Defronte para um escritório em Avintes vi estes rebentos de espada-de-santa-bárbara a furar as floreiras...
Defronte para um escritório em Avintes vi estes rebentos de espada-de-santa-bárbara a furar as floreiras...
Depois da mortandade de Espadas-de-São Jorge do inverno passado, propaguei novamente por folha e já tenho mais uns quantos vasos que, obviamente terei de abrigar antes da chegada do frio.
A Stapelia da minha mãe está num vaso grande - talvez seja conveniente dividir em dois - e brinda-me constantemente com suas suas flores.
Como sabem tenho dois pequenos lagos com tartarugas a que, mais recentemente juntei um pequeno aquário para albergar uma tartaruga que nasceu cá em casa, antes de ter separado os machos das fêmeas. Os lagos também são visitados por uma ou outra vespa asiática, não para beber, mas para tentar apanhar vespas ou abelhas (até ao momento ainda não terem tido sucesso).
E tenho observado que, quer vespas, quer abelhas, usam os lagos para beber (ou transportar para a colmeia?) Muitas vezes acho curioso que não há misturas: num lago estão as vespas, no outro as abelhas!
Mas nos dias de maior calor, hordas de abelhas movem-se num imenso frenesim - como se vê no vídeo - mostrando-me a importância de termos água disponível no jardim para lhes facilitar a vida.
Mas convém que os recipientes contenham pontos de apoio, sob pena de elas se poderem facilmente afogar. Até já vi uma vespa asiática morta no pequeno aquário. Plantas aquáticas como tenho seria o ideal, na ausência delas, qualquer outra coisa como pedras, por exemplo, faz o mesmo efeito.
Artigo de Aline Flor, publicado no Público de 27 de Agosto sobre mitos ambientais.
O trovisco é um pequeno arbusto autóctone (Daphne gnidium) quase desconhecido para mim. Ironicamente, tenho dois exemplares que deixei crescer no monte há anos, mesmo ao lado dos muros da minha casa.
Precisamente por ser uma planta desconhecida, enquanto estava pequena achei-a ornamental e ao limpar o mato deixei-a crescer para perceber o que dali sairia.
Fiquei a saber que se trata de uma planta altamente tóxica e por isso tinha a particularidade de ser ancestralmente usada para pescar, envenenando os peixes, daí o termo "troviscar".
Consultando outros blogues, como o Dias com Árvores e Jardim Autóctone percebi que é uma planta de muito difícil propagação, não aceita o transplante e mesmo por sementes também é muito difícil. Ainda assim vou recolher as sementes que forem caindo ao chão e tentarei a minha sorte, ainda que, sem qualquer expectativa.
Como já referi, considero a planta muito ornamental, especialmente nos primeiros anos, e agora em flor emana um cheiro bastante agradável, atraindo também muitos polinizadores. Não deixa de ser também curioso que, à semelhança do medronheiro, está em abundante flor e apresenta ao mesmo tempo frutos.
"As crianças americanas podem identificar mil logos de empresas, mas não são capazes de dizer os nomes de dez animais, ou plantas, que vivem no seu jardim".
Depois de no ano passado a Stapelia que era da minha mãe ter florido no seu dia de anos (final de julho) este ano encontrei a primeira flor aberta a 5 de julho. Desde que a planta foi comprada tem vindo a dar flor cada vez mais cedo.
Num terceiro andar de um apartamento na cidade do Porto, um bicho-pau habita num vaso de alfazema. É fantástico como um inseto consegue disfarçar-se tão bem e tornar-se quase impercetível. Conseguem identificá-lo?
Uma passagem no horto para comprar uma orquídea para oferecer, e uma compra por impulso que veio para casa: uma Alocasia Polly, pequenina, com umas míseras três folhas, por cerca de 4€. Pelo que li é uma planta exótica difícil de manter, especialmente no inverno, mas vou tentar.
E, em semana de São João, numa ida à farmácia ofereceram-me um manjerico, que, creio que seja mesmo o primeiro que alguma vez tive. Já sei que é uma planta anual, portanto, daqui por algum tempo irá morrer, mas vamos ver quanto tempo se aguenta.
Reportagem do jornal britânico The Guardian sobre a morte do carvalho com cerca de mil ano que na lenda abrigou o Robin dos Bosques na Floresta de Sherwood.
Pensa-se que o aumento das temperaturas - e a admiração humana - tenham acelerado o seu fim natural. Este ano não produziu quaisquer folhas, depois de ter sido enfraquecido por uma sucessão de verões quentes e secos.
