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domingo, 25 de julho de 2021

Ganha Forma o Mini Bosque

 Foi em 2018 que aqui, pela primeira vez, mencionei aqui em transformar o terreno ao lado de casa num prado. Mas já depois disso, no final do ano assado, comecei a plantar árvores e pensei que um bosque seria uma boa ideia. 

Entretanto, como até tenho tido bastante tempo disponível, pego no corta-relva e aparo as ervas que crescem rapidamente, e lá pelo meio também tem algumas silvas, mas, sendo cortadas ainda pequeninas, são muito tenras e o corta-relva corta aquilo muito facilmente. Mais interessante, e espetacular, é ver como a própria graminha Santo Agostinho vai alastrando cada vez mais e está bem bonita apesar de, como é óbvio, ninguém a regar! Eu simplesmente vou ali pousando bocados que arranco das beiras e ela, sem ser plantada, pega muito bem e está-se  a espalhar. E, numa zona onde nascia mato, carqueja e fetos, aos poucos o monte vai ficando relvado com esta graminha, mas também verde com outras ervas, como por exemplo carrajó, que por ali se tem espalhado de forma espontânea. 

Os carvalhos  e sobreiros, desde que os deixei vir e até estaquei para cresceram aprumados, rapidamente começaram a crescer bem, e as árvores que plantei (loureiro, azevinho, folhado, sabugueiro) também pegaram bem. A minha ideia é, aos poucos, ir plantando mais algumas árvores e plantas, e limpando as infestantes austrálias (que são terríveis porque as sementes se espalham por todo o lado) e ver se o meu mini-bosque começa a ganhar forma.



terça-feira, 30 de março de 2021

Relvado: Que Graminha Escolher? Santo Agostinho ou Brasileira?

Se eu fosse uma espécie de psicólogo que ouve os donos de jardins, insatisfeitos com o seu relvado a desabafar no divã, eu poderia dizer que, o que ouço com mais frequência é: eu tinha um relvado de estilo inglês (semeado ou onde foi aplicado tapete) muito verdinho e bonito, mas depois, passado um ano ou dois, começou a ganhar peladas e hoje tem mais ervas infestantes do que relva.

Daí que as graminhas, são, a meu ver, uma sólida opção a considerar, especialmente para quem não quer andar sempre a ressemear, adubar, arrancar ervas, etc. E do que eu vou conhecendo, há duas graminhas mais utilizadas nos relvados portugueses. São elas a graminha Santo Agostinho (Stenotaphrum Secundatum) e, mais recentemente, a graminha São Carlos, vulgarmente conhecida por "graminha brasileira" (Axonopus compressus).

Quais as diferenças entre ambas e qual escolher? Bom, eu diria que são ambas boas opções a considerar, e, dependendo do gosto pessoal, de como se apresenta esteticamente o relvado quando está bem estabelecido, há pequenas características que cada pessoa pode considerar.

Aqui deixo um resumo da minha experiência com estas duas variedades, das vantagens de cada uma delas e dos aspetos menos positivos, tendo em conta que estou sempre a comparar uma espécie com a outra.


Graminha Santo Agostinho (Stenotaphrum Secundatum)

Vantagens:

- Folha mais fina, assemelha-se mais ao relvado estilo inglês (também é conhecida por "grama inglesa")

- Muito resistente ao ser pisada

- Combate as ervas infestantes

- No Verão resiste mesmo sem água

Desvantagens:

- Queima-se com a geada / fica acastanhada ou esbranquiçada no Inverno

- É mais dura ao pisar

- Fica mais esbranquiçada depois do corte

- Com o passar do tempo forma um tapete alto e esponjoso - uma espécie de colchão que é preciso escarificar para remover altura / palha

- Mais difícil cortar com corta-relva (tem que ser mais potente)

- É invasora, trepa inclusive pelo meio das outras plantas ou árvores se a deixar estender-se livremente


Graminha São Carlos "Brasileira" (Axonopus Compressus)


Vantagens:

