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quarta-feira, 15 de abril de 2020

Como Um Pé de Relva Fura 40cm de Terra Por Cima

Hoje de manhã estava a retirar um loureiro de um vaso de trinta litros, e que já estaria, como depois pude confirmar, todo tomado pelas raízes, e fiquei muito surpreendido com o que pude constatar.  
Na superfície da terra podemos ver um pé de graminha Santo Agostinho bastante verde e viçoso. Mas ao tirar o vaso percebi que este foi algum pé seco que tinha ficado no fundo do vaso e simplesmente foi por ali acima até encontrar a saída!




domingo, 19 de agosto de 2018

Aprender a Distinguir: Escalracho de Relva Santo Agostinho e Graminha Brasileira

Tenho visto uma confusão muito grande em relação aos nomes comuns, e mais uma vez o problema é em relação aos nomes comuns que as pessoas dão às diversas gramíneas que se usam para fazer relvados. E como sabemos só os nomes científicos é que identificam verdadeiramente uma planta. E um dos erros mais comuns que tenho visto é as pessoas darem o nome de escalracho à relva mais comum de jardim, a graminha Santo Agostinho. E o escalracho é uma erva diferente.

Aproveitando o facto de ter andado a fazer uma limpeza de ervas infestantes debaixo de uma laranjeira e que, infelizmente, está infestada de escalracho, resolvi tirar umas fotografias para que facilmente as pessoas possam perceber as diferenças e não se confundam na hora de comprar ou plantar no jardim.

O escalracho ou, como eu sempre ouvi chamar desde pequeno, o gramão é isto:



As guias do escalracho (de nome científico Panicum repens) são muito duras, com raízes muito profundas e a ponta e muito fininha, fazendo lembrar muito os novos rebentos do bambu (que também é uma gramínea). Observe-se com atenção para o crescimento aprumado das folhas, que na verdade assemelham-se muito a pequenas novas canas de bambu. E as folhas em si são muito estreitas:



Na imgem seguinte, podemos ver quão invasivo é o escalracho. Como as suas finíssimas raízes penetram nas mais estreitas fissuras e alastram com grande virgor. E esta é outra característica terrível do escalracho, as suas raízes são muito profundas o que torna muito complicado depois de se conseguir erradicar totalmente.Mas observe-se então como é a parte aérea do escalracho e em pormenor como são as folhas que têm um tom verde claro, quase a fugir para o azulado:



E agora vamos comparar o escalracho (Panicum repens) com a comum relva de jardim, a graminha Santo Agostinho (Stenotaphrum Secundatum) e prestar atenção nas diferenças.




Na graminha Santo Agostinho temos a mesma guia dura, mas veja-se como as folhas, que já são mais largas, nascem muito junto à base da guia, ao contrário do escalracho que, da guia-mãe, nascem novas guias que darão então origem a folhas.Veja-se o formato das folhas:


A graminha Santo Agostinho também possui boas raízes, que lhe permitem fixar-se muito bem ao solo e ser de facto muito resistente, mas, ao contrário do escalracho, não mergulha profundamente, e a sua remoção completa é muito fácil visto que não deixa partes da planta no subsolo que irão alastrar.

E comparemos agora as duas gramíneas anteriores com a graminha São Carlos, que vai sendo também cada vez mais usada nos jardins portugueses. 


A graminha São Carlos comummente designada por graminha brasileira tem o nome científico de Axonopus compressus. À primeira vista quase se pode confundir com a graminha Santo Agostinho, mas mais uma vez olhemos para as folhas e facilmente concluímos que são diferentes. 

As folhas da graminha brasileira são de um verde mais escuro, e são bem mais largas que as da graminha Santo Agostinho. Vejam na imagem, ambas, lado-a-dado:



E agora até podemos comparar a graminha brasileira com o escalracho:



Mais uma vez relembro que só o nome científico identifica as espécies. Mas é necessário dar os nomes comuns certos às espécies sob pena de nos andarmos a baralhar e a confundir espécies diferentes.

domingo, 1 de julho de 2018

Plantei-te no Meu Jardim

A primeira flor...

