quarta-feira, 29 de julho de 2026

Trovisco em Flor e Frutos

 


O trovisco é um pequeno arbusto autóctone (Daphne gnidium) quase desconhecido para mim. Ironicamente, tenho dois exemplares que deixei crescer no monte há anos, mesmo ao lado dos muros da minha casa.

Precisamente por ser uma planta desconhecida, enquanto estava pequena achei-a ornamental e ao limpar o mato deixei-a crescer para perceber o que dali sairia. 

Fiquei a saber que se trata de uma planta altamente tóxica e por isso tinha a particularidade de ser ancestralmente usada para pescar, envenenando os peixes, daí o termo "troviscar".

Consultando outros blogues, como o Dias com Árvores e Jardim Autóctone percebi que é uma planta de muito difícil propagação, não aceita o transplante e mesmo por sementes também é muito difícil. Ainda assim vou recolher as sementes que forem caindo ao chão e tentarei a minha sorte, ainda que, sem qualquer expectativa.

Como já referi, considero a planta muito ornamental, especialmente nos primeiros anos, e agora em flor emana um cheiro bastante agradável, atraindo também muitos polinizadores. Não deixa de ser também curioso que, à semelhança do medronheiro, está em abundante flor e apresenta ao mesmo tempo frutos. 



quinta-feira, 23 de julho de 2026

Manjerico Um Mês Depois


 Confesso que, depois de ter ouvido vários colegas a dizer que o manjerico é uma planta que se trás para casa para morrer nos dias seguintes, que fiquei um pouco apreensivo, ainda que, esta planta me tenha sido oferecida na farmácia aqui da terra e, no fundo, não fosse deitar dinheiro ao lixo, mas gosto sempre, dentro dos possíveis, de proporcionar as melhores condições às plantas. 

E a verdade é que não é assim tão difícil manter um manjerico bonito. Este pelo menos está cá em casa há um mês e não para de crescer e de emanar o seu cheiro característico. A única coisa mesmo que faleceu foi o poema do papelinho!

Claro, é uma planta anual e como é lógico, só durará mais uns meses, mas até lá, espero que cresça mais ainda!


quarta-feira, 22 de julho de 2026

Picos Vernelhos

Quem vai seguindo aqui o blog, sabe que eu tenho dois "assentos de sogra" Echinocactus grusonii, um que comprei e plantei em 2020 (creio que custou 25€), em plena pandemia, e plantei outro, no ano passado, e que estava em casa da minha mãe (tinha custado 15€ há muitos mais anos), e acabei por o plantar poucas semanas antes dela morrer. Ficaram um ao lado do outro, o cato da mãe e o cato do filho. 

Entretanto tenho aqui em casa ou outro cato, uma outra bola, mas de picos vermelhos. A taça não está identificada, mas facilmente cheguei à identificação: Ferocactus pilosus, que até agora não encontrei nenhum nome comum utilizado em português. É chamado de Viznaga de cabuches (espanhol) ou em ingês Mexican fire barrel. 

O mais interessante que fiquei a saber é este cato que com este tamanho parece ir formar uma bola gigante, afinal, não cresce assim como os Assentos de Sogra e ira crescer num formato fálico, alto, até dois ou três anos, mas isto no espaço de muitos anos. 


Transtorno de Défice de Natureza

 "As crianças americanas podem identificar mil logos de empresas, mas não são capazes de dizer os nomes de dez animais, ou plantas, que vivem no seu jardim".

Christine Webb, autora do livro "O Símio Arrogante", em entrevista no programa "Visão Global" da Antena 1.
 

domingo, 12 de julho de 2026

Stapelia Floresce Cada Vez Mais Cedo

Depois de no ano passado a Stapelia que era da minha mãe ter florido no seu dia de anos (final de julho) este ano encontrei a primeira flor aberta a 5 de julho. Desde que a planta foi comprada tem vindo a dar flor cada vez mais cedo. 




Entretanto hoje, 12 de julho, já perto da hora de almoço, apercebi-me que uma flor estava quase a abrir. Se calhar deveria ter ficado mais tempo de volta da flor ir acompanhar a abertura em tempo real mas aqui ficam as duas fotografias:


Onde Está o Bicho Pau?

 Num terceiro andar de um apartamento na cidade do Porto, um bicho-pau habita num vaso de alfazema. É fantástico como um inseto consegue disfarçar-se tão bem e tornar-se quase impercetível. Conseguem identificá-lo?



quarta-feira, 1 de julho de 2026

Alocasia Polly e Manjerico

 Uma passagem no horto para comprar uma orquídea para oferecer, e uma compra por impulso que veio para casa: uma Alocasia Polly, pequenina, com umas míseras três folhas, por cerca de 4€. Pelo que li é uma planta exótica difícil de manter, especialmente no inverno, mas vou tentar.

E, em semana de São João, numa ida à farmácia ofereceram-me um manjerico, que, creio que seja mesmo o primeiro que alguma vez tive. Já sei que é uma planta anual, portanto, daqui por algum tempo irá morrer, mas vamos ver quanto tempo se aguenta. 



sábado, 20 de junho de 2026

Morreu a Árvore Mais Famosa do Mundo

Reportagem do jornal britânico The Guardian sobre a morte do carvalho com cerca de mil ano que na lenda abrigou o Robin dos Bosques na Floresta de Sherwood.


