terça-feira, 25 de abril de 2023

As Borboletas no Lilás

 Março e Abril é sinónimo de odor a lilás no jardim, um dos meus preferidos. Grandes cachos de flores que atraem tudo que é borboleta. 

domingo, 12 de março de 2023

Passadiços do Mondego

 

Este sábado, dia 11 de março em que se assinalaram três anos que foi decretada de pandemia de COVID-19, regressei às caminhadas em grupo e, se calhar, já não o deveria fazer há uns quatro anos.

Saímos de Gondomar às 6 da manhã e rumamos a Videmonte (na Guarda) para percorrer os cerca de 12Km dos recentemente inaugurados passadiços do Mondego.  

Depois de uma semana de chuva preparou-se um belo dia para caminhar. A meteorologia não previa chuva e dava uns belo 9º de mínima e 16º de máxima. A casaco impermeável que levei, rapidamente foi tirado e colocado na mochila. 

O percurso de 12Km é linear, começa-se num ponto e acaba-se noutro e faz-se sem dificuldades de maior, porque se caminha quase sempre em cima da madeira lisinha, sendo que a maior dificuldade são os degraus, ora a subir ou a descer. E também há que ter em conta as temperaturas porque o percurso é sempre feito a descoberto, sem árvores que possam dar o conforto da sombra e no verão é capaz de ser tórrido. 

Foi bom respirar os ares da montanha, ver e ouvir as quedas de água, rever as minhas amigas de outros percursos, "o que levamos da vida são as pessoas (Anabela) e testar as novas botas. Foi bom entrar na Guarda e quase não ver eucaliptos e mimosas (ao contrário do que se vê do Porto até Aveiro junto à auto-estrada) e ver muitos carvalhos ainda despidos das folhas, por outro lado é triste ver as montanhas desertas por causa dos incêndios. 




















terça-feira, 21 de fevereiro de 2023

Um Muro Verde de Alecrim

Tinha saído da bucólica localidade Macieira de Alcôba, onde não se ouve nada além dos passarinhos e fui em direção a Águeda por uma estrada de montanha em não muito bom estado e ladeada de eucaliptos. De repente, ao fazer uma curva, deparo-me com uma enorme cortina de alecrim florido sobre um muro e resolvo mesmo parar o carro mais à frente para ver bem de perto.



Infelizmente tirei fotos com o telemóvel, que não é grande coisa, em vez de ir buscar a máquina fotográfica ao carro, mas dá para ver. 





Já em casa quis perceber como aquilo evolui e fui ao Google Maps ver. E pode-se ver muito bem o antes e depois:


domingo, 5 de fevereiro de 2023

Transplante da Crassula ovata gollum


 A Crassula ovata gollum que a minha mãe tinha numa grande taça de cimento cresceu demasiado e estava tomada pelas raízes. Ainda se pensou em vender mas eu, sinceramente, nem saberia que valor pedir por uma planta desta envergadura. Então a solução foi transplantá-la para um pequeno canteiro de minha casa. 

Podemos ver aqui fotos do verão de 2022:

Comecei por descolar a terra da taça com uma colher de trolha e depois meti uma alavanca para levantar o torrão. Posteriormente ainda removi bastante terra para tornar mais leve e fácil de transportar. 

Em casa arranquei um quadrado de relva com uns 70x70cm, cavei alguma profundidade (que acabou por ser em demasiada) e depois fiz buscar a planta que transportei na mala do carro com muito cuidado, e mesmo assim algumas pontinhas partiram-se. Depois foi só colocar a planta na posição que achei melhor e acrescentar terra e regar. Veremos agora como se dará neste novo sítio onde apanha muito sol direto mas frio e geada de inverno.  


domingo, 18 de dezembro de 2022

Pedras Vivas em Flor 2 Anos Depois

 Dois anos depois cá estão os meus Lithops de novo em flor. 
A publicação está um bocadinho atrasado porque as fotos são de 1 de Novembro, altura em que estão em flor, a partir do final de Outubro. 






sábado, 17 de dezembro de 2022

Plantar Árvores de Natal

Eu não faço árvores de Natal. Nem naturais nem de plástico.
Eu planto árvores reais pelo Natal. 

Um gaio enterrou uma castanha cá em casa, ou deixou-a cair em pleno voo e nasceu um castanheiro.
Eu arranquei o castanheiro que não poderia crescer aqui e plantei-o no monte. 


quinta-feira, 15 de dezembro de 2022

Sons do Mundo

Publicado hoje no jornal El Pais. Entrevista de Clemente Alvarez ao naturista Carlos de Hita a propósito da recente publicação do seu livro Sons do Mundo:


Depois de quase quatro décadas explorando paisagens sonoras, o naturalista Carlos de Hita (Madrid, 63 anos) acaba de publicar um livro com gravações de suas viagens ao redor do mundo: Sons do mundo (editorial Anaya Touring). “Esta é a história da minha vida”, diz o especialista em sons da natureza, que alerta que muitas vozes desapareceram.

Nos 37 anos que vem gravando, o som da natureza mudou alguma coisa? 

Mudou de duas maneiras. Por um lado, muitas vozes desapareceram, pois mais de 60% dos animais, do número de indivíduos na paisagem sonora, silenciaram... Na urdidura sonora, há menos cotovias, menos codornizes, menos insetos, menos abelhas. Hoje há menos vozes na natureza e esse empobrecimento do concerto natural é a narrativa da crise. Mas, ao mesmo tempo, novas vozes também começam a aparecer. Há alguns anos, na minha casa de Valsaín [Segóvia], ouço as cigarras, quando nunca havia nenhuma. Aquele raca raca é como o som do calor subindo a montanha. Para mim, é o som da mudança climática.

Como é o som da selva? 

Na Amazónia, o som da chuva é interessante. Na selva, cada árvore tem seu som de chuva, cada planta, cada folha.

segunda-feira, 17 de outubro de 2022

O Regresso dos Picos-de-Peito-Ruivo

 Com a chegada do Outono regressa, provavelmente, uma das aves mais simpáticas dos nossos jardins: o pisco-de-peito-ruivo.






sábado, 15 de outubro de 2022

O Descasque das Mimosas Funciona Lindamente

Foi há pouco mais de um ano que partilhei aqui como descasquei as primeiras austrálias (ou mimosas). Não se cortam e deitam abaixo porque depois, tal como acontece com os eucaliptos, se o fizermos elas depois rebentam vigorosamente. Então usa-se a técnica do descasque.  

Pode demorar algum tempo, até um ano, como aconteceu aqui comigo, mas a verdade é que resulta. Portanto, já sabem. Mimosas por perto basta descascá-las que elas morrem.