Gosto muito de romãzeiras. Cada vez mais. Além da sua beleza e simbolismo, gosto muito das mudanças cromáticas ao longo do ano. As suas folhas, que nascem vermelhas e só depois ficam verdes; dos pequenos botões das flores e da explosão de vermelho quando abrem; à beleza que é depois ver o arbusto despido com os seus enormes frutos que, generosamente se abrem para os pássaros comerem as suas sementes. 

As primeiras folhas vermelhas...
Plantei a primeira romãzeira em 2009 e foi preciso esperar, pacientemente, até 2016 para dar frutos pela primeira vez. E passei a gostar mais dela, pois aquele sabor é quase inebriante. E desta árvore já propaguei várias, quer extraindo pequenos rebentos da mãe, quer propagando por semente. 

E já tinha vindo a pensar nisso. Tive que arrancar uma enorme clementina que tinha porque estava a morrer. E naquele espaço de terreno que outrora a envolvia e alimentava estava agora sem relva, despido. E eu já tinha vindo a pesar nisso. Em plantar-te lá, naquele espaço disponível. 

À esquerda a clementina que morreu
Estavam a passar dois anos desde o dia em que me contactaste pela primeira vez. Achei que seria uma boa data te plantar porque, nem de propósito, o final de Novembro é a altura do ano mais propícia em Portugal para plantarmos árvores (ao contrário daquela coisa do 21 de Março que aprendemos todos na escola).

No Inverno o jardim estava uma lástima. A relva completamente esbranquiçada, mais parecia que tudo ia morrer devido à quantidade de geada que caiu e ainda na sequência da profunda escarificação que fiz em Outubro. Tudo estava feio. Mas eu sabia que na Primavera tudo haveria de recuperar, ainda que, eu tivesse que dar uma pequena ajuda. 

O Inverno que deixou o relvado num estado lastimável
Coloquei uma círculo de pedras em volta para delimitar, e plantei relva no restante espaço para tudo ficar uniforme. E aos poucos tudo recomeçou a ficar verde de novo. 







Em Fevereiro começaram a brotar as primeiras folhinhas, naquele vermelho vivo e dois meses depois surgiriam as primeiras flores, que vão caindo e outras vão nascendo. Agora é esperar pelos primeiros frutos, e para isso talvez ainda seja preciso esperar mais alguns anos, mas só esperando para ver o que acontece. 

Na viagem da vida vamos conhecemos diferentes pessoas. Não raras vezes elas seguem caminhos diferentes dos nossos. As plantas e as árvores não. Só fazem viajar a sua prole. Criam raízes e fixam-se adaptando-se toda a vida ao mesmo local. Por isso decidi plantar-te no meu jardim. Esta romãzeira não vai a lado nenhum, ficará sempre ali a fazer-me companhia. 

Sim, se quiseres, agora que não estás plantei-te no meu jardim.


segunda-feira, 20 de julho de 2015

Como plantar graminha

Já por aqui escrevi várias vezes sobre esta relva comum dos jardins portugueses, a graminha Santo Agostinho (Stenotaphrum secundatum)  a que escolhi para as minhas áreas relvadas, mas na verdade nunca escrevi como se planta, pois parece-me demasiado evidente. Mas na verdade já várias pessoas me têm perguntado como é que se planta, e questionam-me também qual a distância que se deve deixar entre cada pé. Então aproveitei que andei este ano a plantar nas traseiras de casa, e tirei umas fotografias, até para se ver como evolui.

E na verdade eu comecei a plantar e fiz da forma que me pareceu melhor, mais lógica, não sei se é o método melhor, mais prático, mais correto, mas é assim que faço, com a experiência que adquiri. Então é assim, eu por norma arranco a graminha e depois corto de dois em dois elos (ou mais) e com boa raiz, para garantir que vai pegar de certeza.

Pés de graminha (Stenotaphrum secundatum)




Depois então é pegar num pequeno sacho ou colher de jardineiro, ou outra qualquer ferramenta que seja apropriada, e é cavar e enterrar os pés de relva, como se fôssemos plantar outra coisa qualquer. Cava-se, coloca-se o pedaço de relva, e cobre toda a parte da raiz. Simples. 

