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domingo, 22 de dezembro de 2019

Jacinto Aquático - História de uma Invasão por Culpa do Homem

"A Planta Mais Prolífera do Mundo"

O jacinto de água multiplica-se com uma incrível rapidez; numa só temporada, dez pequenos jacintos podem converter-se em mais de seiscentas mil plantas estreitamente entrelaçadas. Estas formam um tapete com a extensão de meio hectare, tão espesso que pesa 180 toneladas e com tal flutuabilidade - devida a uma série de ampolas de ar com quatro ou cinco centímetros de espessura, situadas na base de cada planta - que pode suportar o peso de um homem. 

Jacinto-de-água em flor (Eichhornia crassipes) em minha casa

O homem é o único culpado desta propagação monstruosa. A planta só atravessou as fronteiras da América do Sul, de onde é originária, em 1884, data em que foi levada à Exposição Comemorativa do Centenário de Nova Orleães, fugurando na secção de horticultura.

Atraídos pelas suas belas flores, alguns jardineiros levaram várias estacas para os seus tanques e fontes. Ao verem que se multiplicavam rapidamente, atiraram o resto para os arroios próximos. Um visitante da Florida levou para a sua cidade um caixote cheio de jacintos, tencionando embelezar com eles o rio St. John: as inundações, os temporais e as correntes encarregaram-se do resto. Seis anos depois,  jacinto tinha-se espalhado desde a Florida ao Texas, avançando em seguida para o norte até à Virgínia e para o oeste até à Califórnia.

Invasão de Jacinto-de-água na Pateira de Fermentelos
A Planta chegou à Austrália em 1895, provavelmente levada por alguma pessoa que se deixou seduzir pela sua beleza. Na Índia era já conhecida em 1902, enquanto que a África só começou a ser invadida por ela em 1950. Neste continente foi vista pela primeira vez no rio Zaire, perto de Brazzaville, onde, segundo se diz, fora introduzida por um missionário. Seis anos mais tarde, estendia-se, ao longo de mil e quinhentos quilómetros, pelo rio Zaire e afluentes penetrando também no Sudão, Uganda Etiópia, Rodésia e Malawi. 

Excertos do livro "O Assombroso Mundo da Natureza" / Seleções do Reader's Digest (1970)

domingo, 7 de outubro de 2018

O Abraço Florido


Com a cidade do Porto em fundo, vemos em primeiro plano um sobreiro, que por algum motivo morreu e uma trepadeira invasora de cores azul púrpura e rosa (Ipomoea indica) que aproveitou a oportunidade de trepar por ele acima. Junto ao mesmo sobreiro vemos ainda uma outra outra invasora, as muito conhecidas canas (Arundo donax).





quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Plumas: 10 Meses Depois do Incêndio

Dois meses depois dos grandes incêndios de 14 e 15 de Outubro do ano passado, mostrei aqui como as plumas sobrevivem facilmente mesmo sendo queimadas e já se podia ver como já estavam a rebentar nos rebentos. 

Hoje, ao passar pelo mesmo sítio chamou-me a atenção por já estarem em floração. Em meros dez meses a plantar ardeu, e já aí está como se nada fosse. Daí que, para erradicar esta invasora de nada adianta queimá-la.



quarta-feira, 20 de junho de 2018

Vespa Asiática em Flores de Hera

Ao pegar num cartão de memória com fotografias já do ano passado, encontrei fotografias que quereria já aqui ter partilhado no blogue, mas que depois entretanto acabei por me esquecer. E foi algo que me chamou a atenção, observar vespas asiáticas na altura pois fotografei-as muito interessadas nas flores das minhas heras. E porquê? Porque sempre ouvi dizer que esta espécie invasora se alimenta de abelhas (conhecidas por atacarem colmeias), vespas e bem como outros invertebrados. E assim sendo, porquê tanto interesse nas flores de hera?






sábado, 9 de dezembro de 2017

Jacintos a passar a Barragem de Crestuma-Lever

Nas últimas semanas, a caminho do trabalho, fui surpreendido com uma enorme mancha verde à deriva no meio do leito do rio Douro, junto à barragem de Crestuma-Lever, entre Gondomar e Gaia. Hoje, apesar do tempo cinzento, dos chuviscos e, por vezes com a lente embaciada, passei lá e tirei algumas fotografias aos muitos jacintos (Eichhornia crassipes) que se preparam para descer o rio em direção ao Porto. 

