terça-feira, 5 de novembro de 2019

Gaiola-de-Bruxa

Coincidências curiosas. No mesmo fim-de-semana prolongado de Dia-de-Todos-os-Santos em que agora muita gente brinca ao Halloween, deparei-me com um cogumelo bastante estranho (Clathrus ruber) que, segundo a Wikipedia, fiquei a saber que tem o nome comum de gaiola-de-bruxa, lanterna-das-bruxas ou clatro-vermelho.

Independentemente dos nomes, uma coisa é certa, este fungo não passa despercebido! E o seu cheiro também não! E com este cheiro nauseabundo (a fazer-me lembrar a epopeia das sementes de Ginkgo bilova!) duvido muito que as pessoas queiram mesmo saber se é comestível ou não!

Esta gaiola-de-bruxa, ou coroa-de-rainha como a mim me parecia!, emerge duma espécie de ovo branco que parece ter explodido para ficar naquela forma de arte contemporânea. 





domingo, 3 de novembro de 2019

O Outono Escarlate da Vinha Virgem



Apesar da instabilidade do tempo, que nas últimas semanas nos presenteou com um Outubro bastante chuvoso, ontem, aproveitando umas tréguas na chuva, fui pela mão de uma amiga dar um pequeno passeio pelo Europarque, sítio bastante interessante para dar uma caminhada, correr, andar de bicicleta, ou simplesmente desfrutar do silêncio (apesar de ali perto passar a auto-estrada, esta torna-se despercebida) e sentar ou deitar para ler um livro ou fazer um piquenique no verão. 

Estamos no Outono, e não terá sido por acaso que o que mais me chamou a atenção foi uma vinha virgem (Parthenocissus tricuspidata) que trepava por um dos edifícios. Os dias não têm estado muito propícios a grandes fotografias, chuvosos e e cinzentos, mas sobre aquela vinha virgem o sol refletia os seus raios e o escarlate das suas folhas estavam no seu esplendor... 









Eu tenho várias trepadeiras como as heras e os jasmim, mas nunca tive nenhuma vinha virgem e por outro lado, depois de ter os muros quase todos cobertos de heras, não creio que teria local onde as plantar. E como não as conheço muito bem, ficamos intrigados com aqueles novos rebentos, verdes, com as folhas em forma de coração, porque à primeira vista parecem espécies diferentes. Mas também nas heras (e um dos nomes comuns desta vinha virgem é hera japonesa) elas começam com um tipo de formato de folha, que depois muda radicalmente e ficam bem maiores. Creio que também se passará o mesmo neste caso mas ainda será algo para confirmar. 

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Viciado em Compostagem?

Verificamos que começamos a estar viciados em compostagem quando trazemos para casa sacos cheios de folhas de plátano que os trabalhadores varreram das ruas!


Será que convém ir às reuniões dos compostores-anonimos?!

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Pachyphytum oviferum - Amêndoas com Pruína



Foi em Janeiro que comprei um pequeno vasinho com cinco pequeninas plantas desta Pachyphytum oviferum, que tem estas folhas a fazer quase lembrar amêndoas cobertas de açúcar.

Entretanto separei as cinco plantinhas que cresceram muito bem como pode se pode ver. E passam agora a ter a pruína intacta porque cresceram novas folhas. A pruína é aquela camada de pó acinzentada que envolve determinadas plantas como as suculentas mas também frutos como as uvas por exemplo. Esta camada serve como uma espécie de protetor solar impedindo-as de se queimar e desidratar por transpiração. 

