o espaço em volta da planta-mãe


E lá temos de pegar no sacho e arrancá-los. E devemos fazê-lo por dois motivos, o primeiro é o óbvio, se não fizermos, corremos o risco de o lilás tomar conta do espaço todo, e por outro lado, devemos também arrancar todos estes rebentos que crescem das raízes da planta, para que o tronco principal se conserve sempre bem pujante. 

Já que estamos com a mão na massa, podemos aproveitar vários destes rebentos que brotam das raízes e aproveitar para fazer quantas novas plantas quisermos. Basta unicamente meter estes novos rebentos ainda com o pau velho e meter num vaso, rega-se e já está, temos uma nova planta de forma gratuita.

Rebentos de lilás que surgem das raízes da planta

No espaço de um ano temos uma nova planta com perto de um metro! 

domingo, 22 de março de 2015

6a Exposição Orquídeas do Porto

Decorreu este fim-de semana na EXPONOR, o evento Horta Comigo, e paralelamente a 6a Exposição/Venda Internacional de Orquídeas do Porto.


Uma vez que a minha mãe é uma entusiasta da coisa - já para não falar nas largas dezenas de vasos de orquídeas que tem - falei-lhe da coisa e acabamos por passar por lá. 

Do evento o que me interessava mais eram as tillandsias, e acabei mesmo para ir à palestra dada pelo Jorge Freixial (que também lá estava com a sua banca a vender as suas meninas) e gostei especialmente de ver alguns exemplares, que segundo ele já o acompanham há vários anos nas várias palestras que faz, e que ele fez passar para plateia. Sem dúvida fascinantes e generosas estas plantas.

Aqui ficam então, algumas fotografias das rainhas do evento, começando pelas tillandsias e depois as orquídeas claro.










































terça-feira, 23 de setembro de 2014

Invasora aquática em flor: Jacinto-de-água

Quem conhece o meu outro blogue onde escrevo sobre as minhas tartarugas, sabe que que tenho um pequeno lago de 500L de capacidade, e que não tem qualquer sistema de filtragem o que pode originar vários problemas. Desde logo a sujidade da água, e o aparecimento de algas à superfície da água, que dá aquele aspeto verde. Esse problema pode ser facilmente resolvido com recurso a plantas aquáticas oxigenadoras e que absorvam os nutrientes da água. 


Uma das plantas de que sou adepto é o Aguapé ou Jacinto-de-água (Eichhornia crassipes) como é conhecido por cá, planta proibida em Portugal já do tempo da ditadura. Trata-se de uma planta brasileira oriunda do rio Amazonas, esponjosa e flutuante, que já no primeiro século depois da descoberta do Brasil, foi levada casualmente na areia que servia de lastro aos navios da época, para a Índia e Flórida, onde se estabeleceu como praga, a ponto de cobrir rios e estuários tornando difícil a navegação. 


Em países como Portugal, a planta não tendo predadores naturais, e sob condições favoráveis pode reproduzir-se muito rapidamente, e colocar em perigo flora e fauna aquática. Daí ter surgido a lei, cujo objetivo será levar as pessoas a não contribuir para aumentar o problema. De qualquer forma, é só mais uma lei que se fez e que ficou no papel, porque apesar de ser proibida a sua venda, esta planta vende-se em espaços comerciais sem qualquer problema. Ainda assim também não estou a ver as pessoas a comprar a planta para depois a irem atirar ao rio. Acho que a infestação muitas vezes pode acontecer sim, mas de forma acidental ou involuntária, por desconhecimento, daí que investir na informação seria bem mais positivo que ter uma lei que nem é conhecida muito menos cumprida.


A planta é invasora, com possíveis consequências que já mencionei, mas pode ser extremamente útil. Existe aliás uma corrente de opinião em sua defesa, pois a planta tem inclusive a capacidade de absorver metais pesados, ou despoluir águas poluídas. E é por esta planta ser extremamente útil, que nos últimos anos a tenho trazido da natureza, onde se pode encontrar, e coloco no meu pequeno lago, para de imediato começar a filtrar a água suja e a acabar com as algas. 


Este ano pude constatar de facto o seu poder impressionante de rápida propagação. Nos anos anteriores nunca a vi propagar-se desta forma, este ano, pelo contrário, tenho de estar sempre a retirar plantas do lago, e então até resolvi tapar os buracos de algumas taças de barro e floreiras e lá os coloquei para enfeitar, pois esta planta também é conhecida pela sua bonita flor. E terá sido também este motivo, a introdução para fins ornamentais, que a terá levado a diferentes paragens. 




Reparei que as plantas que coloquei em vasos na frente da casa, o sol queimou algumas folhas. A flor, essa é bem bonita, mas só dura dois dias. E por aqui, a norte do rio Douro, a planta não sobrevive ao inverno mesmo estando abrigada das possíveis geadas. Também não preciso dela de inverno, pois as tartarugas hibernam, logo não sujam a água, e não preciso deste excelente filtro natural gratuito. O excesso de plantas vai para a compostagem e está o problema resolvido.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

O desabrochar do Lilás

O meu  lilás (ou lilaseiro) começa agora a abrir os primeiros cachos de flores. É um arbusto lenhoso, de folha caduca, com múltiplos troncos (também pode ser podado por forma a deixar um único tronco) em que o seu grande atrativo é a época de floração que agora se inicia, acompanhado por uma fragrância verdadeiramente viciante. 

São extremamente resistentes e fáceis de cuidar. Dão-se bem em qualquer tipo de solo, apesar de terem preferência pelos calcários. Devem ser plantados sob sol pleno, mas o meu até está a meia-sombra e floresce bem. Caso haja necessidade de ser podado, esta deve ser feita após a floração, para retirar os ramos velhos, arejar ou manter a forma. Também se podem cortar troncos rente ao solo, tanto para arejar como estimular nova rebentação viçosa, mas isso irá impedir a floração, por um ou dois anos, porque o lilás floresce nos ramos formados do ano anterior. 

É curioso que quando desperta, nasce tudo ao mesmo tempo, tanto folhas como flores. No meu isso aconteceu em meados de março.





Lilás ou Lilaseiro (Syringa vulgaris)

Flores do Lilás

Tem como principal inconveniente o facto de ser invasivo. Das raízes formam-se novas plantas mesmo afastadas da planta-mãe. Por outro lado, ao arrancarmos essas novas brotações, podemos aproveitá-las para obter mais plantas facilmente. Também se propaga facilmente por estaquia.