Mostrar mensagens com a etiqueta compostor. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta compostor. Mostrar todas as mensagens

sábado, 28 de junho de 2025

Compostor: Mudar da Madeira para õ Plástico

 Como já expliquei aqui várias vezes, eu tinha vários compostores, oferecidos pela LIPOR, mas não chegava para o volume de resíduos de jardim que tinha. Então, em 2020, trouxe várias paletes de madeira da empresa e improvisei um grande espaço. 

Cinco anos volvidos e as próprias paletes começaram a decompor-se. Vai daí, resolver trazer várias paletes, mas, desta vez de plástico. Têm a vantagem de ser mais fechadas do que as de madeira, mas a principal vantagem é não se desfazerem com o tempo. 

Infelizmente não eram todas do mesmo tamanho e não ficou tão bonito, mas, para já cumpre a função. Se eventualmente encontrar outras iguais, depois troco. 

Tive que recolher todo o composto, em que a parte de baixo já estava a ser assaltada pelas raízes do magnório (nespereira) onde o compostor está, e recolhi, talvez, uns 780-800 litros de composto. E então, depois, comecei de novo a despejar restos de jardim. 

Os compostores de plástico de 300L que a LIPOR me ofereceu, são meros silos de compostagem onde armazeno o composto. 


Entretanto nestes anos as gilbardeiras cresceram bastante e algumas devem estar com mais de um metro de altura. 

domingo, 16 de agosto de 2020

Compostagem: Começar Tudo de Novo


Depois de ter recolhido todo o composto pronto dos três compostores que tenho e que estava pronto a ser armazenado (excluindo algumas coisas lá pelo meio que iam aparecendo sem estarem bem decompostas e que separava) foi tempo de recomeçar todo o processo de novo e voltar a encher os três compostores de mais matéria orgânica.

Nesta fase tenho o meu processo é toda uma rotina e é assim que procedo. Não significa que é o mais correto, é simplesmente a forma que acho que funciona comigo. Nas traseiras da casa tenho sempre uma pilha com folhas e relva e todo o tipo de restos de jardim que ali vão ficando a decompor. É dessa pilha com que vou abastecendo os três compostores com os materiais já em decomposição. 

A grande vantagem da pilha de compostagem em relação aos compostores é a facilidade que permite mexer e revirar. Então, colocando os materiais já semi decompostos no compostor o processo de decomposição até ter o composto orgânico pronto será necessariamente mais rápido. 

Hoje comecei por encher os compostores, cerca de metade, com materiais já em adiantado processo de decomposição. Depois acrescentei os nossos conhecidos verdes e castanhos em camadas, relva (acabada de cortar e já com mais tempo de decomposição) e folhas de plátano, as tais que trago para casa quando limpam as ruas e as deixam ensacadas e ficaram os compostores cheios. Nas próximas semanas o volume irá baixar e será necessário ir acrescentando mais materiais. Parece-me que nesta altura, e visto que estamos no Verão e falta alguma humidade, que não será má ideia deixar as tampas levantadas e deixar entrar alguma água da chuva. 

domingo, 8 de março de 2020

As Minhocas Adoram Folhas de Plátano



Como já tinha mostrado, em Outubro último trouxe uns quantos sacos de folhas de plátano apanhadas pelos trabalhadores que prestam serviços para a câmara e que estavam abandonados na rua. Ainda foram bastantes sacos, e bem grandes os que recolhi, porque apesar de grande volume, as folhas depois acabam por se desfazer e o volume fica muito reduzido.


E acontece que hoje estive a mudar um compostor de sítio, e ao retirar o conteúdo do compostor (para depois o voltar a colocar no outro lugar) pude constatar que, no meio de algumas folhas de plátano ainda não decompostas era imenso o número de minhocas! Dentro do compostor como é lógico há um sem número de diferentes materiais, mas notei claramente a sua preferência pelas folhas de plátano. Daí que, havendo material disponível e fácil de recolher venham elas! As folhas de plátano deixam o composto extremamente fofo e aceleram o processo de compostagem e, se ainda por cima as minhocas adoram e se multiplicam e deixam aquele húmus rico, melhor ainda!

