domingo, 3 de maio de 2020

O Sargaço É A coisa Mais Bonita Que Tens Cá Em Casa


Foi em 2014 que o meu sargaço (Cistus salviifolius L.) floriu pela primeira vez. Resolvi na altura plantar um sargaço  bem como erva-das-sete-sangrias ou sargacinha (Lithospermum diffusum) porque aqui por estas bandas nascem um pouco por todo o lado e porque sempre as achei extremamente decorativas. Estava assim em 2014 quando floriu:


Quando na altura a minha mãe viu o que tinha plantado perguntou-me: "agora andas a plantar mato no jardim"?  Isto não me desanimou minimamente porque estava seguro que iria resultar e a verdade é que o tempo me deu razão. Desde há uns dois ou três anos que, sempre que a minha mãe vem cá a casa que me diz: "o sargaço é a coisa coisa mais bonita que tens cá em casa"! 



Além de na minha opinião resultar bem, estamos a falar de uma planta autóctone, perfeitamente ambientada ao nosso clima. Não é preciso adubar, regar, não é preciso fazer nada, que ela estabelece-se muito bem. Mas o sargaço em particular ainda tem uma outra vantagem muito importante que é o facto de ser uma planta melífera, ou seja, é muito importante para as abelhas, que sempre que está em flor andam de volta delas como se pode ver pelas imagens:





terça-feira, 28 de abril de 2020

Projeto Quarentena: O Primeiro Canteiro de Suculentas

Por causa da pandemia há algum tempo que à semelhança de muitos outros portugueses estou por casa. Nestas últimas semanas de Abril, e apesar de ter muitas outras coisas que fazer, decidi começar a meter mãos à obra nos planos de fazer um canteiro de suculentas. A verdade é que, apesar de ter suculentas há muitos anos, sempre as tive quase exclusivamente em vasos, excluindo talvez o enorme cato isolado que está no espaço das tartarugas. 

Eu tenho algumas ideias para os diferentes espaços, mas já há algum tempo que olhava para o pequeno canteiro em defronte da casa como uma boa possibilidade para um canteiro de suculentas, e essa ideia saiu ainda mais reforçada depois que arranquei as duas enormes estrelícias que por ali estavam. E colocar ali suculentas, que sejam resistentes a estar no exterior, sempre me pareceu que poderia resultar visto ser uma zona virada a sul, bastante quente, e que ainda por cima está abrigada pela casa. 

Este espaço estava em obras de jardinagem porque eu tinha decido substituir o relvado, de graminha Santo Agostinho por graminha brasileira. Comecei por atirar uma mangueira ali para cima e deixá-la cair e assim ficou delimitado o espaço para o canteiro das suculentas:




Só para relembrar, e aproveitando aqui uma fotografia antiga do blogue, há não muito tempo esta área estava assim:


Próximo passo: meter umas estacas para delimitar a zona onde estava a mangueira para depois poder retirá-la:



Seguidamente continuei a arrancar a relva que era para sair:


Arrancada a relva, continuar a plantar a graminha brasileira (Axonopus compressus):



Em tempos de estado de emergência não dava para sair de casa e visitar algumas lojas e hortos para ver ou eventualmente comprar algo para delimitar o canteiro. Então tive que me socorrer do que tinha, que eram pedras, mais ou menos redondas que havia cá por casa, e retirei de onde estavam e vieram para aqui. E este processo ainda foi ligeiramente demorado porque isto não é simplesmente atirar a pedras para ali e já está! Não, aquilo tinha que encaixar da melhor forma possível!





Colocadas as pedras dei uma cavadela na terra, até para retirar alguns bocado de relva enterrados e arranquei o bocado de graminha brasileira que ficou dentro da área do canteiro:



Depois da terra cavada e soltinha resolvi desmontar umas caixas e estender os papelões por cima. Porquê? Porque ali naquela zona encostada à parede nasce muito trevo, então, creio que, até ao cartão se desfazer ira servir de barreira a que as infestantes passem. Veremos se resulta, acho que sim!



Área delimitada pronta era tempo de arranjar bastante terra e sobrelevar o canteiro. E talvez ninguém diga a quantidade de terra que aquele espaço engoliu! Foram muitos carros de mão!