A distância que deixo entre os pés, será talvez entre 10 e 15cm, não é preciso medir, coloca-se a olho. Mas já se sabe, quanto mais junto colocarmos os pés, mas rapidamente o relvado fechará, mas por outro lado precisaremos de mais quantidade; se deixarmos os pés mais afastados entre si, não precisaremos de tantos pés, mas demorará mais tempo a fechar. 






Depois de plantada, rega-se muito bem, e convém regar bem nos dias seguintes até pegar, e esta tarefa é mais importante ainda se estivermos no verão. Se estivermos na primavera e com algumas chuvas nem é preciso regar, a chuva fá-lo naturalmente. E nesta fase do transplante não se deve adubar. É deixar os pedaços de graminha agarrarem-se à terra e começarem a crescer naturalmente. 

Podemos ver aqui um pedaço de terra onde foi plantada graminha no final de abril... 




...e em meados de julho já quase fechou completamente e poucos espaços de terra se vêem.




E estamos a falar de dois meses e meio. Por norma eu costumo dizer que em quatro meses a terra o relvado quase fica completamente pronto, mas também vai depender da distância a que os pés foram colocados, e de outros fatores, mas regra geral, em quatro meses o relvado de graminha está quase pronto.

Mais sobre a graminha aqui no blogue:






domingo, 19 de abril de 2015

De novo o relvado verde

Mostrava aqui em fevereiro como estava desolador o meu relvado quando antes estava imaculadamente verde. Ficou todo queimado pela imensa geada que caiu no inverno.  


2014

Inverno 2015

Após algum trabalho de escarificação (e ainda falta um bom bocado) mas o aspeto já mudou radicalmente, e já se nota o verde de novo.

Abril 2015


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Relvado queimado pela neve

Olho agora para o meu relvado, que ainda há dois meses estava impecável, imaculadamente verde, com alguma desilusão. Um inverno bastante rigoroso, aliado ao facto de ter cortado a sebe de escalónias, e que protegia também o relvado da geada/neve, teve como resultado, que tudo que era verde, transformou-se agora em castanho ou esbranquiçado.

Ainda por estes dias, e já depois das dez da manhã, olhava para as duas floreiras que tenho cheias de água (estiveram com plantas aquáticas) e fiquei espantado, como apesar de terem bastante água, aquela hora, ainda tinham uma enorme pedra de gelo à superfície.




O resultado está à vista, podendo-se ver o antes e o agora:




Resta-me esperar que as heras cresçam o máximo possível durante este ano, para que, vindo novo inverno gélido, o relvado possa voltar a estar mais protegido que este ano.
Entretanto lá para a primavera, espera-me muito trabalho. Escarificar manualmente, cortar, e trabalhar para que ele volte a ficar verdinho como antes. 



sábado, 1 de março de 2014

Relvado - A importância da escarificação

Grande parte das pessoas que trata dos seus relvados, limita-se a pegar no corta-relva e a ceifar a relva o mais rente possível e a regá-los no verão. Mas existem outras tarefas muito importantes e que não devem ser menosprezadas, como é o caso da escarificação. 

Depois do muito trabalho que tive na plantação da gramínea, também conhecida por grama ou graminha (Stenotaphrum secundatum), tenho agora finalmente, as duas áreas da frente da frente da casa, uniformemente cobertas de relva. No fim-de-semana passado, aproveitei o sol que fez por aqui, e o relvado estava seco (não é nada aconselhável cortar o relvado quando este está molhado) e procedi ao primeiro corte, depois de vários meses sem que a relva tenha sido cortada. 

No primeiro ano que plantamos a relva, e estou a falar da espécie que tenho (Stenotaphrum secundatum), esta vai-se distender pelo terreno e passados uns quatro meses temos um relvado verdinho. Mas como é lógico, a relva vai continuar a crescer, e todas aquelas guias crescerão para todas as direções e vão continuar a crescer inclusive por cima umas das outras. Com o passar do tempo, teremos uma altura imensa de guias sobrepostas, e ao ser pisada mais parece que estamos a caminhar sobre uma esponja grossa.

