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segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Ramos de Nespereira? É no Compostor!

Hoje andei a cortar alguns ramos de uma nespereira que tenho nas traseiras e ainda juntei algum volume que muitas pessoas tentariam colocar no contentor do lixo, ou por exemplo, chamar os serviços da câmara municipal que recolhem este tipo de podas de jardim gratuitamente. 



O que eu fiz e sugiro é, colocar no compostor. Os ramos da nespereira onde estão as folhas são muito tenros e bastam dois dedos para os partirem. Tudo aquilo apodrece com extrema facilidade. Aliás, é graças à nespereira que tenho sempre folhas para fazer de parte seca na compostagem, porque se trata de uma árvore de folha permanente. Precisamos dos verdes e dos secos, e as folhas de nespereira são grandes e vão caindo ao longo do ano. 

Então, parti todas aquelas extremidades com folhas, e meti numa pilha de composto, que quando vai ficando mais curtido meto nos compostores. E dez minutos depois estava o trabalho feito:


Dez minutos não dava para juntar tudo no carro de mão e levar ao contentor que fica a mais de cem metros o mais próximo. E o que sobrou foi isto, os ramos mais grossos que podem facilmente ir para a lareira, ou até estacar qualquer coisa. E está o trabalho feito. O ambiente agradece e a pilha de compostagem também!




terça-feira, 28 de março de 2017

Compostor: Recomeçar do Zero

Eu tenho três compostores, dois estavam nas traseiras de casa, numa zona mais sombreada, e onde ficam escondidos, quase sem se verem, apesar do compostor em si mesmo ser algo que está arrumado e a meu ver não crie propriamente grande embaraço.

Mas os compostores nas traseiras já estavam quase vazios, porque, à semelhança de muitas outras coisas no jardim, não tido grande possibilidade de fazer grande coisa. Primeiro o longo horário de Inverno que nos obriga a sair de casa de noite, e já de noite a sair do emprego, e mais recentemente a cirurgia que fiz e da qual ainda me encontro a recuperar e que me impede de fazer grandes esforços ou pegar em pesos.  Como tal, o meu terreno é agora quase um estaleiro, não de obras de construção, mas de trabalhos de jardinagem por fazer. 

Primeira camada: folhas de plátano
Mas aproveitando o sol e os últimos de baixa, comecei hoje por retirar o pouco composto pronto (adubo orgânico) que um dos compostores ainda tinha (e só rapar aquilo deu mais de 50L!), Depois desmontei-o e levei-o para a frente da casa. Porquê? Porque é na frente da casa que junto mais restos de jardim para reciclar, e parece-me assim mais lógico que tenha dois na frente, mesmo ali à mão, e não longe, nas traseiras, obrigando-me a fazer várias viagens de ida e volta. 

Composto pronto (adubo orgânico)
Resolvi colocar este compostor abrigado, à sombra da laranjeira, Consegui encaixá-lo perfeitamente por entre os ramos da árvore. Depois de montado, claro, há que alimentá-lo! Estes compostores têm 280L, é muito estômago para alimentar! Mas não se pense que é muito.

Antes da cirurgia, final de Fevereiro, e já antevendo que nas próximas semanas não o poderia fazer, aparei o relvado. E por não ter os compostores arrumados, acabei por deixar os restos amontoados junto ao muro e à sebe de heras. Já mais recentemente tinha apanhado o enorme monte de flores de camélia que tinha caído debaixo dela, e ali as juntei também. Por estes dias já ali tinha depositado também algumas heras resultantes da poda que tenho de ir fazendo, porque elas agora crescem muito.

Compostor cheio de resíduos
E comecei então a encher o compostor. Primeiro fui buscar umas folhas de plátano, as que tinha apanhado no outono. E depois pronto, peguei na forquilha e fui deitando para um vasilha de 30L e fui deitando para dentro do compostor sem calcar muito. Nos próximos dias, o comportor começará a digerir, cozendo todo este bolo alimentar, e por gravidade, todos estes restos de jardim irão abater, e então posso acrescentar mais, mexendo bem, e sempre sem calcar. 

sábado, 24 de dezembro de 2016

Aproveitar o trabalho dos outros

O final do Outono inunda as ruas de folhas das mais variadas árvores que precisam ser recolhidas, principalmente porque entopem as saídas das águas pluviais e para que os passeios fiquem limpos e para que ninguém escorregue nas folhas. 

