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sábado, 28 de junho de 2025

Compostor: Mudar da Madeira para õ Plástico

 Como já expliquei aqui várias vezes, eu tinha vários compostores, oferecidos pela LIPOR, mas não chegava para o volume de resíduos de jardim que tinha. Então, em 2020, trouxe várias paletes de madeira da empresa e improvisei um grande espaço. 

Cinco anos volvidos e as próprias paletes começaram a decompor-se. Vai daí, resolver trazer várias paletes, mas, desta vez de plástico. Têm a vantagem de ser mais fechadas do que as de madeira, mas a principal vantagem é não se desfazerem com o tempo. 

Infelizmente não eram todas do mesmo tamanho e não ficou tão bonito, mas, para já cumpre a função. Se eventualmente encontrar outras iguais, depois troco. 

Tive que recolher todo o composto, em que a parte de baixo já estava a ser assaltada pelas raízes do magnório (nespereira) onde o compostor está, e recolhi, talvez, uns 780-800 litros de composto. E então, depois, comecei de novo a despejar restos de jardim. 

Os compostores de plástico de 300L que a LIPOR me ofereceu, são meros silos de compostagem onde armazeno o composto. 


Entretanto nestes anos as gilbardeiras cresceram bastante e algumas devem estar com mais de um metro de altura. 

quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

O Mato do Monte Que é Agora Rico Composto


 Todos os anos, chegamos a Outubro e é a mesma coisa na aldeia. Enormes colunas de fumo por todo o lado. É como se vivêssemos constantemente com incêndios e pode-se facilmente imaginar o horror que isso é. 

Quem acompanha o blog sabe que, há vários anos, ando, aos poucos, a limpar o terreno ao lado de minha casa. E, aquilo que era mato e silvas, está agora a transforma-se num prado e vários metros está mesmo relvado. 

E na altura, quando cortava o mato, fazia simplesmente montes. O que era de boa qualidade e interessava, os vizinhos recolhiam para fazer as camas para os animais. Aquele enorme monte com tojo cheio de picos ficou empilhado em cima de uma base de cimento de um antigo poste das cestas que transportavam o carvão desde Castelo de Paiva até à Central Termoelétrica da Tapada do Outeiro em Medas. 

Por estes dias acabei por lá ir, com o carro de mão, e trazer uma boa quantidade. Algumas silvas já por ali nasciam bem como me deparei com bastantes raízes de outras plantas, ou mesmo do grande medronheiro que está ali mesmo ao lado, e que aproveitaram para se alimentar. 

Todos esses carros de mão de rico composto espalhei de volta das árvores e de algumas plantas que tenho pelo jardim. Acho que acaba por servir de cobertura de solo, impedindo as ervas de nascer, proteger até das geadas, e ir servindo de alimento. 

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

O Segredo do Meu Substrato


Dos aspetos mais importantes quando temos plantas em vasos, além da localização, mais ao sol ou à sombra, é, sem dúvida o substrato. E eu acho que, um dos "segredos" que contribuem para que eu tenha bonitas plantas é usar como substrato o composto orgânico proveniente da compostagem. Foi aliás esse o motivo, ver as minhas plantas bonitas, que incentivou a minha para ir fazer a formação na LIPOR e receber o seu compostor para começar a fazer compostagem caseira. 

Muitas vezes eu uso o composto diretamente, mas também podemos usar só uma parte e misturar com outras coisas, mediante as preferências do tipo de planta que temos. Mas, por exemplo, se temos uma gardénia, planta muito mimalha e que exige um substrato rico em matéria orgânica, as diferenças são assinaláveis quando adicionamos composto orgânico. Constatei isso recentemente com uma gardénia que tinha cheia de folhas amarelas, e mal mudei para um substrato em que adicionei metade de composto orgânico, as diferenças foram impressionantes. Já agora, acrescentar também que, as gardénias (tal como por exemplo, as hortênsias) não gostam de sol direto. 

Hoje de manhã andei a mudar as suculentas (Echeveria mandala) e usei mesmo o composto simples, sem misturar com nada, e também é verdade que acaba por secar bastante, mas isso também não é problema para as suculentas, que gostam de um substrato seco mas drenante. Veremos como vão evoluir. 



domingo, 29 de novembro de 2020

Compostar a Contabilidade da Empresa



Há já algum tempo que tinha vindo a juntar o papel da destruidora da colega da contabilidade. A quantidade não é muita por semana, mas ainda assim deu para juntar um bom bocado e fazer a experiência. À compostagem aprendi que podemos juntar papel e papelão, creio até que jornais (mas não revistas). Ontem quando partilhava a fotografia no Instagram uma pessoa manifestava o seu receio por causa das tintas. É um pormenor que tentarei esclarecer. Contudo, para já fica a experiência. O papel da contabilidade da empresa virará composto orgânico.

sábado, 3 de outubro de 2020

Reaproveitar Paletes Para um Grande Compostor

 Na empresa havia um conjunto de paletes fora das medidas padronizadas e que estavam separadas à espera de se arranjar o que fazer com elas. Acabei por pedir para trazer algumas para casa e, para já, porque acho que ainda preciso de mais algumas, improvisei aquilo que poderá ser um mega compostor com uma capacidade certamente superior a mil litros. E relembro que já tenho três compostores com cerca de 300L. A ideia é arrumar esta pilha que tinha, permitir-lhe que fique mais arrumada e não tão espalhada quando o monte fica bastante alto e depois, aos poucos, conforme os materiais comecem a ficar mais decompostos alimentar os outros compostores. 

Mas como se vê, qualquer coisa pode improvisar um compostor. Eu recebi o primeiro compostor de forma gratuita porque fiz a formação na LIPOR, mas pessoas de outros municípios podem-se informar se existe um projeto semelhante na sua autarquia. Mas na impossibilidade disso acontecer ou de não querer gastar dinheiro num compostor de plástico, podemos, como se vê improvisar qualquer coisa, e as paletes de madeira são perfeitas para o efeito. A vantagem deste tipo de sistema relação ao compostor plástico é a facilidade com que se pode revirar os materiais, processo essencial para depois no final termos um bom produto. Remexer o composto areja e acelereja o processo de decomposição. Podemos facilmente pegar numa forquilha e remexer à vontade. 



domingo, 16 de agosto de 2020

Compostagem: Começar Tudo de Novo


Depois de ter recolhido todo o composto pronto dos três compostores que tenho e que estava pronto a ser armazenado (excluindo algumas coisas lá pelo meio que iam aparecendo sem estarem bem decompostas e que separava) foi tempo de recomeçar todo o processo de novo e voltar a encher os três compostores de mais matéria orgânica.

Nesta fase tenho o meu processo é toda uma rotina e é assim que procedo. Não significa que é o mais correto, é simplesmente a forma que acho que funciona comigo. Nas traseiras da casa tenho sempre uma pilha com folhas e relva e todo o tipo de restos de jardim que ali vão ficando a decompor. É dessa pilha com que vou abastecendo os três compostores com os materiais já em decomposição. 

A grande vantagem da pilha de compostagem em relação aos compostores é a facilidade que permite mexer e revirar. Então, colocando os materiais já semi decompostos no compostor o processo de decomposição até ter o composto orgânico pronto será necessariamente mais rápido. 

Hoje comecei por encher os compostores, cerca de metade, com materiais já em adiantado processo de decomposição. Depois acrescentei os nossos conhecidos verdes e castanhos em camadas, relva (acabada de cortar e já com mais tempo de decomposição) e folhas de plátano, as tais que trago para casa quando limpam as ruas e as deixam ensacadas e ficaram os compostores cheios. Nas próximas semanas o volume irá baixar e será necessário ir acrescentando mais materiais. Parece-me que nesta altura, e visto que estamos no Verão e falta alguma humidade, que não será má ideia deixar as tampas levantadas e deixar entrar alguma água da chuva. 

domingo, 8 de março de 2020

As Minhocas Adoram Folhas de Plátano



Como já tinha mostrado, em Outubro último trouxe uns quantos sacos de folhas de plátano apanhadas pelos trabalhadores que prestam serviços para a câmara e que estavam abandonados na rua. Ainda foram bastantes sacos, e bem grandes os que recolhi, porque apesar de grande volume, as folhas depois acabam por se desfazer e o volume fica muito reduzido.


E acontece que hoje estive a mudar um compostor de sítio, e ao retirar o conteúdo do compostor (para depois o voltar a colocar no outro lugar) pude constatar que, no meio de algumas folhas de plátano ainda não decompostas era imenso o número de minhocas! Dentro do compostor como é lógico há um sem número de diferentes materiais, mas notei claramente a sua preferência pelas folhas de plátano. Daí que, havendo material disponível e fácil de recolher venham elas! As folhas de plátano deixam o composto extremamente fofo e aceleram o processo de compostagem e, se ainda por cima as minhocas adoram e se multiplicam e deixam aquele húmus rico, melhor ainda!

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Viciado em Compostagem?

Verificamos que começamos a estar viciados em compostagem quando trazemos para casa sacos cheios de folhas de plátano que os trabalhadores varreram das ruas!


Será que convém ir às reuniões dos compostores-anonimos?!

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Ramos de Nespereira? É no Compostor!

Hoje andei a cortar alguns ramos de uma nespereira que tenho nas traseiras e ainda juntei algum volume que muitas pessoas tentariam colocar no contentor do lixo, ou por exemplo, chamar os serviços da câmara municipal que recolhem este tipo de podas de jardim gratuitamente. 



O que eu fiz e sugiro é, colocar no compostor. Os ramos da nespereira onde estão as folhas são muito tenros e bastam dois dedos para os partirem. Tudo aquilo apodrece com extrema facilidade. Aliás, é graças à nespereira que tenho sempre folhas para fazer de parte seca na compostagem, porque se trata de uma árvore de folha permanente. Precisamos dos verdes e dos secos, e as folhas de nespereira são grandes e vão caindo ao longo do ano. 

Então, parti todas aquelas extremidades com folhas, e meti numa pilha de composto, que quando vai ficando mais curtido meto nos compostores. E dez minutos depois estava o trabalho feito:


Dez minutos não dava para juntar tudo no carro de mão e levar ao contentor que fica a mais de cem metros o mais próximo. E o que sobrou foi isto, os ramos mais grossos que podem facilmente ir para a lareira, ou até estacar qualquer coisa. E está o trabalho feito. O ambiente agradece e a pilha de compostagem também!




terça-feira, 28 de março de 2017

Compostor: Recomeçar do Zero

Eu tenho três compostores, dois estavam nas traseiras de casa, numa zona mais sombreada, e onde ficam escondidos, quase sem se verem, apesar do compostor em si mesmo ser algo que está arrumado e a meu ver não crie propriamente grande embaraço.

Mas os compostores nas traseiras já estavam quase vazios, porque, à semelhança de muitas outras coisas no jardim, não tido grande possibilidade de fazer grande coisa. Primeiro o longo horário de Inverno que nos obriga a sair de casa de noite, e já de noite a sair do emprego, e mais recentemente a cirurgia que fiz e da qual ainda me encontro a recuperar e que me impede de fazer grandes esforços ou pegar em pesos.  Como tal, o meu terreno é agora quase um estaleiro, não de obras de construção, mas de trabalhos de jardinagem por fazer. 

Primeira camada: folhas de plátano
Mas aproveitando o sol e os últimos de baixa, comecei hoje por retirar o pouco composto pronto (adubo orgânico) que um dos compostores ainda tinha (e só rapar aquilo deu mais de 50L!), Depois desmontei-o e levei-o para a frente da casa. Porquê? Porque é na frente da casa que junto mais restos de jardim para reciclar, e parece-me assim mais lógico que tenha dois na frente, mesmo ali à mão, e não longe, nas traseiras, obrigando-me a fazer várias viagens de ida e volta. 

Composto pronto (adubo orgânico)
Resolvi colocar este compostor abrigado, à sombra da laranjeira, Consegui encaixá-lo perfeitamente por entre os ramos da árvore. Depois de montado, claro, há que alimentá-lo! Estes compostores têm 280L, é muito estômago para alimentar! Mas não se pense que é muito.

Antes da cirurgia, final de Fevereiro, e já antevendo que nas próximas semanas não o poderia fazer, aparei o relvado. E por não ter os compostores arrumados, acabei por deixar os restos amontoados junto ao muro e à sebe de heras. Já mais recentemente tinha apanhado o enorme monte de flores de camélia que tinha caído debaixo dela, e ali as juntei também. Por estes dias já ali tinha depositado também algumas heras resultantes da poda que tenho de ir fazendo, porque elas agora crescem muito.

Compostor cheio de resíduos
E comecei então a encher o compostor. Primeiro fui buscar umas folhas de plátano, as que tinha apanhado no outono. E depois pronto, peguei na forquilha e fui deitando para um vasilha de 30L e fui deitando para dentro do compostor sem calcar muito. Nos próximos dias, o comportor começará a digerir, cozendo todo este bolo alimentar, e por gravidade, todos estes restos de jardim irão abater, e então posso acrescentar mais, mexendo bem, e sempre sem calcar. 

sábado, 24 de dezembro de 2016

Aproveitar o trabalho dos outros

O final do Outono inunda as ruas de folhas das mais variadas árvores que precisam ser recolhidas, principalmente porque entopem as saídas das águas pluviais e para que os passeios fiquem limpos e para que ninguém escorregue nas folhas. 

E todos os anos o costume é alguém andar a varrer e encher as folhas para grandes sacos, que ali ficam nas ruas por vários dias, até que a recolha do lixo leve os sacos...

... ou então até que algum maluquinho como eu decida passar de carro e meter uns sacos na mala! 

Já por aqui escrevi como fiz para aumentar o valume da compostagem, mas isso implica algum trabalho, por pouco que seja! Ora, se alguém já tiver feito esse trabalho por nós melhor certo?

Eu meti dois grandes sacos na mala do carro, este e o mais pequeno. E agora as folhas, no caso eram só de plátano mas apodrecem muito bem, vão para os compostores; os sasos dão para aproveitar para, por exemplo, meter o lixo. É dois em um!

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Guerra ao Plástico: Embalagens comestíveis e compostáveis

Na guerra contra o plástico, uma das maiores ameaças da poluição, que se estima por exemplo, que em breve exista mais plástico no mar que peixes, o Departamento de Agricultura dos EUA está a desenvolver esforços no sentido de criar um filme ou película plástica comestível, feito a partir de uma proteína do leite, que até protege melhor os alimentos do exigénio. 




Mais importante ainda é que é esta embalagem é comestível, e biodegradável, podendo ser por isso mesmo colocada no compostor.

FONTE


terça-feira, 25 de agosto de 2015

Assalto ao Compostor

Passava pouco das três da tarde quando apanhei em flagrante delito uma meliante a assaltar o meu compostor! A responsável era a laranjeira adulta que vive junto do mesmo!

Agora mais a sério, hoje quando desmontei um dos compostores para remover o composto já bem cozinhado e armazená-lo, verifiquei - e com muita surpresa - que a laranjeira, de forma muito oportunista, dirigiu as suas raízes pelos orifícios do fundo do compostor, e este apresentava os últimos vinte centímetros já bastante tomados pelas raízes. 


Talvez deva estar mais atento para que isto não aconteça. As plantas não são nada parvas, e como a laranjeira se apercebeu que ali dentro do compostor estava papinha da boa, não foi de modas, entrou pelos orifícios do compostor e começou a tomar do composto. E isto a meu ver não deve acontecer, primeiro porque as raízes devem é ir lá para o fundo e ao remover o composto elas depois serão cortadas, sem falar que as raízes entrando por ali adentro vão alimentar-se do composto deixando-o depois menos rico.

Nesta última imagem pode-se ver com uma das raízes que entrou pelos orifícios já apresentava alguma espessura. 








domingo, 1 de março de 2015

Terceiro compostor

Não há dois sem três.

Como aqui dei conta, recebi o primeiro compostor, oferta da LIPOR, há cerca de ano e meio. Entretanto consegui um segundo, porque estava ligeiramente danificado (se antigamente entregavam até três, agora só entregam um por habitação para tentar chegar ao maior número possível de pessoas) e esta semana, um casal, que estava a vender o seu num site de vendas na internet, acabaram por oferecer-mo pois como estavam a mudar de casa, não iriam ter lugar para ele. 

O compostor não estava a ser usado para o seu fim, e o senhor disse-me que "aquilo ainda dá algum trabalho, é preciso remexer e tal"e era unicamente casa de centenas de caracóis, que ali se escondiam. Removi montes deles para o meter na mala do carro, mas já em casa, ainda dei com uns quantos escondidos! Se por lá ficarem mais umas semanas, acabarão por certo no estômago das minhas tartarugas, que são grandes apreciadoras deste molusco devorador de plantas. 





Já tinha os dois compostores cheios (apesar do volume ir sempre abatendo constantemente e ser preciso reabastecer), e mais um, albergou já alguns materiais que tinha separado, e ainda outros restos de jardim que juntei hoje mesmo. No fundo, quantos mais compostores, mais se aproveita e menos se desperdiça. 

Já sabemos que a compostagem caseira não tem grandes segredos. Camadas de castanhos e verdes, ir mexendo para cozinhar bem, e deixar apodrecer. Eu comecei por cobrir o fundo do compostor com folhas de castanheiro que tinha guardado num saco.



Depois juntei restos de relva.




Nesta fase a camélia deixa cair imensas flores, e juntei quase uns 20L que também foram lá para dentro. 



Mais cascas de laranjas.




E muitas folhas de nespereira, secas, e algumas já meias apodrecidas que caíram durante todo o inverno.



Daqui por uns dias o volume irá abater e há que continuar a juntar mais restos de jardim, para depois aproveitar o composto orgânico já cozinhado. 



segunda-feira, 26 de maio de 2014

Aumentar o volume da compostagem

Estamos na primavera, e como tal quem faz compostagem e tem um relvado de dimensões razoáveis, como é meu caso, tem sempre "verdes" em excesso. A compostagem caseira, dito de uma forma muito simples, é um processo de transformação de resíduos orgânicos "verdes" (azoto) e "castanhos" (carbono). E nesta fase, fruto dos cortes mais frequentes do relvado, acumula-se uma grande quantidade de relva, o que é bom claro, mas devemos adicionar também muitos "castanhos" e em maior quantidade, para equilibrar a compostagem.


Se na primavera temos muitos verdes, em casa torna-se complicado arranjar castanhos, pois as folhas caem é no outono. Mas é simples, se não temos castanhos em casa, há com fartura na natureza! E podemos também recolher material na natureza, se quisermos aumentar substancialmente o volume da compostagem, para depois termos mais produto final. Eu sou fã do composto orgânico, é gratuito, e as plantas adoram, logo, pretendo ter o máximo possível. 


Para arranjar grande quantidade de castanhos, mesmo na primavera, basta encontrar um sítio na natureza onde haja muita acumulação de folhas. Eu encontrei uma zona sombria e até bastante húmida, com um grande carvalho, e exóticas como austrálias e eucaliptos, e lá tinha uma imensa quantidade de folhas. Então é simples, levam-se uns sacos e um ancinho e é só encher para para os sacos.
Carvalho com tronco cheio de musgo devido a estar em zona húmida




Se pelo contrário, se precisarmos de verdes em vez de castanhos, também não há problema! Há fetos com fartura!

Feto-ordinário (Pteridium aquilinum)

Podem-me dizer, bom isso é tudo muito fácil, mas para quem vive no campo, quem vive num meio mais urbano não tem essas possibilidades. Não necessariamente. Pode-se aproveitar um passeio, meter os sacos e o ancinho na mala que não ocupa espaço, e tendo oportunidade traz-se para casa. Eu mesmo fui buscar estas folhas a cerca de um quilómetro de casa, e tiver que transportar os sacos no carro. Depois foi só despejar na pilha do composto (tenho os dois compostores de 280L cheios) mas não calcando, porque é preciso oxigénio, e depois ir remexendo. A relva aquece bastante, por vezes até deita fumo, e vai acelerar todo o processo, mas ter sempre presente que não podemos ter verdes em excesso. 



Compostor e pilha da compostagem (provisória)

domingo, 17 de novembro de 2013

Abrir a escotilha

Dois meses depois de ter recebido o meu primeiro compostor, resolvi abrir a escotilha para ver em que estado é que estava o cozinhado! O aspeto era este:

Vista do interior do compostor

Retirei cerca de um balde do cozinhado, e usei um crivo para separar a matéria já decomposta dos restos ainda por decompor. Ainda havia muitos bocados por se desfazer totalmente, até porque eu junto restos de podas que demoram mais tempo a decompor-se, mas acabarão também por se transformar em composto mais tarde ou mais cedo. 

Restos ainda não decompostos voltam para dentro do compostor
Todos estes bocados que ficaram no crivo voltaram para dentro do compostor para continuarem a decompor. As partículas mais finas que passaram o crivo já estavam num composto quase pronto, mas apesar de húmido, notei que ainda não tinham bem a textura do composto pronto que retiro da pilha. 

Composto orgânico pronto a ser usado ou guardado
De qualquer das formas já deu para me aperceber algumas diferenças entre usar este tipo de compostor e uma pilha a céu aberto. Se por um lado o compostor pode acelerar o cozinhado, por outro não é tão fácil de remexer a matéria orgânica, e creio que não devo ter remexido muito, porque ao retirar o composto, este estava como que prensado, provavelmente por estar sempre a acrescentar mais matéria. Também ainda só tinham passado dois meses, é pouco tempo, os especialistas falam em quatro meses, mas de qualquer forma já tenho ensinamentos a retirar.

sábado, 14 de setembro de 2013

O meu primeiro compostor

O meu primeiro compostor nasceu ontem! É verde, cheio de pequenos orifícios no fundo e tem um apetite voraz por relva acabada de cortar e folhas secas!

Compostor oferecido pela LIPOR

Não, eu não descobri as maravilhas da compostagem caseira por estes dias. Já faço compostagem há vários anos sem a obrigatoriedade de ter um compostor todo bonitinho! Até agora juntava os restos do jardim (relva, restos de podas, folhas secas) numa pilha e tinha o problema resolvido. A pilha tem as suas vantagens porque podemos revirá-la com toda a facilidade, e um dos segredos para acelerar o processo é ir remexendo tudo frequentemente. Mas também tem as suas desvantagens. Por não ser coberta e estar a céu aberto, os melros adoram remexer e espalhar bocados,  o que implica que tenha de andar sempre a voltá-los a colocar no sítio, e enquanto isso não acontece, não estão na pilha a aquecer e decompor.

A compostagem nada mais é que um processo mais refinado das antigas pilhas de estrume que ainda se fazem na aldeia e que depois são usadas para fertilizar, por exemplo, na plantação da batata. O problema das pilhas de estrume é que vão todos os restos da cozinha, a chamada lavagem dos porcos, o que originará além do mau cheiro, que toda uma série de animais lá vão comer. Só que nas aldeias as pessoas colocam as pilhas relativamente afastadas das casas e depois juntam mato para cobrir e tapar e ajudar a decompor, mas na compostagem caseira a coisa é um pouco diferente. Na compostagem caseira não se colocam restos de comida, precisamente para evitar qualquer cheiro, nem que atraia animais ou insetos. É um processo limpinho, limpinho, limpinho!

Este meu primeiro compostor foi-me oferecido pela LIPOR, empresa que faz a gestão e valorização dos resíduos dos municípios do grande Porto. Já há muito que sabia que eles têm uma iniciativa em que as pessoas do grande Porto são convidadas a fazer uma formação gratuita sobre compostagem caseira, e comprometendo-se em fazer compostagem caseira durante pelo menos um ano, é-lhes atribuído um compostor. Eu já havia feito a formação há cerca de dois anos, mas só agora me foi entregue o compostor, porque segundo me foi transmitido, por problemas com a empresa fornecedora dos mesmos.

Neste processo ganham todas as partes. Desde logo o ambiente, pois todos os resíduos domésticos de todas as pessoas que vão para os compostores deixam de ir para o caixote do lixo e consequentemente para aterros sanitários. Depois as pessoas que que aderem ao projeto têm uma formação, que é sempre interessante pois é mais conhecimento, e no final têm o incentivo de receber o compostor gratuitamente, para começarem de imediato a colocar na prática os conhecimentos adquiridos, o que é sempre simpático. 
E têm ainda outra vantagem, que é,  no fim do processo de decomposição têm ali um adulo orgânico de elevada qualidade, para usar como fertilizante para as plantas do jardim ou até para servir de substrato para vasos.
Eu estou muito satisfeito com os resultados que tenho obtido da minha compostagem. Consigo quantidades muito razoáveis de restos do jardim, e este ano, assim por alto consegui à volta de 200L de composto pronto.

Composto pronto


Depois de crivado e pronto a armazenar
Tenho neste momento uma pilha relativamente grande - e já tenho novas ideias para um compostor improvisado por mim - e tinha uma segunda pilha, mais pequena, da qual retirei parte para encher completamente este compostor. 

Este compostor tem capacidade para 280L o que para mim é muito pouco, acho que precisaria de uns cinco compostores destes!! Mas já é uma boa ajuda, até porque conforme a matéria orgânica se vai decompondo vai abatendo, e libertando espaço para mais restos. 
Decidi colocá-lo para já debaixo de um dos azevinhos gigantes que tenho, dá quase sempre sombra, acho não está mal. Para já ficará ali.

Escotilha para retirar o composto pronto

Tampa superior
Além do compostor é entregue também um pequeno balde para encher com os restos da cozinha:


Voltarei provavelmente a falar de compostagem assim que tenha pronto o compostor desenhado e construído por mim, algo tão complexo e elaborado que até uma criança o poderia fazer!