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segunda-feira, 1 de março de 2021

Repimpim em Flor

Foi no mês passado que contei a história da brincadeira "Troce, troce repimpim... Troce, troce repimpim...", quando me deparei com uma erva muito bonita que nem identifiquei de imediato. Pois bem, ontem, a poucos melhores da Erva-de-são-roberto, e mesmo defronte para o rio Douro e a apanhar sol, encontrei estes repimpim já em flor.

Bem, agora só faltará mesmo fotografar a planta no verão quando estiver com sementes, para poder brincar ao "troce, troce repimpim"! 

Erva-de-São-Roberto ou Bico-de-Grou

Foi ontem que fotografei esta bela e rica erva, no último fim-de-semana de fevereiro, e ainda sem poder sair do meu concelho por causa do confinamento da pandemia. Almocei, coloquei a bicicleta no carro e fui novamente até à Praia de Melres, desfrutar de magnífico tempo que fazia e esticar um pouco as pernas. Estacionei o carro, abrigado do sol e à sombra de uma verdadeira infestação de mimosas. No chão, uma belíssima erva de caules avermelhados destacava-se: a erva-de-são-roberto ou bico-de-grou.

A erva-de-são-roberto, mesmo para alguém, como eu, que não conhece muitas ervas, identifica-a muito facilmente, precisamente por causa daqueles caules vermelhos, e até pelo seu cheiro característico. Os botânicos dizem-nos que se trata de pelargónio, muitas vezes também designados por gerânio tal como as sardinheiras. 

Segundo li, a denominação robertianum é, segundo algumas opiniões, uma adulteração de rupertianum que evoca a memória de São Roberto, bispo de Salzburgo no século VII que teria descoberto as suas propriedades hemostáticas. 

É uma erva anual, que encontramos muito facilmente em qualquer lado, normalmente em terrenos baldios, como foi no meu caso, ou matas, muros, muitas vezes abrigada à sombra. 

Eu lembro-me de uma caminhada que fiz há uns anos com o grupo do costume, creio que no Gerês, em que o guia do grupo, quando falou desta erva, provavelmente porque alguém a teria identificado, e recordo que mencionou que era, por exemplo, usada por pessoas que recorriam às suas propriedades como alternativa à quimioterapia em casos de cancro. 

No livro "Segredos e virtudes das plantas medicinais" das Seleções do Reader's Digest de 1983, refere que a planta pode ser usada fresca ou crua, podendo ser usada para: aftas, anginas, boca, dartro, diabetes, diarreia, ferida, hemorragia, nefrite, olhos, rouquidão, seio. 

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Troce, troce repimpim... Troce, troce repimpim...

Em criança se o fiz já não me lembro, mas a minha mãe sim, brincou com esta planta que, no Verão, lança umas agulhas que, é por isso mesmo, é conhecida por outro nome comum que não repimpim: bico-de-cegonha. E quando se puxa a semente sai um fiozinho que encaracola em parafuso (quase poderia dier assemelhar-se a um espermatozoide) e diia-se então: "troce, troce, repimpim... troce troce repimpim".

Cheguei a esta planta por estes dias e foi por mero acaso. Fotografei-a quando caminhava e achei-a muito bonita - sim, há quem repare nas ervas do chão! - mas não a consegui identificar,  até porque agora de Inverno não se apresenta com os seus bicos de cegonha típicos do Verão, mas e fui investigar e cheguei agora finalmente, para minha surpresa, à sua identificação! 

Se a voltar a encontrar no Verão, pois cá voltarei a falar dela e dos bicos-de-cegonha!

sábado, 31 de março de 2018

Transformar Terreno a Mato num Prado

Todos os anos tenho de limpar o terreno, que não é meu, que já nem sei de quem é, mas que está junto à minha casa. É um terreno de mato e silvas, com pinheiros e eucaliptos. Mesmo não sendo meu, já deitei umas quantas árvores abaixo porque existe uma lei há muitos anos, que diz que os matos têm de estar limpos à volta das casas bem como pinheiros-bravos e eucaliptos. Infelizmente no nosso país é preciso que aconteça uma desgraça para que se faça cumprir a lei. E as pessoas não podem deixar os matos entrar por sua casa adentro e depois culpar um governo, seja ele de que cor for, pela sua incúria.


Então, vou cortando os matos com uma roçadora e o terreno fica limpo. Mas a par disso fui fazendo outra coisa. Todas as ervas infestantes que me nascem no jardim, junto e depois vou espalhá-las lá no terreno. E muitas dessas ervas são muito resistentes, basta serem pousadas na terra que as suas raízes se vão fixar. E aos poucos, as ervas vão tomando conta do terreno, impedindo que os matos se propaguem, e que é bem melhor do que ter tojo, que ainda por cima picam!, e outros matos que crescem vigorosamente e são bem mais difíceis para depois cortar. 

Vou escolhendo zonas que ainda não estão ervadas e ali vou deitando as ervas que depois enraiam:


Entretanto a cabra do vizinho, o corta-relva natural, vai aparando o ervado e vai limitando o crescimento das plantas.


quinta-feira, 8 de maio de 2014

Estrada medicinal

Por estes dias olhava para a estrada em frente da casa dos meus pais, que é em paralelos ou cubos de granito, e reparava como, nos pequenos espaços de saibro, existe uma erva comestível e com propriedades medicinais: a diabelha. 

Diabelha na estrada




As plantas é que sabem qual o melhor sítio para nascerem, e esta erva rasteira, encontra ali, na estrada, em pequenos espaços apertados e num solo extremamente seco, onde passam carros e pessoas a pé, um sítio aparentemente inóspito, o melhor local para viver. 

Diabelha (Plantago coronopus L)



A diabelha é uma planta rasteira, colada ao chão, uma espécie de roseta muito elegante, com umas hastes com pequenas espigas, de onde abrirão as pequenas flores.

As espigas da diabelha

Não sei quase nada sobre as propriedades desta erva, mas sei que a minha mãe em tempos chegou a usá-la em infusão para combater uma febre alta que tive, e que, aparentemente resultou.