- Forma um tapete denso com um verde mais escuro e brilhante

- Mais fofa e suave se andar descalço ou deitar em cima dela

- Baixa manutenção

- Adaptada ao frio e geada do Inverno

- Pega e cresce mais rapidamente na fase da plantação

- É mais tenra e portanto mais de cortar com o corta-relva

- Não cresce tanto para cima formando aquele "colchão" da graminha Santo Agostinho

- Apropriada para terrenos mais húmidos (lameiro)

Desvantagens:

- Não tolera a falta de água no Verão

- Algumas pessoas não gostam do aspeto da folha mais larga



Há ainda algumas características que não acrescentei por não saber em concreto como, por exemplo, qual será melhor para solos arenosos e para plantar junto ao mar, mas diz-se que junto ao mar a Santo Agostinho é mais resistente. Vou tentar reunir mais informação e, se for o caso, depois edito e coloco aqui. Se alguém que tenha destas relvas passar por aqui e quiser deixar a sua experiência seria ótimo.

terça-feira, 28 de abril de 2020

Projeto Quarentena: O Primeiro Canteiro de Suculentas

Por causa da pandemia há algum tempo que à semelhança de muitos outros portugueses estou por casa. Nestas últimas semanas de Abril, e apesar de ter muitas outras coisas que fazer, decidi começar a meter mãos à obra nos planos de fazer um canteiro de suculentas. A verdade é que, apesar de ter suculentas há muitos anos, sempre as tive quase exclusivamente em vasos, excluindo talvez o enorme cato isolado que está no espaço das tartarugas. 

Eu tenho algumas ideias para os diferentes espaços, mas já há algum tempo que olhava para o pequeno canteiro em defronte da casa como uma boa possibilidade para um canteiro de suculentas, e essa ideia saiu ainda mais reforçada depois que arranquei as duas enormes estrelícias que por ali estavam. E colocar ali suculentas, que sejam resistentes a estar no exterior, sempre me pareceu que poderia resultar visto ser uma zona virada a sul, bastante quente, e que ainda por cima está abrigada pela casa. 

Este espaço estava em obras de jardinagem porque eu tinha decido substituir o relvado, de graminha Santo Agostinho por graminha brasileira. Comecei por atirar uma mangueira ali para cima e deixá-la cair e assim ficou delimitado o espaço para o canteiro das suculentas:




Só para relembrar, e aproveitando aqui uma fotografia antiga do blogue, há não muito tempo esta área estava assim:


Próximo passo: meter umas estacas para delimitar a zona onde estava a mangueira para depois poder retirá-la:



Seguidamente continuei a arrancar a relva que era para sair:


Arrancada a relva, continuar a plantar a graminha brasileira (Axonopus compressus):



Em tempos de estado de emergência não dava para sair de casa e visitar algumas lojas e hortos para ver ou eventualmente comprar algo para delimitar o canteiro. Então tive que me socorrer do que tinha, que eram pedras, mais ou menos redondas que havia cá por casa, e retirei de onde estavam e vieram para aqui. E este processo ainda foi ligeiramente demorado porque isto não é simplesmente atirar a pedras para ali e já está! Não, aquilo tinha que encaixar da melhor forma possível!





Colocadas as pedras dei uma cavadela na terra, até para retirar alguns bocado de relva enterrados e arranquei o bocado de graminha brasileira que ficou dentro da área do canteiro:



Depois da terra cavada e soltinha resolvi desmontar umas caixas e estender os papelões por cima. Porquê? Porque ali naquela zona encostada à parede nasce muito trevo, então, creio que, até ao cartão se desfazer ira servir de barreira a que as infestantes passem. Veremos se resulta, acho que sim!



Área delimitada pronta era tempo de arranjar bastante terra e sobrelevar o canteiro. E talvez ninguém diga a quantidade de terra que aquele espaço engoliu! Foram muitos carros de mão!



Este canteiro será preenchido na sua maioria, senão mesmo na sua totalidade, por suculentas que já tenho, principalmente das que se propagam muito facilmente e que tenho bastantes, mas não está ainda excluída a possibilidade de poder comprar um outro cato mais exuberante para ali plantar. Então comecei a pegar em vários vasos e a colocá-los ali para começar a ter uma ideia do que é que vou plantar e onde. 


