segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Encontrei um Ninho de Abelhões!

Caminhava aqui ao lado do meu muro de casa e vejo uma espécie de bola de erva seca no chão, que decidi pontapear ao de leve. E, para minha surpresa, começaram a sair de lá abelhões! No primeiro instante fugi, mas de imediato regressei ao ninho e não me atacaram, simplesmente começaram freneticamente a tomar conta do acontecimento.

   

Numa breve pesquisa encontrei no site da The Xerces Society encontrei o seguinte:

 "Descobrir um ninho de abelhões ou desenterrar uma abelha-rainha que se encontra em hibernação é uma experiência entusiasmante! Muitos investigadores passaram horas à procura destes elementos esquivos da biologia dos abelhões, com resultados limitados. Se chegou até aqui, é provável que tenham sido os próprios abelhões a encontrá-lo a si!

A boa notícia é que isso provavelmente significa que está a fazer um bom trabalho na criação de habitats para os polinizadores. Muitos parabéns!

No site Farmstead Guide:


Ninho de abelhões

Já alguma vez reparou em algumas abelhas grandes e peludas a entrar e sair tranquilamente por um pequeno buraco no jardim, debaixo de um barracão ou até dentro de uma caixa-ninho para pássaros, e ficou sem saber bem o que estava a observar?

Lembro-me de ter reparado nisso pela primeira vez e de me ter sentido curioso, um pouco cauteloso e cheio de perguntas. Como acontece com muitas pessoas, inicialmente perguntei-me se seria algo perigoso.

Com o tempo, bastou observar os seus movimentos tranquilos e o seu comportamento para perceber que eram abelhões a cumprir a sua rotina diária. Aquilo que, à primeira vista, pode parecer alarmante é, geralmente, apenas um ninho de abelhões: um abrigo temporário e inofensivo para alguns dos nossos polinizadores mais úteis.

Estes ninhos são frequentemente mal compreendidos e perturbados simplesmente porque as pessoas não sabem o que são.

O ciclo de vida de um ninho de abelhões

Quando comecei a prestar atenção aos ninhos de abelhões, percebi que seguem um ritmo anual simples, mas fascinante. Desde um início tranquilo até ao seu fim natural, cada fase tem uma finalidade e nada dura mais tempo do que o necessário.
Primavera: a rainha dá início a tudo

Depois de passar o inverno abrigada, em hibernação, a rainha dos abelhões desperta quando o tempo começa a aquecer. Tenho reparado frequentemente que voa rente ao solo, parando nas flores para recolher néctar e pólen enquanto procura o local ideal para construir o ninho. Assim que encontra um lugar seguro, põe os primeiros ovos e dá início à colónia inteiramente por sua conta.
Do final da primavera ao verão: o ninho ganha vida

Não demora muito até surgirem as primeiras abelhas obreiras. Gosto de pensar nesta fase como o período de maior atividade. As obreiras assumem a recolha de alimento, a limpeza do ninho e os cuidados com as crias, enquanto a rainha permanece no interior a pôr ovos. O ninho cresce lentamente, a atividade aumenta e a colónia atinge o seu auge durante o verão.

Final do verão: preparar o futuro

À medida que o verão se aproxima do fim, o ninho muda de foco. São produzidas novas rainhas e abelhões machos, e começam os voos nupciais. É a forma como a natureza garante que a geração seguinte estará preparada para dar continuidade ao ciclo.
Outono: um fim tranquilo

No outono, a rainha original e as obreiras morrem naturalmente. As novas rainhas, já fecundadas, partem em busca de locais seguros onde possam hibernar durante o inverno. O ninho deixa de ter atividade e acaba por ser abandonado.

Há algo que faço sempre questão de recordar às pessoas: os ninhos de abelhões são temporários. Duram apenas uma estação e, normalmente, desaparecem por si próprios até ao final do outono. Na maioria dos casos, o melhor a fazer é simplesmente deixá-los em paz e permitir que a natureza siga o seu curso.
Onde constroem os seus ninhos os abelhões?

Se observar atentamente o seu jardim ou os espaços exteriores, verá que os abelhões são bastante engenhosos na escolha dos locais para nidificar. Transformam todo o tipo de recantos tranquilos e escondidos em abrigos, desde que sejam seguros e protegidos.
Debaixo da terra: o local preferido

A maioria dos ninhos com que me deparei encontrava-se debaixo da terra. Os abelhões reutilizam frequentemente antigas galerias de ratos ou de ratazanas-dos-prados, que já são secas e estão bem escondidas.

Também já encontrei ninhos debaixo de barracões, junto a montes de composto e até enterrados em tufos densos de erva. Normalmente, é possível identificá-los observando as abelhas a entrar e a sair de um pequeno buraco no solo.

À superfície, mas bem escondidos

Por vezes, os ninhos encontram-se mesmo à superfície, mas dificilmente daria por eles se não observasse com atenção. Já vi abelhões a nidificar em erva densa, recantos cobertos de musgo, montes de folhas e recipientes de compostagem.

Estes locais mantêm-se quentes e protegidos, precisamente as condições de que os abelhões necessitam.

