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quinta-feira, 30 de março de 2017

Estevas: A Primeira Flor

Estou em crer que a primeira vez que me pus a admirar estevas foi em 2008 em Monfortinho. Estava de férias, e via aqueles bonitos arbustos, ou matos, muito floridos por todo o lado. Normalmente admiramos tudo o que não temos ao pé de casa, daí já se dizer que "santos da casa não fazem milagres" ou então neste caso: "os matos dos outros são mais floridos que os meus"! Mas desde essa altura que tive em mente arranjar estevas para plantar em casa, só que, lá está, por os santos de casa não fazerem milagres, é que as plantas autóctones não se encontram à venda nos hortos! Então só mesmo passando numa zona de Portugal que as tivesse e as recolhesse do monte.



E estão quase a passar dois anos que andei a passear no distrito de Bragança, e que aproveitei para recolher algumas estevas. Cerca de quatro meses depois, na primeira caminhada que fiz com a associação daqui do concelho, aproveitei para recolher sementes na zona de Alijó. E posso dizer que tudo pegou muito facilmente. As sementes geminaram muito rapidamente, e as estevas que recolhi, quase sem torrão, também acabaram por pegar bem. E nada disto é estranho, estamos a falar de plantas autóctones muito habituadas portanto ao nosso clima. 

Nesta imagem podemos ver as pequeníssima estevas depois de germinarem:


Além de ter plantado uma nas traseiras, plantei também uma esteva na frente da casa, junto à garagem, onde apanha, como convém, muito sol. E foi crescendo muito bem, adquirindo rapidamente um porte arbustivo. Nos últimos dias os botões já quase pareciam irem explodir, e hoje brindaram-me com a primeira flor:





segunda-feira, 11 de maio de 2015

Por entre Estevas e Papoilas

Fim de semana por terras de Bragança a convite dos meus pais. Este era dos poucos distritos em Portugal Continental que não conhecia, e na verdade agora com boas acessibilidades, de carro posso-me pôr lá em duas horas, e quando não tivermos de subir e descer o Marão, mais rápido ainda será.

Paisagem completamente diferente da daqui do Douro Litoral onde vivo. Não se vê um único eucalipto, mimosa ou austrália. Não se vêem matos, silvas e terrenos ao abandono. Pelo contrário, está tudo cultivado. Foi uma curta visita de médico, mas gostei bastante e quem sabe não volte lá em breve, com muito mais tempo, para ver tudo muito mais calmamente como eu gosto.

A primeira paragem foi na albufeira do Azibo, concelho de Macedo de Cavaleiros. Basicamente só deu mesmo para fotografar a paisagem e nada pude explorar, pois esperava-me um almoço-convívio com hora marcada. Paisagem muito apelativa: a água, as árvores e os trilhos a descobrir. E o cheiro caraterísitco das estevas no ar e o salpicado de papoilas por todo o lado.






Estevas (Cistus ladanifer)
Flor da Esteva 

Depois uma noite bem dormida, e muito bem acomodado na tranquilidade de uma quinta de Bragança, fomos fazer a visita da praxe ao castelo local, sítio onde me deleitei com o enorme tapete de papoilas que florescia mesmo junto à entrada do monumento.

Castelo de Bragança
Papoila (Papaver rhoeas)



Iniciando o caminho de retorno a casa, decidi passar por Vinhais, tendo sempre do lado direito da estrada, o Parque Natural de Montezinho como companhia. Em Vinhais tinha o Parque Biológico local para visitar. Parque com poucos anos, relativamente pequeno, e que em que pouco mais de meia hora chega para ver tudo, mas que gostei muito da visita. 




Gralha (Corvus corone)
Perdiz vermelha (Alectoris rufa)


Burro Mirandês 




Javali (Sus scrofa)



Cão de gado Transmontano
Veado (Cervus elaphus
Centro Micológico de Vinhais

Plantas aromáticas e medicinais

Centro Interpretativo das Raças Autóctones Portuguesas

Última paragem antes de chegar a casa: Mirandela, a cidade jardim. Mas foi uma curta estada. O cansaço aliado ao muito calor que se fazia sentir (mesmo à sombra) apressou o regresso, e só deu mesmo para caminhar um pouco junto ao rio, antes de me fazer de novo à estrada. Mas deu para constatar que tudo que sítio está arranjado, florido, cuidado. Quer-me é parecer que todas aquelas palmeiras das canárias que vi (de gosto muito duvidoso) terão de substituídas, pois já apresentam as folhas secas, sinal evidente, que o escaravelho-carrasco já por ali andará a dizimá-las sem misericórdia. 



Princesa do Tua





Da visita trouxe uma recordação deste distrito, e na verdade sem grande fé que pudesse ter sorte. Foi-me impossível resistir a não trazer umas quantas estevas, que arranquei (em Azibo) e coloquei com alguma terra e água num saco plástico, fazendo quase umas papas! 

Estavas transplantadas

Passaram dois dias dentro do carro, apanhando um calor tórrido... a esperança era pouco mais do que nula. Mas na verdade, ainda chegaram verdinhas, coloquei em vasos, reguei bem, vamos ver o que sai dali, mas começo a acreditar que vou ter estevas de Bragança no meu jardim!