Tudo isto, a meu ver e especulando um pouco, acontecerá graças ao cada vez maior movimento dos barcos, que os arrastarão de zonas infestadas para zonas que até agora estavam livres desta invasora aquática. E se as autarquias nada fizerem, em breve, o problema que agora só se está a iniciar, irá rapidamente multiplicar-se com todos os efeitos negativos que isso acarretará.






Já a montante da barragem, junto à marina de Covelo, podemos ver que aquela zona também já infestada:


terça-feira, 14 de novembro de 2017

Plumas: Resistência após Incêndio

As plumas (Cortaderia selloana) exótica invasora, estão a invadir em força o grande Porto. Por exemplo, Gaia está completamente invadido por esta erva vulgarmente conhecida por penachos, plumas, erva-das-pampas, originária da Argentina e Chile. 


Trata-se de uma erva que pode atingir os dois metros e meio, que corta facilmente a pele se lhe passarmos as mãos e é muito facilmente identificável quando exibe as suas plumas. É uma planta que podemos encontrar em diferentes habitats, diferentes tipos de solos, como junto ao rio, nas bermas das estradas, ou em terrenos baldios. 





Só pela observação que fui fazendo, rapidamente cheguei à conclusão que não é uma planta de ser facilmente erradicada. Vejo constantemente pessoas as cortá-las com roçadoras, bem rente ao solo, para depois, passado pouco tempo, elas regressarem com grande vigor. Tal como também já tinha visto incendiarem as zonas onde elas estão e também me pareceu que esse esforço era infrutífero. 

E agora pude facilmente comprová-lo. Os últimos grandes incêndios de 14 e 15 de Outubro, que infelizmente provocaram mais uma série de vítimas, foram há um mês. E um mês depois já podemos observar esta invasora a ressurgir, qual fénix, das cinzas:






domingo, 12 de novembro de 2017

Eucaliptização: As Consequências

"A eucaliptização é pois um verdadeiro atentado à identidade portuguesa."


Sobre a Água

Em áreas de precipitação elevada (acima dos 1000 mm) o seu consumo de água, embora muito acentuado, não reduz criticamente a disponibilidade hídrica das bacias, mas em áreas de menor precipitação, onde têm sido instalados grande parte dos eucaliptais nos últimos anos, o efeitos dos eucaliptais industriais adultos de alta intensidade sobre os recursos hídricos é acentuado, tornando-se praticamente nulo o rendimento em água das bacias hidrográficas onde está instalado. Este efeito  começa a verificar-se já quando as árvores têm 4-6 anos de idade. 

Nas zonas de baixa precipitação o eucalipto desenvolve um vasto sistema radicular superficial que absorve em grande parte a água da infiltração, bloqueando a recarga subterrânea e eliminando drasticamente a vegetação do sub-bosque. O sistema radicular também lhe permite explorar eficientemente aquíferos subterrâneos. 

Sobre o  Solo

Dada a elevada produtividade dos eucaliptais, para além da excessiva exploração da água, grande quantidade de nutrientes encontram-se imobilizados na biomassa (raízes, casca, ramos e folhas). O folhado de elevado pH é rapidamente mineralizado sem incorporação de matéria orgânica nos horizontes do solo, e os elementos libertados são novamente absorvidos pela planta, continuando os horizontes minerais pobres em matéria orgânica, em nutrientes e de pH baixo. 

