Onde quer que existam pessoas e a possibilidade de se conseguir alimento sem grande dificuldade é onde os gatos se vão fixar. Antes de uma pequena caminhada no Passadiço de Valbom passei pelas traseiras da Pousada e Palácio do Freixo. E por ali deambulavam inúmero gatos. Alguns ofereciam-se mesmo para uma festinha. Pegar ao colo é que já foi demasiado e levei dois arranhões!
Mostrar mensagens com a etiqueta Palácio do Freixo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Palácio do Freixo. Mostrar todas as mensagens
domingo, 25 de março de 2018
terça-feira, 17 de novembro de 2015
Palácio do Freixo
O Palácio do Freixo fica na cidade do Porto, defronte do rio Douro, junto a uma das portas de entrada mais movimentadas da cidade. Dentro do palácio temos uma vista privilegiada sobre o rio e para as pontes do Freixo e São João, e claro, para a zona da Marina do Freixo, construída recentemente e que fica mesmo ao lado.
Toda esta zona de Campanhã era, no século XVIII, uma extensa área de quintas e campos, onde se construíram solares e casas apalaçadas, como a já aqui referida no Parque São Roque, ou na Quinta de Bonjóia (que fica a dois passos do Palácio do Freixo) e que, quem sabe, um dia também ilustrarei aqui no blogue.
E foi numa destas antigas quintas, a Quinta do Freixo, onde foi erigido o Palácio do Freixo, por volta de 1742, uma das muitas obras que se encontram no norte de Portugal, desenhadas por Nicolau Nasoni.
Desde 1910 que o palácio foi classificado como Monumento Nacional, e em 1986 o Estado adquiriu o palácio às Moagens Harmonia para aí instalar um centro de formação profissional. Contudo não foi um papel e uma lei que impediu que este fosse deixado ao completo abandono e o seu rico interior completamente delapidado.
Depois de obras de requalificação na zona envolvente, que implicaram até o desvio da Estrada Nacional N108 que passava nas traseiras do palácio (e eu ainda me lembro muito bem de ali passar todos os dias de autocarro a caminho da escola), e depois deste ter sido restaurado, o Palácio do Freixo foi cedido pela Câmara Municipal do Porto a uma conhecida cadeia de hotéis, e ali deu origem à maior Pousada de Portugal - a Pousada do Porto: Freixo Palace Hotel.
Mas façamos então uma visita mais em detalhe pelo espaço, com destaque para o património natural, que é disto que trata o blogue:
Uma das árvores que mais me chamou a atenção foi esta que vê na imagem em baixo que pela folhagem e ramos retorcidos tornam-na numa árvore muito distinta. Trata-se de uma Afrocarpus falcatus, árvore que estou em crer nunca tinha ouvido falar. Os frutos (até apanhei alguns claro!) são quase semelhantes a azeitonas verdes.
A árvore está num patamar interior, numa zona onde estou em crer que serão servidas refeições, e só acessível a hóspedes do hotel. Ainda assim, como se pode ver, os ramos da árvore tombam para o patamar inferior, em cascata, criando assim um belo efeito.
A árvore está num patamar interior, numa zona onde estou em crer que serão servidas refeições, e só acessível a hóspedes do hotel. Ainda assim, como se pode ver, os ramos da árvore tombam para o patamar inferior, em cascata, criando assim um belo efeito.
Nas traseiras do palácio, virado a norte, temos uma encosta onde foi plantado um roseiral, e subindo por um passeio de degraus, encontramos no topo uma estrutura de betão e ferro onde estão plantadas trepadeiras como o jasmim. Ao lado desta estrutura foram mantidos os eucaliptos que já por ali estavam há umas quantas décadas...
... e atravessando por entre o eucaliptal, descobrimos uma vista privilegiada para outra quinta oitocentista do Porto: A Quinta Vilar de D' Allen, que certamente um dia destes, assim haja oportunidade e bom tempo para lá ir fotografar, também irei falar dela aqui no blogue.
domingo, 1 de março de 2015
À noite, todos os gatos são pardos - mesmo no rio!
Ontem, por volta das oito horas, caminhava pelo passadiço de Valbom, zona reabilitada nos últimos anos, por onde se pode passear à beira rio, correr, ou andar de bicicleta (apesar das marcas da ciclovia já terem desaparecido) zona que desagua junto ao Palácio do Freixo (falarei dele aqui brevemente), quando de repente, um barulho na água interrompe o silêncio. Que teria sido aquilo?
Passadiço de Valbom (2010) junto ao rio Douro |
Nada deve ter encontrado, e então resolve atirar-se à água com enorme à vontade. "Mas espera lá" pensei. Os gatos não gostam nada de água! Não pode ser um gato preto! Mas aquele rabo farfalhudo, fazia mesmo lembrar um gato! Mas não podia ser, e afinal à noite, todos os gatos são pardos! Até uma lontra, ao longe, pode parecer um gato preto!
E só poderia ter sido uma lontra. Era até possível ver o arrasto das ondas que ia deixando atrás de si, e diga-se que aquele animal nada mesmo muito rapidamente!
Foi pena que não tivesse comigo a fiel amiga máquina fotográfica, que ao longe vê certamente melhor que eu, e que claro, poderia documentar o acontecimento. Mas agora que vi aquele espetáculo, por lá passarei mais vezes, ao princípio da noite, para quem sabe, e com um pouco de sorte, fotografar as lontras.
A suposta lontra foi avistada a investigar um barco nesta zona (ao fundo o Palácio do Freixo) |
Já há algum tempo que tinha lido, acerca do regresso das lontras no rio Douro, mas esta foi a primeira vez que me deparei com uma no seu habitat natural.
Subscrever:
Mensagens (Atom)