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sábado, 27 de junho de 2015

Querida mudei a Cyca

Existem plantas que temos em casa e que por vezes mais parecem uma peça de mobília que já mudamos de sítio várias vezes e que ainda não encontramos o sítio certo para ela. É o que se passa com uma Cyca que tenho, e que já esteve nos mais variados sítios, e que hoje coloquei na zona das tartarugas, e espero que agora ali fique definitivamente!

Já esteve na frente da casa, quase moribunda, creio que porque tinha pequena cova com pedras em volta, onde acumulava água das chuvas, e estas plantas não toleram muito bem o encharcamento, nem as geadas, e a frente da minha casa, virada a sul, é muito exposta às geadas. Esteve quase morta, só com duas folhas (como se vê na imagem) pois cortei todas as outras que estavam a secar, e remexi a terra em volta, acrescentei areia e fiz uma espécie de montinho para a água escorrer e não acumular. E tive sucesso, pois aos poucos a planta recuperou e regenerou-se. 

Cyca a definhar em Fev 2011

A Cyca (Cyca revoluta) é uma planta quase semelhante a uma pequena palmeira, de folha persistente, com tronco direito e sem ramificações, e que poderá atingir os três ou quatro metros de altura. Depois na base do tronco nascerão filhotes e que podem ser retirados como forma mais prática para propagar a planta. A planta, que pode ser masculina ou feminina, só dá uma nova rodada de folhas por ano, e as folhas velhas não devem ser cortadas antes de nasceram as novas, pois esse procedimento irá enfraquecer a planta. 

É considerada um fóssil vivo, pois as suas caraterísitcas mantêm-se inalteradas desde o tempo dos dinossauros (era Mesozóica há 200 milhões de anos). É uma planta originária da China e Japão, de crescimento muito lento, e como tal, logicamente que quanto maior for a planta, maior valor tem. 

Nova rodada de folhas 


Tendo já em mente a colocação de relva, o que se vê na imagem ainda é o "ervado", achei que aquele não seria o sítio para esta planta e tratei então de a arrancar, cobrir o buraco para a tarefa de plantar posteriormente a relva. 

Janeiro 2013

Retirei a planta e coloquei-a num grande recipiente, provisoriamente, até ver onde a colocaria depois. 



Mas este ainda não foi o seu último sítio! Ainda a mudei novamente, para um vaso em cimento, bastante decorativo, e ali a deixei até hoje, dia em que resolvi mudá-la para o espaço das tartarugas, porque já me parecia que não teria mais terra para se alimentar, e foi o que pude comprovar quando a arranquei. 


Setembro 2013

No espaço das tartarugas onde plantei a cyca, tinha ali uma gilbardeira fêmea, que plantei há ano e meio para substituir uma outra gilbardeira macho, mas enorme, cresceu demasiado (nunca vi nenhuma daquele tamanho) e por outro lado, uma tartaruga gostava de a trepar e depois mandar-se lá de cima, o que não era nada boa ideia. 


 

Arranquei então a gilbardeira, e coloquei num vaso a aguardar novo sítio, e lá coloquei a cyca, esperemos que definitivamente. 

No fundo da cova coloquei bastante composto orgânico proveniente da compostagem, e depois acrescentei alguma da terra que saiu e cobri com a areia para ficar com um aspeto uniforme,. 

As raízes já ocupavam totalmente o espaço do vaso


A gilbardeira que retirei


Cyca acabada de plantar

Vista geral do espaço
E fico assim um espaço todo ele exótico, desde as tartarugas às plantas. Um cato Cereus - que está enorme - as plantas aquáticas para servir de alimentação e filtragem natural, a relva também ela exótica, a e agora uma Cyca revoluta! Esperemos é que se dê bem ali, vai apanhar bastante sol, tenho ideia que se darão melhor a meia sombra, mas vamos ver. 

domingo, 8 de março de 2015

Parque Botânico do Castelo

Em Crestuma, a dois passos da barragem, e ao lado do Clube Náutico, fica situado mais um dos parques de Gaia, provavelmente o menos conhecido e visitado, mas nem por isso menos interessante. 


