terça-feira, 28 de março de 2017

Compostor: Recomeçar do Zero

Eu tenho três compostores, dois estavam nas traseiras de casa, numa zona mais sombreada, e onde ficam escondidos, quase sem se verem, apesar do compostor em si mesmo ser algo que está arrumado e a meu ver não crie propriamente grande embaraço.

Mas os compostores nas traseiras já estavam quase vazios, porque, à semelhança de muitas outras coisas no jardim, não tido grande possibilidade de fazer grande coisa. Primeiro o longo horário de Inverno que nos obriga a sair de casa de noite, e já de noite a sair do emprego, e mais recentemente a cirurgia que fiz e da qual ainda me encontro a recuperar e que me impede de fazer grandes esforços ou pegar em pesos.  Como tal, o meu terreno é agora quase um estaleiro, não de obras de construção, mas de trabalhos de jardinagem por fazer. 

Primeira camada: folhas de plátano
Mas aproveitando o sol e os últimos de baixa, comecei hoje por retirar o pouco composto pronto (adubo orgânico) que um dos compostores ainda tinha (e só rapar aquilo deu mais de 50L!), Depois desmontei-o e levei-o para a frente da casa. Porquê? Porque é na frente da casa que junto mais restos de jardim para reciclar, e parece-me assim mais lógico que tenha dois na frente, mesmo ali à mão, e não longe, nas traseiras, obrigando-me a fazer várias viagens de ida e volta. 

Composto pronto (adubo orgânico)
Resolvi colocar este compostor abrigado, à sombra da laranjeira, Consegui encaixá-lo perfeitamente por entre os ramos da árvore. Depois de montado, claro, há que alimentá-lo! Estes compostores têm 280L, é muito estômago para alimentar! Mas não se pense que é muito.

Antes da cirurgia, final de Fevereiro, e já antevendo que nas próximas semanas não o poderia fazer, aparei o relvado. E por não ter os compostores arrumados, acabei por deixar os restos amontoados junto ao muro e à sebe de heras. Já mais recentemente tinha apanhado o enorme monte de flores de camélia que tinha caído debaixo dela, e ali as juntei também. Por estes dias já ali tinha depositado também algumas heras resultantes da poda que tenho de ir fazendo, porque elas agora crescem muito.

Compostor cheio de resíduos
E comecei então a encher o compostor. Primeiro fui buscar umas folhas de plátano, as que tinha apanhado no outono. E depois pronto, peguei na forquilha e fui deitando para um vasilha de 30L e fui deitando para dentro do compostor sem calcar muito. Nos próximos dias, o comportor começará a digerir, cozendo todo este bolo alimentar, e por gravidade, todos estes restos de jardim irão abater, e então posso acrescentar mais, mexendo bem, e sempre sem calcar. 

sexta-feira, 24 de março de 2017

Caçador de Toupeiras

Ainda parece que foi ontem que o pequeno gato nasceu no monte e ainda nem passou um ano e já caça tudo o que vir mexer. Mas foi logo no início do blogue que escrevi sobre como há estudos recentes que apontam o gato doméstico, como a maior ameaça da biodiversidade selvagem porque dizimam uma grande percentagem de aves e mamíferos nativos em volta das casas das pessoas. Porque os gatos não se limitam a caçar ratos, eles basicamente caçam tudo o que virem mexer! Ainda assim, parece-me que os meus pais ficam bem mais contentes que o pequeno gato vá apanhando umas toupeiras, que estas lhes dêem cabo da horta!



Apesar de tudo, eu confesso que tenho alguma simpatia por aquele animalzinho peludo que passa a vida a escavar túneis debaixo da terra, mas pronto, é a lei da vida. 

Pote: dos Morangos para as Suculentas

Foi no verão de 2014 que estive por Barcelos a visitar o Jardim das Barrocas. E Barcelos não é um concelho só conhecido pela lenda do seu galo, é também conhecido pela sua olaria. E então aproveitando uma feira que se realizava no centro da cidade, trouxe para casa algumas peças em barro, nomeadamente taças, e um pote grande, conhecido por ser destinado a colocar morangos. 

E na verdade eu tive o pote com morangos, e ainda comi alguns, mas depois acabei por desistir da ideia, porque é um espaço um pouco confinado, e também porque os meus pais acabaram por plantar um bom bocado de terreno deles, e então achei que não justificava o trabalho, para comer meia dúzia de morangos. 

Só que, certa vez a pegar no pote de barro, que com a terra estava pesado, acabei por lhe partir um pouco da beira superior... e até que me lembrei de o usar e decorar colocando plantas suculentas! Cortei então vários rebentos de uma suculenta que tinha e espetei nas várias bocas do pote. E agora, passado pouco tempo já está quase todo coberto, com exceção de um espaço que está quase sem nada, e que irei lá colocar mais uns rebentos. 


Pote outrora com morangos
O pote antes esteve no relvado, com morangos, em cima de uma tampa de saneamento. Entretanto decidi colocá-lo em cima da pedra que serve de base para o antigo arado (de família) que decora um outro pequeno espaço relvado, onde também já esteve um vaso original que criei: o vaso-bola-de-futebol! Relembrando:


Entretanto o arado está na companhia do pote, e é só esperar que a planta o cubra totalmente, pois acho que vai resultar muito bem. 

quinta-feira, 23 de março de 2017

Europa Prepara-se Para Banir Pesticidas

Notícia exclusiva que se pode ler no site do The Guardian, diz que a Europa (Comissão Europeia) está pronta para a proibição total de pesticidas prejudiciais à abelha.


"A quantidade de evidências científicas sobre a toxicidade desses inseticidas é tão alta que não há como esses produtos químicos devam permanecer no mercado", disse Martin Dermine, da Pesticide Action Network Europe, que divulgou e compartilhou a informação com o Guardian . "A PAN Europa vai lutar com seus parceiros para obter apoio à proposta da maioria dos Estados membros". Uma petição para proibir os neonicotinóides , da Avaaz, reuniu 4,4 milhões de assinaturas.

Ler a notícia completa aqui.

Alternativas aos Herbicidas