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sábado, 9 de agosto de 2025

O Abraço Mortal da Hera

 Já por aqui tinha escrito no blog que a hera, planta trepadeira da qual, por exemplo, eu fiz uma sebe e alguns projetos de bonsai, ela usa as suas raízes aéreas unicamente para se fixar, não sendo propriamente uma planta parasita, e usa as plantas ou árvores como suporte. Contudo, a verdade é que, a longo prazo, pode de facto matá-las. 


Pude aliás comprová-lo no meu lilás (Syringa vulgaris), em que as heras, com o passar dos anos começar a trepar por ele acima. e agora, que decidi cortá-lo, (também porque entretanto plantei outro na frente da casa) porque muitos ramos estão secos, e quero plantar naquela zona talvez outro cato (ainda não sei bem) e também porque das raízes do lilás crescem novas brotações e acabam por infestar tudo, pude então constatar que, o abraço apertado das heras, acaba mesmo apodrecendo os ramos das plantas e, certamente das árvores, por onde a heras trepem,

A hera trepa, forma uma densa copa, como se ela mesma fosse um arbusto ou uma árvore, e a planta, acaba sendo engolida, não por uma boca como quando a cobra estrangula a presa e a come, mas tirando a vida à planta e deixando só o corpo morto onde a hera se sustenta. 





domingo, 24 de julho de 2022

São Buganvílias, Senhor

Nas férias deste verão regressei ao Portugal dos Pequenitos. Bem lá ao fundo, depois de todas aquelas réplicas pequeninas dos monumentos nacionais, e cercada de enormes buganvílias, encontrava-se uma estátua da Rainha Santa Isabel com as rosas nas mãos. 

Cenário bem bucólico para algumas fotografias.





segunda-feira, 5 de julho de 2021

Hera: A Trepadeira Que Queria Ser Árvore

 Já tinha visto esta hera (a uns 8km de casa) há algum tempo mas na altura não parei o carro só para a ir fotografar. Aconteceu por estes dias, apesar de, além da tarde já caminhar para o fim, o tempo estava bastante cinzento (como tem estado neste início de julho) e por isso mesmo pouco propício a fotografias. 

Esta hera trepou por este poste de madeira dos telefones acima, e, não tendo mais sustentação por onde se agarrar, acabou por formar uma copa em formato guarda-chuva. Infelizmente não irá continuar a crescer porque já foi cortada na base (ainda que vá voltar a brotar e iniciar nova escalada por cima dos seus antigos ramos secos, se entretanto não os removerem). 



domingo, 4 de outubro de 2020

Formigas, Cochonilhas e Sabão

Plantas onde haja formigas é quase certo que há bicharada. Porque o problema não são as formigas mas sim a bicharada. As formigas é como se fosse uma espécie de pastores que guardam as suas ovelhinhas, que é como quem diz, a bicharada que lhes dá alimento. Foi o que presenciei há coisa de duas semanas. Olho para o meu Rhyncospermum Jasminoides e fico espantado para tanta quantidade de formigas que estavam nas suas folhas! Porquê? Não, as formigas não se alimentam da planta, simplesmente são verdadeiros cães de guarda que montam tenda junto das cochonilhas, dando-lhes proteção contra predadores! As cochonilhas sugam a seiva das plantas, fazendo cair as folhas, e libertam uma substância açucarada que atraem as formigas. Estamos aqui na presença dum mutualismo benéfico entre cochonilhas e formigas mas verdadeiramente nefasto para as plantas. 

Eu costumo combater piolhos e cochonilhas com vulgar sabão de barra e além de ser inócuo para as plantas é bastante eficaz. Sim, o sabão não mata só coronavírus e é muito usado na agricultura biológica. Desfaz-se um bocado de sabão em água a ferver, acrescenta-se água para a quantidade certa e depois, frio, pulverizm-se as partes das plantas infestadas. Minutos depois está tudo morto por asfixia. 

sábado, 21 de março de 2020

Hera Para Bonsai com 2 Anos e Meio de Diferença


Acho que o blogue é, sem dúvida, o melhor arquivo das minhas plantas. Enquanto procurava aqui umas coisas em publicações mais antigas, deparei-me com a fotografia da hera que tenho vindo a tentar transformar em bonsai e podem ver a evolução. Isto também dá para perceber o porquê do custo elevado dos bonsais, porque como facilmente se percebe, são precisos muitas vezes muitos anos e muita dedicação para que as pequenas árvores adquiram o aspeto com que se encontram à venda nas superfícies comerciais. 