Vamos ver. Já tenho a tela e a moldura, os pincéis e as cores prontas a começar a pintar, agora é preciso criatividade para fazer uma bonita pintura. Eu tenho algumas ideias, logo veremos se resultarão de forma satisfatória ou não. Espero em breve dar notícias sobre o resultado final deste canteiro 



quarta-feira, 15 de abril de 2020

Como Um Pé de Relva Fura 40cm de Terra Por Cima

Hoje de manhã estava a retirar um loureiro de um vaso de trinta litros, e que já estaria, como depois pude confirmar, todo tomado pelas raízes, e fiquei muito surpreendido com o que pude constatar.  
Na superfície da terra podemos ver um pé de graminha Santo Agostinho bastante verde e viçoso. Mas ao tirar o vaso percebi que este foi algum pé seco que tinha ficado no fundo do vaso e simplesmente foi por ali acima até encontrar a saída!




domingo, 19 de agosto de 2018

Aprender a Distinguir: Escalracho de Relva Santo Agostinho e Graminha Brasileira

Tenho visto uma confusão muito grande em relação aos nomes comuns, e mais uma vez o problema é em relação aos nomes comuns que as pessoas dão às diversas gramíneas que se usam para fazer relvados. E como sabemos só os nomes científicos é que identificam verdadeiramente uma planta. E um dos erros mais comuns que tenho visto é as pessoas darem o nome de escalracho à relva mais comum de jardim, a graminha Santo Agostinho. E o escalracho é uma erva diferente.

Aproveitando o facto de ter andado a fazer uma limpeza de ervas infestantes debaixo de uma laranjeira e que, infelizmente, está infestada de escalracho, resolvi tirar umas fotografias para que facilmente as pessoas possam perceber as diferenças e não se confundam na hora de comprar ou plantar no jardim.

O escalracho ou, como eu sempre ouvi chamar desde pequeno, o gramão é isto:



As guias do escalracho (de nome científico Panicum repens) são muito duras, com raízes muito profundas e a ponta e muito fininha, fazendo lembrar muito os novos rebentos do bambu (que também é uma gramínea). Observe-se com atenção para o crescimento aprumado das folhas, que na verdade assemelham-se muito a pequenas novas canas de bambu. E as folhas em si são muito estreitas:



Na imgem seguinte, podemos ver quão invasivo é o escalracho. Como as suas finíssimas raízes penetram nas mais estreitas fissuras e alastram com grande virgor. E esta é outra característica terrível do escalracho, as suas raízes são muito profundas o que torna muito complicado depois de se conseguir erradicar totalmente.Mas observe-se então como é a parte aérea do escalracho e em pormenor como são as folhas que têm um tom verde claro, quase a fugir para o azulado:



E agora vamos comparar o escalracho (Panicum repens) com a comum relva de jardim, a graminha Santo Agostinho (Stenotaphrum Secundatum) e prestar atenção nas diferenças.




Na graminha Santo Agostinho temos a mesma guia dura, mas veja-se como as folhas, que já são mais largas, nascem muito junto à base da guia, ao contrário do escalracho que, da guia-mãe, nascem novas guias que darão então origem a folhas.Veja-se o formato das folhas:


A graminha Santo Agostinho também possui boas raízes, que lhe permitem fixar-se muito bem ao solo e ser de facto muito resistente, mas, ao contrário do escalracho, não mergulha profundamente, e a sua remoção completa é muito fácil visto que não deixa partes da planta no subsolo que irão alastrar.

E comparemos agora as duas gramíneas anteriores com a graminha São Carlos, que vai sendo também cada vez mais usada nos jardins portugueses. 


A graminha São Carlos comummente designada por graminha brasileira tem o nome científico de Axonopus compressus. À primeira vista quase se pode confundir com a graminha Santo Agostinho, mas mais uma vez olhemos para as folhas e facilmente concluímos que são diferentes. 

