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domingo, 30 de março de 2025

Este País Não Gosta de Árvores

John Muir, conhecido ambientalista, que nasceu no mesmo dia que eu mas em 1838 na Escócia e é conhecido por ser o pai dos parques nacionais dos Estados Unidos, disse a seguinte frase:


"A destruição de árvores deveria ser punida tão severamente quanto o assassinato de uma pessoa." 
(John Muir)

Na mesma semana em que ficamos a saber que Anne Hidalgo, presidente da câmara de Paris decidiu fechar 500 estradas ao trânsito, acabando com 55 mil lugares de estacionamento para transformar as ruas em jardins, em Portugal ficamos a saber que Carlos Moedas, presidente da câmara municipal de Lisboa, decidiu - sem qualquer debate público - abater os históricos jacarandás para construir um parque de estacionamento...

Enquanto um pouco por todo o mundo, os jornais de cada país fazem referência às florações da Primavera, seja na Ásia ou até nos Estados Unidos, por cá, temos esta tristeza de deitarmos abaixo árvores históricas para colocar ainda mais carros dentro das cidades. 

Cartoon de Cristina Sampaio, publicado hoje no jornal Público:


O que me surpreende no meio desta barbárie aberrante e absurda é como foi possível que a população não se tenha juntado e impedido o abate das árvores que os lisboetas dizem amar. Acho que, infelizmente, o cada um por si não nos vai levar muito longe, e isto diz muito do alheamento da população para as questões ambientais. 

sexta-feira, 8 de novembro de 2024

Um Ano na Vida de uma Folha

Uma excelente descrição do papel e da importância das folhas, bem como do seu ciclo anual ao longo das diferentes estações. Artigo muito interessante de Kasha Patel e Emily Wright publicado ontem no jornal Washington Post




"Seria difícil encontrar uma parte da natureza que faça tanto quanto uma folha.

As folhas de uma árvore são a razão pela qual conseguimos respirar e descansar à sombra num dia de sol. O papel das folhas é essencial nas nossas vidas, mas vale também a pena admirar as ações subtis do dia a dia que lhes permitem prosperar no nosso planeta.

"O ciclo de vida de uma folha é bastante mágico," disse Andy Finton, ecologista florestal na The Nature Conservancy em Massachusetts. Esse ciclo permitiu às árvores “sobreviver e prosperar tanto nos verões quentes como nos invernos frios,” explicou.

As árvores fazem adaptações conforme a sua localização e o clima. As árvores perenes, como os pinheiros, abetos e píceas, são comuns em regiões frescas e do norte; elas mantêm as folhas e permanecem verdes durante todo o ano.

As árvores decíduas — que em latim significa "cair" — perdem todas as folhas numa parte do ano. Estas árvores de folha larga encontram-se geralmente em zonas temperadas, como o leste dos Estados Unidos e algumas regiões do oeste da Europa.

Desde o botão à floração, muitas folhas das árvores decíduas vivem todo o seu ciclo de vida num único ano. A mudança de forma, cor e tamanho é visível para quem observa. Internamente, as folhas passam por transformações químicas.

Segue-se uma descrição das mudanças anuais, visíveis e invisíveis, nas árvores decíduas.

PRIMAVERA

A primavera é a estação dos novos começos. As folhas jovens já se encontram dentro dos botões, que se formaram meses antes. Com o aumento das horas de luz e das temperaturas, as escamas impermeáveis que protegem os botões caem. As pequenas folhas e flores começam a inchar e a desabrochar.

À medida que as folhas frágeis crescem, produzem um pigmento vermelho chamado antocianina, que ajuda a protegê-las de radiação solar excessiva, evitando danos, segundo Finton.

Cada folha transforma-se também numa “cozinha” para a árvore. As folhas produzem um composto chamado clorofila, que lhes dá a cor verde e ajuda a absorver energia para que a planta possa fabricar alimento. Esse processo, chamado fotossíntese, transforma a luz solar e o dióxido de carbono no oxigénio que respiramos. Produz também açúcar, que nutre a planta e permite que ela se torne fonte de alimento para todos — incluindo nós, em alguns casos.

