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sábado, 3 de janeiro de 2026

Gilbardeira - Última Plantação de 2025

 

No último dia do ano decidi arrancar parte de uma roselha que estava morta e plantar ali outra coisa qualquer que se pudesse dar bem. Dei uma volta cá por casa para dar uma vista de olhos nas muitas plantas que tenho e, ainda pensei em plantar um cato, mas depois pensei que vai apanhar alguma sombra da romazeira e não seria a opção mais apropriada.

Pensei depois em plantar uma hortênsia, afinal elas gostam de sombra... Mas depois resolvi-me a plantar um bonito vaso que tenho de gilbardeira fêmea, que dá aquelas bonitas bolinhas vermelhas. 

Mãe, Mudei a Stapelia de Vaso

 Depois de, por grande coincidência, esta Stapelia hirsuta que a minha mãe adorava, ter dado quatro flores naquele que seria o seu 74º aniversário, resolvi mudá-la para um vaso bem maior, porque se percebia que já não tinha mais por onde crescer e as raízes tomaram completamente o vaso. Depois do novo vaso feito, decidi colocar dentro de um cachepot de barro pintado que era da minha mãe e, para já, por ali ficará, como se pode ver na imagem:

Atente-se como estava o torrão de raízes antes do transplante:

Sim, eu poderia ter partido a meio e feito dois vasos, mas preferi colocar toda a planta num só vaso maior. Esta é a diferença de tamanho do vaso onde estava e para onde foi:

Evolução da planta desde setembro de 2023 (custou 15€) até 2026:

# Quatro Flores Nos Seus 74 Anos

sábado, 20 de setembro de 2025

Adeus Lilás, Olá Cereus

 Foi das últimas coisas sobre o jardim que comentei com a minha mãe. Iria arrancar o lilaseiro (Syringa vulgaris) e plantar lá outra coisa porque, como expliquei anteriormente, as heras tinham tomado conta dele e muitos ramos estavam apodrecidos, e porque estava sempre a rebentar em volta no solo, e o melhor talvez fosse mesmo arrancar e plantar outra coisa. Ainda por cima porque na frente da casa  que plantei outro lilás na frente da casa e não perderia a espécie. 

Então, a primeira tarefa foi cavar à volta e cortar todas as raízes. E depois, com a ajuda de uma alavanca de ferro, começando a levantar aquela enorme cepa, e cortando o resto de raízes, acabou por sair facilmente. 



E o que plantar ali naquele sítio? Naquela zona, do lado do vizinho tenho o feto arboreo, uma cyca e vários catos. E cheguei mesmo a pensar plantar ali uma segunda cyca, e desloquei-me a Guimarães para comprar uma grandinha a bom preço, mas depois de várias peripécias em que a pessoas que estavam a vender não tiveram muito respeito por mim, e depois de ter perdido quase duas horas na viagem acabei mesmo por desisitr da comprar, e resolvi plantar ali um cato, um cereu bem bonito que já me quiseram comprar mas que não acedi. 

O Cereus era este que já cá tinha mostrado anteriormente:


E então, toca a plantá-lo no enorme buraco de onde saiu o lilás e ficou assim:



quinta-feira, 15 de agosto de 2024

Espada no Vaso que era da Euphorbia

 Desde que retirei a Euphorbia tigrona rubra do vaso e coloquei na terra que esse mesmo vaso de cimento ficou sem nada. Então, hoje, e por sugestão da minha mãe, revolvi pegar num vaso de espadas-de-são-jorge e transplantá-lo para ali. 

Como o vaso é muito alto e porque que me parece que as espadas-de-são-jorge nunca tomarão o vaso todo com as raízes, resolvi enfiar três garrafas de plástico de água lá para dentro, pois assim sempre poupei quatro litros e meio de composto. Meti composto lá para dentro e está feito. Agora só esperar que se desenvolvam bem. 