A gramínea ao crescer por cima da relva já existente, irá asfixiar as camadas de relva inferior, fazendo com que as folhas apodreçam e fique uma camada densa de palha. E o que a escarificação irá fazer é precisamente remover esta camada de palha acumulada. Tem  a vantagem de arejar, e até de mondar o excesso de guias que se acumula, permitindo também que a água e adubos cheguem mais facilmente às raízes. A escarificação também útil para remover musgos que por vezes se formam, devido à sombra, falta de adubação ou solos demasiado compactos por exemplo. 

A escarificação pode ser feita com um vulgar ancinho, mas existem ferramentas mais apropriadas para o efeito, tanto manuais, como elétricas ou a gasolina. Na viagem a Tomar em outubro passado, aproveitei e comprei um escarificador manual usado que tinha visto na net, num negócio que fiz em mãos com um casal simpático de Coimbra. Estava como novo e comprei por um bom preço. Este escarificador manual novo custaria cerca de 70€.

Lâminas do escarificador manual

Este escarificador é composto por duas peças, um cabo, em que podem ser adaptadas muitas outras ferramentas compatíveis da mesma marca, e pelo escarificador propriamente dito, que como se vê na imagem é uma espécie de ancinho com rodas, mas que tem umas lâminas afiadas em aço, que vão então arrancar a tal palha acumulada e destroçar grandes acumulações das guias da gramínea, e remover também possíveis musgos que possam existir. 

O escarificador manual com rodas é bem mais prático e eficaz que o ancinho, mas também se torna uma tarefa cansativa, tanto mais quanto maior for a zona a trabalhar. Daí que eu opte sempre por ir trabalhando faseadamente. Há que ter em conta que a escarificação faz-se uma ou duas vezes por ano, logo, a pessoa deve ponderar o custo/benefício, de investir muito dinheiro numa ferramenta cara, que pode usar-se uma só vez no ano. Mas já existem escarificadores elétricos a preços bastante acessíveis, e terão a vantagem de, por um lado serem mais rápidos a efetuar a tarefa, e por outro aliviar as costas do jardineiro! O escarificador manual tem a vantagem de poder ser usado em sítios mais pequenos e de difícil acesso, pelas maiores dimensões da máquina elétrica ou a gasolina. 

Para se ter noção, num pequeno espaço de poucos metros quadrados, consegui remover mais de 30L de palha e excesso de relva como se pode ver na imagem. 


A escarificação para um relvado de semente, é aconselhada preferencialmente na primavera antes do início dos cortes, e/ou no outono depois do último corte. No meu relvado eu passo o escarificador sempre que vejo que uma certa área está a precisar.

P.S: Tenho desta relva Santo Agostinho para venda, em caso de interesse contacte por e-mail ou deixe comentário. 


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Relvado esbranquiçado no inverno - porquê?

A brincar, costumo dizer, que a minha relva é sempre mais verde que a dos vizinhos. É a brincar, mas na verdade é um facto! E isso acontece, não porque eu seja um grande especialista em relvados, simplesmente não cometo alguns erros básicos que a maioria das pessoas comete.

Já no início do blog escrevi sobre o meu relvado e expliquei detalhadamente porque escolhi a gramínea para o efeito (há quem lhe chame grama ou graminha porque é uma erva brasileira). E falei de algumas desvantagens face ao uso de outros tipo de ervas, nomeadamente a questão de poder ficar com um aspeto mais esbranquiçado no inverno, mais ainda se estiver numa zona (como acontece no meu caso) de queda de muita geada.

Mas existem formas de contornar o problema, e neste caso, o essencial é, por um lado não cortar demasiado rente, e por outro, fazer o último corte em meados de outubro. Muitas pessoas mais parece que cortam a relva a pente zero, para olhar para o relvado como se fossse uma espécie de tapete. Mas no caso da gramínea, que é o que eu conheço bem, isso é errado  pois no inverno a planta não irá crescer, e depois apresentará um aspeto branco ou acastanhado, bem longe do agradável relvado verde.

