sexta-feira, 23 de outubro de 2020

As Primeiras Flores da Azálea

 No Inverno passado ajudei a namorada a fazer alguma manutenção num dos seus pequenos mas ricos espaços ajardinados onde as mais variedades de espécies de arbusto e trepadeiras conviviam. Neste espaço em concreto destacava-se um belo Acer Palmatum onde cresciam também, mais ou menos livremente, um jasmim e uma vigorosa framboeseira que já infestava bastante o espaço. Depois das podas resolveu também arrancar uma azálea já com alguma dimensão e então eu acabei trazendo-a para casa (conjuntamente com uma roseira e uma framboeseira) sem saber ainda muito bem que destino lhe iria dar.

Em casa dei-lhe alguma poda para arredondar os ramos mais compridos e coloquei-a num vaso de 30L. Com o passar do tempo logo começou a surgir nova brotação junto aos ramos cortados e percebi que, apesar da grande dimensão, pegaria facilmente, ainda por cima porque tinha sido arrancada com um grande torrão e com as raízes quase intactas.

Entretanto há algumas semanas resolvi plantá-la na terra, num alinhamento onde só tenho plantas aromáticas e silvestres, como alfazema, santolina, o sargaço, gilbardeira, urze e uma giesta. O espaço onde ficou não é assim muito grande, mas terá sempre mais de um metro de diâmetro, o que para uma azálea é pouco mas a ideia é eu ir podando e fazer dela uma bola gigante. 

Esta azálea em concreto dá dois tipos de flores completamente diferentes o que me levará a pensar (não sei se ingenuamente) que serão duas variedades diferentes que foram colocadas juntas e vendidas assim. Como a azálea é uma espécie que pega muito facilmente de estaca quero ver se depois propago porque ainda por cima é também uma espécie que se pode utilizar com grande sucesso no formato bonsai.

Mais importante é que o transporte foi um sucesso e presenteia-me agora com as suas primeiras flores.

Suculentas Que Pintam os Lábios

 

No ano passado tinha-me sido oferecida esta esta pequena Echeveria agavoides lipstick que entretanto foi crescendo até estar toda rodeada de filhos. Por estes dias retirei-os, acrescentei terra ao vaso onde estava e deixei-a sozinha, gigante com as formas exuberantes. Alguns dos seus filhotes plantei no canteiro das suculentas. Veremos futuramente como se desenvolvem e com que cores ficarão.


terça-feira, 20 de outubro de 2020

Floreiras com Suculentas Pendentes

Na sexta-feira passada saí do trabalho, passei num horto e comprei três floreiras. Pensei inicialmente na cor branca mas parece que não há, ou pelo menos lá não havia. A ideia inicial era colocar estas suculentas que resultam bem na forma pendente em cima da placa da garagem, e onde ficam mais abrigadas só apanhando sol de tarde. Agora é esperar que cresçam rápido e façam uma verdadeira cortina. Só faltou ter aproveitado para ter limpo primeiro a beirada mas fica para depois. E se calhar ainda vou comprar mais algumas floreiras para adicionar mais, mas logo veremos.

As suculentas são, da esquerda para a direita: Colar de pérolas (Senecio rowleyanus), Rabo-de-burro (Sedum morganianum) e Corações emaranhados (Ceropegia woodii):







domingo, 4 de outubro de 2020

Formigas, Cochonilhas e Sabão

Plantas onde haja formigas é quase certo que há bicharada. Porque o problema não são as formigas mas sim a bicharada. As formigas é como se fosse uma espécie de pastores que guardam as suas ovelhinhas, que é como quem diz, a bicharada que lhes dá alimento. Foi o que presenciei há coisa de duas semanas. Olho para o meu Rhyncospermum Jasminoides e fico espantado para tanta quantidade de formigas que estavam nas suas folhas! Porquê? Não, as formigas não se alimentam da planta, simplesmente são verdadeiros cães de guarda que montam tenda junto das cochonilhas, dando-lhes proteção contra predadores! As cochonilhas sugam a seiva das plantas, fazendo cair as folhas, e libertam uma substância açucarada que atraem as formigas. Estamos aqui na presença dum mutualismo benéfico entre cochonilhas e formigas mas verdadeiramente nefasto para as plantas. 

Eu costumo combater piolhos e cochonilhas com vulgar sabão de barra e além de ser inócuo para as plantas é bastante eficaz. Sim, o sabão não mata só coronavírus e é muito usado na agricultura biológica. Desfaz-se um bocado de sabão em água a ferver, acrescenta-se água para a quantidade certa e depois, frio, pulverizm-se as partes das plantas infestadas. Minutos depois está tudo morto por asfixia. 

