domingo, 23 de julho de 2017

Contornar a Adversidade II




# Contornar a Adversidade I

Cato Morto, Cato Posto II

Mais um exemplo, de como, quando um cato começa a secar, logo este arranja energias para que, com todo o vigor, um novo rebento vigoroso nasça, a partir da planta-mãe que está a morrer, mas que está deitada no solo:



quinta-feira, 20 de julho de 2017

O Homem Abandona, a Natureza toma Conta 11

Uma bela moradia, pronta a ser habitada, em 2009 (imagem Google Maps):


Oito anos volvidos, os amigos do alheio já levaram tudo o que puderam, e temos agora um verdadeiro jardim ao natural. O pinheiro e a palmeira já estão maiores que a casa, e todo o terreno tomado pelas silvas:



E tanta gente neste país sem casa....  há coisas que para mim não fazem qualquer sentido. 

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Cato Morto, Cato Posto

No penúltimo fim-de-semana, estava a dar uma pequena volta de bicicleta, e acabei por entrar no Jardim Botânico do Porto. Como sempre, demorei-me um pouco na zona dos catos e achei muito interessante, como de um tronco caído no chão, e já seco, brotavam novos catos:


Nesta imagem pode-se ver o grande cato tombado no chão:



Caso para dizer: cato morto, cato posto!


sábado, 15 de julho de 2017

Ser ou Não ser Produto Biológico

Por estes dias, depois de colher mais uns morangos na horta, a minha mãe vem ter comigo e diz-me:

"Estás a ver aqui o bicho a comer o morango? Estes são mesmos biológicos"!



E vinha isto a propósito de há quinze dias, a revista Visão, ter publicado na capa um estudo, segundo o qual 20% dos produtos analisados de agricultura biológica vendidos em Portugal (portugueses e estrangeiros) continham vestígios de pesticidas. 



A agricultura biológica está a crescer cada vez mais, dez por centro ao ano, e movimenta cada vez mais dinheiro, porque mais pessoas começam a preferir este tipo de alimentação mais saudável mas este tipo de estudo chama-me desde logo a atenção para a ausência de controlo na comida que nos chega à mesa. Afinal para que serve a ASAE? Não é para investigar e comprovar que o que estamos a comer é seguro e que não existem fraudes dos produtores?

Estarão os produtores de agricultura biológica realmente empenhados em produzir de forma natural, sem pesticidas nem adubos químicos, ou será que pode haver um ou outro produtor menos escrupuloso que tente aldrabar o processo para que no fim possa ter um lucro maior? É que em média, os produtos de agricultura biológica são 30% mais caros que os da agricultura convencional. 

No site da Agrobio (Associação Portuguesa de Agricultura Biológica) ficámos a saber, em rigor, o que é a Agricultura Biológica:

"A Agricultura Biológica é um modo de produção que visa produzir alimentos e fibras têxteis de elevada qualidade, saudáveis, ao mesmo tempo que promove práticas sustentáveis e de impacto positivo no ecossistema agrícola. Assim, através do uso adequado de métodos preventivos e culturais, tais como as rotações, os adubos verdes, a compostagem, as consociações e a instalação de sebes vivas, entre outros, fomenta a melhoria da fertilidade do solo e a biodiversidade.

Em Agricultura Biológica, não se recorre à aplicação de pesticidas nem adubos químicos de síntese, nem ao uso de organismos geneticamente modificados. Desta forma, garante-se o direito à escolha do consumidor e é salvaguardada a saúde do consumidor, ao evitar resíduos químicos nos alimentos. É, além disso, salvaguardada a saúde dos produtores, que evitam o contacto com químicos nocivos e preserva-se o ambiente da contaminação de poluentes, cuja actual carga sobre os solos e as águas é, em grande parte, da responsabilidade de sistemas intensivos de agropecuária.

A produção animal biológica pauta-se por normas de ética e respeito pelo bem-estar animal, praticando uma alimentação adequada à sua fisiologia e facultando condições ambientais que permitam aos animais expressar os seus comportamentos naturais e não recorre ao uso de hormonas nem antibióticos como promotores de crescimento.

A Agricultura Biológica é também conhecida como “agricultura orgânica” (Brasil e países de língua inglesa), “agricultura ecológica” (Espanha, Dinamarca) ou “agricultura natural” (Japão)."

É preciso fiscalizar e punir quem eventualmente possa estar a não cumprir as regras que são iguais para todos. E é preciso transparência, para que se transmita confiança aos consumidores. E é preciso que se denunciem os infratores, porque o que um artigo deste género vem fazer, é lançar suspeitas sobre todos. E eu quero acreditar que a maioria são produtores conscenciosos e que estão empenhados na saúde de todos. E quem não cumpre, tem de ser punido e afastado. 

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Petição Europeia - Defesa Floresta Bialowieza

A floresta Bialowieza fica situada na Polónia e na Bielorrússia, e é onde existem as maiores populações de bisonte-europeu. Tem uma biodiversidade única em todo o Continente Europeu e o local é classificado como Parque Nacional, sitio da Rede Natura 2000, ZPE e Reserva da Biosfera. E contra um coro de protestos nacionais e internacionais, e mesmo contra os pareceres da Comissão Europeia e da UNESCO, o governo Polaco autorizou o corte de 25% da Floresta.

