De regresso ao Jardim Botânico do Porto para consolar a vista no jardim de catos. Ainda assim, ainda parei também uns minutos para contemplar as flores dos nenúfares no lago defronte da casa Andresen.
Mostrar mensagens com a etiqueta plantas aquáticas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta plantas aquáticas. Mostrar todas as mensagens
sábado, 29 de agosto de 2020
domingo, 31 de maio de 2020
Aquáticas Exóticas e Invasoras
Eu propago umas quantas plantas aquáticas unicamente para servirem de alimentação para as tartarugas. Não é preciso muito para as arranjar, basta ir ao rio. A última planta aquática que me apercebi ter trazido para casa (certamente agarrada a outras plantas) foi a azola, um pequeno feto aquático que por vezes adquire uma cor vermelha como se vê na fotografia. Mas o que me surpreendeu verdadeiramente foi a sua velocidade de propagação, um verdadeiro vírus! Todos nós sabemos que a lentilha-de-água se propaga rapidamente, pois a azola ainda é mais rápida! O que não sabia era que é capaz de formar tapetes de trinta centímetros de espessura (li a informação em Invasoras.pt) e facilmente se perceberá o problema que a planta causará não tendo predadores naturais, que é o que não acontece no meu lago das tartarugas! Seja lentilha-de-água ou azola, e por mais quantidade que deite no lago, elas desaparecem muito rapidamente em poucos dias.
As únicas aquáticas que comprei foi a salvinia e a alface de água. A salvinia comprei mesmo num horto, creio que 2€ deu para várias plantas num saquinho plástico; a alface-de-água (Pistia) comprei na internet a um particular e não queria acreditar quando na volta do correio, pelos 5€ que paguei chegaram-me umas coisinhas muito minúsculas, que não se propagaram e foi com alguma dificuldade que as consegue manter vivas. Mas neste caso comprei-as porque acho a planta bastante decorativa. Veremos se agora com as temperaturas a subir vai conseguir propagar-se. A salvinia também se propaga razoavelmente bem, mas não se dá bem com o frio do Inverno.
domingo, 1 de janeiro de 2017
Pateira: Diferenças na paisagem
Se em Setembro, pleno verão, aqui mostrei as infestações de jacintos-de-água, muito em floração na Pateira, agora com os rigores do inverno a fazerem-se sentir, esta exótica sul-americana começa agora a ressentir-se.
Se em Setembro a cor reinante era o verde...
... em Janeiro tudo em volta parece acastanhado. E não são só os jacintos, tudo parece estar adormecido:
Afinal, não são só os meus jacintos que mantenho num pequeno lago para servir de alimento a tartarugas e filtro de água que apodrecem e morrem no inverno. Só os que abrigo conseguem sobreviver. Mas estes aqui também não estão a ficar com boa cara por causa do frio. Mas pude observar que muitas destas plantas aquáticas estão com as esponjam em formato de pequenas bolas, que servem para flutuarem, comidas, o que significar que também há por ali quem deles se alimente. Serão aves?
Aqui, numa zona abrigada, podemos ver uns quantos ainda bem verdes:
sábado, 24 de dezembro de 2016
Jacinto-de-água no rio Douro
Há coisa de dois meses, quando andei pela zona ardida junto à ETAR de Lever, em que aqui falei da rápida proliferação dos eucaliptos, não estava a querer acreditar no que me parecia estar a ver: jacintos-de-água no rio Douro. Mas era mesmo verdade, a poucos metros da barragem de Jancido-Lever/Crestuma (Jancido do lado do Gondomar, e Lever/Crestuma do lado de Gaia (duas freguesias que andaram sempre em guerra daí a barragem ser conhecida por dois nomes da mesma margem) via alguns jacintos solitários pousados no rio.
Ponte sobre o rio Douro (Auto-estrada CREP) vista de Pombal (Medas) |
Já este ano os tinha visto em grande quantidade mais a norte até, no rio Cávado, mas no rio Douro nunca tinha visto nenhum, tanto que, quando há uns anos quis arranjar alguns (a planta está proibida de ser vendida, apesar de se encontrar à venda em alguns hortos) para servir de filtro natural e de comida para as minhas tartarugas exóticas, tive mesmo de me deslocar a Mira para apanhar alguns numa zona infestada.
E foi então que, por estes dias, descobri aquele que julgo ser o principal foco da rápida propagação. No lugar de Pombal da freguesia de Medas (em Gondomar) abrigados numa pequena marina de barcos que já por ali existe há uns trinta anos, estão ali ancorados já uma boa quantidade deles.
Jacinto-de-água e Azola |
Esta infestação é recente. Até fui pesquisar no Google Maps ver se, naquela zona eles já por ali estariam, mas não, a coisa foi recente. E das duas uma, ou vieram ali parar, vindos de outra zona de infestação, trazidos pelos barcos, ou então foram ali deixados por alguém que os quis propagar, e isso é ilegal, porque a planta tem estatuto de invasora, está proibida de ser comercializada e deixada em zonas da natureza onde possa causar invasão.
Junto com os jacintos aquáticos, vêem-se também outras plantas aquáticas como a lentilha-de-água e aquelas grandes manchas avermelhadas, o que me parece ser a azola, um género de feto aquático flutuante, também ela outra planta com estatuto de invasora exótica em Portugal.
Foi por ali também que consegui pela primeira vez fotografar um guarda-rios (Alcedo atthis), se é que se pode chamar fotografia ao que consegui, dada a distância que estava, mesmo com uma objetiva de 300mm. Conseguia vê-lo ao longe, de peixe no bico, a tentar engoli-lo. A qualidade é fraca, mas aqui fica:
Tendo tempo, quem sabe me vá por ali esconder, para conseguir melhores fotografias, daquele que é talvez o pássaro mais bonito da nossa fauna. Também vi uma garça-real, mas dessa não consegui fotografias.
Subscrever:
Mensagens (Atom)