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domingo, 27 de dezembro de 2020

Sementes de Gilbardeira Germinadas!

 


Bagas de gilbardeiras que caíram e estavam todas germinadas. Vou pegar nelas e colocar numa bordadua que fiz em volta das paletes de compostagem, porque é uma zona sombreada e as gildardeiras gostam mais de sombra ou meia-sombra. Não são lindos estes bebés?

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Já despertam as gilbardeiras

Ainda estamos em pleno inverno, apesar de já só faltarem três semanas para que entre a primavera, mas muitas plantas já despertam do sono profundo e começam a crescer vigorosamente. Um exemplo disso são as gilbardeiras. 

Esta planta autóctone, da qual já falei anteriormente aqui, propaga-se naturalmente de duas formas totalmente distintas: sexuada e assexuadamente. A forma mais comum da maioria das plantas se propagarem é através da produção de flores, que ao serem polinizadas, produzem frutos que darão origem a sementes. Esta é a chamada propagação sexuada.

Mas no caso da gilbardeira, esta reproduz-se naturalmente, mesmo sem recurso à produção de sementes. Fá-lo por via assexuada, através da multiplicação dos seus tubérculos. Neste caso, como é óbvio, por se tratar de uma espécie que origina plantas masculinas e femininas, estas novas plantas serão do mesmo sexo da planta-mãe. 

Como tenho o vício de apanhar bagas e sementes do chão, há coisa de dois anos recolhi algumas bagas de gilbardeira, às quais não fiz mais nada - qual esquilo! - senão enterrá-las e esquecer-me delas. No ano passado para minha surpresa tinha duas pequeníssimas plantas! 

Gilbardeira de semente com um ano 

Podemos observar que estas plantas, e durante um ano, não cresceram mais do que cinco centímetros de altura. Mas entretanto já começaram a propagar-se pelo alastrar dos tubérculos, dos quais surgem novos caules. 

Em plantas adultas podemos observar que o crescimento destes caules é substancialmente maior. E são estes caules, já de bom tamanho mas ainda tenros, que podem ser usados na cozinha.

Rizomas brancos


Dois novos caules

A gilbardeira (fêmea) que tinha plantado diretamente no solo, no final de novembro passado, também ela já exibe um novo caule a furar da terra e ainda mantém muitos frutos.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Gilbardeira: silvestre e em casa

Não sei precisar, mas já foi há muitos anos (uns quinze talvez) que trouxe para casa um rizoma com uma gilbardeira, planta essa que recolhi no monte, perto do rio, junto à casa dos meus avós, e de certeza que nessa altura, nem sequer sabia o nome da planta. A esta distância nem sei ao certo porque o fiz, mas certamente que a planta me atraiu de alguma forma. 

É uma planta que pode ser encontrada espontâneamente aqui pela zona onde moro (como por todo o país), mas só em zonas específicas, onde encontrará as melhores condições para se fixar. Este fim-de-semana, fui dar uma caminhada ao longo do  rio, e encontrei algumas nos combros dos caminhos. 

Gilbardeira na natureza (Ruscus aculeatus




Pelo que me tenho apercebido, a gilbardeira nasce em locais mais sombrios e abrigada pelo arvoredo. Estas estão até, como se pode ver na primeira fotografia, a poucos metros do rio Douro, num solo argiloso e pedregoso. As plantas que tenho observado na natureza, variam no tamanho que atingem, entre os trinta centímetros e o metro de altura, mas a planta apresenta sempre poucos caules que brotam dos rizomas. À semelhança, por exemplo do azevinho, as sementes podem originar plantas femininas que produzem frutos (bagas com cerca de 1cm) ou originar plantas macho que só darão origem a flores. Propagando-se pelos rizomas, como é lógico, os novos rebentos serão do mesmo sexo da planta mãe. 

A Gilbardeira é uma espécie protegida em Portugal, não creio que por estar propriamente ameaçada, mas sim por ser alvo de grande colheita nesta altura do ano, em substituição do azevinho, para ser usada como decoração. Como já expliquei no artigo sobre o azevinho, se estamos a cortar ramos de uma planta fêmea, que contêm os frutos e as sementes estamos a impedir que a espécie se propague e isso irá contribuir para o seu desaparecimento. 

Em casa, a planta que recolhi no monte, acabou por ser mudada para um sítio onde posteriormente acabei depois acabei por construir um terrário com tartarugas aquáticas que adotei. 


Esteve muitos anos que não saiu da cepa torta, mas também é verdade que só mais tarde reparei que as rochas que coloquei em volta da planta, estavam a bloquear os rizomas de se propagarem, e depois que as retirei, a planta começou a alargar nunca mais parou! Aliás, nunca vi planta semelhante, tão compacta e densa, que além de ter caules com 1,10m, a planta toda tinha cerca de um metro de diâmetro, até que à poucas semanas a decidi transplantar, pois estava já a sombrear em demasia o lago. 




Estando no espaço das tartarugas, esta gilbardeira ficou intimamente ligada às peripécias de uma tartaruga em particular, a maior que tenho, que parece ter criado uma fixação de a trepar, apesar desta planta ser bastante picante!


Não foi de ânimo leve que a decidi arrancar e transplantar a gilbardeira, porque como disse, estava a causar bastante sombra no lago. Ainda pensei em várias alternativas para plantar outra coisa no mesmo sítio, pois poderia pegar numa das muitas plantas que tenho e pôr ali, mas acabei mesmo por manter a mesma estética, e decidi plantar, no mesmo sítio, outra pequena gilbardeira que tinha num vaso, mas desta feita uma fêmea, que trará sempre um colorido diferente com as suas enormes bagas vermelhas.