terça-feira, 12 de outubro de 2021

Crescimento do Sedum hirsutum na Concha


Evolução do crescimento desta suculenta autóctone desde o momento em que a coloquei na concha até agora. Passaram dez meses. A planta está num local em que não apanha sol direto e mesmo a luz não é muita daí esta longa cabeleira quase estiolada. Talvez mude de sítio entretanto.

domingo, 19 de setembro de 2021

Descascar as Austrálias


 No terreno ao lado de casa que, aos poucos, espero vir a transformar num mini-bosque iniciei este fim-de-semana o processo de descascar as austrálias, árvore invasora terrível que, além de se propagar pelas milhares de sementes que gera, ainda se propaga também vegetativamente pelas raízes.

Se quero poder usar o terreno (que não é meu) para plantar maioritariamente autóctones não posso permitir que as austrálias invadam tudo.  

E porque não chegar ali e cortar simplesmente a árvore? Porque não adianta. Ela irá rebentar ainda com mais vigor pelo tronco. O que se espera deste processo, que vou ver se resulta, é que as árvores simplesmente sequem ao fim de alguns meses ou anos. Só depois então é seguro cortar a árvore. 

Para se perceber melhor como se faz aqui fica o vídeo do site Plantas Invasoras:

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Traça Catocala nupta Nas Trepadeiras

Uma traça acastanhada e cinzenta que quando voa mostra um belo vermelho das asas interiores. Consegui fotografá-la a ver-se este vermelho quando foi pousar na sebe de heras e ficus. Em pesquisa e comparando com outras fotografias pareceu-me ser esta Catocala nupta, mas, como não sou especialista posso estar enganado. 



terça-feira, 31 de agosto de 2021

Gafanhoto: de Verde a Castanho em Duas Semanas

 Vi o pequeno gafanhoto crescer na giesta que tenho em frente do espaço das tartarugas; entretanto, qual não é o meu espanto quando hoje o vi muito maior e castanho no sargaço ao lado!

segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Como é Que as Árvores Sabem Quando é Primavera ou Outono?

 

"Nas nossas latitudes, a queda das folhas no Outono e os novos rebentos na Primavera são acontecimentos naturais nas florestas. Mas se olharmos com maior atenção, todo o processo é um grande milagre, uma vez que, para tal, as árvores necessitam acima de tudo de uma coisa: noção de tempo. Como é que elas sabem que o Inverno está de novo aí ou que uma subida da temperatura não é apenas passageira, mas sim o anúncio da Primavera? 

Já muitas vezes se deu o caso de termos períodos mais quentes logo em Janeiro ou Fevereiro, sem que os carvalhos ou faias tenham exibido o seu novo e fresco verde. Como é que estas árvores sabem que ainda não está na altura de formar rebentos novos? Pelo menos em relação a árvores de fruto, foi possível desvendar um pouco do mistério. Ao que parece, as árvores sabem contar. Só quando passa um determinado número de dias quentes é que elas confiam na situação, classificando-a de Primavera. No entanto, a Primavera não é apenas feita de dias quentes. 

A queda e reaparecimento da folhagem não depende apenas da temperatura, mas também da duração do número e de dias. A título de exemplo, as faias só começam a despontar quando há pelo menos 13 horas diárias de luz. É por conseguinte surpreendente verificar que as árvores têm necessariamente de dispor de uma espécie de visão, uma vez que se encontram dotadas de uma espécie de células solares, pelo que estão da melhor forma equipadas para receber ondas de luz. 

