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domingo, 30 de março de 2025

Este País Não Gosta de Árvores

John Muir, conhecido ambientalista, que nasceu no mesmo dia que eu mas em 1838 na Escócia e é conhecido por ser o pai dos parques nacionais dos Estados Unidos, disse a seguinte frase:


"A destruição de árvores deveria ser punida tão severamente quanto o assassinato de uma pessoa." 
(John Muir)

Na mesma semana em que ficamos a saber que Anne Hidalgo, presidente da câmara de Paris decidiu fechar 500 estradas ao trânsito, acabando com 55 mil lugares de estacionamento para transformar as ruas em jardins, em Portugal ficamos a saber que Carlos Moedas, presidente da câmara municipal de Lisboa, decidiu - sem qualquer debate público - abater os históricos jacarandás para construir um parque de estacionamento...

Enquanto um pouco por todo o mundo, os jornais de cada país fazem referência às florações da Primavera, seja na Ásia ou até nos Estados Unidos, por cá, temos esta tristeza de deitarmos abaixo árvores históricas para colocar ainda mais carros dentro das cidades. 

Cartoon de Cristina Sampaio, publicado hoje no jornal Público:


O que me surpreende no meio desta barbárie aberrante e absurda é como foi possível que a população não se tenha juntado e impedido o abate das árvores que os lisboetas dizem amar. Acho que, infelizmente, o cada um por si não nos vai levar muito longe, e isto diz muito do alheamento da população para as questões ambientais. 

quarta-feira, 7 de junho de 2023

O Norte Shopping Não Gosta de Árvores

 


Tive que ir à zona industrial do Porto e, enquanto deixei o carro numa loja a prestar um serviço, tinha quase duas horas para ocupar o tempo. Fui em direção à rotunda, antigamente chamada de "Produtos Estrela", passei num Lidl que ali se deve ter implementado recentemente, comprei o lanche e fui caminhando até perto do centro comercial. Já no regresso, deparo-me com a tristeza revoltante de observar dezenas de árvores cortadas. 

Não sei se as árvores estavam a incomodar a SONAE ou se o Norte Shopping não gosta que as árvores lhe tapem a vista. Mas a verdade é que, infelizmente, e como tenho vindo a denunciar aqui no blogue ao longo dos anos, as árvores são um empecilho nas cidades. Abatem-se dezenas de árvores como quem muda as paragens de autocarro ou faz uns passeios novos. 

Depois voltar-se-à a falar de árvores e defender o ambiente e que não há planeta B, mas só quando se aproximar as eleições. 



terça-feira, 6 de julho de 2021

Abate de Dezenas de Plátanos para Construir uma Rotunda Inútil

 No ano passado dei conta aqui da minha indignação por ver, um pouco por todo o concelho de Gondomar, um absurdo abate de árvores sem qualquer explicação. Deunciei a situação ao jornal cá da terra, o Vivacidade, e a resposta veio do vereador do ambiente.

Mas entretanto, com o avançar das obras no Cais da Lixa, todos percebemos finalmente o porquê daquele aberrante abate de vinte ou trinta plátanos. Tudo tinha afinal uma explicação. E então é assim, a autarquia (PS) de Gondomar decidiu por bem deitar abaixo dezenas de árvores, e gastar 680 mil euros, todo este esforço para construir uma rotunda que é completamente inútil. Mas todo este absurdo tem uma utilidade para o empresário Mário Ferreira que verá os seus barcos ali atracarem, contudo os barcos de recreio não andam nas rotundas, pois não?



segunda-feira, 1 de março de 2021

Resposta da Autarquia de Gondomar às Denúncias do Abate de Árvores

 Na sequência da minha publicação sobre o absurdo abate de árvores em Gondomar, expus a situação ao jornal Viva Cidade, no sentido de se averiguar junto dos responsáveis do município e freguesias esta situação revoltante. Fiquei muito agradado por saber que já neste último número de fevereiro foram ouvir, quer o o vereador do Ambiente bem como os responsáveis de duas freguesias citadas.

