segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Azevinho variegata - Propagação Espontânea por Mergulhia


 Dias de teletrabalho em casa a telejardinar por entre os pingos da telechuva. Tenho feito alguma manutenção, aparei, por exemplo, o relvado de graminha Santo Agostinho, que, com a geada tinha ficado completamente queimado, para depois em março tratar de o escarificar. Fiz também alguns trabalhos no lago das tartarugas, e andei a aparar os cantos de relva, tal como em volta do azevinho variegata onde tive uma bela surpresa: ramos que pousaram no chão enraizaram!

Então cortei e coloquei em vasos, esperando agora que peguem bem, creio que sim, ainda por cima porque esta é uma boa altura. Vi também alguns pequenos azinhos que terão nascido de semente, o que me surpreende, pois sempre pensei que estas sementes eram estéreis, visto que, entre as milhares de sementes que caem ao chão, nunca vi nenhum azevinho, ao contrário da espécie autóctone. 

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Do Teu Telhado Para a Minha Telha

Já foi há mais de um ano que estes fetos cresciam espontaneamente no telhado em frente do teu quarto. Retiraste e no seu lugar lá colocaste umas suculentas. Eu decidi trazer e cuidar deles. Não sei como estão as tuas suculentas. Os fetos que trouxe decidi colocar nesta telha. Acho-a demasiado comprida e demasiado nova. Preferia uma daquelas mais antigas e velhas, mais porosas também. Acrescentei-lhe um pouco de musgo e um umbigo-de-vénus (Umbilicus rupestris) e assim fiz este pequeno desarranjo floral.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Caneca Velha Com Suculentas

 Aqui fica mais uma criação da senhora minha mãe, que de uma velha caneca que antes era usada para beber vinho, serve agora de vaso para suculentas! As espécies são o colar de pérolas e a cabeça-de-medusa.

Bonsai Crassula ovata gollum

 Já há algum tempo que tinha pensado colocar uma das várias Crassula ovata gollum que tenho num vaso de bonsai, porque esta planta suculenta, no meu entender cresce num formato muito semelhante a uma pequena árvore. O aspeto do tronco envelhecido, como se fosse de madeira, e depois a própria estruta dos ramos e das próprias folhas. Mesmo sem se fazer nada, num bonito vaso de bonsai, temos de imediato uma "min-árvore", ainda que, muitos puristas dirão certamente que isto não é um bonsai porque não é uma árvore mas sim uma planta suculenta. 

No entanto, estou em crer que, para a pessoa comum, o que interessa é ter uma planta esteticamente bonita, e não tanto se esta cumpre ou não os requisitos das regras do mundo do bonsai. 

Como muito recentemente tinha comprado dois vasos de bonsai usados por 5€ cada um, aproveitei este vaso azul redondo e transplantei a planta para aqui. Fiquei satisfeito com o resultado final, agora veremos como continuará a evoluir. Aqui ficam fotos da vista de um lado e do outro. 


terça-feira, 12 de janeiro de 2021

O Regresso do Inverno Perdido em 2021


Nestes primeiros dias do novo ano de 2021, tem-se falado muito (além do tema diário da pandemia) de frio. Estamos em pleno Inverno e está frio e, isto é notícia. E é notícia porque temos tido Invernos travestidos de Outono, com temperaturas muito acima do que seria normal. Depois de um Outono bastante chuvoso, ainda que não tenho originado cheias como em 2019, entrou um Inverno assumindo o seu lado austero e gélido. Nevou no Alentejo, pintou paisagens serranas de branco e, por estas bandas, é este o cenário. A superfície do meu lago das tartarugas  simplesmente gelou, mas tudo que tinha água gelou também: a cuba com 700L de água das traseiras onde propago planas aquáticas, a água dos bidões, etc. Quando ao relvado também algumas partes ficaram brancas da geada, mas não percebi o porquê de mais parecer que o Inverno se divertiu a a grafitar de branco só algumas áreas!

Eu andei entretido com todo este cenário. O problema é que não fui previdente, não protegi algumas suculentas mais frágeis (algumas que até não esperava que fossem tão sensíveis) e temo que algumas possam morrer. Foi uma lição que tenho que aprender para o futuro. É que em boa verdade, não houve nenhum canto cá em casa que se tenha safado, nem debaixo das árvores, tudo foi varrido completamente pelo gelo...






segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Troce, troce repimpim... Troce, troce repimpim...