As folhas atingem o seu tamanho máximo por volta da metade da primavera, embora um inverno mais ameno possa fazer com que apareçam mais cedo. No verão, é o momento em que realmente prosperam.

VERÃO
As folhas atingem o seu pico de verde, e muitas outras crescem para absorver mais sol e produzir mais alimento.

Algumas folhas podem parecer mais escuras devido à acumulação de taninos — o químico que faz o chá parecer castanho — para afastar os insetos. O gosto amargo dos taninos, diz Finton, impede que os insetos as devorem.

As árvores que estão ao sol começam também a preparar-se para o inverno. À medida que os dias se encurtam após o solstício de verão, as árvores reduzem a fotossíntese e absorvem o nitrogénio das folhas. O nitrogénio ajuda a árvore a produzir compostos que protegem as células de congelarem. Mais de metade do nitrogénio nas folhas é transferido para os tecidos lenhosos até ao final de setembro, segundo o Serviço Nacional de Parques. Os botões para o ano seguinte começam também a formar-se no verão e nos meses seguintes.

Com verões mais quentes devido às alterações climáticas, o tempo de crescimento das árvores está a mudar. A investigação mostrou que temperaturas anormalmente quentes antes do solstício de verão podem acelerar o crescimento, mas as árvores também deixam de fornecer nutrientes às folhas mais cedo nas florestas do norte. Secas e eventos de calor extremo podem fazer com que algumas folhas murchem e morram antes de mostrarem as belas cores do outono. No Arizona, os investigadores registaram como um pinheiro ponderoso pareceu parar de crescer a meio da estação no ano passado, após um calor recorde.



OUTONO

As árvores não precisam de um calendário para saber que é tempo de perder as folhas. Embora a temperatura e a chuva sejam importantes, o principal gatilho das cores vibrantes do outono é a redução da luz solar.

Com a diminuição das horas de luz, as folhas recebem menos sol para produzir alimento. Tal como um urso que se prepara para hibernar, a árvore continua a acumular recursos para sobreviver à estação fria. Isso inclui quebrar compostos, como a clorofila, e enviar os nutrientes de volta para o tronco e raízes para serem usados na primavera seguinte.

"No outono, as árvores evoluíram uma estratégia de adaptação para manter os nutrientes e evitar danos," disse Finton.

Quando as folhas perdem a clorofila verde, revelam as suas cores verdadeiras: os laranjas e amarelos naturais (produzidos por pigmentos chamados carotenoides). A cor de uma folha depende do tipo de pigmento que contém.

Com a luz solar em declínio, as folhas produzem açúcares durante o dia que ficam presos por noites mais longas e frescas. Esses açúcares levam à produção de pigmentos, como as antocianinas, que acrescentam um toque de vermelho vibrante às folhas amarelas e laranja que agora se revelam. Carvalhos, áceres e corniso são conhecidos pelas suas folhas vermelhas.

Enquanto perdem a cor verde, a árvore está também a isolar-se dos elementos agressivos do exterior. Novas células, chamadas camada de abscisão, formam-se na base da folha e cortam a sua ligação à árvore. Isso interrompe o fluxo de água para a folha e o transporte de hidratos de carbono de volta para a árvore. As folhas acabam por se desprender completamente e morrem.

Nas últimas décadas, cientistas observaram que as folhas em algumas partes do nordeste dos Estados Unidos estão a atrasar a mudança de cor em cerca de uma semana devido às alterações climáticas. O calor prolongado no outono, especialmente à noite, afeta a produção de pigmentos vermelhos de antocianina. Outonos quentes podem também degradar os pigmentos e suavizar as cores das folhas.

INVERNO

As árvores perenes, como os pinheiros, abetos e cedros, conseguem suportar as duras condições de inverno. O revestimento ceroso das suas folhas em forma de agulha permite-lhes conservar a água. Além disso, o fluido dentro das células resiste ao congelamento. Estas árvores tendem a manter as folhas durante muito tempo, acabando por perdê-las apenas com o passar dos anos.