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Assalto ao Compostor

Passava pouco das três da tarde quando apanhei em flagrante delito uma meliante a assaltar o meu compostor! A responsável era a laranjeira adulta que vive junto do mesmo!

Agora mais a sério, hoje quando desmontei um dos compostores para remover o composto já bem cozinhado e armazená-lo, verifiquei - e com muita surpresa - que a laranjeira, de forma muito oportunista, dirigiu as suas raízes pelos orifícios do fundo do compostor, e este apresentava os últimos vinte centímetros já bastante tomados pelas raízes. 


Talvez deva estar mais atento para que isto não aconteça. As plantas não são nada parvas, e como a laranjeira se apercebeu que ali dentro do compostor estava papinha da boa, não foi de modas, entrou pelos orifícios do compostor e começou a tomar do composto. E isto a meu ver não deve acontecer, primeiro porque as raízes devem é ir lá para o fundo e ao remover o composto elas depois serão cortadas, sem falar que as raízes entrando por ali adentro vão alimentar-se do composto deixando-o depois menos rico.

Nesta última imagem pode-se ver com uma das raízes que entrou pelos orifícios já apresentava alguma espessura. 








sábado, 14 de setembro de 2013

O meu primeiro compostor

O meu primeiro compostor nasceu ontem! É verde, cheio de pequenos orifícios no fundo e tem um apetite voraz por relva acabada de cortar e folhas secas!

Compostor oferecido pela LIPOR

Não, eu não descobri as maravilhas da compostagem caseira por estes dias. Já faço compostagem há vários anos sem a obrigatoriedade de ter um compostor todo bonitinho! Até agora juntava os restos do jardim (relva, restos de podas, folhas secas) numa pilha e tinha o problema resolvido. A pilha tem as suas vantagens porque podemos revirá-la com toda a facilidade, e um dos segredos para acelerar o processo é ir remexendo tudo frequentemente. Mas também tem as suas desvantagens. Por não ser coberta e estar a céu aberto, os melros adoram remexer e espalhar bocados,  o que implica que tenha de andar sempre a voltá-los a colocar no sítio, e enquanto isso não acontece, não estão na pilha a aquecer e decompor.

A compostagem nada mais é que um processo mais refinado das antigas pilhas de estrume que ainda se fazem na aldeia e que depois são usadas para fertilizar, por exemplo, na plantação da batata. O problema das pilhas de estrume é que vão todos os restos da cozinha, a chamada lavagem dos porcos, o que originará além do mau cheiro, que toda uma série de animais lá vão comer. Só que nas aldeias as pessoas colocam as pilhas relativamente afastadas das casas e depois juntam mato para cobrir e tapar e ajudar a decompor, mas na compostagem caseira a coisa é um pouco diferente. Na compostagem caseira não se colocam restos de comida, precisamente para evitar qualquer cheiro, nem que atraia animais ou insetos. É um processo limpinho, limpinho, limpinho!

Este meu primeiro compostor foi-me oferecido pela LIPOR, empresa que faz a gestão e valorização dos resíduos dos municípios do grande Porto. Já há muito que sabia que eles têm uma iniciativa em que as pessoas do grande Porto são convidadas a fazer uma formação gratuita sobre compostagem caseira, e comprometendo-se em fazer compostagem caseira durante pelo menos um ano, é-lhes atribuído um compostor. Eu já havia feito a formação há cerca de dois anos, mas só agora me foi entregue o compostor, porque segundo me foi transmitido, por problemas com a empresa fornecedora dos mesmos.

