sábado, 19 de março de 2016

No Gerês por entre Musgos e Líquenes

Dia destinado a mais uma caminhada com o grupo do costume, novamente no Gerês, mas desta feita para percorrer o trilho da Geira em Terras de Bouro. Previa-se um dia de chuva, e não que eu tenha propriamente medo de me molhar, mas o tempo acabou por ajudar, e tirando uns pingos iniciais só para meter medo, o dia passou-se muito bem, e até com sol. 

E como se antevia um dia de chuva nem sequer levei comigo a máquina fotográfica habitual, pois se iria chover só me ia pesar na caminhada, não usufruindo dela, mas em bom tempo resolvi levar comigo uma pequena compacta, para aqui ilustrar mais um dia a caminhar, por entre a bruma, os musgos verdes e os líquenes que cobriam árvores e as pedras em pleno pré parque Nacional.





































segunda-feira, 14 de março de 2016

Rota das Árvores do Porto


"Cinco visitas guiadas para descobrir as incríveis histórias das árvores mais imponentes da nossa cidade." 

21 de Março a 9 de Julho



Loureiro em tronco de austrália II

Aproveitando o bom tempo, do primeiro fim-de-semana de primavera do ano (não no calendário, mas bem que já vi as andorinhas a anunciaram-na), passei este fim-de-semana pelo Parque de São Roque no Porto, na esperança de ainda ver as camélias bastante floridas, mas infelizmente já cheguei tarde. A maioria já está com flores velhas ou mesmo sem flores. Ainda se via pontualmente uma ou outra flor mais exuberante, mas era coisa rara.



O Labirinto de bucho ganha agora uma corzinha verde:








Mas a minha visita tinha ainda uma segunda curiosidade em mente: verificar como estaria o loureiro que, de forma insólita, nasceu no tronco de uma velha austrália. Estaria ainda vivo? De boa saúde ou a definhar?

Pois é, mais de um ano depois, o loureiro que nasceu no toco apodrecido do tronco de uma austrália não morreu, e mais, cresceu um bom bocado!




Logo ali ao lado direito, a mãe da semente aventureira:



Não sei quanto tempo lhe poderá ser possível resistir. De qualquer das formas sempre que por lá for passando, não deixarei de continuar a acompanhar este insólito da natureza. 


domingo, 21 de fevereiro de 2016

E tu - quantas árvores já plantaste?

Mais uma caminhada este fim-de-semana, por terras de Vila do Conde. Em pleno inverno, algum frio pela manhã, principalmente quando se está à sombra, mas um dia que se proporcionou muito agradável e com sol quente. 

O percurso iniciou-se pouco antes da ponte medieval de D. Zameiro, e terminaria na Cividade de Bagunte, o sítio arqueológico mais antigo e de maior interesse do concelho. 



A organização prometia-nos uma surpresa para o final que ninguém saberia muito bem o que seria, e ficámos então a saber que estávamos convidados para plantar árvores, num terreno adquirido recentemente pela câmara municipal, onde se situa o tal sítio arqueológico, e que está a ser limpo aos poucos, e onde estão a ser plantadas árvores autóctones por entre os eucaliptos que ainda por lá se encontram. Só depois do antigo dono os deitar abaixo é que o terreno ficará livre deles. E terão de ser deitados abaixo com cuidado, pois se não irá estragar-se o que entretanto se fez, nomeadamente a plantação de árvores autóctones.

A caminhada foi acompanhada por um arqueólogo da câmara municipal, que nos foi dando o enquadramento históricas, e a determinada altura, já nos tinha falado de um pequeno terreno, de alguém endinheirado, que acedeu em plantar naquele espaço amieiros, e já nesse altura pensei, se isto tivesse alguma coisa a ver com o projeto 100 mil árvores, que está a limpar e a reflorestar, com a ajuda de voluntários, diversos terrenos da área metropolitana do Porto.



E foi então já no local que questionei se aquela projeto de reflorestação tinha alguma coisa a ver com o 100 mil árvores, e o arqueólogo/guia, confirmou que sim. E o mais curioso é que eu estou inscrito no projeto, mas até à data não me tinha sido possível participar, e quase sem querer acabei mesmo por participar, plantando duas árvores. 

E pronto, lá fomos monte acima, cada pessoa levava uma árvore, pegava numa ferramenta, e só tinha de plantar as árvores, mas o trabalho já estava facilitado visto que os buracos já estavam abertos. As árvores estavam em tabuleiros, já com um torrão de raízes generoso, e o nosso trabalho limitava-se a colocar a árvore no buraco, e a arrastar a terra, pressionando e deixando a árvore direita , logicamente. 

Das três espécies que por lá vi (castanheiros, sobreiros e azevinhos) escolhi inicialmente plantar um sobreiro, e depois um azevinho. Éramos um grupo de sessenta ou setenta pessoas, creio que facilmente teremos plantado mais de cento e vinte árvores. 

Infelizmente quando queria documentar o momento, a minha máquina fotográfica decidiu amuar e deixar de funcionar! De qualquer das formas, se algum dia for para aqueles lados, terei curiosidade em verificar como está a ficar aquele terreno.

sábado, 30 de janeiro de 2016

A Magnólia do Ardina

Ontem sexta-feira. Aquela hora da manhã deveria estar a trabalhar, fechado dentro de quatro paredes, e não de máquina fotográfica ao ombro aproveitando aquela luz de inverno espetacular sobre a cidade do Porto. Aproveitei o tempo que ainda tinha e fui à Praça da Liberdade, especificamente, para fotografar uma das muitas magnólias caducas híbridas (Magnolia soulangeana) que começaram a florir pela cidade. 



E já que falo na Praça da Liberdade, não posso deixar de referir que as flores destas magnólias, são agora  o que de muito pouco florido por lá existe, e que é pena. Onde antes das obras de requalificação existia o verde da relva e os jardins floridos, existe agora unicamente cimento. Escolhas arquitetónicas muito questionáveis no meu modesto entender.



A magnólia em questão, é a que está junto da estátua do ardina, junto da Igreja dos Congregados e da Estação de São Bento. O tempo era pouco, não dispunha de muito tempo para procurar os melhores ângulos, e principalmente esperar que as dezenas de pessoas (muitas vezes turistas) que por ali se deslocam, para os seus trabalhos ou a passeio, saíssem fora do enquadramento.