terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Euphorbia Trigona Rubra

Última ida a um horto, em Coimbra, e mais uma compra por impulso, uma Euphorbia trigona rubra que já há algum tempo andava debaixo de olho. Acho esta suculenta muito bonita e decorativa, especialmente quando atinge um porte maior. Esta ainda é pequenina, até para não gastar muito dinheiro, mas espero que cresça bastante, e entretanto cá estarei para ir mostrando a sua evolução. 



O vaso é bastante pequeno, então tratei de o transplantar para um bastante maior como se pode ver na imagem:


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

sábado, 18 de janeiro de 2020

Cresce Cresce Suculenta!

Nos últimos meses fui acrescentando mais umas quantas suculentas bem bonitas (muitas que simpaticamente recebendo de oferta) a outras que fui adquirindo e fiz uma pequena sessão fotográfica para mostrar a evolução:








quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

Natal com as Mãos na Terra

Véspera de Natal com tarde livre do emprego. Como o tempo tem sido muito pouco aproveitei para chegar a casa e dedicar-me à jardinagem. O vento da tempestade tombou-me ligeiramente a budleia e eu aproveitei para a podar e endireitar. E de repente olho para duas grandes piracantas que tinha em vasos de trinta litros e como já não sabia o que lhes fazer com aquele porte (até estiveram à venda mas a coisa não se concretizou) e então resolvi cortá-las para tentar transformar em bonsai. Uma só a cortei e não lhe mexi ainda nas raízes mas a outra sim, removi grande parte das raízes (e espero não ter exagerado) e coloquei numa taça de barro que a minha mãe tinha livre e não iria usar brevemente. 

O arbusto, que teria um metro e meio estava assim, com fotos em flor e com os frutos:
As pessoas mais sensíveis não se assustem, mas passou agora a estar assim:



E já que estava com as mãos na terra e a pensar em bonsais, decidi tirar uma hera do vaso, que já estava a puxar novos rebentos, e dei uma pequena aparadela nas raízes e coloquei depois noutra taça de barro. Sempre quis ter um bonsai de hera, creio que finalmente estou no caminho certo para ter um. Veremos, mas até nem acho que esteja a ficar muito mal...



Uma visão geral de ambos, com a minha laje de xisto com Sedum hirsutum que eu adoro!


Opiniões e sugestões são sempre bem-vindas!

domingo, 22 de dezembro de 2019

Jacinto Aquático - História de uma Invasão por Culpa do Homem

"A Planta Mais Prolífera do Mundo"

O jacinto de água multiplica-se com uma incrível rapidez; numa só temporada, dez pequenos jacintos podem converter-se em mais de seiscentas mil plantas estreitamente entrelaçadas. Estas formam um tapete com a extensão de meio hectare, tão espesso que pesa 180 toneladas e com tal flutuabilidade - devida a uma série de ampolas de ar com quatro ou cinco centímetros de espessura, situadas na base de cada planta - que pode suportar o peso de um homem. 

Jacinto-de-água em flor (Eichhornia crassipes) em minha casa

O homem é o único culpado desta propagação monstruosa. A planta só atravessou as fronteiras da América do Sul, de onde é originária, em 1884, data em que foi levada à Exposição Comemorativa do Centenário de Nova Orleães, fugurando na secção de horticultura.

Atraídos pelas suas belas flores, alguns jardineiros levaram várias estacas para os seus tanques e fontes. Ao verem que se multiplicavam rapidamente, atiraram o resto para os arroios próximos. Um visitante da Florida levou para a sua cidade um caixote cheio de jacintos, tencionando embelezar com eles o rio St. John: as inundações, os temporais e as correntes encarregaram-se do resto. Seis anos depois,  jacinto tinha-se espalhado desde a Florida ao Texas, avançando em seguida para o norte até à Virgínia e para o oeste até à Califórnia.

Invasão de Jacinto-de-água na Pateira de Fermentelos
A Planta chegou à Austrália em 1895, provavelmente levada por alguma pessoa que se deixou seduzir pela sua beleza. Na Índia era já conhecida em 1902, enquanto que a África só começou a ser invadida por ela em 1950. Neste continente foi vista pela primeira vez no rio Zaire, perto de Brazzaville, onde, segundo se diz, fora introduzida por um missionário. Seis anos mais tarde, estendia-se, ao longo de mil e quinhentos quilómetros, pelo rio Zaire e afluentes penetrando também no Sudão, Uganda Etiópia, Rodésia e Malawi. 

Excertos do livro "O Assombroso Mundo da Natureza" / Seleções do Reader's Digest (1970)