 # Euphorbia: do vaso para a terra

domingo, 25 de fevereiro de 2024

Euphorbia: do Vaso para a Terra

Esta minha Euphorbia trigona rubra que tinha neste vaso alto junto à garagem estavam muito grande e era evidente para mim que as raízes já tinham tomado conta da terra toda. Decidi então que tinha de retirar o cato dali e transplantá-lo para outro sítio. Tombei o vaso e facilmente consegui retirar um torrão direitinho. 

Coloquei a planta no carro de mão e levei-o para o outro lado da casa, do lado do vizinho para colocar nessa pequena faixa de terreno, entre o lilaseiro e outro cato que já lá estava e onde estão também a cyca e o feto arboreo. 

O cato é bastante frágil e, no transporte acabaram por se partir duas pontas dos canos maiores, que guardei e coloquei num vaso. Tratei de abrir a cova e colocar lá o cato, e arranjei também umas estacas que fui buscar ao monte para servir de tutores. 

Bom, não foi tudo perfeito, mas foi o possível atendendo a dimensão e a fragilidade da planta. Ficou no sítio, agora basta esperar que comece a agarra-se à terra e a puxar novos rebentos. 

O pior foi no dia seguinte! Acordo, vejo-me ao espelho, e tinha a cara do lado esquerdo toda vermelha bem como o próprio olho esquerdo todo vermelho. O que é que aconteceu? O problema foi o cato ter partido as pontas e começado a segregar aquela substância branca leitosa e eu ter andado a fazer o trabalho sem luvas e sem cuidado nenhum! Portanto, já sabem, cuidadinhos com os catos porque o problema não são só os picos!




sábado, 8 de outubro de 2022

Cyca: Dois Meses Depois


 Dois meses passaram e acho que já não restam grandes dúvidas: a cyca que comprei e que cheguei a pensar, por todos os motivos, que acabaria por ser dinheiro deitado ao lixo, afinal sobreviveu e tenho agora uma planta de grande valor comercial, não sei avaliar ao certo, mas, claramente, vale mais de 200€.

Neste tempo que passou fui entretanto, ao longo de vários dias, limpando totalmente o tronco. Tirei primeiro as folhas enormes que trazia, porque, obviamente começaram a amarelecer, e depois removi todos os bocados de folhas velhas que tinha, e deixei o tronco completamente limpo. Posso dizer que foi tarefa que demorou umas seis horas, mas o resultado final satisfez-me razoavelmente. 




Todas estas folhas verdes nasceram já depois que a plantei aqui. Todas as que trazia foram arrancadas. Aúnica coisa que não me deixou satisfeito foi ter enterrado a planta demasiado. Já removi alguma terra em volta e a ideia é, se calhar, mais para o Inverno subir a planta uns vinte centímetros. De qualquer forma estou muito satisfeito que tenha sobrevivido e embeleze esta lado da casa. 

sábado, 20 de agosto de 2022

A Cyca Quer Viver!

 Cerca de três semanas depois, a cyca arrancada que comprei e plantei no jardim sem grandes expectativas que pudesse sobreviver, começou a puxar nova folhagem. Acho que é um excelente sinal, mas vamos com calma. 

domingo, 24 de julho de 2022

45€ para o Lixo ou uma Grande Compra?


 A minha maior aventura com plantas aconteceu esta semana. Estava no trabalho quando verifiquei que tinha um alerta para "cyca" no site de vendas. De imediato solicitei à pessoa uma foto melhor, porque a única que colocou no site não era reveladora do tamanho da planta. A pessoa lá enviou uma fotografa com uma vassora ao lado e de imediato percebi que se tratava de um exemplar de grande envergadura e também de grande valor comercial. 

Combinei com a senhora e, mal saí do trabalho passei pela sua casa. O primeiro sentimento que me invadiu foi de azar porque no dia anterior tinha passado naquela mesma rua com um colega, que trouxe o enorme furgão da empresa para transportarmos uma mesa de ping pong para a nossa coletividade. 