Neste processo ganham todas as partes. Desde logo o ambiente, pois todos os resíduos domésticos de todas as pessoas que vão para os compostores deixam de ir para o caixote do lixo e consequentemente para aterros sanitários. Depois as pessoas que que aderem ao projeto têm uma formação, que é sempre interessante pois é mais conhecimento, e no final têm o incentivo de receber o compostor gratuitamente, para começarem de imediato a colocar na prática os conhecimentos adquiridos, o que é sempre simpático. 
E têm ainda outra vantagem, que é,  no fim do processo de decomposição têm ali um adulo orgânico de elevada qualidade, para usar como fertilizante para as plantas do jardim ou até para servir de substrato para vasos.
Eu estou muito satisfeito com os resultados que tenho obtido da minha compostagem. Consigo quantidades muito razoáveis de restos do jardim, e este ano, assim por alto consegui à volta de 200L de composto pronto.

Composto pronto


Depois de crivado e pronto a armazenar
Tenho neste momento uma pilha relativamente grande - e já tenho novas ideias para um compostor improvisado por mim - e tinha uma segunda pilha, mais pequena, da qual retirei parte para encher completamente este compostor. 

Este compostor tem capacidade para 280L o que para mim é muito pouco, acho que precisaria de uns cinco compostores destes!! Mas já é uma boa ajuda, até porque conforme a matéria orgânica se vai decompondo vai abatendo, e libertando espaço para mais restos. 
Decidi colocá-lo para já debaixo de um dos azevinhos gigantes que tenho, dá quase sempre sombra, acho não está mal. Para já ficará ali.

Escotilha para retirar o composto pronto

Tampa superior
Além do compostor é entregue também um pequeno balde para encher com os restos da cozinha:


Voltarei provavelmente a falar de compostagem assim que tenha pronto o compostor desenhado e construído por mim, algo tão complexo e elaborado que até uma criança o poderia fazer!





quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Jardim da Viagem Medieval

Nestes últimos dias tenho estado na feira medieval de Santa Maria da Feira. Tornou-se quase obrigatório todos os anos deslocar-me lá, ver uns quantos espetáculos, deambular por entre as tendinhas e apreciar umas quantas iguarias. Apesar de algumas coisas me terem vindo a desagradar, como seja o facto de ver a organização muito interessada em sugar ao máximo o visitante e de estar a colocar de lado o rigor histórico de outrora, a verdade é que ainda continuo, todos os anos, a fazer lá a minha visita.

Junto ao Convento dos Lóios encontramos o jardim da viagem medieval, que segundo a brochura da organização é o logótipo do evento inspirado na Cruz dos Pereira.




Jardim com logótipo da Viagem Medieval

Aproveito sempre também por me embrenhar pela zona sombreada do parque florestal em torno do castelo que até tem umas mesas e bancos onde as pessoas podem sentar para descansar e lanchar. Encontramos ali várias espécies autóctones como carvalhos, sobreiros, azevinhos, pilriteiros, medronheiros e pequenas gilbardeiras um pouco por todo o lado. Encontrei até uma pequena gilbardeira que nasceu no meio de um tronco velho.

Tronco com heras e pequena gilbardeira no meio

Gilbardeira (Ruscus aculeatus)

Lá pelo meio, a destoar da flora autóctone, uns quantos eucaliptos gigantes. 


Eucalipto

E ainda uma invasora, esta bem rasteira no caso, a erva-da-fortuna, que cresce rapidamente e forma como que grandes tapetes verdes. Trata-se de um exótica invasora e que é preciso muito cuidado com a sua erradicação pois nem no compostor morrem, uma pequena porção do caule e temos rapidamente uma nova planta.

Fiquei também mal impressionado com a quantidade de lixo que se via encosta abaixo apesar dos vários caixotes do lixo, e algum lixo no chão já tinha sido atirado nestes dias de feira, em que se viam umas quantas caixas de pão-de-ló pelo chão.  No fundo, apesar de já terem passado várias centenas de anos depois da era medieval é curioso ver que muitos portugueses comportam-se como se vivessem numa esterqueira.

No que há feira diz respeito, pena que, no meio de tantas tendas, a vender tudo e mais alguma coisa, algumas muito pouco medievais até, que nenhuma vendesse plantas, só mesmo ervas secas para infusões, ao contrário, por exemplo, do que aconteceu há dois anos, em que até aproveitei para comprar umas quantas plantas aromáticas.