Mostrar mensagens com a etiqueta biodiversidade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta biodiversidade. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Um gato no telhado


Domingo, o sol já  se estava a pôr, eu tinha acabado de jantar em casa dos meus pais, até que alguém  olha pela janela e repara no gato que se andava a passear pelo telhado da casa vizinha que está abandonada há anos como se deduz facilmente pela ausência de algumas telhas na beirada.


Certamente terá passado a tarde ao fresco, e depois tratou de se levantar porque o estômago já estaria a dar horas! Eu fui buscar a máquina fotográfica, não era propriamente uma cena da vida selvagem,  mas fiquei a fazer de paparazzi e a captar cenas da vida íntima de um gato vadio no telhado!






O bicho não deve ter achado grande piada à violação da sua privacidade e entretanto decidiu subir o telhado e foi para o outro lado. Passado um bocado, já tinha anoitecido, e quem estava agora ao fresco era eu, pois não se podia estar dentro de casa com este calor estúpido do "verão mais frio de sempre", e vi-o a ir para o monte, pé ante pé, silenciosamente, em modo de caça ativo.

E os gatos desenrascam-se muito bem sozinhos. Animal que vive sempre perto do homem, talvez porque junto dele encontrou comida e abrigo, pois onde há humanos há sempre restos de comida - quantas vezes não os vemos a remexer contentores do lixo ou abrigados na sombra de um automóvel? 
Mas no campo ainda se vai cultivando a terra, há agricultura e onde há culturas há sempre muitos roedores e pássaros por perto, e repteis, e toda uma série de animais que fazem parte da sua dieta, nada esquisita como é sabido.

Existem até estudos recentes que o apontam como a maior ameaça da biodiversidade selvagem porque dizimam uma grande percentagem de aves e mamíferos nativos. E o problema não existe só nos animais sem dono muitas vezes mal alimentados, porque como sabemos, mesmo gatos de companhia bem alimentados têm sempre o instinto de caça, estão sempre alerta e tudo que mexa no seu raio de ação corre sério risco de não ter um final feliz.

Mas os estudos, são como os chapéus, há muitos e para todos os gostos, quantas vezes até, diria eu, só para satisfazer quem os paga para serem feitos! 

Mas existe um estudo português que afirma que não, que o gato doméstico não é ameaça para ecossistemas equilibrados e afirma em conclusão que não existem gatos domésticos se não houver humanos e casas por perto. 

Uma coisa é certa, não é preciso nenhum estudo, basta um pouco de senso comum e olharmos à nossa volta para vermos que o gato doméstico, por ser um animal que por norma conseguiu a simpatia do homem - desde que não seja preto cruzes canhoto que é o diabo em figura para os cristãos! Lá está, sempre o diabo com as costas largas! - mas como dizia, pela simpatia que ganhou, porque ninguém consegue resistir a uma cria tão frágil e fofinha que mais parece uma bola de pêlo com uns olhos de cristal, pelo benefício de controlar as populações de ratos na agricultura, tornou-se numa espécie de grande sucesso aprendendo a viver debaixo da proteção do homem, num estado meio domesticado e meio selvagem. 
Multiplicando-se rapidamente, no meu entender sim, acaba por se tornar uma praga para a biodiversidade envolvente, ainda assim, bem longe do primeiro lugar, que está destacadíssimo de todas as outras pragas: o homem.