E todos os anos o costume é alguém andar a varrer e encher as folhas para grandes sacos, que ali ficam nas ruas por vários dias, até que a recolha do lixo leve os sacos...

... ou então até que algum maluquinho como eu decida passar de carro e meter uns sacos na mala! 

Já por aqui escrevi como fiz para aumentar o valume da compostagem, mas isso implica algum trabalho, por pouco que seja! Ora, se alguém já tiver feito esse trabalho por nós melhor certo?

Eu meti dois grandes sacos na mala do carro, este e o mais pequeno. E agora as folhas, no caso eram só de plátano mas apodrecem muito bem, vão para os compostores; os sasos dão para aproveitar para, por exemplo, meter o lixo. É dois em um!

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Guerra ao Plástico: Embalagens comestíveis e compostáveis

Na guerra contra o plástico, uma das maiores ameaças da poluição, que se estima por exemplo, que em breve exista mais plástico no mar que peixes, o Departamento de Agricultura dos EUA está a desenvolver esforços no sentido de criar um filme ou película plástica comestível, feito a partir de uma proteína do leite, que até protege melhor os alimentos do exigénio. 




Mais importante ainda é que é esta embalagem é comestível, e biodegradável, podendo ser por isso mesmo colocada no compostor.

FONTE


terça-feira, 25 de agosto de 2015

Assalto ao Compostor

Passava pouco das três da tarde quando apanhei em flagrante delito uma meliante a assaltar o meu compostor! A responsável era a laranjeira adulta que vive junto do mesmo!

Agora mais a sério, hoje quando desmontei um dos compostores para remover o composto já bem cozinhado e armazená-lo, verifiquei - e com muita surpresa - que a laranjeira, de forma muito oportunista, dirigiu as suas raízes pelos orifícios do fundo do compostor, e este apresentava os últimos vinte centímetros já bastante tomados pelas raízes. 


Talvez deva estar mais atento para que isto não aconteça. As plantas não são nada parvas, e como a laranjeira se apercebeu que ali dentro do compostor estava papinha da boa, não foi de modas, entrou pelos orifícios do compostor e começou a tomar do composto. E isto a meu ver não deve acontecer, primeiro porque as raízes devem é ir lá para o fundo e ao remover o composto elas depois serão cortadas, sem falar que as raízes entrando por ali adentro vão alimentar-se do composto deixando-o depois menos rico.

Nesta última imagem pode-se ver com uma das raízes que entrou pelos orifícios já apresentava alguma espessura. 








domingo, 1 de março de 2015

Terceiro compostor

Não há dois sem três.

Como aqui dei conta, recebi o primeiro compostor, oferta da LIPOR, há cerca de ano e meio. Entretanto consegui um segundo, porque estava ligeiramente danificado (se antigamente entregavam até três, agora só entregam um por habitação para tentar chegar ao maior número possível de pessoas) e esta semana, um casal, que estava a vender o seu num site de vendas na internet, acabaram por oferecer-mo pois como estavam a mudar de casa, não iriam ter lugar para ele. 

O compostor não estava a ser usado para o seu fim, e o senhor disse-me que "aquilo ainda dá algum trabalho, é preciso remexer e tal"e era unicamente casa de centenas de caracóis, que ali se escondiam. Removi montes deles para o meter na mala do carro, mas já em casa, ainda dei com uns quantos escondidos! Se por lá ficarem mais umas semanas, acabarão por certo no estômago das minhas tartarugas, que são grandes apreciadoras deste molusco devorador de plantas. 





Já tinha os dois compostores cheios (apesar do volume ir sempre abatendo constantemente e ser preciso reabastecer), e mais um, albergou já alguns materiais que tinha separado, e ainda outros restos de jardim que juntei hoje mesmo. No fundo, quantos mais compostores, mais se aproveita e menos se desperdiça. 

Já sabemos que a compostagem caseira não tem grandes segredos. Camadas de castanhos e verdes, ir mexendo para cozinhar bem, e deixar apodrecer. Eu comecei por cobrir o fundo do compostor com folhas de castanheiro que tinha guardado num saco.



Depois juntei restos de relva.




Nesta fase a camélia deixa cair imensas flores, e juntei quase uns 20L que também foram lá para dentro. 