As folhas da graminha brasileira são de um verde mais escuro, e são bem mais largas que as da graminha Santo Agostinho. Vejam na imagem, ambas, lado-a-dado:



E agora até podemos comparar a graminha brasileira com o escalracho:



Mais uma vez relembro que só o nome científico identifica as espécies. Mas é necessário dar os nomes comuns certos às espécies sob pena de nos andarmos a baralhar e a confundir espécies diferentes.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Como plantar graminha

Já por aqui escrevi várias vezes sobre esta relva comum dos jardins portugueses, a graminha Santo Agostinho (Stenotaphrum secundatum)  a que escolhi para as minhas áreas relvadas, mas na verdade nunca escrevi como se planta, pois parece-me demasiado evidente. Mas na verdade já várias pessoas me têm perguntado como é que se planta, e questionam-me também qual a distância que se deve deixar entre cada pé. Então aproveitei que andei este ano a plantar nas traseiras de casa, e tirei umas fotografias, até para se ver como evolui.

E na verdade eu comecei a plantar e fiz da forma que me pareceu melhor, mais lógica, não sei se é o método melhor, mais prático, mais correto, mas é assim que faço, com a experiência que adquiri. Então é assim, eu por norma arranco a graminha e depois corto de dois em dois elos (ou mais) e com boa raiz, para garantir que vai pegar de certeza.

Pés de graminha (Stenotaphrum secundatum)




Depois então é pegar num pequeno sacho ou colher de jardineiro, ou outra qualquer ferramenta que seja apropriada, e é cavar e enterrar os pés de relva, como se fôssemos plantar outra coisa qualquer. Cava-se, coloca-se o pedaço de relva, e cobre toda a parte da raiz. Simples. 

A distância que deixo entre os pés, será talvez entre 10 e 15cm, não é preciso medir, coloca-se a olho. Mas já se sabe, quanto mais junto colocarmos os pés, mas rapidamente o relvado fechará, mas por outro lado precisaremos de mais quantidade; se deixarmos os pés mais afastados entre si, não precisaremos de tantos pés, mas demorará mais tempo a fechar. 






Depois de plantada, rega-se muito bem, e convém regar bem nos dias seguintes até pegar, e esta tarefa é mais importante ainda se estivermos no verão. Se estivermos na primavera e com algumas chuvas nem é preciso regar, a chuva fá-lo naturalmente. E nesta fase do transplante não se deve adubar. É deixar os pedaços de graminha agarrarem-se à terra e começarem a crescer naturalmente. 

Podemos ver aqui um pedaço de terra onde foi plantada graminha no final de abril... 




...e em meados de julho já quase fechou completamente e poucos espaços de terra se vêem.




E estamos a falar de dois meses e meio. Por norma eu costumo dizer que em quatro meses a terra o relvado quase fica completamente pronto, mas também vai depender da distância a que os pés foram colocados, e de outros fatores, mas regra geral, em quatro meses o relvado de graminha está quase pronto.

Mais sobre a graminha aqui no blogue:






quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Relvado esbranquiçado no inverno - porquê?

A brincar, costumo dizer, que a minha relva é sempre mais verde que a dos vizinhos. É a brincar, mas na verdade é um facto! E isso acontece, não porque eu seja um grande especialista em relvados, simplesmente não cometo alguns erros básicos que a maioria das pessoas comete.

Já no início do blog escrevi sobre o meu relvado e expliquei detalhadamente porque escolhi a gramínea para o efeito (há quem lhe chame grama ou graminha porque é uma erva brasileira). E falei de algumas desvantagens face ao uso de outros tipo de ervas, nomeadamente a questão de poder ficar com um aspeto mais esbranquiçado no inverno, mais ainda se estiver numa zona (como acontece no meu caso) de queda de muita geada.

Mas existem formas de contornar o problema, e neste caso, o essencial é, por um lado não cortar demasiado rente, e por outro, fazer o último corte em meados de outubro. Muitas pessoas mais parece que cortam a relva a pente zero, para olhar para o relvado como se fossse uma espécie de tapete. Mas no caso da gramínea, que é o que eu conheço bem, isso é errado  pois no inverno a planta não irá crescer, e depois apresentará um aspeto branco ou acastanhado, bem longe do agradável relvado verde.