Mas basta tocar com as mãos folhas para retirarmos uma camada protetora, como se pode ver na fotografia do pequeno vaso que tinha comprado em Janeiro. E uma vez retirada esta camada protetora, nunca mais a folha a recuperará, só quando desenvolver nova folhagem.


terça-feira, 22 de outubro de 2019

Osga na Empresa

Estou em crer que a primeira vez que vi uma osga foi há uns dois anos num trabalho que fui fazer na grande Lisboa. E a isso não é alheio o facto destas  se encontrarem principalmente na zona centro e sul, bem como interior e não tanto a norte. E hoje, à hora de almoço, na nossa zona de lazer onde temos uma mesa de ping pong apareceu esta osga que se deveria estar a espraiar ao sol. 






sábado, 19 de outubro de 2019

Aranhas a Passear no Lago

A noite já começava a cair quando olho para o lago das tartarugas e vejo estas duas simpáticas aranhas, provavelmente, especulo eu, a tratar da próxima prole. O mais curioso é terem decidido ir caminhar por cima dos jacintos que estão em cima da água!






E o perigo de cairem à água é grande, quer dizer, neste momento não, porque as tartarugas perdem o apetite quando as temperaturas baixam dos quinze graus, senão, a coisa pode dar para o torto como se pode ver aqui numa filmagem que fiz!




E já agora, para saberem por que é que não devemos matar aranhas dentro de casa, e não, não é porque aranha é sinal de dinheiro!!



segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Caminhada em Covelinhas passando pelo Miradouro de São Leonardo de Galafura

Quatro anos depois regressei de novo ao Douro Vinhateiro para fazer uma caminhada. Se há quatro anos andei pelo Pinhão, desta feita partimos de Covelinhas (Régua - Vila Real) para caminhar, a bom subir, até ao Miradouro de São Leonardo de Galafura e regressar depois, sempre a descer, até ao ponto de partida num percurso circular de cerca de onze quilómetros. 














segunda-feira, 7 de outubro de 2019

O Corta Relva Mais Ecológico


Já na semana passada tinha visto um rebanho de ovelhas a aparar o relvado em frente da empresa aqui ao lado e achei muito engraçado. Até pensei se não teriam sido mesmo contratadas para o efeito, visto que esta até já foi uma daquelas cem melhores empresas para se trabalhar em Portugal, mas fica a dúvida, se não terá sido, por exemplo, algum pessoa aqui perto  (isto é uma zona industrial metida num meio rural e com habitação) que as deixou andar à solta para se alimentarem no monte e, como viram este relvado (ou ervado!) a necessitar ser aparado, foram lá encher a barriguinha!

Agora à hora de almoço apanhei-as, já não no relvado mais cuidado em frente da empresa, mas no "ervado" mais natural aqui ao lado!


No fundo este é o corta-relva mais ecológico e amigo do ambiente porque não tem pegada ecológica! Não gasta eletricidade, nem gasolina. As ovelhas alimentam-se da relva, e a relva será depois transformada em adubo que fertilizará de novo a relva que crescerá mais forte e mais verde, sem recurso a adubos químicos!


sábado, 7 de setembro de 2019

As Alterações Climáticas Combatem-se Com Medidas Efetivas, Não com Falinhas Mansas


Na mesma semana em que ficamos a saber que Portugal continua a ser dos países da Europa aquele que está em maior risco de desertificação e que, pasme-se, o Estado não tem sido capaz de atacar o problema (talvez alguns achem - como a ex-ministra Cristas que a desertificação se resolva plantando mais e mais eucaliptos!) e na mesma semana que entrou em vigor a lei que vai multar quem atirar beatas de cigarros para o chão (como se varrer o problema para debaixo do tapete resolvesse alguma coisa) ficamos a saber que há países que tomam medidas que realmente fazem a diferença.

É o caso da Irlanda em que o governo tem uma meta de tornar o país neutro em carbono até 2050, mas começa já com medidas concretas e efetivas: plantar cerca de vinte e dois milhões de árvores por ano, totalizando 440 milhões nos próximos vinte anos. 

E o que é que está a ser feito em Portugal? 

Por cá, estamos a um mês de eleições legislativas e nunca como hoje o tema Ambiente entrou no léxico dos partidos políticos. Só que, infelizmente para alguns, especialmente os que vêm pela direita, é uma moda não sentida. É falar porque está na ordem do dia. Falar para parecer bem. Falar para tentar granjear simpatias nos mais jovens, para depois fazer o oposto caso os incautos lhes dêem votos. 

Artigo completo no Ecowatch