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domingo, 4 de agosto de 2019

Do Lixo para Casa

Perto de minha casa, num terreno baldio, por ali se deita restos de jardim, infelizmente também algum lixo, mas também muitas plantas que eu mesmo já recolhi. Esta foi a última. Vi-a à sombra, tão verdinha, que resolvi trazer para casa. Proporcionei-lhe as mesmas condições e rapidamente cresceu, e já dividi e fiz dois vasos! Espero que não se transforme numa floresta!


quarta-feira, 31 de maio de 2017

Metrosidero: da Morte ao Paraíso

Quem vai acompanhando o blogue lembrar-se-à por certo do metrosidero que eu trouxe do lixo. Estava completamente seco junto a um ecoponto mesmo a dois passos do Hospital Santo António na cidade do Porto. E o tempo voa, e já fará em Julho dois anos que o meti na mala do carro, e trouxe para casa na esperança que se salvasse.




Se no primeiro ano, como se pode ver nas fotografias já cresceu imenso e ganhou muitos novos rebentos, nesta segunda Primavera eis que agora decidiu presentear-me com as suas flores vermelhas! Muito devagarinho a desenrolar as suas inflorescências:





Às vezes há árvores que parecem mortas, abandonadas à sua sorte junto ao lixo, mas na verdade só precisavam mesmo que alguém reparasse nelas e lhes dessem uma oportunidade...


sábado, 11 de julho de 2015

Metrosidero resgatado do Ecoponto

Há coisa de duas semanas fui ao hospital Santo António no Porto. Estacionei em frente do Jardim da Cordoaria (obra de Emile David autor também dos jardins do Palácio de Cristal) e preparei-me para seguir o meu destino, mas foi impossível não reparar num grande vaso com uma planta totalmente seca, deixada ao lado do Ecoponto. 

Olhei a pobre planta, que reconheci logo como sendo um metrosidero, já de bom porte, com as folhas completamente secas, bem como seca estava a terra, e que já há muito não deveria ver um pingo de água e que ali estava para ir para o lixo. Mas ainda assim era possível ver uma ou outra folha verde e alguns raminhos que não estavam secos. Achei que valia a pena tentar salvá-la - há quem traga animais para casa, eu costumo trazer plantas! - e então fiz a minha parte e meti o vaso na mala do carro, e fui ao hospital e depois fui trabalhar.

Ao fim do dia, quando cheguei a casa, retirei a pobre planta do vaso e constatei o óbvio, toda a terra estava tomada pelas raízes, e não tendo a planta por onde se alimentar, nem estando a ser regada, começou a morrer, e quem a deitou fora acreditaria mesmo que já estaria morta e que não havia mais nada a fazer.

Eu limitei-me a passar as mãos pelas raízes, para as soltar, e coloquei a planta num vaso de trinta litros, com nova terra à volta do torrão, coloquei-a à sombra, e reguei abundantemente, e continuei a fazê-lo todos os dias porque estamos em pleno verão. O meu trabalho estava feito, agora tudo dependeria das força da planta para sobreviver. 

Chegou o fim-de-semana, e então hoje fui inspecioná-la com calma, para ver se já haveria alguma novidade. E de facto havia e eram boas notícias. Está viva e puxar novos rebentos!

Infelizmente não tenho fotografias do estado em que estava, mas ainda assim é possível ter uma ideia, até porque as mudanças ainda não são assim muitas:

Folhas totalmente secas






Novas brotações 

Veremos como a coisa evolui, mas creio que o pior já passou. Não sei ainda o que farei com este metrosidero, pois trata-se de uma árvore originária da Nova Zelândia, usada como ornamental e muito decorativa muito por causa das suas flores vermelhas - daí também ser conhecida como árvore do fogo - flores muito apreciadas pelos polinizadores, mas que pode crescer até vinte metros, e eu não tenho espaço para uma árvore deste porte no jardim. Mas o mais importante é que a árvore revitalize e fique de boa saúde, depois logo se vê.  

Acerca da manutenção das plantas em vasos, e para evitar que este tipo de situações aconteçam, temos essencialmente de não negligenciar as plantas. Uma planta num vaso está muito mais sensível aos extremos, muito calor, frio ou secura, do que quando está plantada diretamente no solo. Devemos por isso supervisionar os vasos regularmente, e prestar atenção ao estado do solo da planta, e observá-la para anteciparmos um problema, pois ela dar-nos-à sinais de que algo não está bem. E não esquecer, que as plantas crescem, e se crescem as raízes também crescem e vão ocupar todo o espaço disponível no vaso, e isso acontecendo deixam de ter forma de se alimentar. É preciso então mudar a planta para um vaso maior, e acrescentar terra. Na maior parte dos casos as plantas em vasos morrem, unicamente porque são negligenciadas pelas pessoas. 