Para melhor se perceber, vou mostrar mostrar um exemplo. Há algumas semanas, estive a cortar a relva num pequeno canteiro, onde está uma estrelícia. Tive de podar a planta e aproveitei para cortar a relva (à tesoura), pois descuidei-me e aquilo já estava parecia uma selva. Poucas semanas depois este é o aspeto:


Como facilmente se percebe, a relva além de ter sido cortada demasiado rente, foi cortada já no inverno, e está toda branca/acastanhada. Mas agora pode-se comparar com outras zonas onde tenho relva, e em que o último corte, além de ter sido feito em meados de outubro, foi feito mas só aparando ligeiramente.



De referir que todas as fotografias foram tiradas hoje, e nestas zonas maiores, a relva tem sido intensamente pisada pois tenho andado a podar as sebes. Mas ainda assim, creio que a diferença é abissal. Daí a importância do último corte da relva, bem como a importância da altura do corte, mas refiro-me só à graminha ou grama (Stenotaphrum secundatum), pois é a espécie que tenho, e com a qual tenho experiência. 

P.S: Tenho desta relva Santo Agostinho para venda, em caso de interesse contacte por e-mail ou deixe comentário. 


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

As ervas e o relvado

Quando qualquer pessoa começa a pensar em ajardinar o espaço envolvente da sua casa, a questão do relvado coloca-se sempre. Podemos não ter muitas plantas ou flores, arbustos ou aquela árvore imponente, mas tendo só uma área verde que se possa usar como bem entendemos já dá logo outro aspeto. O que eu tinha no terreno eram basicamente as ervas que ali cresciam espontaneamente, pondo de uma forma mais simpática, tinha um verdadeiro prado autóctone!

As ervas cresciam e eu logicamente precisava de as cortar. Depois de alguma indecisão na escolha, até porque os há manuais, elétricos e a gasolina, de todos os tamanhos, feitios e preços, lá acabei por comprar um corta-relvas com o extra (até parece que estamos a falar de carros!) de fazer o "mulching", que mais não é, que moer as ervas e depois deixá-las no terreno para servirem de fertilizante naturalEntão era simples, as ervas cresciam, eu cortava, e de inverno não havia ninguém que tivesse um espaço tão verde como eu! E tinha ainda um detalhe, no dia a seguir a cortar ao corte, além de ter o espaço verde, tinha também pequeníssimas flores roxas!

Mas o problema era de verão. Grande parte das ervas de verão começavam a secar, e o que era um relvado natural denso e verde, aos poucos transformava-se em campo de futebol pelado com umas ervas lá pelo meio, e foi só por esse motivo que me decidi a transformar aquilo num relvado mais cuidado. Teria de ser aos poucos até porque o trabalho seria só para mim, mas também a coisa era mesmo para se ir fazendo até porque não estava com pressa.

A escolha foi fácil e recaiu na graminha que já conhecia muito bem até porque já tinha um pequeno espaço com ela em frente da casa. É assim popularmente conhecida por aqui, apesar de ser também conhecida por grama porque é brasileira, de nome científico Stenotaphrum secundatum. Também há quem lhe chame gramínea, que até é a uma enorme família de ervas, e talvez não seja o nome comum mais preciso.

Graminha Santo Agostinho (Stenotaphrum secundatum)

Como todas as espécies de ervas usadas nos relvados, existem vantagens e desvantagens, e depois também tem muito a ver com ir de encontro, ou não, com aquilo que se pretende. Esta espécie é acima de tudo muito resistente, podemos correr e saltar em cima dela que aguenta tudo, não morre passado uns anos, e mais importante, não necessita de muita água. Como desvantagens tem o facto de dar muita mão-de-obra pois é plantada, e depois tem que se arrancar todas as outras ervas que entretanto nascem ainda antes da gramínea enraizar, isto enquanto o relvado não fica completamente fechado. Depois de fechar está pronto e só precisa de manutenção.

