quinta-feira, 10 de setembro de 2026
De Onde Vieram Estas Flores Amarelas?
domingo, 30 de agosto de 2026
Stapelia hirsuta - Flores Todo o Verão
A Stapelia da minha mãe está num vaso grande - talvez seja conveniente dividir em dois - e brinda-me constantemente com suas suas flores.
sexta-feira, 10 de abril de 2026
Polinizadores na Macieira
Nos últimos meses tenho estado a trabalhar num local rural e num terreno cheio de árvores e plantas. Reparei na intensa atividade dos polinizadores de volta das flores da macieira, nas primeiras semanas de abril.
sábado, 3 de janeiro de 2026
Mãe, Mudei a Stapelia de Vaso
Depois de, por grande coincidência, esta Stapelia hirsuta que a minha mãe adorava, ter dado quatro flores naquele que seria o seu 74º aniversário, resolvi mudá-la para um vaso bem maior, porque se percebia que já não tinha mais por onde crescer e as raízes tomaram completamente o vaso. Depois do novo vaso feito, decidi colocar dentro de um cachepot de barro pintado que era da minha mãe e, para já, por ali ficará, como se pode ver na imagem:
Atente-se como estava o torrão de raízes antes do transplante:
Sim, eu poderia ter partido a meio e feito dois vasos, mas preferi colocar toda a planta num só vaso maior. Esta é a diferença de tamanho do vaso onde estava e para onde foi:
Evolução da planta desde setembro de 2023 (custou 15€) até 2026:
terça-feira, 4 de novembro de 2025
A Linguagem das Flores na Cultura Chinesa II
A segunda parte do artigo do Diário de Notícias, publicado no dia 16 de outubro de 2025
O rododendro encontra-se amplamente difundido nas regiões montanhosas do sudoeste da China. Ao desabrochar, o vermelho vivo das suas flores tinge as vastas encostas, criando uma paisagem de grande impacto visual. Na cultura chinesa, o rododendro está associado ao sentimento de saudade, sendo um dos símbolos clássicos da nostalgia e do afeto familiar na poesia antiga. Já no mundo ocidental, embora seja sobretudo apreciado como planta ornamental, devido à toxicidade de algumas variedades, o rododendro é também visto como um emblema em que a beleza convive com o perigo.
Originária do leste da China, a camélia distingue-se pela elegância da sua forma e pela grande variedade de espécies. Tal como a ameixeira, a camélia floresce muitas vezes no rigor do inverno, simbolizando, por isso, a força, a perseverança e o espírito indomável, alicerces de um carácter nobre e íntegro. Em comparação com a “frieza e altivez” da ameixeira, a camélia revela maior vitalidade e entusiasmo; e, em contraste com a peónia, símbolo da prosperidade e da riqueza, a camélia transmite uma imagem mais recatada e humilde. No Ocidente, o simbolismo da camélia foi profundamente marcado pela obra-prima A Dama das Camélias, do escritor francês Alexandre Dumas Filho. A predileção da protagonista, Margarida, por esta flor fez da camélia um símbolo clássico do amor puro e do ideal romântico na cultura ocidental.
O lótus, ou flor de lótus, é uma planta aquática muito comum. O seu rizoma cresce no lodo, enquanto as folhas e as flores se erguem acima da superfície da água. As pétalas são geralmente rosadas ou brancas. Como o lótus nasce do lodo sem se macular, tornou-se, na cultura chinesa, um emblema de pureza. No budismo, a flor de lótus é considerada um símbolo do Buda, representando o sagrado e o auspicioso, sendo frequente ver Shakyamuni e outros budas representados sobre um trono de lótus. No Ocidente, valoriza-se sobretudo a beleza natural do lótus (muitas vezes identificado com o nenúfar), que é apreciado como elemento ornamental e interpretado como símbolo de serenidade.
O osmanthus floresce geralmente por altura do Festival do Meio Outono (no décimo quinto dia do oitavo mês lunar), exalando um perfume intenso. Na China, simboliza a reunião familiar, a prosperidade e a colheita abundante. Acredita-se que o seu aroma traz boa sorte, motivo pelo qual é frequentemente utilizado na confeção de bolos, chás e perfumes. Em chinês, “guì” (osmanthus) é homófono de “guì” (riqueza, nobreza), pelo que a flor é também associada à ideia de fortuna e distinção. No Ocidente, o osmanthus é pouco conhecido, e a sua fragrância adocicada costuma evocar um certo exotismo oriental.