Robert Brackley, educador de atividades ao ar livre que mostrou as maravilhas do carvalho Major a milhares de crianças, vestido com um traje completo de Robin Hood, afirmou:
«As histórias que nos deu são o seu legado. É a árvore mais famosa do mundo. A lenda viverá para sempre.»
Visitantes vindos de Espanha, Sheffield, dos Estados Unidos, da Coreia do Sul e da Austrália pararam junto da árvore para lhe prestar homenagem.
«É gigantesca!», disse Carter Jackson, de oito anos, de Sheffield. «É uma árvore realmente bonita e é triste que tenha morrido.»
Ryan Jackson, pai de Carter, comentou:
«É um pedaço de história que está a desaparecer, mas tinha 1.000 anos. Não se pode viver para sempre.»
«Pobre árvore», disse Kirsty Champion, de Adelaide, na Austrália. «Via sempre o Robin Hood na televisão e lia os livros. É muito triste que tenhamos tentado ajudá-la e conservá-la, mas provavelmente acabámos por piorar a situação.»
A Inglaterra possui uma riqueza única de carvalhos muito grandes e antigos: existem 114 com uma circunferência superior a 9 metros. Todo o resto da Europa, incluindo a Escócia e o País de Gales, reúne apenas 98 exemplares. Os conservacionistas descrevem-nos como «os rinocerontes-brancos do Reino Unido».
A árvore recebeu o seu nome do major Hayman Rooke, historiador local que escreveu uma descrição dela em 1790.
As intervenções bem-intencionadas também não ajudaram. Em 1904, foram instalados escoras e correntes metálicas para sustentar os seus ramos. Nos anos 1960, as partes ocas da árvore foram preenchidas com betão para reforço estrutural, enquanto alguns ramos foram revestidos primeiro com chumbo, depois com fibra de vidro e até tratados com tinta retardadora de fogo.
Os especialistas acreditam que as escoras foram um grande erro. Quando deixados ao seu destino natural, os carvalhos antigos perdem gradualmente os ramos e «crescem para baixo», retraindo-se para o tronco e necessitando assim de menos água e nutrientes à medida que envelhecem.
A RSPB assumiu a gestão do local em 2018 e descobriu que o enorme tronco do carvalho estava a secar, porque a água era absorvida pelos ramos exteriores artificialmente sustentados.
Segundo Chloe Ryder, gestora de operações da propriedade da RSPB na Floresta de Sherwood, as escoras:
«Provavelmente afetaram a sua capacidade de se sustentar por si própria.»
No entanto, a árvore teria colapsado se estas tivessem sido removidas.
Ryder, que visitava a árvore desde criança, declarou:
«É devastador. Estou genuinamente arrasada por isto ter acontecido durante a minha vida, quanto mais durante o período em que sou responsável pelo local.
Quase temia vir vê-la e receber essa confirmação, e constatar que não tinha folhas. Ainda assim, continuo a achar que é uma das árvores mais belas. Chamamos-lhe um museu vivo porque tem tanto para nos ensinar, tanto sobre o que foi bem feito como sobre o que foi mal feito.»
Embora esteja sem folhas e sem vida, o carvalho permanecerá de pé, porque a sua madeira morta é quase tão valiosa para a vida selvagem como uma árvore viva.
Um quarto de todas as espécies florestais depende da madeira morta em alguma fase do seu ciclo de vida.
Ed Pyne, conselheiro sénior de conservação do Woodland Trust, afirmou:
«Continua a ter um valor de habitat totalmente insubstituível. Continua a ser uma das maiores árvores da Europa e continua a desempenhar um papel muito importante para o ecossistema.»
Embora tudo tenha sido feito para salvar o carvalho Major, Pyne alertou que outras árvores antigas estão a desaparecer sem que ninguém se aperceba.
Apelando à ação do governo, declarou:
«Perdemos uma árvore como esta todos os anos. Não possuem qualquer proteção legal específica e estamos a perdê-las porque não lhes damos o valor adequado.»
O artigo original pode ser lido aqui.
Entrevista de Ima Sanchís à bióloga Meg Lowman, publicada no jornal espanhol La Vanguardia de 26 de Maio de 2026:
"63 anos. Nasci em Nova Iorque e vivo na Florida. Sou divorciada e tenho companheiro: ele ensina-me golfe e eu ensino-o a subir às árvores. Tenho dois filhos. Dirijo a Tree Foundation. As árvores dão-nos a vida e, durante a minha vida, 50% das árvores das florestas foram abatidas. Sinto uma ligação espiritual com as árvores.
Tenho estas pequenas bolas de catos Echinopsis nesta taça já há algum tempo. Hoje, e pela primeira vez, deram a primeira flor.