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domingo, 4 de julho de 2021

Evolução dum Relvado de Graminha São Carlos ao Longo de Quatro Meses

Recebi umas fotografias que um senhor que me comprou 1650 pés de graminha São Carlos (Axonopus compressus) teve a simpatia de me enviar - uma fotografia por cada mês - e que mostram a evolução do seu relvado com cerca de 170 metros quadrados. Ele plantou os pés a cerca de 25cm uns dos outros (o que ainda é significativo) e, passados quatro meses, como se vê, já falta muito pouco para o relvado estar pronto. 

Fazendo o trabalho pelas nossas mãos e com um investimento inferior a cem euros em relva, é possível ter um relvado de graminha São Carlos espetacular. 

terça-feira, 30 de março de 2021

Relvado: Que Graminha Escolher? Santo Agostinho ou Brasileira?

Se eu fosse uma espécie de psicólogo que ouve os donos de jardins, insatisfeitos com o seu relvado a desabafar no divã, eu poderia dizer que, o que ouço com mais frequência é: eu tinha um relvado de estilo inglês (semeado ou onde foi aplicado tapete) muito verdinho e bonito, mas depois, passado um ano ou dois, começou a ganhar peladas e hoje tem mais ervas infestantes do que relva.

Daí que as graminhas, são, a meu ver, uma sólida opção a considerar, especialmente para quem não quer andar sempre a ressemear, adubar, arrancar ervas, etc. E do que eu vou conhecendo, há duas graminhas mais utilizadas nos relvados portugueses. São elas a graminha Santo Agostinho (Stenotaphrum Secundatum) e, mais recentemente, a graminha São Carlos, vulgarmente conhecida por "graminha brasileira" (Axonopus compressus).

Quais as diferenças entre ambas e qual escolher? Bom, eu diria que são ambas boas opções a considerar, e, dependendo do gosto pessoal, de como se apresenta esteticamente o relvado quando está bem estabelecido, há pequenas características que cada pessoa pode considerar.

Aqui deixo um resumo da minha experiência com estas duas variedades, das vantagens de cada uma delas e dos aspetos menos positivos, tendo em conta que estou sempre a comparar uma espécie com a outra.


Graminha Santo Agostinho (Stenotaphrum Secundatum)

Vantagens:

- Folha mais fina, assemelha-se mais ao relvado estilo inglês (também é conhecida por "grama inglesa")

- Muito resistente ao ser pisada

- Combate as ervas infestantes

- No Verão resiste mesmo sem água

Desvantagens:

- Queima-se com a geada / fica acastanhada ou esbranquiçada no Inverno

- É mais dura ao pisar

- Fica mais esbranquiçada depois do corte

- Com o passar do tempo forma um tapete alto e esponjoso - uma espécie de colchão que é preciso escarificar para remover altura / palha

- Mais difícil cortar com corta-relva (tem que ser mais potente)

- É invasora, trepa inclusive pelo meio das outras plantas ou árvores se a deixar estender-se livremente


Graminha São Carlos "Brasileira" (Axonopus Compressus)


Vantagens:

- Forma um tapete denso com um verde mais escuro e brilhante

- Mais fofa e suave se andar descalço ou deitar em cima dela

- Baixa manutenção

- Adaptada ao frio e geada do Inverno

- Pega e cresce mais rapidamente na fase da plantação

- É mais tenra e portanto mais de cortar com o corta-relva

- Não cresce tanto para cima formando aquele "colchão" da graminha Santo Agostinho

- Apropriada para terrenos mais húmidos (lameiro)

Desvantagens:

- Não tolera a falta de água no Verão

- Algumas pessoas não gostam do aspeto da folha mais larga



Há ainda algumas características que não acrescentei por não saber em concreto como, por exemplo, qual será melhor para solos arenosos e para plantar junto ao mar, mas diz-se que junto ao mar a Santo Agostinho é mais resistente. Vou tentar reunir mais informação e, se for o caso, depois edito e coloco aqui. Se alguém que tenha destas relvas passar por aqui e quiser deixar a sua experiência seria ótimo.