Mais cascas de laranjas.




E muitas folhas de nespereira, secas, e algumas já meias apodrecidas que caíram durante todo o inverno.



Daqui por uns dias o volume irá abater e há que continuar a juntar mais restos de jardim, para depois aproveitar o composto orgânico já cozinhado. 



segunda-feira, 26 de maio de 2014

Aumentar o volume da compostagem

Estamos na primavera, e como tal quem faz compostagem e tem um relvado de dimensões razoáveis, como é meu caso, tem sempre "verdes" em excesso. A compostagem caseira, dito de uma forma muito simples, é um processo de transformação de resíduos orgânicos "verdes" (azoto) e "castanhos" (carbono). E nesta fase, fruto dos cortes mais frequentes do relvado, acumula-se uma grande quantidade de relva, o que é bom claro, mas devemos adicionar também muitos "castanhos" e em maior quantidade, para equilibrar a compostagem.


Se na primavera temos muitos verdes, em casa torna-se complicado arranjar castanhos, pois as folhas caem é no outono. Mas é simples, se não temos castanhos em casa, há com fartura na natureza! E podemos também recolher material na natureza, se quisermos aumentar substancialmente o volume da compostagem, para depois termos mais produto final. Eu sou fã do composto orgânico, é gratuito, e as plantas adoram, logo, pretendo ter o máximo possível. 


Para arranjar grande quantidade de castanhos, mesmo na primavera, basta encontrar um sítio na natureza onde haja muita acumulação de folhas. Eu encontrei uma zona sombria e até bastante húmida, com um grande carvalho, e exóticas como austrálias e eucaliptos, e lá tinha uma imensa quantidade de folhas. Então é simples, levam-se uns sacos e um ancinho e é só encher para para os sacos.
Carvalho com tronco cheio de musgo devido a estar em zona húmida




Se pelo contrário, se precisarmos de verdes em vez de castanhos, também não há problema! Há fetos com fartura!

Feto-ordinário (Pteridium aquilinum)

Podem-me dizer, bom isso é tudo muito fácil, mas para quem vive no campo, quem vive num meio mais urbano não tem essas possibilidades. Não necessariamente. Pode-se aproveitar um passeio, meter os sacos e o ancinho na mala que não ocupa espaço, e tendo oportunidade traz-se para casa. Eu mesmo fui buscar estas folhas a cerca de um quilómetro de casa, e tiver que transportar os sacos no carro. Depois foi só despejar na pilha do composto (tenho os dois compostores de 280L cheios) mas não calcando, porque é preciso oxigénio, e depois ir remexendo. A relva aquece bastante, por vezes até deita fumo, e vai acelerar todo o processo, mas ter sempre presente que não podemos ter verdes em excesso. 



Compostor e pilha da compostagem (provisória)

domingo, 17 de novembro de 2013

Abrir a escotilha

Dois meses depois de ter recebido o meu primeiro compostor, resolvi abrir a escotilha para ver em que estado é que estava o cozinhado! O aspeto era este:

Vista do interior do compostor

Retirei cerca de um balde do cozinhado, e usei um crivo para separar a matéria já decomposta dos restos ainda por decompor. Ainda havia muitos bocados por se desfazer totalmente, até porque eu junto restos de podas que demoram mais tempo a decompor-se, mas acabarão também por se transformar em composto mais tarde ou mais cedo. 

Restos ainda não decompostos voltam para dentro do compostor
Todos estes bocados que ficaram no crivo voltaram para dentro do compostor para continuarem a decompor. As partículas mais finas que passaram o crivo já estavam num composto quase pronto, mas apesar de húmido, notei que ainda não tinham bem a textura do composto pronto que retiro da pilha. 

Composto orgânico pronto a ser usado ou guardado
De qualquer das formas já deu para me aperceber algumas diferenças entre usar este tipo de compostor e uma pilha a céu aberto. Se por um lado o compostor pode acelerar o cozinhado, por outro não é tão fácil de remexer a matéria orgânica, e creio que não devo ter remexido muito, porque ao retirar o composto, este estava como que prensado, provavelmente por estar sempre a acrescentar mais matéria. Também ainda só tinham passado dois meses, é pouco tempo, os especialistas falam em quatro meses, mas de qualquer forma já tenho ensinamentos a retirar.

sábado, 14 de setembro de 2013

O meu primeiro compostor

O meu primeiro compostor nasceu ontem! É verde, cheio de pequenos orifícios no fundo e tem um apetite voraz por relva acabada de cortar e folhas secas!

