quarta-feira, 22 de maio de 2019

O Grave Problema dos Eucaliptos na Hora do Abate

Já sabemos que os eucaliptos são lá do outro lado do mundo e que nunca deveriam ter sido plantados em Portugal. Já sabemos que os eucaliptos destroem os recursos hídricos,destroem os solos e os deixam improdutivos, e destroem a nossa flora e fauna. Já sabemos tudo isso. Mas, até no momento do seu abate são um grande problema. 

Junto à empresa onde trabalho, finalmente começaram a limpar terrenos pejados de eucalitpos, que estavam mesmo junto à estrada, o que, como toda a gente sabe, é contrário a uma lei que nunca ninguém fez cumprir, até ao momento em que numa estrada de Pedrógão Grande morreram dezenas de pessoas. 

Nesse terreno, apesar dos eucaliptos não terem assim muitos anos, e isso vê-se pela largura dos troncos, a verdade é que já eram tremendamente altos, não fosse o eucalipto das árvores mais altas do mundo, podendo atingir os cem metros de altura e seis metros de diâmetro. Via Google Maps podemos ver como estavam e comparar depois com o abate:



E vejamos o que sobrou depois dos madeireiros abaterem os eucaliptos:


Sobraram meia dúzia de sobreiros que ficaram todos partidos, num estado lastimável de levarem com os eucaliptos em cima:




No Parque Biológico de Gaia, explicam o porquê de não quererem eucaliptos na reserva:


E o Parque Biológico de Gaia não quer eucaliptos, precisamente por tudo isto.
- Porque diminui a biodiversidade
- Porque permite a erosão do solo
- Por ser de crescimento rápido e retirar grandes nutrientes do solo
- Porque prejudicariam o crescimentos das árvores autóctones (carvalhos, sobreiros, azevinhos, etc)
e porque no momento do seu abate são também um grave problema porque iriam destruir todas as outras árvores.  


domingo, 19 de maio de 2019

Rede Inimiga do Ambiente

No meu concelho, Gondomar, a autarquia decidiu deixar de fazer o seu trabalho de recolha de lixo e de resíduos, trabalho esse pago com o dinheiro dos nossos impostos, para passar a pagar a uma empresa privada para fazer esse trabalho por si. E eu diria que é assim que, aos poucos, apesar dos funcionários públicos irem diminuindo, a despesa do Estado vai aumentando e todos nós vamos ficando mais pobres, ao passo que os empresários, muitas vezes envolvidos em esquemas de corrupção (pesquisem por Rede Ambiente, deputado do PSD e caso de justiça"Ajuste Direto") vão enriquecendo cada vez mais à custa do dinheiro de todos. Mas este blogue não é sobre política, vamos ao que interessa.

A autarquia passou então a pagar a uma empresa privada para fazer aquilo que antigamente era feito pelos trabalhadores da câmara municipal. Esta empresa recolhe o lixo e os resíduos (não sei de quanto em quanto tempo, mas a verdade é que o lixo amontoa-se em volta dos Ecopontos) mas fazem ainda o trabalho de limpeza das bermas das estradas. 



Já aqui em 2015 manifestei a minha indignação porque esta empresa privada começou a aplicar herbicida por todo o lado, mesmo junto das habitações e das hortas das pessoas. Na altura os meus próprios pais contaram-me que tiveram de berrar com a pessoa que andava a fazer a aplicação, porque estava a aplicar herbicida junto da sebe de maracujás que fica encostada à berma da estrada e não fossem eles insurgirem-se e certamente tinham ficado sem maracujás. 

Depois desse triste acontecimento questionei a Junta de Freguesia e na resposta, respondeu-me o presidente manifestando a sua ignorância sobre o assunto. Mas a verdade é que alguém, algum entidade pública, teve que aprovar a aplicação do herbicida! Ou será que a empresa privada faz o que bem lhe apetece e depois simplesmente mete a conta? 

Mas já este ano, estávamos no final de Fevereiro, quando me apercebi de uma folha de papel, colada num poste de madeira dos telefones, em que se fazia anunciar nova aplicação de herbicida! E assim foi, foi aplicado o herbicida e passado duas semanas todas as ervas estavam secas. 

Vejamos então a lógica da coisa. 
Aplicou-se herbicida no final de Fevereiro. Matou-se as ervas todas, incluindo muitas ervas medicinais que nascem nos muros de pedra de laje e que poderiam ser colhidas. Resultado, a partir de agora nunca mais que uma pessoa pode colher o que quer que seja, visto que os solos estão todos contaminados. Aplicou-se então o herbicida, aos poucos as ervas onde o veneno caiu começaram a secar. Passado duas semanas qual o procedimento seguinte? Vem um trabalhador da empresa privada Rede Ambiente, de roçadora na mão, passar  a máquina pelas zonas onde foi aplicado o herbicida.

Expliquem-me lá uma coisa: afinal o uso do herbicida que nos está a matar a todos, envenenando tudo em volta é para quê? Para poupar trabalho não é porque depois lá veio o trabalhador cortas as ervas secas na mesma, está-se a duplicar tarefas! Então para quê usar o herbicida? Não bastava o homem ter vindo cortar as ervas verdes?

Ah, mas com o herbicida não voltam a nascer ervas durante muitos meses...

Acham mesmo que não? Eu dei-me ao trabalho de ir recolhendo fotografias. 

E se no início de Março tudo estava seco, e se nem um ponto verde para amostra se via, no início de Maio, uns meros dois meses depois já novas ervas nasceram e estão de bom tamanho!



Concluindo. Todos sabemos que os herbicidas nos estão a matar e Portugal é dos países da Europa em que as pessoas estão mais contaminadas. Então, qual a justificação lógica para que se aplique herbicida nos meios rurais, junto às casas e hortas das pessoas, se nem para poupar trabalho é? É só mesmo para justificar mais pagamentos à Rede Inimiga do Ambiente? 

Cabeça-de-Medusa ou... Polvo?

A suculenta Cabeça-de-Medusa tem este nome por causa das semelhanças com a figura da mitologia grega, conhecida por ter serpentes na cabeça. Contudo, esta planta em particular, aos meus olhos, assemelha-se mais com um polvo!




terça-feira, 14 de maio de 2019

Como Ajudar as Vaca-Loura?

Após uma recente visita ao Parque Biológico de Gaia (talvez esteja para breve uma publicação sobre este espaço) deparei-me com quadro informativo, sobre como proteger as vacas-louras, uma espécie de escaravelho cada vez mais ameaçado.




#Vacas Louras na Empresa