domingo, 19 de julho de 2020

Evolução do Crescimento da Graminha Brasileira: Relvado Pronto em Três Meses

Eu tinha mostrado aqui mês a mês a evolução do relvado em graminha brasileira (Axonopus compressusno) no espaço onde está o canteiro das suculentas e, como se pode ver, três meses depois está pronto, sem falhas por cobrir. A regra é simples: quanto mais juntinha for plantada mais trabalho dá mas também mais depressa o relvado fica pronto. 



sábado, 13 de junho de 2020

Graminha Brasileira Dois Meses Depois

Continuando a mostrar a evolução do pequeno relvado junto ao canteiro das suculentas. Agora que passam dois meses desde que comecei a plantar pode-se verificar como ela se expandiu muito bem e rapidamente. 




Há um mês estava assim:




E quando plantei há dois meses estava assim:



sábado, 16 de maio de 2020

Graminha Brasileira Um Mês Depois

Foi mais ou menos há um mês que comecei a plantar graminha brasileira (Axonopus compressus) no espaço onde fiz o meu primeiro canteiro de suculentas. Hoje andei a arrancar algumas ervitas e então aproveitei, até porque já pediram noutra publicação, ver se não esqueço de ir mostrando a evolução mês a mês. 


Um mês depois alguns pés já cresceram dez centímetros:


terça-feira, 28 de abril de 2020

Projeto Quarentena: O Primeiro Canteiro de Suculentas

Por causa da pandemia há algum tempo que à semelhança de muitos outros portugueses estou por casa. Nestas últimas semanas de Abril, e apesar de ter muitas outras coisas que fazer, decidi começar a meter mãos à obra nos planos de fazer um canteiro de suculentas. A verdade é que, apesar de ter suculentas há muitos anos, sempre as tive quase exclusivamente em vasos, excluindo talvez o enorme cato isolado que está no espaço das tartarugas. 

Eu tenho algumas ideias para os diferentes espaços, mas já há algum tempo que olhava para o pequeno canteiro em defronte da casa como uma boa possibilidade para um canteiro de suculentas, e essa ideia saiu ainda mais reforçada depois que arranquei as duas enormes estrelícias que por ali estavam. E colocar ali suculentas, que sejam resistentes a estar no exterior, sempre me pareceu que poderia resultar visto ser uma zona virada a sul, bastante quente, e que ainda por cima está abrigada pela casa. 

Este espaço estava em obras de jardinagem porque eu tinha decido substituir o relvado, de graminha Santo Agostinho por graminha brasileira. Comecei por atirar uma mangueira ali para cima e deixá-la cair e assim ficou delimitado o espaço para o canteiro das suculentas:




Só para relembrar, e aproveitando aqui uma fotografia antiga do blogue, há não muito tempo esta área estava assim:


Próximo passo: meter umas estacas para delimitar a zona onde estava a mangueira para depois poder retirá-la:



Seguidamente continuei a arrancar a relva que era para sair:


Arrancada a relva, continuar a plantar a graminha brasileira (Axonopus compressus):



Em tempos de estado de emergência não dava para sair de casa e visitar algumas lojas e hortos para ver ou eventualmente comprar algo para delimitar o canteiro. Então tive que me socorrer do que tinha, que eram pedras, mais ou menos redondas que havia cá por casa, e retirei de onde estavam e vieram para aqui. E este processo ainda foi ligeiramente demorado porque isto não é simplesmente atirar a pedras para ali e já está! Não, aquilo tinha que encaixar da melhor forma possível!