Para melhor se perceber, vou mostrar mostrar um exemplo. Há algumas semanas, estive a cortar a relva num pequeno canteiro, onde está uma estrelícia. Tive de podar a planta e aproveitei para cortar a relva (à tesoura), pois descuidei-me e aquilo já estava parecia uma selva. Poucas semanas depois este é o aspeto:


Como facilmente se percebe, a relva além de ter sido cortada demasiado rente, foi cortada já no inverno, e está toda branca/acastanhada. Mas agora pode-se comparar com outras zonas onde tenho relva, e em que o último corte, além de ter sido feito em meados de outubro, foi feito mas só aparando ligeiramente.



De referir que todas as fotografias foram tiradas hoje, e nestas zonas maiores, a relva tem sido intensamente pisada pois tenho andado a podar as sebes. Mas ainda assim, creio que a diferença é abissal. Daí a importância do último corte da relva, bem como a importância da altura do corte, mas refiro-me só à graminha ou grama (Stenotaphrum secundatum), pois é a espécie que tenho, e com a qual tenho experiência. 

P.S: Tenho desta relva Santo Agostinho para venda, em caso de interesse contacte por e-mail ou deixe comentário. 


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

As ervas e o relvado

Quando qualquer pessoa começa a pensar em ajardinar o espaço envolvente da sua casa, a questão do relvado coloca-se sempre. Podemos não ter muitas plantas ou flores, arbustos ou aquela árvore imponente, mas tendo só uma área verde que se possa usar como bem entendemos já dá logo outro aspeto. O que eu tinha no terreno eram basicamente as ervas que ali cresciam espontaneamente, pondo de uma forma mais simpática, tinha um verdadeiro prado autóctone!

As ervas cresciam e eu logicamente precisava de as cortar. Depois de alguma indecisão na escolha, até porque os há manuais, elétricos e a gasolina, de todos os tamanhos, feitios e preços, lá acabei por comprar um corta-relvas com o extra (até parece que estamos a falar de carros!) de fazer o "mulching", que mais não é, que moer as ervas e depois deixá-las no terreno para servirem de fertilizante naturalEntão era simples, as ervas cresciam, eu cortava, e de inverno não havia ninguém que tivesse um espaço tão verde como eu! E tinha ainda um detalhe, no dia a seguir a cortar ao corte, além de ter o espaço verde, tinha também pequeníssimas flores roxas!

Mas o problema era de verão. Grande parte das ervas de verão começavam a secar, e o que era um relvado natural denso e verde, aos poucos transformava-se em campo de futebol pelado com umas ervas lá pelo meio, e foi só por esse motivo que me decidi a transformar aquilo num relvado mais cuidado. Teria de ser aos poucos até porque o trabalho seria só para mim, mas também a coisa era mesmo para se ir fazendo até porque não estava com pressa.

A escolha foi fácil e recaiu na graminha que já conhecia muito bem até porque já tinha um pequeno espaço com ela em frente da casa. É assim popularmente conhecida por aqui, apesar de ser também conhecida por grama porque é brasileira, de nome científico Stenotaphrum secundatum. Também há quem lhe chame gramínea, que até é a uma enorme família de ervas, e talvez não seja o nome comum mais preciso.

Graminha Santo Agostinho (Stenotaphrum secundatum)

Como todas as espécies de ervas usadas nos relvados, existem vantagens e desvantagens, e depois também tem muito a ver com ir de encontro, ou não, com aquilo que se pretende. Esta espécie é acima de tudo muito resistente, podemos correr e saltar em cima dela que aguenta tudo, não morre passado uns anos, e mais importante, não necessita de muita água. Como desvantagens tem o facto de dar muita mão-de-obra pois é plantada, e depois tem que se arrancar todas as outras ervas que entretanto nascem ainda antes da gramínea enraizar, isto enquanto o relvado não fica completamente fechado. Depois de fechar está pronto e só precisa de manutenção.