Em especial em regiões de baixa precipitação e com solos de baixa fertilidade, a quase inexistência de vegetação herbácea e arbustiva não permite proteger o solo da erosão hídrica, pelo que os eucaliptais são ineficientes para conterem a erosão laminar, mesmo quando plenamente desenvolvidos.  

Após o fim do ciclo de produção resta o terreno coberto de cepos e raízes de difícil remoção. Se não forem retirados, deixarão os terrenos improdutivos e inutilizáveis para reconversão, em parte devido ao desenvolvimento de fungos. (...) Por outro lado, a cuidada remoção dos cepos e raízes em solos compactos será particularmente difícil e onerosa economicamente inviável, contribuindo assim também para a forte erosão em declives acentuados. 

Sobre a Flora e Fauna

A sua instalação e corte pressupõem a destruição das comunidades pré-existentes ou entretanto desenvolvidas durante o crescimento do povoamento. 

Estes aspetos são significativamente agravados no caso dos eucaliptais das zonas de fraca precipitação, onde o desenvolvimento do sub-bosque é quase nulo. Verifica-se assim uma redução drástica da riqueza florística. A flora mediterrânica contém numerosos endemismos muito localizados. A plantação indiscriminada de extensas áreas de eucaliptais   pode implicar assim a extinção completa de diversas espécies. 

É igualmente grave o desaparecimento sistemático de várias espéceis arbóreas e subarbóreas caraterísticas da nossa flora (carvalhos, medronheiros zambujeiros, etc) são frequentemente cortadas ou "abafadas" pelos novos eucaliptos. Com elas desaparecem as espécies epifíticas (musgos e líquenes) respetivas, muitas com valor económico. 

A substituição sistemática das fitocenoses naturais, que constituem valiosos habitats para a fauna, por eucaliptais exóticos, extremamente pobres em nichos ecológicos e de escassos recursos alimentares, constitui uma das mais importantes causas de perda de abundância e diversidade faunística. De facto os eucaliptais são muito mais pobres em fauna que, por exemplo, um montado de sobro. 

Incidindo sobretudo sobre áreas de agricultura marginal ou extensiva, e sobre os habitats naturais e semi-naturais ("incultos") a eucaliptização é a principal ameaça atual para diversas espécies em perigo - lince, gato-bravo, aves de rapina, cegonha negra, abetarda, etc. 


Sobre a Economia

Apesar de ser habitual afirmar-se que o eucalipto é a espécie silvícola que maiores rendimentos proporciona, esta afirmação é falsa. Na verdade, o montado de sobro em uso múltiplo, quando convenientemente explorado, proporciona rendimentos muito superiores, sem que apresente os impactes ambientais negativos do eucaliptal, os quais aliás não são contabilizados pelos que falam dos elevados rendimento do eucalipto. 

Assim, o eucalipto apenas permite atingir rendimentos mais rápidos, por ser uma espécie de crescimento rápido mas não é de forma alguma a espécie mais rendível, nem a que garante uma rendibilidade sustentada. 

As empresas de celulose, que se têm apresentado como fonte de lucro para o país, possuem na maior parte dos casos uma forte componente de capital estrangeiro, que é mesmo maioritário nalguns casos, o que implica que, na realidade grande parte dos lucros gerados são exportados para outros países, os quais deles usufruem sem suportar os impactos da eucaliptização e da atividade industrial que lhe está associada. 

Numa verdadeira avaliação dos aspetos económicos da eucaliptização, há ainda que ter em conta que, em geral, ao fim de três cortes torna-se economicamente inviável nova plantação de eucaliptos. Os custos e consequência da remoção dos cepos e raízes são gravosos e ainda não completamente avaliados, pelo que implicam severa quebra na capacidade produtiva dos solos, riscos de erosão, etc. 