Para uma árvore caducifólia, o inverno é um tempo de descanso. As folhas caíram e os nutrientes estão armazenados em segurança no interior da árvore. Se as folhas permanecessem na árvore durante o inverno, ficariam quebradiças e perderiam todos os nutrientes. "É uma técnica de economia de água e nutrientes enviar esses nutrientes de volta ao tronco e raízes," afirmou Finton.

À medida que se decompõem no solo, as folhas devolvem nutrientes à terra. Oferecem também um habitat para a fauna, como lagartos, tartarugas, rãs e insetos, que procuram abrigo durante o inverno. Os botões que começaram a crescer na árvore também se abrigam. Tal como as pessoas precisam de um cobertor, os botões são envoltos numa capa resistente e impermeável para proteger os seus elementos preciosos do clima rigoroso. Essa capa cai com a subida das temperaturas na primavera, e os botões abrem-se e crescem. O ciclo recomeça.

sábado, 6 de abril de 2024

Notícias de Árvores Pelo Mundo - Stumpy, a Cerejeira Japonesa, dará Flor Pela Última Vez

"Stumpy tornou-se popular em 2020 depois de um utilizador do Reddit brincar que a árvore estava tão morta como a sua vida amorosa. Nos últimos quatro anos, a popularidade da árvore cresceu porque sobreviveu às inundações diárias do Rio Potomac, e de certa forma, tornou-se um símbolo de resistência.


"Os fãs de Stumpy lamentam enquanto são feitos apelos para replantar a amada cerejeira. O Serviço de Parques Nacionais disse que está demasiado danificada para sobreviver. "Decadência avançada" significa que não sobreviveria, diz o Serviço de Parques. Mas os seus rebentos vão perdurar.

À medida que os fãs da mais conhecida cerejeira da Bacia do Tidal lamentam a sua iminente morte, muitos questionam: Porque é que Stumpy - a famosa árvore em forma de cepo - não pode ser salva?

Os leitores que comentaram um recente artigo do Washington Post sobre o assunto sugeriram replantar a árvore com "uma retroescavadora", "um par de homens com pás" e "voluntários". A cerejeira oca no lado sul da bacia será removida pelo Serviço de Parques Nacionais esta primavera durante a construção de um novo dique para prevenção de cheias. Aproximadamente 150 cerejeiras serão cortadas durante o projeto.

Mas o Serviço de Parques está firme nos seus planos - o que levantou uma questão entre os fãs da árvore: Porque é que a árvore não pode ser transferida para terreno mais alto?

"Embora em alguns casos as árvores possam ser transferidas com sucesso, a probabilidade de que Stumpy não sobrevivesse à mudança, combinada com o custo, exclui a transplantação como uma alternativa viável. O tronco está em estágios avançados de decomposição", disse Matthew Morrison, um arborista do Serviço de Parques Nacionais, num email para o The Post.

Transplantar a árvore para um novo local "não seria propício ao seu sucesso. Seria duvidoso que as partes lenhosas do ramo superior, do tronco e/ou das raízes permanecessem intactas sem fratura durante o processo", acrescentou Morrison.




"A árvore tem sido há muito vítima de inundações duas vezes por dia, queimaduras solares, solo compactado e fungos, e já está num que os botânicos se referem como 'espiral de mortalidade'", disse Mike Litterst, porta-voz dos Parques Nacionais do National Mall e Memorial, num email. "Devido à perda de integridade estrutural e ao seu estado extremamente enfraquecido, Stumpy simplesmente não sobreviveria a uma tentativa de movê-la."

Recordando Stumpy

Esta primavera, a árvore Stumpy passará o testemunho ao mascote Stumpy, que celebrará o seu espírito durante futuras corridas da Credit Union Cherry Blossom, incluindo corridas este fim de semana.