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Plantas grátis II

Já tinha escrito que, uma das formas de obter plantas de forma gratuita é, por exemplo, resgatá-las do abandono. Outra forma prática é clonar. A estaquia, que basicamente consiste em cortar uma pequena porção da planta-mãe (estaca) que depois de devidamente preparada, coloca-se a enraizar, mais não é que fazer clones que originarão plantas exatamente iguais à planta-mãe.

No outono passado, ao passar por um terreno baldio, totalmente ao abandono e descuidado, unicamente vedado com rede metálica, apercebi-me que por ali estavam umas quantas budleias, precisamente um arbusto pouco exigente e que pode nascer em solos pobres. 
Cortei então uma pequena estaca desta imensa budleia - o que está fora da rede é público! - meti dentro de uma garrafa de água que tinha no carro, e trouxe para casa para enraizar. 

Grande Budleia em terreno baldio

A budleia (Buddleia sp.) é um arbusto originário da China, que pode crescer até três ou quatro metros de altura, com os ramos arqueados, e são muito apropriadas para os jardins portugueses, pois gostam de sol direto, não precisam ser regadas (ninguém rega as que tenho visto em terrenos baldios e entulheiras) e são quase obrigatórias tê-las nos jardins para termos sucesso a atrair as borboletas. As fores da budleia têm têm alguma semelhança com o lilás (syringa vulgaris), daí que os ingleses lhe chamem "lilás de verão" (summer lilac) ou então, precisamente por atraírem as borboletas,  lhe chamem "arbusto das borboletas" (butterfly bush).

Entretanto meio ano depois, a pequena estaca que foi colocada a enraizar, já tem mais de um metro e já está a dar flor:






As budeleias são arbustos muito viçosos e podem produzir novos rebentos (como se vê pela estaca que enraizei) até dois metros de altura numa única estação. Podemos então podar a budleia completamente, entre 60cm e um metro, para formar um arbusto mais compacto e estimular a produção de maiores cachos de flores. Podar os cachos de flores velhas também irá incentivar nova floração até ao final do verão.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Plantas Grátis

Existem várias formas de conseguirmos plantas sem gastarmos dinheiro. Podemos trocar, e eu já troquei plantas com algumas pessoas que nem conhecia, via internet. Tanto troquei pessoalmente, como também já enviei pequenas plantas pelo correio, e neste caso, apesar de não ser de forma totalmente gratuita, é ainda assim de muito baixo custo. Podemos também recolher sementes ou até estacas e depois propagar.

Mas curiosamente, umas das formas que tenho obtido mais plantas, de forma totalmente gratuita, é resgatando-as de uma morte certa, abandonadas em entulheiras ou terrenos baldios, mas também já as encontrei em na cidade do Porto. Há quem não resista a um animal abandonado, e se pudesse teria um monte de cães ou gatos em casa, eu acho que comigo acontece o mesmo, mas com as plantas. 

Por estes dias alguém se chateou com um cato imenso, retalhou-o aos bocados, e depositou-o depois, conjuntamente com outras suculentas, já bem grandes, num terreno baldio, mesmo ao lado da minha casa!

Opuntia subulata Monstrose


Este é o cato imenso, e ainda ficou um bom bocado metido dentro de terra, que meti num recipiente provisoriamente, até enraizar. Depois logo verei o que farei com ele. Mas ainda trouxe mais duas suculentas, de espécies diferentes, que estavam no mesmo sítio, e ainda lá deixei um montão delas:


Curiosamente já tinha esta espécie, mas só tinha uma num pequeno vaso, proveniente de uma troca, e agora fiquei com uma planta bem maior. Esta trazia também uns quantos pulgões! 
Trouxe também uma planta bem grande de bálsamo (ou dedo) azul (Senecio mandraliscae). Já tinha esta planta, precisamente de outra recolha que havia feito anteriormente.Da outra vez só consegui mesmo recolher uns pés da planta, que coloquei a enraizar. E disto:
.

Fiz mais um arranjo em taça de barro, que para já está assim:


Mas são inúmeras as plantas que tenho, e que foram deitadas fora. Alguns exemplos:

Aloe vera


Chlorophytum comosum


Plectranthus coleoides

Crassula ovata