domingo, 3 de junho de 2018

Já se Pode Subir à Torre dos Jardins do Palácio de Cristal

Durante bastante tempo a escarpa da zona envolvente à torre dos Jardins do Palácio de Cristal esteve vedada para trabalhos de consolidação. Não sei ao certo há quanto tempo os trabalhos foram concluídos, mas pude constatar ontem que o acesso já é de novo permitido porque já tudo se encontra reparado e arranjado. 

Esta torre em granito, que ficou conhecida por Torre da Marca foi mandada construir pelo rei D. João na sequência da queda do enorme pinheiro que por ali existia (mais acima creio que perto da capela Carlos Alberto) e que servia servia de orientação para os barcos que entravam na barra do Douro.

E quem agora visitar este salão nobre de visitas da cidade do Porto já pode subir à pequena torre e desfrutar da paisagem sobre o rio Douro. 





sábado, 2 de junho de 2018

Os Pavões dos Jardins do Palácio de Cristal (2)

Quem passa pelos jardins do Palácio de Cristal é sempre distraído pelos pavões que escolhendo sítios estratégicos onde podem ter mais atenções exibem a sua vaidade e as máquinas fotográficas gostam especialmente deles. E eles sabem-no!

 


# Os pavões do Palácio de Cristal

domingo, 27 de maio de 2018

Jardim Botânico de Lisboa

Num dos dois dias que estive por Lisboa, dediquei a tarde a visitar dois jardins. Atendendo que estava na baixa da cidade, e visto que não tinha feito grande trabalho de casa de pesquisa, resolvi desde logo começar por visitar o Jardim Botânico. 
Apanhei o Metro até à Avenida e de mapa na mão comecei-me a deslocar para o espaço do Jardim Botânico, e esta foi a primeira entrada que encontrei, mas que se encontra fechada, porque, digo eu, a bilheteira fica na Rua da Escola Politécnica. 

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As minhas expectativas estavam bastante elevadas, afinal, ia visitar um jardim botânico da capital, e ainda por cima até tinha de pagar para entrar, ao contrário, por exemplo, do que acontece em Coimbra e no Porto que são espaços de fruição livre. 

Chegado à bilheteira, a pessoa diz-me que "é só virar à direita" mas depois percebi que, fruto de algumas vedações dentro do espaço (que parece que ainda está em obras) deixei de poder visitar toda a zona nas traseiras do Museu de História Natural designada por Classe. Isto porque, ao contrário de alguns turistas estrangeiros, não quis atravessar as vedações, porque se ali estavam seria para não as atravessar, certo? Mas então se o espaço ainda está em obras, então, digo eu, não ficaria nada mal que se esperasse pelo fim das obras para começar a cobrar 3€ pelas entradas,  ou então deveria-se informar convenientemente os visitantes para que estes não ficassem com a visita só pela metade.

No mapa podemos observar as duas áreas distintas: o arboreto e a classe:

E via Google Maps podemos observar toda a zona verde do Jardim Botânico de Lisboa:


Passemos então à visita propriamente dita do arboreto.

À entrada, numa zona relvada, uma roseira "Bela portuguesa" com uma placa, fazendo referência ao seu criador Henri Cayeux, que foi Jardineiro Chefe do Jardim Botânico entre 1892 e 1909.  





Logo à entrada chama a atenção o enorme dragoeiro (Dracaena draco) endémica da região Macaronésia (Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde). Trata-se de uma espécie que pode viver centenas de anos e crescer a mais de 15m de altura, mas que se encontra ameaçada por perda de habitat, mas principalmente pela sua utilização intensiva no uso do "sangue-de-dragão" (resina de cor avermelhada).


E esta é uma zona onde podemos ver suculentas, catos e grandes yuccas.



Estátua do médico e botânico Bernardino Gomes



Cicadófitas


Hibisco




Anfiteatro

Lago


Grinalda-de-noiva (Spiraea cantoniensis)

Paineira branca (Chorisia speciosa)



Gostei, mas sinceramente, fruto das elevadas expectativas, esperava algo melhor. Cá fora estive à conversa com um senhor já de idade que me disse que o Jardim esteve abandonado durante muitos anos, algo que me parece incompreensível. Depois, quando cheguei a casa e percebi que não tinha visitado uma parte do jardim fiquei um pouco frustrado. 



P.S. E reparei agora que esta é a publicação 500 do blogue!

sábado, 26 de maio de 2018

Salamandra bebé

Foi muito curioso. Ainda de manhã a minha vizinha comentava que o filho tinha encontrado salamandras lá no terreno, e de tarde, quando eu andava a varrer o passeio da casa, de repente, vejo uma pequenina salamandra bebé em cima de uma folha de magnório. Espero que não a tenha magoado com a vassoura. Depois de a fotografar, coloquei-a delicadamente debaixo de uma tangerineira, onde tem folhada, e minutos depois reparei que ela já lá não estava, o que será um bom sinal. 



Que Praça tão Inóspita... sem uma única Árvore

Um curto fim-de-semana por Lisboa a passear. Há dezoito anos estive por lá dois meses, mas como à sexta-feira tinha de voltar para norte, basicamente só conheci as estações de Metro e os maiores centros comerciais onde ia fazer compras. 

Fiquei alojado na zona da baixa e fui dar o passeiozinho de turista, a pé, descendo da rua Augusta até chegar à Praça do Comércio e avistar o rio Tejo e a ponte, lá ao longe. 

Subi o Arco da rua Augusta e, lá de cima, avistava toda a praça, salpicada de turistas que pareciam formiguinhas andando de um lado para o outro. A praça é todo um enorme espaço completamente cimentado. Não tem um bocadinho de terra à vista, não tem uma única árvore, um bocadinho de sombra que seja, tirando claro, os toldes das esplanadas. 

Praça do Comércio

Rua Augusta

Rio Tejo, Ponte 25 de Abril e Cristo Rei