Só uma visão economicista estrita baseada exclusivamente no lucro imediato, pode explicar a opção económica pela monocultura intensiva do eucalipto, como a têm defendido alguns governantes. Esquecer deliberadamente as gravosas consequências que a mesma implica, embarcando em metáforas falaciosas como a do "petróleo verde", é tão lesivo da Pátria como o seria vender porções do território nacional. A eucaliptização desenfreada a que se assiste em Portugal só tem de semelhante ao petróleo o efeito de uma maré negra, alastrando sem parar na nossa floresta, e constitui uma ameaça preocupante ao desenvolvimento sócio-económico do país. 

Sobre as Regiões

Em primeiro lugar, o eucalipto constitui um elemento exótico, alheio à nossa região biogeográfica, não integrado culturalmente no sistema de sobrevivência das comunidades rurais, exceto como elemento de referência topográfica, ou outras utilizações secundárias. 

O proprietário que vende a terra às celuloses, aliciado pelos preços sobrestimados que esta não pode praticar, contraria a sua posição de residente: não deseja vender, mas não tem alternativa, o que lhe cria um conflito psicológico consigo próprio e com a sociedade de que faz parte. Ao perder a posse efetiva e o controle sobre a propriedade, perde o seu estatuto socio-económico habitual, desinserindo-se da comunidade. A função social do proprietário que a aliena a terra ou o seu uso em benefício das celuloses torna-se abstrata. 

Sobre a Cultura


A forma como são plantados os eucaliptos, implicando a mobilização dos terrenos e a utilização de maquinaria pesada, tem levado à destruição e muitos vestígios arqueológicos, em especial de monumentos megalíticos. Para esta situação muito contribui a falta de preparação e de sensibilidade dos responsáveis pela arborizações industriais. Embora também falte um inventário nacional exaustivo das áreas de interesse arqueológico, já tem ocorrido a destruição por parte da empresas de estações arqueológicas referenciadas. O que atesta a sua manifesta falta de respeito pelos valores culturais e históricos do nosso país. 

Por outro lado, a paisagem faz parte integrante da identidade cultural de um país e de um povo. O impacto paisagístico de monoculturas de uma espécie oriunda de outra região geográfica, descaracterizam em absoluto a paisagem portuguesa. A paisagem variada tradicional, aliás um dos sustentáculos do turismo, tem sido crescentemente substituída por manchas contínuas e monótonas eu eucaliptos, como sucede já em amplas extensões do país. 

Excertos de "A eucaliptização em Portugal: Análise da situação e propostas de resolução" / Agrobio - APB - GEOTA - GUEA - LPN - QUERCUS de 1989

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Invasão de Pinheirinha na Ponte Medieval sobre o rio Marnel

Já por muitas vezes passei na estrada nacional ao lado da Ponte Medieval sobre o rio Marnel (afluente do Vouga) em Águeda, mas nunca até este fim-de-semana lá tinha parado. Desta vez resolvi encostar para esticar um pouco as pernas. E constatei o que da estrada nacional IC2 me parecia: uma invasão de pinheirinha (Myriophyllum aquaticum), uma invasora originária da América do Sul.






sábado, 29 de abril de 2017

Jacintos-de-Água a Florir em Abril

Para mim é quase fenómeno do Entroncamento chegar a casa e ver jacintos-de-água a florir em Abril! Até pode ser normal noutras paragens, mas por aqui costumo vê-los e flor sim, mas no verão, em Agosto ou Setembro. Em Abril é novidade! Provavelmente, digo eu, talvez tenha a ver com a Primavera mais quente e sem chuva que temos tido. 





quinta-feira, 20 de abril de 2017

Pateira: Remoção de Jacintos e diferença na Paisagem

Se no primeiro dia do ano, tínhamos os jacintos-de-água da Pateira de Fermentelos completamente castanhos por causa do frio, agora, já em plena Primavera, temos a paisagem de novo verde, mas os jacintos, uma invasora que se propaga rapidamente, foram, e bem. entretanto removidos:



Janeiro 2017

Setembro 2016
Da remoção, ainda se podiam ver alguns montes de jacintos, deixados em terra, a secar, mas é curioso como mesmo assim, alguns ainda resistiam e se mostravam bem verdinhos:


domingo, 1 de janeiro de 2017

Pateira: Diferenças na paisagem

Se em Setembro, pleno verão, aqui mostrei as infestações de jacintos-de-água, muito em floração na Pateira, agora com os rigores do inverno a fazerem-se sentir, esta exótica sul-americana começa agora a ressentir-se.