"Embora os organizadores das corridas da Credit Union Cherry Blossom, juntamente com legiões de devotos, fiquem tristes por ver Stumpy partir, a missão de Stumpy, o Mascote, é garantir que Stumpy não seja esquecido nos anos vindouros", disse Phil Stewart, diretor das corridas de cerejeiras, num email.

E no sábado, o mascote Stumpy também aparecerá no jogo "Blossoms and Baseball" no Nationals Park. Stumpy juntar-se-á aos Presidentes em Corrida para cumprimentar os fãs antes do jogo dos Nationals e fará uma participação especial na Corrida dos Presidentes no meio da quarta entrada.

Portanto, enquanto a árvore desaparecerá da Bacia do Tidal esta primavera, a imagem de Stumpy continuará viva. E pequenos clones de Stumpy, produzidos a partir dos seus rebentos, serão plantados em D.C.

Se quiser visitar Stumpy a árvore antes que desapareça, pode fazê-lo durante o Festival Nacional das Cerejeiras em Flor, que dura até 14 de abril. Stumpy está localizado a oeste do Jefferson Memorial".

(retirado do Washington Post de 6 de abril de 2024)

segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Como é Que as Árvores Sabem Quando é Primavera ou Outono?

 

"Nas nossas latitudes, a queda das folhas no Outono e os novos rebentos na Primavera são acontecimentos naturais nas florestas. Mas se olharmos com maior atenção, todo o processo é um grande milagre, uma vez que, para tal, as árvores necessitam acima de tudo de uma coisa: noção de tempo. Como é que elas sabem que o Inverno está de novo aí ou que uma subida da temperatura não é apenas passageira, mas sim o anúncio da Primavera? 

Já muitas vezes se deu o caso de termos períodos mais quentes logo em Janeiro ou Fevereiro, sem que os carvalhos ou faias tenham exibido o seu novo e fresco verde. Como é que estas árvores sabem que ainda não está na altura de formar rebentos novos? Pelo menos em relação a árvores de fruto, foi possível desvendar um pouco do mistério. Ao que parece, as árvores sabem contar. Só quando passa um determinado número de dias quentes é que elas confiam na situação, classificando-a de Primavera. No entanto, a Primavera não é apenas feita de dias quentes. 

A queda e reaparecimento da folhagem não depende apenas da temperatura, mas também da duração do número e de dias. A título de exemplo, as faias só começam a despontar quando há pelo menos 13 horas diárias de luz. É por conseguinte surpreendente verificar que as árvores têm necessariamente de dispor de uma espécie de visão, uma vez que se encontram dotadas de uma espécie de células solares, pelo que estão da melhor forma equipadas para receber ondas de luz. 

E de que forma sabem as árvores que os dias mais quentes não correspondem ao final do Verão, mas sim à Primavera que se inicia? O que desencadeia a reação correta é a combinação da duração do dia com a temperatura. As temperaturas a subir correspondem à Primavera, enquanto as temperaturas que descem estão relacionadas com o Outono. Também isso conseguem as árvores registar. É por isso que espécies nossas como o carvalho ou a faia conseguem de igual modo adaptar-se ao ritmo inverso do hemisfério sul, quando, por exemplo, são exportadas para a Nova Zelândia e aí plantadas. Isso prova também algo mais: as árvores têm necessariamente de ter memória. De que outro modo são elas capazes de comparar interiormente as durações dos dias ou contar o número de dias quentes?

quinta-feira, 8 de julho de 2021

Porque é que as Árvores Duram Tão Pouco Tempo nas cidades? (2)

 Se há coisa que me choca profundamente, e é fácil percebê-lo pelas últimas publicações a denunciar este tipo de comportamento, é a incúria das autarquias para com as árvores. Como é que, quando se planta uma árvore, que ali deveria ficar décadas ou centenas de anos, não se prevê quanto ela irá crescer? Que tipo de pessoas é que acha que meia dúzia de centímetros é o suficiente para uma árvore poder crescer livremente?  É para gastar mais pavimento e ter mais trabalho? 




quinta-feira, 10 de junho de 2021

Em Vez de Ar Condicionado Plantemos Mais Árvores



Uma pequena experiência que fiz depois de no fim-de-semana, em Ponte de Lima ter reparado que,  ao sol, como é habitual estava imenso calor, mas debaixo da enorme alameda de plátanos estava mesmo muito fresco! 