As respostas é que não me convencem. Logicamente que a responsabilidade maior é da câmara municipal e, ainda bem, que o senhor vereador a assume. Já as freguesias parece-me que fogem um pouco com o cu à seringa, jogando o jogo do empurra. Todos estamos cientes que, nem sempre as freguesias têm os recursos e conhecimentos para atuar, mas aqui no caso não é de falta de manutenção ou de conhecimentos que se trata. Não foi uma árvore que não se diagnosticou que estava doente e que acabou por cair, morta, causando prejuízos. O que se passou nas denúncias que fiz, é que, em três freguesias diferentes, alguém simplesmente decidiu deitar um sem número de árvores abaixo e arranjou os meios para facilmente o concretizar. 

Ainda assim, acho que, quantas mais vozes se juntarem para reivindicar mais atenção dos municípios a estas questões ligadas ao ambiente, mais os autarcas perceberão que não podem simplesmente fazer o que lhe dá na cabeça porque as pessoas estarão atentas. 


segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

O Absurdo Abate de Árvores em Gondomar

 As árvores são de uma tremenda generosidade pois é graças a elas e ao incrível processo que se chama fotossíntese  que permite aos seres humanos e restantes animais possam respirar oxigénio e existir. Sem árvores não teriam existido seres humanos, sem árvores eles deixarão de existir. A maior das prioridades para os seres humanos deveria então ser proteger as árvores, mas, infelizmente, como sabemos, não é isso que tem vindo a acontecer. 

É pois com grande estupefação e até revolta que vejo que se deitam árvores abaixo como quem troca de camisola. Não há um mínimo de sensibilidade. Em segundos um qualquer idiota deita abaixo uma árvore que demorou anos a crescer e não importa que depois outra ali seja colocada no mesmo local. As coisas deveriam ser pensadas a longo prazo, deveria-se proporcionar as melhores condições às árvores para que possam crescer e desenvolver-se nas melhores condições e ali estarem a proporcionarem-nos oxigénio por muitas décadas ou centenas de anos.  

Estamos num tempo de plantar e semear árvores, não num tempo de as abater e nos tornarmos ainda mais pobres. Mas vamos aos exemplos. Junto ao Cais e Marina da Lixa em Covelo, na estrada nacional que por ali passa, havia um quase túnel de plátanos. Não sei bem porquê, deitaram-nas todas abaixo (se há uma explicação lógica e racional eu não consigo encontrar):


Em Broalhos, junto à escola, ali estavam cinco plátanos. De um dia para o outro deitaram abaixo três! Explicação? A única que encontro (e que pode estar errada) é que terá sido para mostrar as árvores que se plantaram num terreno baldio onde já fixaram uns bancos de jardim, naquilo que parece um futuro parque de lazer. Portanto, vamos deitar árvores adultas abaixo para mostrar que andamos a plantar árvores pequenas. Que raio de lógica é esta? Acho muito bem que se plantem árvores, mas por causa disso não vamos deitar outras árvores abaixo! 



Mas isto não é de agora, aliás, já há dois anos tinha aqui falado de um outro abate de árvores, noutra freguesia, em São Cosme, onde para ajeitarem a rua decidiram simplesmente deitar as árvores todas abaixo! 



Muito se tem falado de árvores e de ambiente, são palavras muito bonitas que ficam sempre bem em campanhas eleitorais, até porque é um tema que está na ordem do dia, é muito querido principalmente pelos mais jovens, mas depois na prática verificamos que são palavras ocas sem qualquer sentimento.  
 
O ambiente não pode ser só uma palavra muito bonita que os políticos empregam nas campanhas eleitorais, deveriam ser consistentes na sua defesa, mas infelizmente não é isso que vejo por onde passo.
E deitar árvores abaixo indiscriminadamente certamente não é defender o ambiente. Demonstra muita insensibilidade. É preciso plantar as árvores, proporcionar-lhes as melhores condições para que ali se fixem dezenas, centenas de anos e não deitar árvores abaixo como quem troca uma peça de roupa e a substitui por outra. Precisamos que se plantem ou semeiem árvores, não precisamos que as deitem abaixo. Se os autarcas não têm essa sensibilidade para estas questões, pois então que se saibam rodear de pessoas que a tenham e os ensinem a amar a e a fazer alguma coisa pela Natureza.