Se em Setembro a cor reinante era o verde...


 ... em Janeiro tudo em volta parece acastanhado. E não são só os jacintos, tudo parece estar adormecido:



Afinal, não são só os meus jacintos que mantenho num pequeno lago para servir de alimento a tartarugas e filtro de água que apodrecem e morrem no inverno. Só os que abrigo conseguem sobreviver. Mas estes aqui também não estão a ficar com boa cara por causa do frio. Mas pude observar que muitas destas plantas aquáticas estão com as esponjam em formato de pequenas bolas, que servem para flutuarem, comidas, o que significar que também há por ali quem deles se alimente. Serão aves? 


Aqui, numa zona abrigada, podemos ver uns quantos ainda bem verdes:


sábado, 24 de dezembro de 2016

Jacinto-de-água no rio Douro

Há coisa de dois meses, quando andei pela zona ardida junto à ETAR de Lever, em que aqui falei da rápida proliferação dos eucaliptos, não estava a querer acreditar no que me parecia estar a ver: jacintos-de-água no rio Douro. Mas era mesmo verdade, a poucos metros da barragem de Jancido-Lever/Crestuma (Jancido do lado do Gondomar, e Lever/Crestuma do lado de Gaia (duas freguesias que andaram sempre em guerra daí a barragem ser conhecida por dois nomes da mesma margem)  via alguns jacintos solitários pousados no rio. 


Ponte sobre o rio Douro (Auto-estrada CREP) vista de Pombal (Medas)
Já este ano os tinha visto em grande quantidade mais a norte até, no rio Cávado, mas no rio Douro nunca tinha visto nenhum, tanto que, quando há uns anos quis arranjar alguns (a planta está proibida de ser vendida, apesar de se encontrar à venda em alguns hortos) para servir de filtro natural e de comida para as minhas tartarugas exóticas, tive mesmo de me deslocar a Mira para apanhar alguns numa zona infestada.

E foi então que, por estes dias, descobri aquele que julgo ser o principal foco da rápida propagação. No lugar de Pombal da freguesia de Medas (em Gondomar) abrigados numa pequena marina de barcos que já por ali existe há uns trinta anos, estão ali ancorados já uma boa quantidade deles. 


Jacinto-de-água e Azola

Esta infestação é recente. Até fui pesquisar no Google Maps ver se, naquela zona eles já por ali estariam, mas não, a coisa foi recente. E das duas uma, ou vieram ali parar, vindos de outra zona de infestação, trazidos pelos barcos, ou então foram ali deixados por alguém que os quis propagar, e isso é ilegal, porque a planta tem estatuto de invasora, está proibida de ser comercializada e deixada em zonas da natureza onde possa causar invasão.


Junto com os jacintos aquáticos, vêem-se também outras plantas aquáticas como a lentilha-de-água e aquelas grandes manchas avermelhadas, o que me parece ser a azola, um género de feto aquático flutuante, também ela outra planta com estatuto de invasora exótica em Portugal.


Foi por ali também que consegui pela primeira vez fotografar um guarda-rios (Alcedo atthis), se é que se pode chamar fotografia ao que consegui, dada a distância que estava, mesmo com uma objetiva de 300mm. Conseguia vê-lo ao longe, de peixe no bico, a tentar engoli-lo. A qualidade é fraca, mas aqui fica:





Tendo tempo, quem sabe me vá por ali esconder, para conseguir melhores fotografias, daquele que é talvez o pássaro mais bonito da nossa fauna. Também vi uma garça-real, mas dessa não consegui fotografias.