No entanto, e como tenho vindo a referir, e até pelo acompanhar mas minha sebe de heras, esta é uma planta trepadeira que até cresce relativamente rápido e uma ótima opção para os iniciantes irem aprendendo. A hera é muito resistente, tolera muito bem as podas, não é esquisita com o substrato nem com as regas.  

domingo, 3 de novembro de 2019

O Outono Escarlate da Vinha Virgem



Apesar da instabilidade do tempo, que nas últimas semanas nos presenteou com um Outubro bastante chuvoso, ontem, aproveitando umas tréguas na chuva, fui pela mão de uma amiga dar um pequeno passeio pelo Europarque, sítio bastante interessante para dar uma caminhada, correr, andar de bicicleta, ou simplesmente desfrutar do silêncio (apesar de ali perto passar a auto-estrada, esta torna-se despercebida) e sentar ou deitar para ler um livro ou fazer um piquenique no verão. 

Estamos no Outono, e não terá sido por acaso que o que mais me chamou a atenção foi uma vinha virgem (Parthenocissus tricuspidata) que trepava por um dos edifícios. Os dias não têm estado muito propícios a grandes fotografias, chuvosos e e cinzentos, mas sobre aquela vinha virgem o sol refletia os seus raios e o escarlate das suas folhas estavam no seu esplendor... 









Eu tenho várias trepadeiras como as heras e os jasmim, mas nunca tive nenhuma vinha virgem e por outro lado, depois de ter os muros quase todos cobertos de heras, não creio que teria local onde as plantar. E como não as conheço muito bem, ficamos intrigados com aqueles novos rebentos, verdes, com as folhas em forma de coração, porque à primeira vista parecem espécies diferentes. Mas também nas heras (e um dos nomes comuns desta vinha virgem é hera japonesa) elas começam com um tipo de formato de folha, que depois muda radicalmente e ficam bem maiores. Creio que também se passará o mesmo neste caso mas ainda será algo para confirmar. 

domingo, 7 de outubro de 2018

O Abraço Florido


Com a cidade do Porto em fundo, vemos em primeiro plano um sobreiro, que por algum motivo morreu e uma trepadeira invasora de cores azul púrpura e rosa (Ipomoea indica) que aproveitou a oportunidade de trepar por ele acima. Junto ao mesmo sobreiro vemos ainda uma outra outra invasora, as muito conhecidas canas (Arundo donax).





domingo, 15 de julho de 2018

Flores Silvestres no Jardim: Madressilva-das-boticas

Por entre rosmaninho, sargaço e estevas floresce uma madressilva-das-boticas:

Madressilva-das-boticas (Lonicera periclymenum L.)

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Como propagar Jasmim de forma fácil

O jasmim (Jasminum officinalis) é uma trepadeira de crescimento rápido, sempre verde, e que tem uma floração perfumada abundante na Primavera e Verão. Podemos usá-la em pérgolas, varandas, escadarias, ou até como sebe. 


Não é uma planta propriamente barata. Uma pequena planta pode custar entre 3/5€ e uma planta grande porte entre 10/15€. Mas apesar de ser uma planta relativamente cara, podemos propagá-la de forma extremamente simples e muito rapidamente podemos fazer quantas plantas quisermos. Para tal, e este é o processo que eu uso, basta cortar uma liana comprida, e em cada elo onde tem as folhas, cortar e enterrar na terra. Não demorará muito tempo até que na zona do elo comece a ganhar raiz e comecem a crescer novos rebentos.



domingo, 20 de agosto de 2017

As Plantas não têm Olhos mas Vêem

As pessoas em geral, muitas vezes fruto de uma educação dogmática que todos tivemos, rejeitam a evolução e menosprezam as capacidades tanto de animais mas principalmente de árvores e plantas. Mas só mesmo quem não lida de perto com a natureza das plantas pode pensar que elas não estão convenientemente apetrechadas. As plantas já cá estão há muitos milhões de anos, e foi graças a elas que se reuniram condições para que, posteriormente, aparecessem os animais e muitos milhões de anos mais tarde, aparecêssemos nós. 

E não é por as plantas serem diferentes de nós, que deixam de resolver os seus problemas. E a inteligência é isso: a capacidade de resolver problemas. E as plantas conseguem-nos resolver.


Aconteceu-me uma coisa curiosa. 
Como no início do blogue mostrei, quando preciso de terra, vou muitas vezes ao monte e trago alguma em sacos. Acontece que trouxe três sacos, usei dois, e um ficou arrumado debaixo de uma árvore à espera de poder vir a ser usada. 

E o que é que eu fui encontrar por estes dias? 
Uma trepadeira, que nasceu dentro do saco - que estava amarrado! - mas que não foi o suficiente para conseguir travá-la! As trepadeiras, como sabem, estão programadas para trepar, e à partida esta trepadeira nasceu no sítio errado, estaria, pensariam muitos, condenada a morrer. 

Mas qual quê?! A trepadeira que não tem olhos, mas conseguiu muito facilmente, encontrar o pequeníssimo orifício deixado pelo fio que atava o saco, atravessou-o e continuou a crescer como se nada fosse. 

As plantas não têm cérebro mas têm memória. Não têm coração mas sentem. E não têm olhos mas vêem.