Outra desvantagem, de cariz estético, é o facto de ficar um pouco esbranquiçada após o corte, e de inverno com o frio e as geadas pode não ficar com bom aspeto, daí que quando se faz o último corte, em meados de outubro, se deva fazer um corte mais alto e nunca rente.
Tem ainda uma outra especificidade, que é os rebentos novos crescem por cima uns dos outros, ou seja, é preciso mondá-la, para que não fiquemos com um tapete alto e esponjoso que irá fazer com que os novos rebentos asfixiem a parte debaixo que ficará apodrecida e branca.
É um erro comum, e vejo os meus vizinhos cometê-lo todos os anos, em que única coisa que fazem é passar o corta-relva, e quando a cortam, fazem-no demasiado rente, precisamente porque ela fica muito alta e depois o que acontece é terem o relvado, mesmo agora no verão, mais branco que verde, porque o problema reside no facto de não a mondarem nem arejarem o relvado.

Eu nunca tinha plantado relva, mas o trabalho não é cego, nem é preciso fazer um curso para saber como fazer. A primeira tarefa é cavar o terreno, retirar todas as ervas pela raiz como é o caso das ervas com raiz mais profunda como é o caso das leitugas (dente-de-leão, serralha) e da língua-de-vaca por exemplo. Basta ficar uma pequena porção de raiz na terra que rapidamente teremos uma nova planta, que teremos de voltar a arrancar!
Depois de cavado e limpo de ervas, aplana-se o terreno e começa-se então à plantação. Ter escolhido esta espécie, deu-me outra vantagem, que é não precisar de comprar visto que já tinha como disse num pequeno canteiro, e basta arrancar, cortar e plantar. Além de que, como os meus vizinhos todos também têm, e está-se sempre a arrancar muita nas bordas, e então uma vizinha foi-me sempre fornecendo e é interessante pois é dinheiro que se poupa, mais importante ainda em tempos de crise.

Plantar graminha não é das tarefas mais agradáveis de se fazer no jardim, pois temos de andar ali curvados, e demora o seu tempo, daí que como já tenha dito anteriormente, dará algum gasto de dinheiro, principalmente em mão-de-obra para quem decidir pagar para fazer o trabalho.
Custa mas tem mesmo de ser. Cortam-se pequenas partes da planta, e eu cortava sempre no mínimo dois rebentos, de preferência com boa raiz e depois planta-se, não tem nada que saber.

Nesta fase, é muito importante ir regando bastante para ela enraizar e não morrer. Custa a plantar, mas brevemente, num espaço de duas semanas teremos outro trabalho! Milhares de novas ervinhas indesejáveis nascem, como disse, ainda antes da graminha crescer!
O terreno já continha todos esses milhares de sementes à espera de terem as condições ideais para nasceram, e nós proporcionámos-lhas quando cavamos o terreno, remexendo a terra e regando abundantemente!

Nesta fase há quem recorra a herbicidas. Eu acho que uso de herbicidas um completo disparate. Porquê? É fácil, primeiro estamos a envenenar o nosso terreno, usando um método nada ecológico e muito menos sustentável. Depois, estamos a pôr em risco a nossa própria saúde, das pessoas que vivem connosco e de todos os outros animais que frequentem o espaço, pois é conhecida a relação entre os herbicidas e o cancro ou outras doenças. - Não quer ter o trabalho de arrancar as ervas à mão? - Então mas qual é pior, ter meia dúzias de ervas que não a erva que escolheu para o relvado ou estar a potenciar prejuízos graves para si, para a sua família e para todos os outros animais e plantas de sua casa?

Mês e meio depois de plantada, a coisa estará mais ou menos assim:


Depois da relva tapar completamente a terra está o trabalho feito e podemos desfrutar orgulhosamente do resultado final.Comparando o antes e o depois na parte do terreno que está pronto, muitas dores de costas depois a coisa está assim:





Mais sobre relva Santo Agostinho aqui no blogue:




P.S: Tenho desta relva Santo Agostinho para venda, em caso de interesse contacte por e-mail ou deixe comentário.