domingo, 23 de agosto de 2015

Palácio e Mata do Bussaco

Aproveitando a curta estada por Coimbra, não podia perder a oportunidade de passar uma tarde na Mata Nacional do Bussaco. Trata-te de uma mata com muitas espécies exóticas, que ali foram plantadas e cuidadas por gerações de monges Carmelitas Descalços que ali se instalaram no Convento de Santa Cruz e que por ali viveram em clausura  entre 1630 e 1834. Posteriormente, e já depois da extinção das ordens religiosas em Portugal, o espaço sofreu melhoramentos, construiu-se o Jardim Novo, plantaram os fetos arboreos (Dicksonia antarctica) e o Lago Grande e construiu-se também o palácio.

São vários os trilhos que se podem fazer, em visita livre ou guiada. Juntamente com os amigos que me acompanhavam, acabamos por nos perder pela mata, mas concentrando-nos unicamente os elementos mais importantes que circundam o Palácio, pois o espaço é muito grande o que implicaria muito mais tempo disponível para visitar tudo com calma. 



























Ponte em Cedro do Bussaco que caiu em 2013 aquando do ciclone que derrubou muitas árvores no Vale dos Abetos

Fonte Fria





Vale dos Fetos 




Via Sacra




Portas de Coimbra






Adernal





quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Jardim Botânico de Coimbra

Dois dias por Coimbra, cidade dos estudantes e antiga capital portuguesa, com o típico tempo cinzento e abafado de agosto, nada apropriado a grandes fotografias, e por vezes mesmo acompanhado de chuvinha molha-tolos. Aproveitei para revisitar o Jardim Botânico com calma, pois a última vez que lá tinha estado já tinha sido no outono de 2010 e já depois disso o Jardim Botânico de Coimbra foi classificado como Património Mundial. 

A ideia que tenho é que já há cinco anos o jardim estaria em obras, tal como pude constatar agora, onde vi um verdadeiro estaleiro de obras na zona da estufa. Também se mantêm algumas zonas com o acesso vedado ao público. 

O Jardim Botânico de Coimbra foi fundado em 1772 e reúne uma vasta coleção de diferentes espécies e com algumas árvores verdadeiramente monumentais como a impressionante figueira-estranguladora que fica situada mesmo a sul da estufa. Mas são mais de três mil espécies dos cinco continentes que podemos encontrar. É pois quase uma volta ao mundo da flora sem sair do mesmo jardim.    

Mas vamos então fazer uma visita ao espaço do jardim formal, visto que na zona da mata estavam a decorrer atividades "radicais" para os mais jovens e a zona estava limitada com barreiras impedindo assim o visitante de se perder no meio da floresta. 

O jardim tem várias entradas, eu entrei pela Calçada Martins de Freitas, junto o Aqueduto de S. Sebastião, onde se pode por ali estacionar facilmente, mas a entrada que está designada como principal faz-se pela Alameda Júlio Henriques onde nos deparamos desde logo com a estátua de Avelar Brotero ladeada por duas Ginkgo bilobas.



Largo D. Diniz com vista para o Aqueduto de S. Sebastião
Estátua de Brotero (botânico) emoldurada por duas Gingko bilovas



O jardim formal está construído em diferentes patamares. Um primeiro plano, o Terraço Superior, por onde se entra pelas três entradas e que circunda todo o espaço, e depois vamos descendo suavemente por diversas escadas em direção ao Fontanário do Quadrado Central que fica no plano mais inferior e que foi a primeira zona do Jardim Botânico a ficar construída em 1791.

Ao longo do Terraço Superior podemos encontrar várias árvores de grande porte, como araucárias, eucaliptos e gingko-bilobas.




























Muita coisa ainda ficou por visitar, como as estufas e a mata. Ficará para outra oportunidade, quando as obras estiverem prontas, e já agora num dia mais radioso para conseguir melhores imagens. 

O Jardim Botânico de Coimbra está aberto todos os dias a partir das 9h00 e tem entrada gratuita.


segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Médicos e Quercus contra herbicida cancerígeno

Na mesma semana em que vi em Gaia a aplicarem o veneno mortal - e ainda ninguém me conseguiu explicar a vantagem de aplicar herbicidas - chega-nos mais uma notícia, no caso no JN de sábado passado: "Quercus e médicos contra herbicida cancerígeno.



A Quercus voltou a alertar para os danos que os herbicidas provocam na saúde, realçando até que a Ordem dos médicos acha "inaceitável" a "inação governativa" no sentido de avançar com medidas para evitar alguns cancros. 

"Aumenta a contestação ao uso de herbicidas e outros pesticidas". A Ordem dos médicos defende a proibição do Glisosato, o principal herbicida em Portugal, e em todo o mundo" afirma a associação de defesa do ambiente, em comunicado.

# Autarcas que semeiam a morte