E eu ali estava, com o meu pequeno velho comercial, sem saber como é que ia colocar aquele monstro de mais de dois metros  na mala do Starlet. O que eu disse à senhora é que tinha dúvidas que a planta pegasse, porque estava com poucas raízes. O casal arrancou a cyca (tendo sentido dificuldades de a tirar, digo eu) com recurso a uma corda puxada por um carro. 

E eu acho que está tudo errado. A planta não deveria ter sido arrancada nesta altura de verão e a dar sementes. Mas a senhora disse que pegava bem, que tem experiência. Poderia estar a ser sincera ou então só a fazer conversa de vendedor. Se a planta estivesse em vaso não haveria problema, assim, desta forma, não sei, tenho muitas dúvidas.

Eu tinha duas opções, ou pegava, ou largava. Num horto, uma planta desta envergadura pode muito facilmente custar 200-300€. E eu estava a pagar 45€. Decidi trazê-la e colocá-la, já que ali estava, na mala do carro. O tronco cabia, o problema eram as folhas que tinham mais um metro e que ficariam fora da mala, que ainda por cima tinha que ir aberta.

A muito custo lá colocamos a planta dentro da mala, amarramos as folhas (por mim tinha-as cortado mas a senhora insistiu que assim a planta perdia o valor)  e ainda amarramos a mala para esta não abrir. Ainda assim, fiz cerca de trinta quilómetros, sujeito a ser mandado parar pela polícia e pagar uma multa que dava para comprar uma bela cyca num horto!

Mas pronto, desta feita a Lei de Murphy não vingou e cheguei bem a casa. Depois do jantar tirei-a e pedi ajuda aos meus pais para a transportar. Poderia ainda colocá-la primeiro num vaso, à sombra, para enraizar e posteriormente colocá-la na terra, mas não. Aquilo é tão pesado que iria ter dois trabalhos. Cavei um buraco fundo (demasiado fundo no meu entender, mas a minha mãe acha que ficou bem) e meti-a lá dentro, tendo colocado no fundo uns vinte litros de composto, e depois regado muito bem, e tenho regado bem todos os dias.

Eu acho que ficou demasiado funda. Ficou pelo menos uns vinte centímetros enterrada a mais. Não era preciso tanto. A minha mãe diz que assim sustenta mais a humidade nas raízes e não seca tanto. Eu não estou muito convencido. Nem estou convencido que a planta sobreviva, porque como referi acho que está tudo errado. 

"O que as cycas gostam é de água e sol". Disseram dois casais, um que me me veio cá a casa comprar uma Alocasia, e este casal que tinha várias em casa.

Esta cyca que comprei estava plantada junto à parede da casa, onde ainda por cima tem um contador de eletricidade. E tendo crescido bastante em largura, a rodada de folhas que está do lado da parede não podia crescer e a do lado de fora dificultava a vida à pessoa que ia lá contar a eletricidade.

Vamos ver. Das duas uma: ou fiz uma grande compra ou simplesmente deitei 45€ ao lixo! 

sábado, 29 de fevereiro de 2020

Transplante Pré-Bonsai Azevinho



Já há algumas semanas que um azevinho que tinha num vaso de vinte litros estava com novos rebentos e eu pretendia reduzir todo aquele volume de terra e raízes este ano. E a altura certa é precisamente quando a árvore começa a puxar novos rebentos. Tinha três vasos de barro de tamanhos seguidos e tratei de desenvasar e escolher o que achei que ficava melhor, que foi o do meio. E este foi o resultado. 



terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Transplantar o Ulmeiro

Tenho de confessar que ando um pouco desleixado com os meus bonsais.  A vida é tão agitada, os dias de descanso são tão poucos - mas parece que para os partidos que nos governam há mais de quarenta anos são muitos, pois foi vetada uma proposta para regressarem os 25 dias de férias - que , ainda para mais agora de inverno, em que saímos de casa de noite e chegamos a casa de noite, o fim-de-semana é muito curto para tantas solicitações. 


