terça-feira, 24 de março de 2026

Bolor limoso

De vez em quando aparecem cá por casa formas de vida estranhas, sejam líquenes, fungos ou bolores. Num velho tronco de madeira nascem alguns fungos diferentes do que já tinha visto e, agora, a cerca de um metro, apareceu esta substância de um amarelo vivo, esponjosa, que em pesquisa na internet me apareceu como podendo ser uma espécie de Bolor limoso. Mais interessante ainda é, ao que parece, a sua capacidade de se mover ou resolver problemas. 


 




Dias depois:

quinta-feira, 19 de março de 2026

Hera Ser Hera

Tenho várias heras em modo pré-bonsai, algumas já em vaso bonsai, que na verdade, creio que deveriam ter ficado bem mais tempo em recipientes maiores para o tronco engrossar. Este exemplar em concreto, que considero que, para já, não está com uma estética por aí além, ficou encostado à parede umas quantas semanas, neste longo e chuvoso inverno. 

Quando dei conta, a hera viu a ua oportunidade e colou-se de imediato à parede e começou a trepar, como qualquer hera vulgar faz!





 

Gigante Crassula Ovata em Flor em Aveiro

 No início de fevereiro desloquei-me a Aveiro para um torneio do circuito de veteranos e aproveitei que fui eliminado, antes do que estava à espera, e fui almoçar com a minha melhor amiga e com a mãe. 

E numa das ruas perto de onde estacionei o carro, deparei-me com este belo exemplo de Crassula ovata em flor exuberante, conhecida popularmente como jade, planta do dinheiro ou árvore da amizade. 



Estar com a Natureza Antes do Voto

Domingo, 18 de janeiro, dia de eleições presidenciais. Como em tantos outros domingo anteriores, passei o dia sozinho. E como que refletindo no que iria acontecer, decidi ir dar uma curta caminha pelos Moinhos de Jancido, aqui tão perto de casa, antes de me deslocar à escola primária onde estudei, para largar o meu voto. 

Vi como os incêndios do ano passado fustigaram a zona, e, como em pleno inverno agreste, em que muitas árvores estão em dormência, alguma vida eclodia. 










segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Os Jardins, a Solidão e a Perda de Espaços Verdes na Cidade do Porto

 Excertos da reportagem do jornal Público de 18 de Fevereiro:

"Estudo realizado com mais de 600 residentes no Porto revela que viver muito perto de árvores pode ajudar a combater o isolamento. A biodiversidade também oferece um amortecedor contra a solidão.

Viver em zonas urbanas muito próximas de jardins ou bosques está associado a menores níveis de solidão, sugere um estudo liderado por investigadores portugueses. Este trabalho, publicado em Janeiro na revista científica Health & Place, envolveu mais de 600 adultos residentes no Porto e destaca a importância de criar (ou manter) espaços verdes de proximidade em regiões onde há maior concentração de idosos.

“Para cada aumento de um ponto no índice de vegetação, a pontuação média de solidão diminuiu cerca de 1,6 pontos”, lê-se no estudo. Este efeito esbate-se quando se alargam os limites de análise, o que sugere que a vegetação visível no quotidiano imediato tem um impacto emocional maior do que a natureza remota.


A presença de mais espécies de aves, répteis e anfíbios num raio de 300 a 500 metros também mostrou um efeito protector na população. Um aumento de apenas uma espécie nestes perímetros esteve associado a uma redução entre 0,5 e 0,6 pontos na escala de solidão.

Também por isso, a existência de espaços verdes próximos desempenha um papel relevante na saúde da população. “São espaços que promovem interacções sociais, actividade física e funcionam como um refúgio em termos de recuperação mental e emocional”, observa. Os jardins de proximidade também constituem, por serem mais frescos e ventilados, abrigos seguros durante ondas de calor.

A cidade do Porto oferece um caso exemplar para estudos deste género. Isto porque a quantidade de espaços verdes diminuiu ao longo das últimas décadas e os que existem não estão distribuídos de forma igual pela cidade, nota Ana Isabel Ribeiro.

A geógrafa recorda que as zonas mais desfavorecidas têm menos áreas verdes e de menor qualidade. Isso significa, na prática, maior exposição à solidão para quem já está à partida num contexto mais vulnerável. “Ter árvores, jardins e pequenas áreas verdes muito próximas de casa é essencial para promover saúde e bem-estar numa cidade envelhecida”, afirma Ana Isabel Ribeiro.

“A solidão é o resultado de vários factores, e um deles é o ambiente em que vivemos. Os espaços onde vivemos podem agravar a solidão ou podem atenuá-la. É essencial pensarmos em cidades que privilegiam interacções sociais, nomeadamente através dos espaços verdes”, conclui a médica.

A reportagem completa pode ser lida aqui

Esta reportagem foi também o tema do último programa "O amor é" da Antena 1 com Júlio Machado Vaz e Inês Menezes, intitulado: Podem os Jardins Combater a Solidão? 

domingo, 22 de fevereiro de 2026

O Meu Pisco no Banho

Quem vai acompanhando o blog sabe que, em tempos, restaurei um velho lavatório para servir, quem sabe, de banho para a passarada. A verdade é que nunca vi nenhum pássaro por lá a banhar-se.

Entretanto resolvi colocar uma taça de barro num suporte de vasos e enchê-la de água, na tentativa de atrair o meu pisto-de-peito-ruivo para umas banhocas. 

E o sucesso foi quase imediato! 

 

sábado, 3 de janeiro de 2026

Pisco Apanha Bicho da Conta

Aproveitando que remexi a terra para plantar a gilbardeira, rapidamente o pisco veio para a minha beira e consegui mesmo filmá-lo a apanhar um bicho da conta numa fração de segundo. Fixem o olhar na folha, conseguem ver o bicho-da-conta a passar e a rapidez com que o pisco-de-peito-ruivo o apanha e levanta voo.


Gilbardeira - Última Plantação de 2025

 

No último dia do ano decidi arrancar parte de uma roselha que estava morta e plantar ali outra coisa qualquer que se pudesse dar bem. Dei uma volta cá por casa para dar uma vista de olhos nas muitas plantas que tenho e, ainda pensei em plantar um cato, mas depois pensei que vai apanhar alguma sombra da romazeira e não seria a opção mais apropriada.

Pensei depois em plantar uma hortênsia, afinal elas gostam de sombra... Mas depois resolvi-me a plantar um bonito vaso que tenho de gilbardeira fêmea, que dá aquelas bonitas bolinhas vermelhas. 

Mãe, Mudei a Stapelia de Vaso

 Depois de, por grande coincidência, esta Stapelia hirsuta que a minha mãe adorava, ter dado quatro flores naquele que seria o seu 74º aniversário, resolvi mudá-la para um vaso bem maior, porque se percebia que já não tinha mais por onde crescer e as raízes tomaram completamente o vaso. Depois do novo vaso feito, decidi colocar dentro de um cachepot de barro pintado que era da minha mãe e, para já, por ali ficará, como se pode ver na imagem:

Atente-se como estava o torrão de raízes antes do transplante:

Sim, eu poderia ter partido a meio e feito dois vasos, mas preferi colocar toda a planta num só vaso maior. Esta é a diferença de tamanho do vaso onde estava e para onde foi:

Evolução da planta desde setembro de 2023 (custou 15€) até 2026:

# Quatro Flores Nos Seus 74 Anos