Outra desvantagem, de cariz estético, é o facto de ficar um pouco esbranquiçada após o corte, e de inverno com o frio e as geadas pode não ficar com bom aspeto, daí que quando se faz o último corte, em meados de outubro, se deva fazer um corte mais alto e nunca rente.
Tem ainda uma outra especificidade, que é os rebentos novos crescem por cima uns dos outros, ou seja, é preciso mondá-la, para que não fiquemos com um tapete alto e esponjoso que irá fazer com que os novos rebentos asfixiem a parte debaixo que ficará apodrecida e branca.
É um erro comum, e vejo os meus vizinhos cometê-lo todos os anos, em que única coisa que fazem é passar o corta-relva, e quando a cortam, fazem-no demasiado rente, precisamente porque ela fica muito alta e depois o que acontece é terem o relvado, mesmo agora no verão, mais branco que verde, porque o problema reside no facto de não a mondarem nem arejarem o relvado.

Eu nunca tinha plantado relva, mas o trabalho não é cego, nem é preciso fazer um curso para saber como fazer. A primeira tarefa é cavar o terreno, retirar todas as ervas pela raiz como é o caso das ervas com raiz mais profunda como é o caso das leitugas (dente-de-leão, serralha) e da língua-de-vaca por exemplo. Basta ficar uma pequena porção de raiz na terra que rapidamente teremos uma nova planta, que teremos de voltar a arrancar!
Depois de cavado e limpo de ervas, aplana-se o terreno e começa-se então à plantação. Ter escolhido esta espécie, deu-me outra vantagem, que é não precisar de comprar visto que já tinha como disse num pequeno canteiro, e basta arrancar, cortar e plantar. Além de que, como os meus vizinhos todos também têm, e está-se sempre a arrancar muita nas bordas, e então uma vizinha foi-me sempre fornecendo e é interessante pois é dinheiro que se poupa, mais importante ainda em tempos de crise.

Plantar graminha não é das tarefas mais agradáveis de se fazer no jardim, pois temos de andar ali curvados, e demora o seu tempo, daí que como já tenha dito anteriormente, dará algum gasto de dinheiro, principalmente em mão-de-obra para quem decidir pagar para fazer o trabalho.
Custa mas tem mesmo de ser. Cortam-se pequenas partes da planta, e eu cortava sempre no mínimo dois rebentos, de preferência com boa raiz e depois planta-se, não tem nada que saber.

Nesta fase, é muito importante ir regando bastante para ela enraizar e não morrer. Custa a plantar, mas brevemente, num espaço de duas semanas teremos outro trabalho! Milhares de novas ervinhas indesejáveis nascem, como disse, ainda antes da graminha crescer!
O terreno já continha todos esses milhares de sementes à espera de terem as condições ideais para nasceram, e nós proporcionámos-lhas quando cavamos o terreno, remexendo a terra e regando abundantemente!

Nesta fase há quem recorra a herbicidas. Eu acho que uso de herbicidas um completo disparate. Porquê? É fácil, primeiro estamos a envenenar o nosso terreno, usando um método nada ecológico e muito menos sustentável. Depois, estamos a pôr em risco a nossa própria saúde, das pessoas que vivem connosco e de todos os outros animais que frequentem o espaço, pois é conhecida a relação entre os herbicidas e o cancro ou outras doenças. - Não quer ter o trabalho de arrancar as ervas à mão? - Então mas qual é pior, ter meia dúzias de ervas que não a erva que escolheu para o relvado ou estar a potenciar prejuízos graves para si, para a sua família e para todos os outros animais e plantas de sua casa?

Mês e meio depois de plantada, a coisa estará mais ou menos assim:


Depois da relva tapar completamente a terra está o trabalho feito e podemos desfrutar orgulhosamente do resultado final.Comparando o antes e o depois na parte do terreno que está pronto, muitas dores de costas depois a coisa está assim:





Mais sobre relva Santo Agostinho aqui no blogue:




P.S: Tenho desta relva Santo Agostinho para venda, em caso de interesse contacte por e-mail ou deixe comentário.