Bambu: raízes invasivas e propagação


 Pessoas menos familiarizadas com esta coisa das plantas não saberão que o bambu é uma erva da grande família das gramíneas. E esta erva que cresce tantos metros acima do solo é também a planta campeã mundial da velocidade! Num só dia pode crescer, dependendo da espécie dezenas de centímetros. Eu aproveitei umas touceiras que uma pessoa conhecia ia deitar fora e plantei num canto do terreno dos meus pais com ideia de propagar uns vasos.  Só que esta espécie que plantei é muito invasiva e as suas raízes espalham-se bastante. O que eu não estava à espera é que fosse tanto! 

Quando estava a retirar uma planta da terra, a picareta bate em raízes, vou a puxar e deparo-me com este cenário:

Como não sou muito de desperdiçar! (nem mesmo raízes) depois de cortar estas raízes cortei-as aos bocados, com três ou quatro elos e coloquei na terra. Acredito que isto se propague facilmente, apesar disto ser uma planta que gosta de calor. Mas logo veremos se ficarei ou não com um monte de novas plantas! Depois darei notícias

sábado, 3 de outubro de 2020

Reaproveitar Paletes Para um Grande Compostor

 Na empresa havia um conjunto de paletes fora das medidas padronizadas e que estavam separadas à espera de se arranjar o que fazer com elas. Acabei por pedir para trazer algumas para casa e, para já, porque acho que ainda preciso de mais algumas, improvisei aquilo que poderá ser um mega compostor com uma capacidade certamente superior a mil litros. E relembro que já tenho três compostores com cerca de 300L. A ideia é arrumar esta pilha que tinha, permitir-lhe que fique mais arrumada e não tão espalhada quando o monte fica bastante alto e depois, aos poucos, conforme os materiais comecem a ficar mais decompostos alimentar os outros compostores. 

Mas como se vê, qualquer coisa pode improvisar um compostor. Eu recebi o primeiro compostor de forma gratuita porque fiz a formação na LIPOR, mas pessoas de outros municípios podem-se informar se existe um projeto semelhante na sua autarquia. Mas na impossibilidade disso acontecer ou de não querer gastar dinheiro num compostor de plástico, podemos, como se vê improvisar qualquer coisa, e as paletes de madeira são perfeitas para o efeito. A vantagem deste tipo de sistema relação ao compostor plástico é a facilidade com que se pode revirar os materiais, processo essencial para depois no final termos um bom produto. Remexer o composto areja e acelereja o processo de decomposição. Podemos facilmente pegar numa forquilha e remexer à vontade. 



quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Propagação: Crassula perforata variagata

Foi em fevereiro que comprei estas suculentas, entre elas esta Crassula perforata variegata. Eram estas  quatro ou cinco hastes eretas e aprumadas que entretanto cresceram e tombaram e agora nascem novas plantinhas por todo o lado. Quer junto à planta-mãe tal como em entre as folhas. Verdadeiramente surpreendente!




quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Portulacaria afra para Bonsai

A Portulacaria afra é uma planta suculenta, não é uma árvore e por isso alguns puristas sentirão algum prurido em afirmar uma uma suculenta não pode ser um bonsai. Contudo, estas plantas formam um tronco sólido fazendo lembrar madeira, e podemos aramar, podar, adubar, tal como fazemos com uma pequena árvore e ainda por cima estas Portularia (bem como as Crassula ovata) dão bonitos bonsais. E têm ainda a vantagem de serem extremamente resistentes e tolerantes, quer às podas, como à ausência de rega, no fundo, à negligência de cuidados de quem se está a iniciar. 


Veremos futuramente o que sairá daqui.

domingo, 20 de setembro de 2020

Euphorbia neriifolia

Tem crescido bem este meu pequeno cato que com o passar dos anos parece uma árvore, como pude constatar ainda recentemente no Jardim Botânico do Porto. O mais curioso é que no Inverno passado perdeu completamente todas folhas, para voltarem de novo a crescer na Primavera acompanhando o novo crescimento da planta, como se fossem os ramos de uma árvore. 

Se a identificação está correta, isto é uma Euphorbia neriifolia, conhecida em inglês comumente "Indian Spurge Tree", "Oleander Spurge" ou "Milk Spurge". Esta minha planta está agora num vaso de trinta litros, veremos o que vai crescendo. Entretanto retirei uma pequena porção da planta, coloquei na terra, pegou facilmente e já cresceu um pouco. Veremos o que irá sair daqui. 


Entretanto retirei um pequeno rebento da planta mãe, coloquei na terra e pegou facilmente. 


Para se ter uma ideia a planta fica com este tamanho: