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quarta-feira, 18 de agosto de 2021

O Segredo do Meu Substrato


Dos aspetos mais importantes quando temos plantas em vasos, além da localização, mais ao sol ou à sombra, é, sem dúvida o substrato. E eu acho que, um dos "segredos" que contribuem para que eu tenha bonitas plantas é usar como substrato o composto orgânico proveniente da compostagem. Foi aliás esse o motivo, ver as minhas plantas bonitas, que incentivou a minha para ir fazer a formação na LIPOR e receber o seu compostor para começar a fazer compostagem caseira. 

Muitas vezes eu uso o composto diretamente, mas também podemos usar só uma parte e misturar com outras coisas, mediante as preferências do tipo de planta que temos. Mas, por exemplo, se temos uma gardénia, planta muito mimalha e que exige um substrato rico em matéria orgânica, as diferenças são assinaláveis quando adicionamos composto orgânico. Constatei isso recentemente com uma gardénia que tinha cheia de folhas amarelas, e mal mudei para um substrato em que adicionei metade de composto orgânico, as diferenças foram impressionantes. Já agora, acrescentar também que, as gardénias (tal como por exemplo, as hortênsias) não gostam de sol direto. 

Hoje de manhã andei a mudar as suculentas (Echeveria mandala) e usei mesmo o composto simples, sem misturar com nada, e também é verdade que acaba por secar bastante, mas isso também não é problema para as suculentas, que gostam de um substrato seco mas drenante. Veremos como vão evoluir. 



domingo, 13 de dezembro de 2020

Limpar o Monte Sem Fazer Fogueiras

Na Primavera limpamos o monte ao lao da minha casa, porque como já contei há anos que por ali não aparece nenhum dono. Então, por causa dos incêndios, somos nós que cortamos os pinheiros-bravos e eucaliptos dentro do perímetro de risco perto da casa e cortamos também o mato. Este ano tivemos o bónus de a EDP ter cortado uma enorme fila de árvores porque já estavam demasiado altas em risco de, crescendo um pouco mais, tocarem nos fios da alta-tensão. Tudo que eram árvore debaixo da linha foram cortadas. E os vizinhos logo se apressarem e transportar essa madeira para suas casas para serem usadas para as lareiras e churrascos.


Cortamos o mato mas, ao contrário do que toda a gente aqui na aldeia faz, não lhe chegamos o fogo. Empilhamos em cima de uma zona cimentada, porque esta era zona por onde passavam as cestas que transportavam o carvão das Minas do Pejão em Castelo de Paiva para a Central da Tapada do Outeiro que fica aqui na aldeia. E neste terreno vizinho tinha um antigo poste por onde passavam essas cestas, e este cimento era a base de sustentação do poste. 

Toda a gente corta o mato e chega-lhe o fogo. Nessas alturas o fumo de todas essas fogueiras é tanto que mais parece que toda a aldeia está a ser consumida por um incêndio. E fala-se muito em aquecimento global, em libertação de CO2 mas as pessoas pouco se estão borrificando para isso. Faz-se o que é mais prático, seja fazer queima de resíduos em casa, deitar lixo que deveria ir para o contentor ou ecoponto no meio do monte ou, aqui no caso queimar tudo. 

Pois nós não queimamos a enorme quantidade de mato que cortamos, mas sim empilhamos, e, mesmo tendo sido em cima de cimento, todo aquele mato passado um ano já está quase todo decomposto, porque se irá transformar naturalmente em excelente composto orgânico. No ano passado enchemos sacos de composto. Este ano eu resolvi transportar alguns carros-de-mão para usar este mato decomposto como cobertura de solo junto das árvores. Isto tem dois benefícios, por um lado cobre o solo e impede as ervas de crescerem, por outro irá fertilizar de forma natural as árvores.