Colocadas as pedras dei uma cavadela na terra, até para retirar alguns bocado de relva enterrados e arranquei o bocado de graminha brasileira que ficou dentro da área do canteiro:



Depois da terra cavada e soltinha resolvi desmontar umas caixas e estender os papelões por cima. Porquê? Porque ali naquela zona encostada à parede nasce muito trevo, então, creio que, até ao cartão se desfazer ira servir de barreira a que as infestantes passem. Veremos se resulta, acho que sim!



Área delimitada pronta era tempo de arranjar bastante terra e sobrelevar o canteiro. E talvez ninguém diga a quantidade de terra que aquele espaço engoliu! Foram muitos carros de mão!



Este canteiro será preenchido na sua maioria, senão mesmo na sua totalidade, por suculentas que já tenho, principalmente das que se propagam muito facilmente e que tenho bastantes, mas não está ainda excluída a possibilidade de poder comprar um outro cato mais exuberante para ali plantar. Então comecei a pegar em vários vasos e a colocá-los ali para começar a ter uma ideia do que é que vou plantar e onde. 


Vamos ver. Já tenho a tela e a moldura, os pincéis e as cores prontas a começar a pintar, agora é preciso criatividade para fazer uma bonita pintura. Eu tenho algumas ideias, logo veremos se resultarão de forma satisfatória ou não. Espero em breve dar notícias sobre o resultado final deste canteiro 



segunda-feira, 13 de abril de 2020

Plantar Graminha de Forma Mais Rápida



A tarefa de plantar relva, no caso graminha, não é das coisas mais agradáveis de fazer. A pessoa tem que de andar de joelhos, curvada e é um trabalho demorado. Eu já aqui tinha explicado como é que plantava, porque apesar de ser algo extremamente simples as pessoas vão-me sempre perguntando. E basta pegar no sacho de mão, espetar na terra, meter o pé de relva lá dentro e tapar. Mas há um método mais simples e que tenho vindo a adotar, e que ainda usei por estes dias num canteiro unto à casa. O método é fazer um pequeno rego ao comprido, com o sacho, enchada, qualquer coisa que seja apropriada, e depois é só pegar nos pés pô-los todos em fila e no final arrastar a terra e cobrir os pés. A vantagem desta forma é que na minha opinião poupa-se muito tempo.


terça-feira, 6 de agosto de 2019

A Graminha Brasileira e a falta de Água

Correntemente algumas pessoas falam comigo afirmando que a graminha brasileira (Axonopus compressus) é muito boa porque não precisa de água. Não sei onde é que as pessoas foram buscar essa ideia mas é falso! Sim, a graminha brasileira precisa menos água que a relva semeada de tapete, tanto que muita gente está a substituí-los, mas quando se compara a graminha brasileira (São Carlos) com a graminha comum (Santo Agostinho) as diferenças são abissais, porque a graminha comum não morre ao passo que a braisileira seca facilmente. 

Para demonstrar isso tirei algumas fotografias a um relvado de graminha brasileira em Lapela no Minho. Nas zonas onde os aspersores regavam a relva esta estava muito verdinha e até já bastante alta; mas em zonas que a água não chegava, a relva estava a morrer. 

Vejamos como estava globalmente verde:




Mas olhemos agora mais em detalhe para algumas zonas:






Sim, a graminha brasileira é uma excelente escolha, mas que não haja grandes ilusões, se a ideia é poupar água ou para ser muito pisado então eu aconselho a graminha Santo Agostinho.

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Evolução do Crescimento da Graminha brasileira

Não sei precisar, mas foi há menos de um mês (talvez três semanas), que me decidi a plantar graminha brasileira (Axonopus compressus) neste espaço lateral, entre a minha casa e a casa do vizinho. É um local de sombra ou meia sombra, visto que só tem algumas horas de sol direto durante o dia. Acho que esta graminha brasileira, que precisa de mais água que a graminha comum (Stenotaphrum secundatum) se irá dar bem aqui, porque não apanhando muito sol, também não implicará grande gasto de água.