"Todos os anos, até 350 mil pessoas vinham admirar o carvalho Major, com a sua impressionante circunferência de 11 metros e uma copa que se estendia por 28 metros. Mas ontem realizou-se um funeral improvisado junto da árvore, depois de Sociedade Real para a Proteção das Aves anunciar a sua morte.

Pensa-se que o aumento das temperaturas - e a admiração humana - tenham acelerado o seu fim natural. Este ano não produziu quaisquer folhas, depois de ter sido enfraquecido por uma sucessão de verões quentes e secos.

Robert Brackley, educador de atividades ao ar livre que mostrou as maravilhas do carvalho Major a milhares de crianças, vestido com um traje completo de Robin Hood, afirmou:

«As histórias que nos deu são o seu legado. É a árvore mais famosa do mundo. A lenda viverá para sempre.»

Visitantes vindos de Espanha, Sheffield, dos Estados Unidos, da Coreia do Sul e da Austrália pararam junto da árvore para lhe prestar homenagem.

«É gigantesca!», disse Carter Jackson, de oito anos, de Sheffield. «É uma árvore realmente bonita e é triste que tenha morrido.»

Ryan Jackson, pai de Carter, comentou:

«É um pedaço de história que está a desaparecer, mas tinha 1.000 anos. Não se pode viver para sempre.»

«Pobre árvore», disse Kirsty Champion, de Adelaide, na Austrália. «Via sempre o Robin Hood na televisão e lia os livros. É muito triste que tenhamos tentado ajudá-la e conservá-la, mas provavelmente acabámos por piorar a situação.»

A Inglaterra possui uma riqueza única de carvalhos muito grandes e antigos: existem 114 com uma circunferência superior a 9 metros. Todo o resto da Europa, incluindo a Escócia e o País de Gales, reúne apenas 98 exemplares. Os conservacionistas descrevem-nos como «os rinocerontes-brancos do Reino Unido».

A árvore recebeu o seu nome do major Hayman Rooke, historiador local que escreveu uma descrição dela em 1790.


Na década de 1970 foi colocada uma barreira em redor do carvalho, que se encontrava enfraquecido pela degradação do solo, causada em parte pelo peso dos pés dos visitantes.

As intervenções bem-intencionadas também não ajudaram. Em 1904, foram instalados escoras e correntes metálicas para sustentar os seus ramos. Nos anos 1960, as partes ocas da árvore foram preenchidas com betão para reforço estrutural, enquanto alguns ramos foram revestidos primeiro com chumbo, depois com fibra de vidro e até tratados com tinta retardadora de fogo.

Os especialistas acreditam que as escoras foram um grande erro. Quando deixados ao seu destino natural, os carvalhos antigos perdem gradualmente os ramos e «crescem para baixo», retraindo-se para o tronco e necessitando assim de menos água e nutrientes à medida que envelhecem.

A RSPB assumiu a gestão do local em 2018 e descobriu que o enorme tronco do carvalho estava a secar, porque a água era absorvida pelos ramos exteriores artificialmente sustentados.

Segundo Chloe Ryder, gestora de operações da propriedade da RSPB na Floresta de Sherwood, as escoras:

«Provavelmente afetaram a sua capacidade de se sustentar por si própria.»

No entanto, a árvore teria colapsado se estas tivessem sido removidas.

Ryder, que visitava a árvore desde criança, declarou:

«É devastador. Estou genuinamente arrasada por isto ter acontecido durante a minha vida, quanto mais durante o período em que sou responsável pelo local.

Quase temia vir vê-la e receber essa confirmação, e constatar que não tinha folhas. Ainda assim, continuo a achar que é uma das árvores mais belas. Chamamos-lhe um museu vivo porque tem tanto para nos ensinar, tanto sobre o que foi bem feito como sobre o que foi mal feito.»

Embora esteja sem folhas e sem vida, o carvalho permanecerá de pé, porque a sua madeira morta é quase tão valiosa para a vida selvagem como uma árvore viva.

Um quarto de todas as espécies florestais depende da madeira morta em alguma fase do seu ciclo de vida.

Ed Pyne, conselheiro sénior de conservação do Woodland Trust, afirmou:

«Continua a ter um valor de habitat totalmente insubstituível. Continua a ser uma das maiores árvores da Europa e continua a desempenhar um papel muito importante para o ecossistema.»

Embora tudo tenha sido feito para salvar o carvalho Major, Pyne alertou que outras árvores antigas estão a desaparecer sem que ninguém se aperceba.

Apelando à ação do governo, declarou:

«Perdemos uma árvore como esta todos os anos. Não possuem qualquer proteção legal específica e estamos a perdê-las porque não lhes damos o valor adequado.»

O artigo original pode ser lido aqui.

Comprei Mais umas Umas Suculentas

No final de maio comprei mais duas suculentas: um Aeonium medusa e um Agave Lophanta "Quadricolor", depois de uma visita a uma loja de Gaia, mais especializada em catos e suculentas (apesar de também ter muitas orquídeas). Os preços estão dentro da média, 15€ pelo aeonium e 10€ pelo agave. O Agave cresce muito lentamente e um um pouco maior já custava 50€.

Ainda assim, para se ter ideia da especulação dos preços das plantas, há uns seis, sete anos,  um aeonium medusa do tamanho deste que comprei, poderia custar mais de 100€. E o que alimenta este mercado especulativo é a voragem por plantas suculentas diferentes. Eu dei agora 15€ e na verdade até acho caro para a plantinha pequena que é. 

Veremos como vão evoluir cá em casa.


 # Contrabando de Suculentas