Tinha lá estado pela última vez há poucas semanas e a sensação com que se fica quando o atravessamos, principalmente quando passarmos a Casa da Eira e descemos para o rio, é estarmos num bosque encantado.

Entretanto estive lá hoje, munido da máquina fotográfica, mas como seria natural, todo aquele verde carregado, cheio de musgos e liquens já se está a começar a desvanecer, fruto do sol e do calor que já se tem feito sentir desde a última semana. 

O Parque Botânico do Castelo foi inaugurado há poucos anos, e quem o visita pode observar muita da nossa flora autóctone, tem ao ser dispor mesas para um bom repasto ou descanso, uma belíssima paisagem sobre o rio Douro, e ainda alguns vestígios arqueológicos para observar.

Parque Botânico do Castelo

À semelhança do Jardim das Virtudes ou do Parque de São Roque, este é outro espaço que se apresenta em socalcos, aconselhando-se calçado apropriado e alguma atenção, pois muitos dos acessos são feitos através de degraus escavados nas fragas. A primeira parte do percurso é feita sempre a subir até à Casa da Eira lá no alto, e depois continua-se, sempre a descer até chegarmos às traseiras do clube náutico e à pequena praia fluvial. 

Vamos então começar a visita, é sempre a subir até à Casa da Eira:

Início do percurso





Bancos e mesas para usufruir do espaço


Murta









Musgos nas fragas


Quase...



Casa da Eira

Chegado lá cima à Casa da Eira, podemos então observar alguns dos trabalhos de escavação arqueológica que têm sido desenvolvidos.




Escavação arqueológica delimitada





Sepultura Medieval


Sardanisca

Depois de descansar um pouco da subida, saciando a vista com a paisagem e lendo as informações disponibilizadas sobre a escavação arqueológica, é tempo de começar a descer encosta abaixo, pelas traseiras da Casa da Eira. E mal começamos a descer, encontramos logo um ponto de interesse. Um medronheiro imenso, cravado nas rochas. 


Medronheiro no meio dos penedos

Raízes do medronheiro


Gilbardeira




Madressilva



Musgo e Hera


Esporos de feto

Tronco de árvore a decorar o caminho



Liquens e umbigo de vénus




E está feita a visita. Um pequeno espaço, mas com enorme riqueza, uma espécie de bolha de espécies autóctones, sempre muito bem documentado, com placas informativas junto das árvores e arbustos.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Já despertam as gilbardeiras

Ainda estamos em pleno inverno, apesar de já só faltarem três semanas para que entre a primavera, mas muitas plantas já despertam do sono profundo e começam a crescer vigorosamente. Um exemplo disso são as gilbardeiras. 

Esta planta autóctone, da qual já falei anteriormente aqui, propaga-se naturalmente de duas formas totalmente distintas: sexuada e assexuadamente. A forma mais comum da maioria das plantas se propagarem é através da produção de flores, que ao serem polinizadas, produzem frutos que darão origem a sementes. Esta é a chamada propagação sexuada.

Mas no caso da gilbardeira, esta reproduz-se naturalmente, mesmo sem recurso à produção de sementes. Fá-lo por via assexuada, através da multiplicação dos seus tubérculos. Neste caso, como é óbvio, por se tratar de uma espécie que origina plantas masculinas e femininas, estas novas plantas serão do mesmo sexo da planta-mãe. 

Como tenho o vício de apanhar bagas e sementes do chão, há coisa de dois anos recolhi algumas bagas de gilbardeira, às quais não fiz mais nada - qual esquilo! - senão enterrá-las e esquecer-me delas. No ano passado para minha surpresa tinha duas pequeníssimas plantas! 

Gilbardeira de semente com um ano 

Podemos observar que estas plantas, e durante um ano, não cresceram mais do que cinco centímetros de altura. Mas entretanto já começaram a propagar-se pelo alastrar dos tubérculos, dos quais surgem novos caules. 

Em plantas adultas podemos observar que o crescimento destes caules é substancialmente maior. E são estes caules, já de bom tamanho mas ainda tenros, que podem ser usados na cozinha.

Rizomas brancos


Dois novos caules

A gilbardeira (fêmea) que tinha plantado diretamente no solo, no final de novembro passado, também ela já exibe um novo caule a furar da terra e ainda mantém muitos frutos.