Em criança se o fiz já não me lembro, mas a minha mãe sim, brincou com esta planta que, no Verão, lança umas agulhas que, é por isso mesmo, é conhecida por outro nome comum que não repimpim: bico-de-cegonha. E quando se puxa a semente sai um fiozinho que encaracola em parafuso (quase poderia dier assemelhar-se a um espermatozoide) e diia-se então: "troce, troce, repimpim... troce troce repimpim".

Cheguei a esta planta por estes dias e foi por mero acaso. Fotografei-a quando caminhava e achei-a muito bonita - sim, há quem repare nas ervas do chão! - mas não a consegui identificar,  até porque agora de Inverno não se apresenta com os seus bicos de cegonha típicos do Verão, mas e fui investigar e cheguei agora finalmente, para minha surpresa, à sua identificação! 

Se a voltar a encontrar no Verão, pois cá voltarei a falar dela e dos bicos-de-cegonha!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Ruínas dos Antigos Moinhos de Medas

 Como já contei, no primeiro dia deste ano, e até para queimar algumas calorias e esticar as pernas da passagem do ano, fiz um pequeno circuito de apenas 5Km que comecei em casa dos meus pais e fui deambulando pela aldeia, onde acabei por encontrar O Mundo Encantado dos Fungos ou aquela casa abandonada da publicação anterior. Outro local que acabou por me chamar a atenção foi esta zona, muito perto da minha casa, por onde passa um ribeiro e que outrora, há algumas décadas, no tempo dos meus pais, assim era um local de moinhos, tanto que, a rua sem saída que lá vai dar chama-se precisamente: "Travessa dos Moinhos". 

Ao ver este local, de certa forma ao abandono (ainda que o mato esteja limpo) mas muito desaproveitado, lembrei-me do que um grupo de amigos fez na vizinha freguesia, em Foz-do-Sousa, no lugar de Jancido, em que, eles mesmos começaram a meter mãos à obra em 2017 e já têm um percurso que pode ser usufruído por todos, aliás, eu mesmo faz fiz esse trilho com a associação de Gondomar que organizava caminhadas (entretanto em suspenso por causa da pandemia) mas eu mesmo conto brevemente fazê-lo de novo, quer para verificar como está a evoluir e até para tirar umas fotografias e mostrar o seu trabalho aqui no blogue.

Acho que também este local junto a minha casa podia e deveria ser revitalizado. Reconstruir os moinhos, limpar as plantas invasoras e infestantes, e replantar com espécies autóctones e criar um excelente percurso pedestre para caminhar pela natureza. Ainda por cima este local encontra-se também só a algumas dezenas de metros da marina de Pombal. Acho que todos ficariam a ganhar. Infelizmente a minha freguesia está muito afastada do centro e os investimentos fazem-se nas freguesias do centro, mais populosas, onde certamente há mais votos para conquistas. De qualquer forma, quando as autarquias não tomam a iniciativa de fazer, nós próprios, junto das nossas casas, podemo-nos organizar e fazer algo pelo bem comum.

Deixo-vos então com algumas imagens dos antigos Moinhos de Medas em Gondomar:





Este local fica mesmo junto à Marina de Pombal em Medas, a 1,5Km da rotunda da CREP (na estrada nacional N108 do rio Douro). Da Marina de Pombal segue-se pela Travessa dos Moinhos, depois aparece uma vivenda à direit, e quase parece que temos que entrar em terreno privado, mas tem um estradão público, e depois é só seguir o caminho que vamos desembocar nos antigos moinhos.



Sobre o grupo que mencionei de Jancido que revitalizou os moinhos da sua terra, podem ler uma reportagem aqui no jornal do concelho: Os Homens por Detrás do Paraíso Natural de Gondomar

E podem também conhecê-los melhor nesta reportagem: Em Jancido Há um Pequeno Paraíso com Moinhos por Descobrir

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

O Homem Abandona a Natureza Toma Conta (25)

Na primeira caminhada do ano encontrei uma casa que começou a ser restaurada mas em que a intenção parece que ficou a meio. As mimosas simplesmente assenhoraram-se de todo o espaço e as heras também, ainda que já tenham sido cortadas e ainda se encontram verdes.




Suculentas em Flor: Senecio rowleyanus