Mostrar mensagens com a etiqueta espécies autóctones. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta espécies autóctones. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Azevinho com Deficiência Genética?

 Há já algum tempo que ia estranhando o formato deste pequeno azevinho que tinha nascido de volta do limoeiro. Como o via de cima parecia um monte de folhas, quase uma espécie de mini-bonsai, ao contrários dos azevinhos que crescem com o tronco principal muito na vertical  e os ramos laterais bem mais curtos, formando em adulto aquela forma cónica. 

Este ainda por cima estava a demorar muito tempo a crescer e, como já expliquei, um pequeno azevinho de dez centímetros, num ano, facilmente atinge um metro ou mais. Mas este não. E só por estes dias quando o arranquei e coloquei dentro de um garrafão para ali fique a desenvolver-se, é que vi de perto o que se passava com ele. 

Tem ramos que se assemelham quase a folhas grossas espalmadas de depois surgem folhas, mas é tudo muito estranho. Eu conheço as formas "cristata" nas suculentas e quando olho para este azevinho é isso que me faz lembrar. Espero que pegue bem do transplante e entretanto se desenvolva bem, para que assim possa ir acompanhando de perto o que se irá passar com esta árvore.


domingo, 3 de maio de 2020

O Sargaço É A coisa Mais Bonita Que Tens Cá Em Casa


Foi em 2014 que o meu sargaço (Cistus salviifolius L.) floriu pela primeira vez. Resolvi na altura plantar um sargaço  bem como erva-das-sete-sangrias ou sargacinha (Lithospermum diffusum) porque aqui por estas bandas nascem um pouco por todo o lado e porque sempre as achei extremamente decorativas. Estava assim em 2014 quando floriu:


Quando na altura a minha mãe viu o que tinha plantado perguntou-me: "agora andas a plantar mato no jardim"?  Isto não me desanimou minimamente porque estava seguro que iria resultar e a verdade é que o tempo me deu razão. Desde há uns dois ou três anos que, sempre que a minha mãe vem cá a casa que me diz: "o sargaço é a coisa coisa mais bonita que tens cá em casa"! 



Além de na minha opinião resultar bem, estamos a falar de uma planta autóctone, perfeitamente ambientada ao nosso clima. Não é preciso adubar, regar, não é preciso fazer nada, que ela estabelece-se muito bem. Mas o sargaço em particular ainda tem uma outra vantagem muito importante que é o facto de ser uma planta melífera, ou seja, é muito importante para as abelhas, que sempre que está em flor andam de volta delas como se pode ver pelas imagens:





quinta-feira, 23 de abril de 2020

As Minhas Sementes Que Espalhei Deram Origem a Azevinhos no Monte


Por estes dias dava uma caminhada pelo monte em busca de um sítio onde pudesse trazer alguma terra para o meu jardim e fiquei mesmo muito contente com o que pude observar. Há já uns bons anos eu tinha pegado em muitas sementes que tinha de azevinho e espalhei-as por aquela zona e esta semana pude verificar que já tem por lá vários azevinhos já grandinhos!

Esta enorme faixa de terreno a mato (que a vizinhança vai cortando) a pinheiros e alguns eucaliptos (que eu vou cortando e deitando abaixo) fica nas traseiras da minha casa, e este local onde os azevinhos nasceram ficará a uma distância de cerca de cem metros da minha casa.






Reflorestar como bem se vê neste simples exemplo é muito fácil. Basta darem sementes autóctones  às pessoas para que simplesmente as larguem nas zonas que interessa reflorestar. Não é preciso ter o trabalho de germinar, deixar as plantas a crescer e depois levar voluntários ou políticos a plantá-las, e em que depois a maioria delas depois irá secar. Como se vê é bem mais simples que isso: basta espalhar as sementes que estas irão desde logo adaptar-se às condições e nascer fortes. Nestes azevinhos não vi cochonilhas nem piolhos, nem qualquer outro tipo de praga que atacam em casa. Estão ali a crescer devagar mas forma sustentada. 

