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domingo, 13 de dezembro de 2020

Limpar o Monte Sem Fazer Fogueiras

Na Primavera limpamos o monte ao lao da minha casa, porque como já contei há anos que por ali não aparece nenhum dono. Então, por causa dos incêndios, somos nós que cortamos os pinheiros-bravos e eucaliptos dentro do perímetro de risco perto da casa e cortamos também o mato. Este ano tivemos o bónus de a EDP ter cortado uma enorme fila de árvores porque já estavam demasiado altas em risco de, crescendo um pouco mais, tocarem nos fios da alta-tensão. Tudo que eram árvore debaixo da linha foram cortadas. E os vizinhos logo se apressarem e transportar essa madeira para suas casas para serem usadas para as lareiras e churrascos.


Cortamos o mato mas, ao contrário do que toda a gente aqui na aldeia faz, não lhe chegamos o fogo. Empilhamos em cima de uma zona cimentada, porque esta era zona por onde passavam as cestas que transportavam o carvão das Minas do Pejão em Castelo de Paiva para a Central da Tapada do Outeiro que fica aqui na aldeia. E neste terreno vizinho tinha um antigo poste por onde passavam essas cestas, e este cimento era a base de sustentação do poste. 

Toda a gente corta o mato e chega-lhe o fogo. Nessas alturas o fumo de todas essas fogueiras é tanto que mais parece que toda a aldeia está a ser consumida por um incêndio. E fala-se muito em aquecimento global, em libertação de CO2 mas as pessoas pouco se estão borrificando para isso. Faz-se o que é mais prático, seja fazer queima de resíduos em casa, deitar lixo que deveria ir para o contentor ou ecoponto no meio do monte ou, aqui no caso queimar tudo. 

Pois nós não queimamos a enorme quantidade de mato que cortamos, mas sim empilhamos, e, mesmo tendo sido em cima de cimento, todo aquele mato passado um ano já está quase todo decomposto, porque se irá transformar naturalmente em excelente composto orgânico. No ano passado enchemos sacos de composto. Este ano eu resolvi transportar alguns carros-de-mão para usar este mato decomposto como cobertura de solo junto das árvores. Isto tem dois benefícios, por um lado cobre o solo e impede as ervas de crescerem, por outro irá fertilizar de forma natural as árvores. 

domingo, 8 de março de 2020

Objetivo: Reutilizar Uma Tonelada de Borra de Café num Ano

Creio que é do conhecimento geral que a borra de café tem enormes benefícios e diferentes usos, especialmente no que toca às plantas e jardinagem, principalmente quando as borras são adicionadas à compostagem. E, como sabem, eu tenho três compostores sempre cheios e os meus pais ainda têm outro sem contar que ainda fazem uma pilha grande para fazer de estrume porque há muito que os meus pais não têm animais para fertilizar a terra. 

As borras de café além de servirem de fertilizante (que também pode ser líquido, diluindo as borras de café em água e borrifar) segundo se diz, servem também de repelente. Ajudam também a afastar algumas pragas das plantas, como os caracóis e lesmas, e até dos gatos, que parece não gostarem de solos com cheiro a café. 
Vai daí comecei a pensar em arranjar borras de café. Afinal, o que é que todos os cafés, restaurantes e sítios que servem cafés fazem aos seus resíduos de borras de café? Será que existem entidades que recolham as borras de café ou as pessoas simplesmente manda-nas para o lixo e acabam nos aterros sanitários a libertar gases de efeito estufa?



Como trabalho a menos de um quilómetro de dois hipermercados, resolvi ir questionar os trabalhadores do café do hipermercado mais próximo e fiquei a saber que, sim!, todas as borras de café produzidas diariamente vão simplesmente para o lixo! Questionei se me davam as borras de café e muito simpaticamente responderam positivamente Combinamos eu estar lá quando o hipermercado abre e então há uma semana que a minha rotina é todos os dias ir buscar um saco de borras de café ao hipermercado. 

Ainda não pesei ao certo mas seguramente são mais de 5Kg todos os dias. 5Kg é o máximo que balança de cozinha pesa e é um pouco mais do que isso, talvez sejam seis ou sete.

E as contas são fáceis de fazer, 6kg todos os dias são 30Kg por semana, 120Kg todos os meses. Multiplicando por onze meses (vamos excluir o mês das férias) são mais de 1300Kg de borras de café que conseguirei reaproveitar e reciclar para usar no jardim. 

Agora pensem na quantidade de cafés, restaurantes e em todas as empresas e espaços onde existe uma máquina de café e multipliquem por 5Kg de borras de café por dia. 

Logicamente que eu não o faço pelo bem da humanidade, faço-o porque também espero ter algum proveito mas, como é lógico isto será um processo finito. Haverá de chegar uma altura em que não mais poderei continuar a juntar borras de café indefinidamente, até porque em excesso a borra de café é prejudicial. No compostor, por exemplo, é considerado um "verde" e devem ser adicionados castanhos para compensar. E segundo li, no compostor a quantidade de borra de café não deve ultrapassar os 20% de toda a massa de outros restos introduzidos, seja de jardim ou da cozinha. 

Contudo, este pequeno exemplo serve para refletir em como há tanta matéria matéria prima que vai para o lixo, neste caso das borras de café, que tem imensas utilidades e benefícios.  

Vamos ver como a coisa irá evoluir ao longo dos próximos meses a juntar quilos e quilos de borras de café!, sem falar que tão cedo não volto a comprar sacos do lixo!

sábado, 10 de novembro de 2018

Suculentas em Botas

Qualquer coisa que suporte a terra ou substrato para as raízes de uma planta pode servir de vaso. E uma das ideias que mais acho engraçada é aproveitar calçado já gasto e usá-lo para colocar plantas, que podem decorar pequenos espaços. Aqui ficam algumas botas em que coloquei suculentas echeveria e aeonium







domingo, 11 de maio de 2014

Vaso esférico

Já anteriormente tinha aqui mostrado como gosto de improvisar vasos. Hoje, visto que a planta em causa até está a florir, vou partilhar um outro tipo de vaso, e este, ao contrário do sapato, se não é da minha autoria, não copiei de lago nenhum!

Perto da casa dos meus pais, existe o campo de futebol local, onde de vez em quando, aparecem umas bolas rebentadas no monte. Como não são colocadas no devido sítio, que é o contentor do lixo, eu trouxe duas velhas bolas para casa, e com elas fiz vasos.

A bola de futebol cumpriu a função para a qual foi fabricada, que é a rolar no pelado da terra, agora em minha casa, cumpre uma nova função, albergar plantas.


Neste caso coloquei no vaso-bola arméria marítima, uma planta perene, que como o nome indica, aparece nas zonas costeiras e tem preferência por solos arenosos. Assemelha-se a uma relva, que depois na primavera/verão dá flores cor-de-rosa. 

Armeria maritima


domingo, 13 de abril de 2014

Calçado inovador

Quem me conhece sabe que tenho a mania de reciclar tudo quanto encontro, e coloco plantas em tudo e mais alguma coisa! Na maior parte das vezes, por falta de vasos (que não são propriamente baratos) outras propositadamente, para criar algo diferente. 

Gosto especialmente da ideia (que não é minha) do sapato-vaso! No caso coloquei hortelã-pimenta (Mentha piperita) num sapato que foi reciclado e  ficou verdadeiramente ecológico!


Digam lá se não tem muito mais graça que um vaso plástico?!