A maioria destes pés foram plantados sem sequer terem raiz, mas muito juntinhos, e como se poder ver, nota-se que já estão bem pegados e a chuva das últimas semanas facilitou. Aqui ficam as primeiras fotografias, para posteriormente ir editando e colocar mais fotos ao longo do tempo até o relvado fechar, para se perceber quanto tempo demora a ficar completo. E mais adiante tenciono depois explicar as diferenças, vantagens e desvantagens em relação à graminha comum (Stenotaphrum secundatum).




domingo, 19 de agosto de 2018

Aprender a Distinguir: Escalracho de Relva Santo Agostinho e Graminha Brasileira

Tenho visto uma confusão muito grande em relação aos nomes comuns, e mais uma vez o problema é em relação aos nomes comuns que as pessoas dão às diversas gramíneas que se usam para fazer relvados. E como sabemos só os nomes científicos é que identificam verdadeiramente uma planta. E um dos erros mais comuns que tenho visto é as pessoas darem o nome de escalracho à relva mais comum de jardim, a graminha Santo Agostinho. E o escalracho é uma erva diferente.

Aproveitando o facto de ter andado a fazer uma limpeza de ervas infestantes debaixo de uma laranjeira e que, infelizmente, está infestada de escalracho, resolvi tirar umas fotografias para que facilmente as pessoas possam perceber as diferenças e não se confundam na hora de comprar ou plantar no jardim.

O escalracho ou, como eu sempre ouvi chamar desde pequeno, o gramão é isto:



As guias do escalracho (de nome científico Panicum repens) são muito duras, com raízes muito profundas e a ponta e muito fininha, fazendo lembrar muito os novos rebentos do bambu (que também é uma gramínea). Observe-se com atenção para o crescimento aprumado das folhas, que na verdade assemelham-se muito a pequenas novas canas de bambu. E as folhas em si são muito estreitas:



Na imgem seguinte, podemos ver quão invasivo é o escalracho. Como as suas finíssimas raízes penetram nas mais estreitas fissuras e alastram com grande virgor. E esta é outra característica terrível do escalracho, as suas raízes são muito profundas o que torna muito complicado depois de se conseguir erradicar totalmente.Mas observe-se então como é a parte aérea do escalracho e em pormenor como são as folhas que têm um tom verde claro, quase a fugir para o azulado:



E agora vamos comparar o escalracho (Panicum repens) com a comum relva de jardim, a graminha Santo Agostinho (Stenotaphrum Secundatum) e prestar atenção nas diferenças.




Na graminha Santo Agostinho temos a mesma guia dura, mas veja-se como as folhas, que já são mais largas, nascem muito junto à base da guia, ao contrário do escalracho que, da guia-mãe, nascem novas guias que darão então origem a folhas.Veja-se o formato das folhas:


A graminha Santo Agostinho também possui boas raízes, que lhe permitem fixar-se muito bem ao solo e ser de facto muito resistente, mas, ao contrário do escalracho, não mergulha profundamente, e a sua remoção completa é muito fácil visto que não deixa partes da planta no subsolo que irão alastrar.

E comparemos agora as duas gramíneas anteriores com a graminha São Carlos, que vai sendo também cada vez mais usada nos jardins portugueses. 


A graminha São Carlos comummente designada por graminha brasileira tem o nome científico de Axonopus compressus. À primeira vista quase se pode confundir com a graminha Santo Agostinho, mas mais uma vez olhemos para as folhas e facilmente concluímos que são diferentes. 

As folhas da graminha brasileira são de um verde mais escuro, e são bem mais largas que as da graminha Santo Agostinho. Vejam na imagem, ambas, lado-a-dado:



E agora até podemos comparar a graminha brasileira com o escalracho:



Mais uma vez relembro que só o nome científico identifica as espécies. Mas é necessário dar os nomes comuns certos às espécies sob pena de nos andarmos a baralhar e a confundir espécies diferentes.