sábado, 25 de julho de 2015

Jardim do Palácio dos Biscainhos

Tinha estado no Museu dos Biscainhos há uns dois ou três anos, mas nesse dia o tempo estava cinzento e chuviscava, e como tal as fotografias não ficaram grande coisa. Entretanto voltei lá hoje, para também aqui partilhar aqui este importante jardim histórico do Barroco em Portugal.

Este jardim fica no Palácio dos Biscainhos, em Braga, que era posse dos Condes de Bertiandos, e que terá sido fundado na primeira metade do século XVII. Dada a importância do património, palácio e jardins estão classificados como de Interesse Público desde 1949. O museu abriu portas em 1978.

A visita guiada ao palácio é totalmente aconselhada, para melhor podermos perceber como vivia a nobreza nos séculos passados, mas nesta última visita limitei-me a revisitar o jardim e a tirar umas quantas fotografias.  

O jardim oitocentista, de cerca de 1750, é como referi um dos mais importantes do período do Barroco em Portugal. É uma vasta área, dividida por patamares ligeiramente desnivelados onde no primeiro nível encontramos o Terreiro e o Jardim Formal, e seguidamente o Pomar e a Horta. Por todo o jardim encontramos diversos elementos decorativos como fontes, azulejos e esculturas barrocas.  

Os buxos estão com bom aspeto, comparando com o que tenho visto aqui pelo Douro Litoral, mas também me disseram que estão a ser tratados. Das muitas árvores (como camélias e magnólias) destaca-se principalmente o enorme Tulipeiro da Virgínia (Liriodendron tulipifera) plantado no século XVIII e que apresenta um tronco descomunal.

Mas comecemos então a vista. O jardim fica nas traseiras do palácio, virado a sul. 




Ramos da magnólia (Magnolia grandiflora) a tocar no chão


































A visita ao Museu, com visita guiada, tem um custo 2€. Quem pretender visitar só os jardins pode fazê-lo de forma gratuita, todos os dias, exceto à segunda-feira. 

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Como plantar graminha

Já por aqui escrevi várias vezes sobre esta relva comum dos jardins portugueses, a graminha Santo Agostinho (Stenotaphrum secundatum)  a que escolhi para as minhas áreas relvadas, mas na verdade nunca escrevi como se planta, pois parece-me demasiado evidente. Mas na verdade já várias pessoas me têm perguntado como é que se planta, e questionam-me também qual a distância que se deve deixar entre cada pé. Então aproveitei que andei este ano a plantar nas traseiras de casa, e tirei umas fotografias, até para se ver como evolui.

E na verdade eu comecei a plantar e fiz da forma que me pareceu melhor, mais lógica, não sei se é o método melhor, mais prático, mais correto, mas é assim que faço, com a experiência que adquiri. Então é assim, eu por norma arranco a graminha e depois corto de dois em dois elos (ou mais) e com boa raiz, para garantir que vai pegar de certeza.

Pés de graminha (Stenotaphrum secundatum)




Depois então é pegar num pequeno sacho ou colher de jardineiro, ou outra qualquer ferramenta que seja apropriada, e é cavar e enterrar os pés de relva, como se fôssemos plantar outra coisa qualquer. Cava-se, coloca-se o pedaço de relva, e cobre toda a parte da raiz. Simples. 

A distância que deixo entre os pés, será talvez entre 10 e 15cm, não é preciso medir, coloca-se a olho. Mas já se sabe, quanto mais junto colocarmos os pés, mas rapidamente o relvado fechará, mas por outro lado precisaremos de mais quantidade; se deixarmos os pés mais afastados entre si, não precisaremos de tantos pés, mas demorará mais tempo a fechar. 






Depois de plantada, rega-se muito bem, e convém regar bem nos dias seguintes até pegar, e esta tarefa é mais importante ainda se estivermos no verão. Se estivermos na primavera e com algumas chuvas nem é preciso regar, a chuva fá-lo naturalmente. E nesta fase do transplante não se deve adubar. É deixar os pedaços de graminha agarrarem-se à terra e começarem a crescer naturalmente. 

Podemos ver aqui um pedaço de terra onde foi plantada graminha no final de abril... 




...e em meados de julho já quase fechou completamente e poucos espaços de terra se vêem.




E estamos a falar de dois meses e meio. Por norma eu costumo dizer que em quatro meses a terra o relvado quase fica completamente pronto, mas também vai depender da distância a que os pés foram colocados, e de outros fatores, mas regra geral, em quatro meses o relvado de graminha está quase pronto.

Mais sobre a graminha aqui no blogue:






terça-feira, 14 de julho de 2015

Parque Infante Dom Pedro

Já estive em Aveiro por diversas vezes e, ou por meu desconhecimento, ou talvez seja mesmo realidade, tenho ideia que os jardins históricos são coisa que não abundam muito por aquelas bandas. E até acho um pouco estranho, pois trata-se de um distrito reconhecidamente conservador e de algumas elites endinheiradas, e quem tinha dinheiro costumava construir bonitos jardins para os ostentar e deles usufruir.

O único espaço ajardinado e com árvores seculares que conheço é mesmo o Parque Infante Dom Pedro, ali a dois passos da Ria de Aveiro, que fica entrincheirado entre o Parque Santo António e o Estádio Mário Duarte.

Chegamos ao Parque Infante Dom Pedro, atravessando o Parque Santo António, um espaço relvado com um lago com patos, campos de ténis e um estreito canal de água por onde se passeiam muitas rãs, beneficiando da ausência de peixes.















E eis-nos então chegados ao Parque Infante Dom Pedro. O jardim e parque municipal foi criado na cerca do antigo convento franciscano de Santo António. Sei também que o parque é vulgarmente conhecido pelo Parque da Macaca porque há uns quantos anos atrás, por lá existia uma macaca bem como aves (à semelhança, por exemplo, do que acontecia nos Jardins do Palácio de Cristal no Porto).
Neste parque podemos encontrar uma diversa variedade de flora, tanto de autóctones mas principalmente exóticas. 

O espaço foi restaurando recentemente, pois lembro-me que ainda há não muito tempo, as estruturas não estavam pintadas, bem como a Casa de Chá, como se pode ver agora. 






Buganvilia







Os patos seguem as pessoas certamente esperando que lhes deitem comida

Bambu

Casa de Chá







Agapantos









1979 - Ano Internacional da Criança