Em Crestuma, a dois passos da barragem, e ao lado do Clube Náutico, fica situado mais um dos parques de Gaia, provavelmente o menos conhecido e visitado, mas nem por isso menos interessante.
Tinha lá estado pela última vez há poucas semanas e a sensação com que se fica quando o atravessamos, principalmente quando passarmos a Casa da Eira e descemos para o rio, é estarmos num bosque encantado.
Entretanto estive lá hoje, munido da máquina fotográfica, mas como seria natural, todo aquele verde carregado, cheio de musgos e liquens já se está a começar a desvanecer, fruto do sol e do calor que já se tem feito sentir desde a última semana.
O Parque Botânico do Castelo foi inaugurado há poucos anos, e quem o visita pode observar muita da nossa flora autóctone, tem ao ser dispor mesas para um bom repasto ou descanso, uma belíssima paisagem sobre o rio Douro, e ainda alguns vestígios arqueológicos para observar.
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Parque Botânico do Castelo |
À semelhança do Jardim das Virtudes ou do Parque de São Roque, este é outro espaço que se apresenta em socalcos, aconselhando-se calçado apropriado e alguma atenção, pois muitos dos acessos são feitos através de degraus escavados nas fragas. A primeira parte do percurso é feita sempre a subir até à Casa da Eira lá no alto, e depois continua-se, sempre a descer até chegarmos às traseiras do clube náutico e à pequena praia fluvial.
Vamos então começar a visita, é sempre a subir até à Casa da Eira:
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Início do percurso |
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Bancos e mesas para usufruir do espaço |
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Murta |
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Musgos nas fragas |
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Quase... |
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Casa da Eira |
Chegado lá cima à Casa da Eira, podemos então observar alguns dos trabalhos de escavação arqueológica que têm sido desenvolvidos.
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Escavação arqueológica delimitada |
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Sepultura Medieval |
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Sardanisca |
Depois de descansar um pouco da subida, saciando a vista com a paisagem e lendo as informações disponibilizadas sobre a escavação arqueológica, é tempo de começar a descer encosta abaixo, pelas traseiras da Casa da Eira. E mal começamos a descer, encontramos logo um ponto de interesse. Um medronheiro imenso, cravado nas rochas.
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Medronheiro no meio dos penedos |
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Raízes do medronheiro |
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Gilbardeira |
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Madressilva |
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Musgo e Hera |
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Esporos de feto |
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Tronco de árvore a decorar o caminho |
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Liquens e umbigo de vénus |
E está feita a visita. Um pequeno espaço, mas com enorme riqueza, uma espécie de bolha de espécies autóctones, sempre muito bem documentado, com placas informativas junto das árvores e arbustos.