Fotos: Łukasz Mazurek/WildPoland.com



Foto: Wojtek Radwański/AFP/Getty Images

Adam Bohdan/Wild Poland Foundation








domingo, 9 de julho de 2017

Por que é que as casas ardem em Portugal?

Ontem, depois de almoço, desloquei-me à freguesia de Duas Igrejas em Paredes, para passar na casa de um senhor com vista à compra de um pequeno corta-relva elétrico, para ser usado num canteiro de graminha que os meus pais têm. O meu corta-relva é demasiado grande para contornar algumas plantas, e depois também não é prático andar a metê-lo na mala do carro todas as semanas. E cortar à relva à tesoura não é fazível porque os meus pais já não têm saúde para andarem vergados a fazer esse tipo de trabalho, e por isso mesmo agora sou eu que trato de lhes cortar a relva, e este aparelho semi-novo era mesmo o ideal.  

Chegado à casa do senhor, que já está reformado, este recebe-me cheio de boa disposição, vestindo de camisola alusiva ao Futebol Clube do Porto e depois de ter prendido um cão preto de grande porte.

Ainda cá fora no passeio em frente do portão disse-lhe: "estes eucaliptos não podem estar aqui"! 


Foi algo que, de imediato, me chamou a atenção. Enormes eucaliptos estavam a dois metros do muro da casa dele, com ramos já dentro dos limites do terreno. E os perigos são vários, desde um incêndio, que irá colocar a casa em perigo, a um eucalipto que possa deixar cair um grande ramo, ou até possa até mesmo cair por cima da casa (como já aconteceu aqui no meu concelho) e danifique a casa, ou pior, atingir alguma pessoa. 

Mas o que o senhor me disse, é que já há quatro anos anda numa luta constante, com a proteção civíl e a câmara municipal, mas ninguém faz absolutamente nada, até porque o dono do terreno será pessoa influente na terra. 

"Aqui ainda impera o caciquismo, e sabe que os móveis são feitos aqui, é normal que as pessoas estejam cheias de serrim dentro da cabeça", disse-me.

A lei, de 2006, há muito que é clara, e diz que matos e árvores têm de ser limpos pelos proprietários num raio de cinquenta metros em torno das casas.


"Ao abrigo no disposto no Decreto-lei n.º 124/2006, de 28 de Junho, com a redacção que lhe foi dada pelo Decreto-lei n.º 17/2009, de 14 de Janeiro, compete aos proprietários, arrendatários, usufrutuários, ou entidades que a qualquer título detenham esses terrenos a execução das operações de limpeza até ao dia 15 de Abril de cada ano. O não cumprimento destas acções de limpeza, são passíveis de aplicação de coimas que poderão ir dos 140,00 € aos 5.000,00 €, no caso de pessoas singulares, e de 800,00€ aos 60.000,00€ no caso de pessoas colectivas".


Mas então se a lei é tão clara, e supostamente deveria estar do nosso lado, por que é que as pessoas como este senhor, tantas voltas tem dado e o que sente é que estão contra ele, como se quem estivesse a fazer algo de errado fosse ele? Vivemos numa República das Bananas em que cada um faz o que lhe apetece, e que só se faz alguma coisa quando acontece uma tragédia? Infelizmente sim.

Para mim é incompreensível que ardam casas, o bem mais precioso das pessoas. Vivemos num país cheio de leis, muitas vezes até me parece que temos é leis a mais. Só que o problema é que todos se estão a borrifar para as leis. Ninguém as cumpre, nem os cidadãos, muito menos as autoridades estão empenhadas em fazê-las cumprir. Dá trabalho e talvez achem que não dá votos andar chatear as pessoas para cumprir a lei.

E se é verdade que muitas vezes as casas ardem por incúria das pessoas, por irresponsabilidade e preguiça, pois deixam os matos quase entrar porta adentro, noutros casos, infelizmente como aqui retrato, são as próprias autoridades que fecham os olhos, porque a pessoa em causa até será influente (se calhar ligada à política) e lavam as mãos como Judas, contribuindo para a falta de segurança de todos. 

As matas e tapadas neste país não se limpam porque são de gente, por norma rica e influente. Se fossem de gente pobre e prejudicasse as gentes ricas, pois não tenham dúvidas que nem um só incêndio ocorreria em Portugal. Mas se os governos e a Assembleia da República fez essas leis de limpeza e manutenção dos terrenos para prevenir os incêndios e elas não são cumpridas, então essa responsabilidade é do poder local que conhece bem as situações de perto. Essa responsabilidade é das Juntas de Freguesia e das Câmaras Municipais, que depois na prática, como se vê aqui, depois nada fazem. 

E eu pergunto: se aquela estrada de Pedrógão Grande, em que morreram dezenas de pessoas dentro dos carros, estivesse, como manda a lei, limpa, numa área nunca inferior a dez metros em cada faixa de rodagem, quantas vidas se teriam poupado? Provavelmente todas. 
O incêndio destruiu ainda cerca de 200 habitações. Se os terrenos estivessem limpos, como manda a lei, cinquenta metros em tornos das casas, quantas é que teriam ardido? Nenhuma.  E então, de quem foi a culpa? Por que é que as casas ardem em Portugal?