Então experimentei o seguinte cá em casa: fui ao carro, que estava dentro da garagem, à sombra, e o termómetro indicava 33º

De seguida coloquei o termómetro ao sol, em cima do pequeno muro que delimita o espaço das tartarugas e este de imediato subiu até aos 50º

Peguei no mesmo termómetro e pousei-o debaixo da grande nespereira, que tem já uma copa assinalável e, surpresa! 28º!! 

Ou seja, a sombra de uma árvore conseguiu reduzir em à temperatura que estava na garagem! 

E é por isso que nas cidades deveriam ser plantadas muitas mais árvores, e estas deveriam ser respeitadas. Plantar árvores baixa significativamente a temperatura das selvas de pedra. A sombra de uma árvore é muito mais fresca que a sombra de um tolde, guarda-sol ou qualquer outra estrutura, porque, como sabemos quando chegamos a casa ao fim do dia, os materiais absorvem e depois libertam o calor. E basta pensar que as árvores absorvem água pelas raízes e depois esta é parcialmente devolvida à atmosfera sob forma de vapor de água através das folhas, criando uma frescura ao seu redor uma frescura natural. 

terça-feira, 28 de julho de 2020

Gostas de Dormir com uma Luz Virada para Ti?

As árvores também não. 

"Relativamente ao sono, o leitor já algumas vez se perguntou se as árvores precisam sequer de dormir? O que aconteceria se, cheios de boas intenções, as iluminássemos de noite para que pudessem produzir mais açúcar? Se nos basearmos nos conhecimentos atuais veiculados pela investigação, isso não seria nada boa ideia. Aparentemente, as árvores precisam do seu período de repouso tanto como nós, sendo que uma privação desse tipo teria consequências também catastroficas. Já em 1981, a revista Das Gartenamt publicou um artigo em que a iluminação noturna era apontada como a causa da morte de 4% dos carvalhos de uma cidade americana".

domingo, 19 de agosto de 2018

Metrosidero Três Anos Depois



Passaram agora três anos que trouxe este metrosidero de um ecoponto, deixado ao abandono para ir para o lixo. E três anos depois já está um senhor metrosidero, a aproximar-se dos dois metros de altura apesar de já lhe ter cortado as pontas. Foi esta a evolução:

Julho - Setembro - 2015

Julho 2016

Agosto - 2018
Não sei bem porquê mas este ano, ao contrário do ano passado, não deu flores. A minha explicação vai para a imensa geada que caiu no Inverno passado e que, queimou inclusive as extremidades, e poderá ter sido isso que tenha impedido a floração. 

Entretanto resta-me tentar vender ou trocar porque não tenho onde plantar uma árvore que desenvolve e cresce de forma impressionante. E o meu papel está cumprido. 

sábado, 26 de maio de 2018

Que Praça tão Inóspita... sem uma única Árvore

Um curto fim-de-semana por Lisboa a passear. Há dezoito anos estive por lá dois meses, mas como à sexta-feira tinha de voltar para norte, basicamente só conheci as estações de Metro e os maiores centros comerciais onde ia fazer compras. 

Fiquei alojado na zona da baixa e fui dar o passeiozinho de turista, a pé, descendo da rua Augusta até chegar à Praça do Comércio e avistar o rio Tejo e a ponte, lá ao longe. 

Subi o Arco da rua Augusta e, lá de cima, avistava toda a praça, salpicada de turistas que pareciam formiguinhas andando de um lado para o outro. A praça é todo um enorme espaço completamente cimentado. Não tem um bocadinho de terra à vista, não tem uma única árvore, um bocadinho de sombra que seja, tirando claro, os toldes das esplanadas. 