Como já mostrei anteriormente, eu tenho um ulmeiro (Ulmus parvifolia) que me foi oferecido há mais de quinze anos, mas já nem sabia ao certo quando foi a última vez que o mudei de vaso. Dependendo da espécie, deve-se mudar a árvore de vaso, de dois em dois, ou três em três anos. E no caso do ulmeiro é precisamente nesta altura, quando começam a aparecer os primeiros rebentos, que devemos fazer o transplante para nova terra. 


E então fui preparar a sala de operações, com a mesa e os utensílios.
Primeira tarefa, retirar a planta do vaso, e esta operação não foi muito fácil, precisamente porque a árvore já tinha muitas raízes. Fui mesmo buscar uma faca de cozinha, que serviu de espátula para passar em volta do vaso e fazendo alguma força lá consegui tirar o torrão de raízes.



De seguida desembaracei todas as raízes para as aparar:



O substrato indicado para o Ulmus parvifolia é a Akadama, uma argila japonesa de origem vulcânica, só que, como não tem quaisquer nutrientes, é obrigatório adubar para alimentar a árvore.


Seguidamente espalhei uma boa camada, o suficiente, para que depois o bonsai ficasse nivelado com o topo do vaso. 





Já que estava com as mãos na massa (nos bonsais) resolvi ir buscar uma abélia (Abelia grandiflora) que tinha num vaso e revolvi colocá-la já num vaso de bonsai.


Como se pode ver desbastei grande parte das raízes...


e podei também parte dos rebentos para equilibrar o grande corte das raízes:



sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Jasmim: admitir o erro

Plantei o jasmim na frente da casa, para se ir abraçando ao pilar, há cerca de cinco anos. Foi um erro. Nos primeiros anos ficou ali bem, muito bonito e a perfumar a casa na primavera e verão. Mas com o passar dos anos a planta foi ficando cada vez mais lenhosa, mais volumosa e mais pesada, e começava a implodir sobre si mesma. O jasmim precisa de sustentação, é indicado para redes ou treliças, não é para se envolver num pilar. E tinha de podar constantemente e depois várias lianas ficavam lá pelo meio secas, e com o tempo o problema iria ser ainda pior. 



Então não tinha outro remédio senão cortá-lo. E ao remover toda aquela quantidade de lenha, só aí é que me apercebi da quantidade de caracóis que ali estavam abrigados, colados no cimento do pilar. E o jasmim também esse inconveniente, de sujar a pintura e até as grades da varanda, apesar do problema principal não ser esse. 

Então o que fiz (e não tirei fotografias) foi cortar primeiro toda aquela lenha e deixei um pouco menos de um metro de altura:


E seguidamente comecei a cavar em volta por forma a arrancá-lo e colocá-lo num vaso.


Não sei se é boa ideia os hortos colocarem várias estacas no mesmo vaso, depois o que acontece é que ficamos com duas ou três plantas muito grossas e os troncos e as raízes vão-se emaranhar umas nas outras. Eu percebo a ideia, duas ou três estacas formarão mais rapidamente uma planta mais densa, e mais vistosa e mais facilmente será vendável por bom dinheiro, mas não sei se isso será favorável para as plantas. Acho que não.  


Mas resolvi então colocar a planta num vaso e veremos o que sai dali, e o que farei com ela entretanto. Não tenho grandes dúvidas que crescerá novamente viçosa, mas é só esperar algum tempo

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Transplante foi um sucesso

No final de setembro passado, escrevi aqui sobre uma operação delicada, um transplante de uma araucária chilena (Araucaria araucana) que estava um grande vaso de cimento que é extremamente pesado e difícil de mover, e que em breve seria pouco espaço para a árvore, e no futuro seria mais difícil tirá-la dali.


Depois de feito o transplante contei que fiquei um pouco receoso, pois não consegui retirar o torrão das raízes de forma intacta, e temi que a árvore se pudesse ressentir e morrer, mas a verdade é que a intervenção cirúrgica foi um verdadeiro sucesso! 

Nas últimas semanas têm surgido novas brotações e a árvore está com aspeto muito bonito e saudável. 






Entretanto tenho de ver se a consigo vender e encontrar novo dono para esta árvore, pois não tenho espaço no jardim para a colocar.