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segunda-feira, 17 de abril de 2017
domingo, 5 de junho de 2016
O Gato de Coleira Verde
Domingo ao fim da tarde, cheguei a casa e, mesmo antes de abrir o portão, andei a tecer as heras por entre a rede, que agora estão mesmo a completar totalmente a sebe na frente da casa. Até que, subitamente, vindo do monte, um pequeno gato de coleira verde, que será certamente de algum vizinho aproxima-se de mim.
De imediato tento chamar-lhe a atenção para tentar dar-lhe umas festinhas, mas sempre com alguma atenção porque os gatos, ainda para mais sem sequer me conhecendo, nunca fiando! E eu até suspeitei que seja este gato o intruso que, se deixo comida (de gato) para as tartarugas cá fora, será ele que já por mais que uma vez, rói a embalagem plástica até conseguir comer a ração, ou se a coloco dentro de uma embalagem rígida com tampa, anda com ela aos tombos a ver se consegue que a tampa se solte. Por brincadeira até pensava para comigo, que teria de ser um gato muito instruído, certamente um gato que sabia ler, e que havia lido na embalagem que o que estava lá dentro era ração de gato! E suspeito também que seja este o provável responsável pela terra remexida nas traseiras, onde ando a plantar graminha, e que diga-se irrita-me bastante porque anda a estragar o meu trabalho!
Mas pronto, o bichano tem de fazer pela vida e até me parece um pouco magro, ou então será de eu estar habituado a ver estes novos gatos domésticos mais urbano-depressivos, muitas vezes castrados os pobre coitados, e que já não caçam ratos e que estão mais gordos que um texugo! Mas a verdade é que, depois de brincar bastante com ele, e de lhe dar festinhas e dele se roçar em mim constantemente, acabei mesmo por, depois de deitar comida às tartarugas, dar-lhe a ele também e na verdade ele parecia que tinha fome.
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Um gato no telhado
Domingo, o sol já se estava a pôr, eu tinha acabado de jantar em casa dos meus pais, até que alguém olha pela janela e repara no gato que se andava a passear pelo telhado da casa vizinha que está abandonada há anos como se deduz facilmente pela ausência de algumas telhas na beirada.
Certamente terá passado a tarde ao fresco, e depois tratou de se levantar porque o estômago já estaria a dar horas! Eu fui buscar a máquina fotográfica, não era propriamente uma cena da vida selvagem, mas fiquei a fazer de paparazzi e a captar cenas da vida íntima de um gato vadio no telhado!
O bicho não deve ter achado grande piada à violação da sua privacidade e entretanto decidiu subir o telhado e foi para o outro lado. Passado um bocado, já tinha anoitecido, e quem estava agora ao fresco era eu, pois não se podia estar dentro de casa com este calor estúpido do "verão mais frio de sempre", e vi-o a ir para o monte, pé ante pé, silenciosamente, em modo de caça ativo.
E os gatos desenrascam-se muito bem sozinhos. Animal que vive sempre perto do homem, talvez porque junto dele encontrou comida e abrigo, pois onde há humanos há sempre restos de comida - quantas vezes não os vemos a remexer contentores do lixo ou abrigados na sombra de um automóvel?
Mas no campo ainda se vai cultivando a terra, há agricultura e onde há culturas há sempre muitos roedores e pássaros por perto, e repteis, e toda uma série de animais que fazem parte da sua dieta, nada esquisita como é sabido.
Existem até estudos recentes que o apontam como a maior ameaça da biodiversidade selvagem porque dizimam uma grande percentagem de aves e mamíferos nativos. E o problema não existe só nos animais sem dono muitas vezes mal alimentados, porque como sabemos, mesmo gatos de companhia bem alimentados têm sempre o instinto de caça, estão sempre alerta e tudo que mexa no seu raio de ação corre sério risco de não ter um final feliz.
Mas os estudos, são como os chapéus, há muitos e para todos os gostos, quantas vezes até, diria eu, só para satisfazer quem os paga para serem feitos!
Mas existe um estudo português que afirma que não, que o gato doméstico não é ameaça para ecossistemas equilibrados e afirma em conclusão que não existem gatos domésticos se não houver humanos e casas por perto.
Uma coisa é certa, não é preciso nenhum estudo, basta um pouco de senso comum e olharmos à nossa volta para vermos que o gato doméstico, por ser um animal que por norma conseguiu a simpatia do homem - desde que não seja preto cruzes canhoto que é o diabo em figura para os cristãos! Lá está, sempre o diabo com as costas largas! - mas como dizia, pela simpatia que ganhou, porque ninguém consegue resistir a uma cria tão frágil e fofinha que mais parece uma bola de pêlo com uns olhos de cristal, pelo benefício de controlar as populações de ratos na agricultura, tornou-se numa espécie de grande sucesso aprendendo a viver debaixo da proteção do homem, num estado meio domesticado e meio selvagem.
Multiplicando-se rapidamente, no meu entender sim, acaba por se tornar uma praga para a biodiversidade envolvente, ainda assim, bem longe do primeiro lugar, que está destacadíssimo de todas as outras pragas: o homem.
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