Este canteiro será preenchido na sua maioria, senão mesmo na sua totalidade, por suculentas que já tenho, principalmente das que se propagam muito facilmente e que tenho bastantes, mas não está ainda excluída a possibilidade de poder comprar um outro cato mais exuberante para ali plantar. Então comecei a pegar em vários vasos e a colocá-los ali para começar a ter uma ideia do que é que vou plantar e onde. 


Vamos ver. Já tenho a tela e a moldura, os pincéis e as cores prontas a começar a pintar, agora é preciso criatividade para fazer uma bonita pintura. Eu tenho algumas ideias, logo veremos se resultarão de forma satisfatória ou não. Espero em breve dar notícias sobre o resultado final deste canteiro 



sábado, 25 de abril de 2020

Florir no 25 de Abril

Coincidências deliciosas. Ontem olhava para as flores do meus Echinopsis todas apontadas para o alto, quase a explodir. E não é abriram as suas flores hoje, no 25 de Abril?




quinta-feira, 23 de abril de 2020

As Minhas Sementes Que Espalhei Deram Origem a Azevinhos no Monte


Por estes dias dava uma caminhada pelo monte em busca de um sítio onde pudesse trazer alguma terra para o meu jardim e fiquei mesmo muito contente com o que pude observar. Há já uns bons anos eu tinha pegado em muitas sementes que tinha de azevinho e espalhei-as por aquela zona e esta semana pude verificar que já tem por lá vários azevinhos já grandinhos!

Esta enorme faixa de terreno a mato (que a vizinhança vai cortando) a pinheiros e alguns eucaliptos (que eu vou cortando e deitando abaixo) fica nas traseiras da minha casa, e este local onde os azevinhos nasceram ficará a uma distância de cerca de cem metros da minha casa.






Reflorestar como bem se vê neste simples exemplo é muito fácil. Basta darem sementes autóctones  às pessoas para que simplesmente as larguem nas zonas que interessa reflorestar. Não é preciso ter o trabalho de germinar, deixar as plantas a crescer e depois levar voluntários ou políticos a plantá-las, e em que depois a maioria delas depois irá secar. Como se vê é bem mais simples que isso: basta espalhar as sementes que estas irão desde logo adaptar-se às condições e nascer fortes. Nestes azevinhos não vi cochonilhas nem piolhos, nem qualquer outro tipo de praga que atacam em casa. Estão ali a crescer devagar mas forma sustentada. 

O país tem sido fustigado pelos incêndios e pela eucaliptização. Nada tem sido feito para reflorestar essas zonas com autóctones. E como se vê, não é preciso muito, bastaria distribuir sementes para as pessoas as espalharem, mas infelizmente os gaios fazem mais pela reflorestação do país que as pessoas. E é pena.

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Licranço - Anguis fragilis

Nestes dias de pandemia, entre outras coisas, tenho andado a fazer um canteiro junto à casa (que darei notícias brevemente e como tenho precisado de bastante terra para o encher, resolvi ir ao monte e trazer uma grande quantidade de carros de mão daquela turfa superficial bem como dos dez centímetros que lhe ficam por baixo, mais preta e barrenta. 
Estava já no canteiro a espalhar a terra qundo, de repente, vejo um bicho a rabear! Ei lá, que é que vai ali a fugir, hein? Quando vejo mais em detalhe era um pequenino licranço que, como é extremamente útil, por comer caracóis e lesmas, fui logo colocá-lo debaixo de um sargaço para ele se fixar por ali, e assim vou aumentando a fauna cá de casa.





sexta-feira, 17 de abril de 2020

Muito Gostam os Sapos de Vasos!

Fui dar uma vista de olhos na zona onde tenho bastante garrafões plásticos com azevinhos e eis se não quando algo se mexe num deles. Era mais um sapo grandinho que por ali devia estar a dormir!







quarta-feira, 15 de abril de 2020

Vida Selvagem Caseira: Escaravelho-das-Flores x Aranha-caranguejo-das-flores

Um encontro imediato entre duas espécies que habitam as flores. Esta é uma flor de sargaço, dos vários que tenho em casa. Uma perigosa aranha-caranguejo-das-flores que não faz teia porque ataca de emboscada quem aparece na flor onde se encontra escondida e um escaravelho-das-flores que parece uma retroescavadora a retirar pólen das flores. Irá haver ataque ou não?