Praça do Comércio

Rua Augusta

Rio Tejo, Ponte 25 de Abril e Cristo Rei

sábado, 22 de abril de 2017

Árvore Florida

Já há umas semanas quando passei por ali, na marginal junto ao rio Douro, a dois passos da Ponte Dom Luís, aquela árvore chamou-me a atenção. Hoje que passei de bicicleta por lá, resolvi parar e tirar umas fotografias. Eu desconhecia aquela espécie de árvore, que por aqui não me parece muito comum, e pelo que estive a investigar, parece-me uma Delonix regia, vulgarmente chamada de Flamboyant, Acácia-rubra, Árvore-flamejante, Flamboiant, Flor-do-paraíso ou Pau-rosa.



Será que esta identificação está correta?


sábado, 11 de julho de 2015

Metrosidero resgatado do Ecoponto

Há coisa de duas semanas fui ao hospital Santo António no Porto. Estacionei em frente do Jardim da Cordoaria (obra de Emile David autor também dos jardins do Palácio de Cristal) e preparei-me para seguir o meu destino, mas foi impossível não reparar num grande vaso com uma planta totalmente seca, deixada ao lado do Ecoponto. 

Olhei a pobre planta, que reconheci logo como sendo um metrosidero, já de bom porte, com as folhas completamente secas, bem como seca estava a terra, e que já há muito não deveria ver um pingo de água e que ali estava para ir para o lixo. Mas ainda assim era possível ver uma ou outra folha verde e alguns raminhos que não estavam secos. Achei que valia a pena tentar salvá-la - há quem traga animais para casa, eu costumo trazer plantas! - e então fiz a minha parte e meti o vaso na mala do carro, e fui ao hospital e depois fui trabalhar.

Ao fim do dia, quando cheguei a casa, retirei a pobre planta do vaso e constatei o óbvio, toda a terra estava tomada pelas raízes, e não tendo a planta por onde se alimentar, nem estando a ser regada, começou a morrer, e quem a deitou fora acreditaria mesmo que já estaria morta e que não havia mais nada a fazer.

Eu limitei-me a passar as mãos pelas raízes, para as soltar, e coloquei a planta num vaso de trinta litros, com nova terra à volta do torrão, coloquei-a à sombra, e reguei abundantemente, e continuei a fazê-lo todos os dias porque estamos em pleno verão. O meu trabalho estava feito, agora tudo dependeria das força da planta para sobreviver. 

Chegou o fim-de-semana, e então hoje fui inspecioná-la com calma, para ver se já haveria alguma novidade. E de facto havia e eram boas notícias. Está viva e puxar novos rebentos!

Infelizmente não tenho fotografias do estado em que estava, mas ainda assim é possível ter uma ideia, até porque as mudanças ainda não são assim muitas:

Folhas totalmente secas






Novas brotações 

Veremos como a coisa evolui, mas creio que o pior já passou. Não sei ainda o que farei com este metrosidero, pois trata-se de uma árvore originária da Nova Zelândia, usada como ornamental e muito decorativa muito por causa das suas flores vermelhas - daí também ser conhecida como árvore do fogo - flores muito apreciadas pelos polinizadores, mas que pode crescer até vinte metros, e eu não tenho espaço para uma árvore deste porte no jardim. Mas o mais importante é que a árvore revitalize e fique de boa saúde, depois logo se vê.  

Acerca da manutenção das plantas em vasos, e para evitar que este tipo de situações aconteçam, temos essencialmente de não negligenciar as plantas. Uma planta num vaso está muito mais sensível aos extremos, muito calor, frio ou secura, do que quando está plantada diretamente no solo. Devemos por isso supervisionar os vasos regularmente, e prestar atenção ao estado do solo da planta, e observá-la para anteciparmos um problema, pois ela dar-nos-à sinais de que algo não está bem. E não esquecer, que as plantas crescem, e se crescem as raízes também crescem e vão ocupar todo o espaço disponível no vaso, e isso acontecendo deixam de ter forma de se alimentar. É preciso então mudar a planta para um vaso maior, e acrescentar terra. Na maior parte dos casos as plantas em vasos morrem, unicamente porque são negligenciadas pelas pessoas.