O país tem sido fustigado pelos incêndios e pela eucaliptização. Nada tem sido feito para reflorestar essas zonas com autóctones. E como se vê, não é preciso muito, bastaria distribuir sementes para as pessoas as espalharem, mas infelizmente os gaios fazem mais pela reflorestação do país que as pessoas. E é pena.

sábado, 24 de dezembro de 2016

Medronheiros em Flor

Já no fim da caminhada por Caldas de São Jorge, quando chegava ao edifício das termas, junto à estátua de São Jorge, num pequeno espaço ajardinado, vi por ali vários medronheiros bem bonitos, conjuntamente com um ou outro viburnum. Admirei os cachos de flores dos medronheiros, brancas, bem bonitas e diferentes do habitual. Para o ano haverá por ali medronhos.




quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Hoje é Dia da Floresta Autóctone

Celebra-se hoje, todos os anos a 23 de Novembro, o dia da Floresta Autóctone, que foi estabelecido para promover a importância da conservação das florestas naturais, e por ser uma época bem mais favorecida pelas condições climatéricas, para que em Portugal e em Espanha se proceda à sementeira ou à plantação de árvores. Este é o equivalente Ibérico do 21 de Março criado nos países do norte da Europa. 







Este é pois um dia com este duplo sentido, por um lado lembrar e defender as nossas árvores e as nossas florestas, e por outro, implementar uma data muito mais favorável à sua plantação, pois em Março podemos ter muito mais insucesso na plantação graças ao aumento das temperaturas, e muitas vezes redução de pluviosidade. 

Se querem plantar árvores esta é a altura certa!

Para saber mais: QUERCUS

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Árvores que matam a fome

Ao invés de árvores, normalmente exóticas como os eucaliptos, que vieram lá do outro lado do mundo e que só trazem miséria, outras há, ou ainda vão havendo, e que sempre aqui estiveram, que nascem espontaneamente por aí e que quando chega o Outono, onde ainda as há, matam a fome a quem comer das suas sementes ou dos seus frutos.


As castanhas são as sementes dos castanheiros. É a castanha que dará origem a uma nova árvore. Os frutos são os ouriços, muito bem protegidos como um verdadeiro ouriço-cacheiro, que protegem as suas preciosas e saborosas sementes, que por norma são uma ou duas, ou por vezes até três.

Outrora muito usada na nossa alimentação, a castanha (tal como a bolota ou landra que passou quase só a alimentar só os animais) acabou por cair em desuso, e é hoje um produto muito caro, podendo passar facilmente os 3 ou 4€/Kg.

Mas nas aldeias, como onde vivo, ainda há castanheiros que crescem espontanemente, um aqui, outro ali, castanheiros que quase não são de ninguém, e na verdade a terra não é mesmo de ninguém. Quem vive na aldeia não precisa ir comprar castanhas ao hipermercado, basta levantar-se cedo, ir dar uma caminhada e esperar que os castanheiros tenham sido generosos durante a noite. 


Depois de apanhadas é trazer para casa e comê-las. Eu tanto como cruas ou preferencialmente assadas no moliço. Só lhes faço um golpe na casca para não rebentarem, e deito-lhes fogo. Depois é só esperar uns minutos e estão prontas a comer. 






sábado, 19 de março de 2016

No Gerês por entre Musgos e Líquenes

Dia destinado a mais uma caminhada com o grupo do costume, novamente no Gerês, mas desta feita para percorrer o trilho da Geira em Terras de Bouro. Previa-se um dia de chuva, e não que eu tenha propriamente medo de me molhar, mas o tempo acabou por ajudar, e tirando uns pingos iniciais só para meter medo, o dia passou-se muito bem, e até com sol. 

E como se antevia um dia de chuva nem sequer levei comigo a máquina fotográfica habitual, pois se iria chover só me ia pesar na caminhada, não usufruindo dela, mas em bom tempo resolvi levar comigo uma pequena compacta, para aqui ilustrar mais um dia a caminhar, por entre a bruma, os musgos verdes e os líquenes que cobriam árvores e as pedras em pleno pré parque Nacional.