O Jornal de Notícias trás hoje uma matéria sobre António Assunção, um senhor de Guimarães que trabalhava nos têxteis, e, vendo-se desempregado, virou-se para o seu passatempo de propagar camélias no seu jardim e tem hoje um dos maiores viveiros de camélias em Portugal e é conhecido mundialmente.
Tudo começou em 1995, “quando procurava camélias para o jardim da minha casa e acabei por dar 12 contos [60 euros] por uma de que gostava muito”. Passados poucos anos, o jardim da casa estava repleto de camélias de várias espécies e o investimento inicial foi recuperado com a venda de exemplares ali cultivados (...)
As redes sociais deram uma ajuda e, atualmente, António conversa e troca correspondência com outros especialistas da China a Taiwan, passando pela Austrália e pelos Estados Unidos. António tornou-se num dos viveiristas com mais sucesso na reprodução de algumas camélias, nomeadamente as raras espécies de flor amarela. “As variedades selvagens desta espécie são originárias do Vietname e de uma parte da China. Eram tão raras que da sua flor se fazia o chá dourado que era dado a beber aos reis e imperadores”, conta. A Camélia sinensis ou planta do chá é, porventura, a mais conhecida da família. No Camélias Park Flavius há lugar para as mais vulgares, mas também para as mais raras, num total de 25 mil plantas de 160 espécies.