No interior de pequenos espaços e cavidades

Os abelhões também aproveitam espaços já existentes. Caixas-ninho antigas para pássaros, frestas nas paredes, fendas junto às fundações dos edifícios e barracões ou garagens tranquilos podem transformar-se em locais de nidificação. Qualquer lugar escuro, seco e pouco sujeito a perturbações pode parecer perfeito a uma rainha que anda à procura de um sítio para construir o ninho.

O que realmente importa para eles é simples: procuram abrigo contra a chuva e o vento, proteção contra os predadores e flores nas proximidades para se alimentarem. Materiais macios, como erva, musgo ou até restos de isolamento térmico, ajudam a manter o ninho quente.

Quando as pessoas veem um grande grupo de abelhas agrupadas, muitas vezes presumem que se trata de um ninho. Na realidade, trata-se geralmente de um comportamento de enxameação, que ocorre sobretudo nas abelhas-do-mel, quando uma colónia se divide e parte para se instalar noutro local.

Para ajudar os abelhões, deixe algumas zonas do seu jardim crescerem de forma mais espontânea. Crie montes de troncos, evite mexer em certas partes dos montes de composto e não destrua antigas galerias subterrâneas. Estas medidas proporcionam às jovens rainhas locais seguros para hibernarem durante o inverno e ajudam-nas a fundar novas colónias em cada primavera.

Como saber se encontrou um ninho de abelhões

Se vir abelhas a entrar e a sair de um determinado local do seu jardim, a primeira pergunta costuma ser simples: de que tipo de abelhas se trata? Já passei pela mesma situação. Quando se sabe o que procurar, os ninhos de abelhões são, na realidade, bastante fáceis de reconhecer.

Saber mais: aqui

domingo, 18 de outubro de 2026

As Yuccas Não Gostam de Estar Aprisionadas

 Yucca na beira da estrada em Gaia. As suas raízes conseguiram destruir um vaso de cimento. 



sexta-feira, 18 de setembro de 2026

A Natureza Arranja Sempre uma Forma

Defronte para um escritório em Avintes vi estes rebentos de espada-de-santa-bárbara a furar as floreiras...

 

domingo, 13 de setembro de 2026

Espadas-de-São-Jorge Enraízam Tão Fácil Quanto Isto

Como já contei, depois da mortandade do ano passado, peguei em muitas folhas que apodreceram, cortei-as aos bocados, esperei que secassem e coloquei na terra. Às vezes deixava-as num canto, à sombra, e até me esquecia delas, como foi aqui o caso. 

Encontrei uma data de bocados de espada-de-são-jorge no chão e, quando fui pegar neles, vários já estavam agarrados ao chão!


 Agora é só meter num vaso e esperar que comecem a aparecer os filhotes. Tão fácil quanto isto!

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

De Onde Vieram Estas Flores Amarelas?

Os meus lithops ou pedras vivas estão em flor. Estanhei porque sempre deram flor em novembro e estamos em setembro! Mas, espera lá, apareceram duas flores amarelas mas eles davam flores brancas! 



E, dias depois cá está a prova, flores brancas e flores amarelas, ao mesmo tempo!


sábado, 5 de setembro de 2026

Depois da Mortandade do Inverno Passado

 Depois da mortandade de Espadas-de-São Jorge do inverno passado, propaguei novamente por folha e já tenho mais uns quantos vasos que, obviamente terei de abrigar antes da chegada do frio. 

domingo, 30 de agosto de 2026

Stapelia hirsuta - Flores Todo o Verão

A Stapelia da minha mãe está num vaso grande - talvez seja conveniente dividir em dois - e brinda-me constantemente com suas suas flores.   


Transplante do Cato de Picos Vermelhos


 Por vias travessas este cato Ferocactus pilosus - conhecido por Viznaga de cabuches (espanhol) ou em ingês Mexican fire barrel - que custou 45€ vai ficar comigo. E, assim sendo, tive que o transplantar para uma taça de barro maior do que a taça de plástico onde vinha. 

Antes disso, numa passagem pelo horto, já tinha comprado um destes catos, mas num tamanho pequenino, que custou 7€. Tinha-o plantado no meu canteiro dos Assentos de Sogra, mas começou logo a apanhar um escaldão porque não estava aclimatado. Coloquei-o também numa taça enquanto não encontro um sítio para o plantar na terra.

As Abelhas Precisam de Água

 

Como sabem tenho dois pequenos lagos com tartarugas a que, mais recentemente juntei um pequeno aquário para albergar uma tartaruga que nasceu cá em casa, antes de ter separado os machos das fêmeas. Os lagos também são visitados por uma ou outra vespa asiática, não para beber, mas para tentar apanhar vespas ou abelhas (até ao momento ainda não terem tido sucesso). 

E tenho observado que, quer vespas, quer abelhas, usam os lagos para beber (ou transportar para a colmeia?) Muitas vezes acho curioso que não há misturas: num lago estão as vespas, no outro as abelhas!

Mas nos dias de maior calor, hordas de abelhas movem-se num imenso frenesim - como se vê no vídeo - mostrando-me a importância de termos água disponível no jardim para lhes facilitar a vida.  

Mas convém que os recipientes contenham pontos de apoio, sob pena de elas se poderem facilmente afogar. Até já vi uma vespa asiática morta no pequeno aquário. Plantas aquáticas como tenho seria o ideal, na ausência delas, qualquer outra coisa como pedras, por exemplo, faz o mesmo efeito.