Compostor oferecido pela LIPOR

Não, eu não descobri as maravilhas da compostagem caseira por estes dias. Já faço compostagem há vários anos sem a obrigatoriedade de ter um compostor todo bonitinho! Até agora juntava os restos do jardim (relva, restos de podas, folhas secas) numa pilha e tinha o problema resolvido. A pilha tem as suas vantagens porque podemos revirá-la com toda a facilidade, e um dos segredos para acelerar o processo é ir remexendo tudo frequentemente. Mas também tem as suas desvantagens. Por não ser coberta e estar a céu aberto, os melros adoram remexer e espalhar bocados,  o que implica que tenha de andar sempre a voltá-los a colocar no sítio, e enquanto isso não acontece, não estão na pilha a aquecer e decompor.

A compostagem nada mais é que um processo mais refinado das antigas pilhas de estrume que ainda se fazem na aldeia e que depois são usadas para fertilizar, por exemplo, na plantação da batata. O problema das pilhas de estrume é que vão todos os restos da cozinha, a chamada lavagem dos porcos, o que originará além do mau cheiro, que toda uma série de animais lá vão comer. Só que nas aldeias as pessoas colocam as pilhas relativamente afastadas das casas e depois juntam mato para cobrir e tapar e ajudar a decompor, mas na compostagem caseira a coisa é um pouco diferente. Na compostagem caseira não se colocam restos de comida, precisamente para evitar qualquer cheiro, nem que atraia animais ou insetos. É um processo limpinho, limpinho, limpinho!

Este meu primeiro compostor foi-me oferecido pela LIPOR, empresa que faz a gestão e valorização dos resíduos dos municípios do grande Porto. Já há muito que sabia que eles têm uma iniciativa em que as pessoas do grande Porto são convidadas a fazer uma formação gratuita sobre compostagem caseira, e comprometendo-se em fazer compostagem caseira durante pelo menos um ano, é-lhes atribuído um compostor. Eu já havia feito a formação há cerca de dois anos, mas só agora me foi entregue o compostor, porque segundo me foi transmitido, por problemas com a empresa fornecedora dos mesmos.

Neste processo ganham todas as partes. Desde logo o ambiente, pois todos os resíduos domésticos de todas as pessoas que vão para os compostores deixam de ir para o caixote do lixo e consequentemente para aterros sanitários. Depois as pessoas que que aderem ao projeto têm uma formação, que é sempre interessante pois é mais conhecimento, e no final têm o incentivo de receber o compostor gratuitamente, para começarem de imediato a colocar na prática os conhecimentos adquiridos, o que é sempre simpático. 
E têm ainda outra vantagem, que é,  no fim do processo de decomposição têm ali um adulo orgânico de elevada qualidade, para usar como fertilizante para as plantas do jardim ou até para servir de substrato para vasos.
Eu estou muito satisfeito com os resultados que tenho obtido da minha compostagem. Consigo quantidades muito razoáveis de restos do jardim, e este ano, assim por alto consegui à volta de 200L de composto pronto.

Composto pronto


Depois de crivado e pronto a armazenar
Tenho neste momento uma pilha relativamente grande - e já tenho novas ideias para um compostor improvisado por mim - e tinha uma segunda pilha, mais pequena, da qual retirei parte para encher completamente este compostor. 

Este compostor tem capacidade para 280L o que para mim é muito pouco, acho que precisaria de uns cinco compostores destes!! Mas já é uma boa ajuda, até porque conforme a matéria orgânica se vai decompondo vai abatendo, e libertando espaço para mais restos. 
Decidi colocá-lo para já debaixo de um dos azevinhos gigantes que tenho, dá quase sempre sombra, acho não está mal. Para já ficará ali.

Escotilha para retirar o composto pronto

Tampa superior
Além do compostor é entregue também um pequeno balde para encher com os restos da cozinha:


Voltarei provavelmente a falar de compostagem assim que tenha pronto o compostor desenhado e construído por mim, algo tão complexo e elaborado que até uma criança o poderia fazer!