Foi há pouco mais de um ano que decidiram comprar uma planta para colocar na nossa sala-expositor dos equipamentos que comercializamos. Acho fica sempre bem colocar uma planta nas empresas, dá sempre aquele toque natural, mais acolhedor. E trouxeram uma Dracena marginata também conhecida por Dracena-de-Madagascar. A escolha é apropriada, visto ser uma das plantas muito usada em escritórios e empresas. O vaso era composto por três finos troncos (três estacas enraizadas) de diferentes alturas, com folhas bastante verdinhas e com o seu típico contorno da folha em tons de vermelho escuro e custou 20€.
Só que, aos poucos, comecei a ver que a planta não estava a dar muito bons sinais de vitalidade. E com o passar do tempo, primeiro apodreceu um tronco e depois outro, e acabou mesmo só por ficar o tronco mais pequenino. A meu ver, e tentando fazer uma espécie de diagnóstico, o problema foi que a planta foi regada em excesso, e isso via-se quando retirei os troncos apodrecidos, que o solo estava como uma espécie de esponja cheia de humidade. Mas há mais, quando ultimamente olhava de passagem para a planta, viam-se umas pequeninos pelos brancos, sinal evidente para mim, que estaria a ser atacada pela temível cochonilha-algodão.
Como não fui eu que comprei a planta, nem era responsável por ela, nem sequer trabalhava naquele espaço da empresa, e apesar de ter dito para terem cuidado com as regas e perceber que a planta estava a morrer, nunca que interferi. Até que ontem a minha colega que estava agora incumbida de a regar, falou comigo se não deveríamos mudar a terra à planta e eu logo concordei que sim. Falou-me se eu podia levar terra, e mudávamos lá na empresa, mas não me pareceu nada prático. O melhor, disse, era eu mesmo trazer a planta e mudá-la em casa e levá-la, de novo, para a empresa na segunda-feira.
E logo percebi que estava, tal como parecia, infestada de cochonilha-algodão. Ali metidas entre a base das folhas e o tronco, sugando a planta e também no olho dos novos rebentos. Ao retirar a terra, percebi também que já tem cerca de metade das raízes apodrecidas, e resta só outra metade, de aspeto ainda saudável. Removi, com auxílio de uma agulha, as cochonilhas, e limpei bem. Depois mudei a terra e vamos ver se ainda vai ser possível salvá-la ou não.