E de que forma sabem as árvores que os dias mais quentes não correspondem ao final do Verão, mas sim à Primavera que se inicia? O que desencadeia a reação correta é a combinação da duração do dia com a temperatura. As temperaturas a subir correspondem à Primavera, enquanto as temperaturas que descem estão relacionadas com o Outono. Também isso conseguem as árvores registar. É por isso que espécies nossas como o carvalho ou a faia conseguem de igual modo adaptar-se ao ritmo inverso do hemisfério sul, quando, por exemplo, são exportadas para a Nova Zelândia e aí plantadas. Isso prova também algo mais: as árvores têm necessariamente de ter memória. De que outro modo são elas capazes de comparar interiormente as durações dos dias ou contar o número de dias quentes?

sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Deixem as Toupeiras em Paz

 A seguir às cobras, outro dos animais mais odiados por hortelãos e jardineiros talvez seja a toupeira, ódio esse, quase sempre fruto de muita ignorância, até porque as toupeiras não comem as plantas mas sim os bichos da terra! Todos os anos milhões de roupeiras são mortas porque causam alguns prejuízos menores e deixam aqueles montículos de terra. 

Contudo, as toupeiras prestam-nos um grande serviço, porque, além de comerem muita bicharada, algumas que até são verdadeiras pragas, graças a todos aqueles túneis que escavam, acabam por descompactar o solo e enriquecê-lo. 

E, se na horta pode ser chato ver uma ou outra planta tombada e ter apertar a terra de novo de volta delas, no relvado nem compreendo a fúria, porque a mim não me incomoda grande coisa. O que faço aqueles montes de terra? Simples! Eu pego numa mangueira e deito água por cima! A terra infiltra-se pelo buraco abaixo e restam unicamente as pedras por cima da relva que depois muito facilmente se apanham. 


quarta-feira, 18 de agosto de 2021

O Segredo do Meu Substrato


Dos aspetos mais importantes quando temos plantas em vasos, além da localização, mais ao sol ou à sombra, é, sem dúvida o substrato. E eu acho que, um dos "segredos" que contribuem para que eu tenha bonitas plantas é usar como substrato o composto orgânico proveniente da compostagem. Foi aliás esse o motivo, ver as minhas plantas bonitas, que incentivou a minha para ir fazer a formação na LIPOR e receber o seu compostor para começar a fazer compostagem caseira. 

Muitas vezes eu uso o composto diretamente, mas também podemos usar só uma parte e misturar com outras coisas, mediante as preferências do tipo de planta que temos. Mas, por exemplo, se temos uma gardénia, planta muito mimalha e que exige um substrato rico em matéria orgânica, as diferenças são assinaláveis quando adicionamos composto orgânico. Constatei isso recentemente com uma gardénia que tinha cheia de folhas amarelas, e mal mudei para um substrato em que adicionei metade de composto orgânico, as diferenças foram impressionantes. Já agora, acrescentar também que, as gardénias (tal como por exemplo, as hortênsias) não gostam de sol direto. 

Hoje de manhã andei a mudar as suculentas (Echeveria mandala) e usei mesmo o composto simples, sem misturar com nada, e também é verdade que acaba por secar bastante, mas isso também não é problema para as suculentas, que gostam de um substrato seco mas drenante. Veremos como vão evoluir. 



domingo, 15 de agosto de 2021

Depois da Mortandade de Espadas de São Jorge no Inverno

Este inverno foi tão gélido que as Sansevierias, mais conhecidas por Espadas-de-São-Jorge, começaram todas a tombar e a apodrecer, e não foi de serem regadas de mais, foi mesmo do frio que fez dentro de casa. O desânimo foi bastante, porque tínhamos vasos bastante grandes e tentei então propagar por estacas de folhas, como expliquei aqui. Devo dizer que experimentei com diferentes tipo de terra, coloquei em sítios diferentes, numa das experiências até coloquei um plástico por cima. Não sei o que terei feito de errado, mas nenhum pedaço de folha, dos muitos que cortei, ganhou raiz. Há inúmeros vídeos e explicações na net, e toda a gente diz que funciona, mas a verdade é que, comigo, nem um só para amostra pegou.

Então tentei uma abordagem diferente. Peguei em algumas folhas inteiras que restavam e estiveram algum tempo de lado, e espetei-as na terra assim mesmo para ver o que acontecia (fui ao monte buscar a turfa mais seca que encontrei). E os resultados foram completamente diferentes! Mesmo folhas que na base estavam um pouco apodrecidas, como se pode ver na fotografia, começaram a ganhar raiz! E pronto, cá vamos nós de novo propagar Sansevierias!