Quanto ao narciso, é uma flor que desabrocha na primavera, com fragrância fresca e cores suaves. Na China, como floresce em redor do Ano Novo Lunar, é também designado por “flor do ano”, sendo símbolo de renovação e de novos augúrios. O narciso constitui ainda um motivo importante na pintura tradicional chinesa de pássaros e flores, aparecendo muitas vezes em conjunto com a ameixeira, simbolizando pureza e integridade de carácter. No Ocidente, esta flor associa-se ao mito grego de Narciso, o jovem enamorado do seu próprio reflexo, sendo interpretado como símbolo de introspeção e renascimento.
As dez flores mais célebres da China não são apenas obras-primas da natureza, mas também símbolos vivos da cultura chinesa. Cada uma delas narra histórias poéticas sobre virtudes e sentimentos, refletindo os valores prezados pelo povo chinês ao longo da história. Ao mesmo tempo, os seus significados simbólicos encontram frequentemente ecos na cultura ocidental, criando uma linguagem floral de beleza partilhada entre Oriente e Ocidente.
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sexta-feira, 10 de outubro de 2025
A Linguagem das Flores na Cultura Chinesa
"Da resiliência simbolizada pela ameixeira à riqueza e prosperidade da peónia, passando pela nobreza da orquídea e pela longevidade do crisântemo, cada flor é como uma janela que permite entrever a forma como os chineses encaram a natureza e a vida. Nesta edição, vamos conhecer quatro flores emblemáticas da China e o seu significado cultural.
A ameixeira é originária da China e as suas flores são das mais célebres do país. No rigor do inverno, quando a maioria das plantas já se encontra murcha, a ameixeira continua a florescer. Os chineses apreciam profundamente esta qualidade natural de “não temer o frio”, atribuindo-lhe o valor simbólico de resiliência e coragem. Além disso, por ter cinco pétalas, é conhecida desde a dinastia Song (960–1279) como a “flor das cinco felicidades”, representando sorte, prosperidade, longevidade, alegria e riqueza. O motivo da ameixeira tornou-se naturalmente um dos padrões auspiciosos da tradição chinesa, sendo amplamente utilizado em porcelanas e vestuário. Durante as dinastias Ming e Qing (1368–1912), foi um dos mais populares, muitas vezes combinado com elementos como a pega-rabuda para formar composições de bom augúrio.
A peónia, considerada a “rainha das flores”, também é originária da China, onde é cultivada há mais de 1500 anos. Inicialmente usada como planta medicinal, a sua raiz (designada por danpi) tem propriedades de redução da febre, alívio da dor e ação refrescante. O imperador Taizong da dinastia Tang (599–649) apreciava particularmente a exuberância da peónia e proclamou-a “flor nacional”. Naquela época, apenas a família imperial e a nobreza podiam cultivá-la, razão pela qual a peónia se foi tornando um símbolo de estatuto social e prosperidade, um significado que se mantém até hoje. Tal como o trevo-de-quatro-folhas simboliza a sorte nas culturas ocidentais, na China a peónia é também associada à boa sorte, pelo que muitas famílias chinesas gostam de colocar em casa quadros ou objetos decorativos com este motivo, acreditando que atraem boa fortuna.
O crisântemo é a flor mais representativa do outono e apresenta uma grande diversidade de formas: alguns lembram pompons, outros parecem cascatas. É frequentemente utilizado para preparar chás medicinais, aos quais se atribui a capacidade de retardar o envelhecimento. No festival tradicional chinês Chongyang (nono dia do nono mês lunar, também conhecido como “Dia dos Idosos”), apreciar flores e beber vinho de crisântemo são costumes importantes. Por isso, esta flor está associada ao desejo de longevidade. O poeta Tao Yuanming (c.365–427), da dinastia Jin do Leste, tornou-se célebre pelo seu amor aos crisântemos, que assim ganharam o simbolismo do “eremita”, representando uma vida desprendida da fama e da riqueza, e uma conduta nobre e independente. No Ocidente, os crisântemos são muitas vezes usados em contextos de luto e, com o intercâmbio entre culturas, os chineses também passaram a utilizar o crisântemo para expressar a sua saudade e pesar pelos falecidos.
Quanto à orquídea, na cultura chinesa, esta simboliza a elegância e a pureza. Crescendo geralmente em vales recônditos, as suas folhas são longas e finas, as suas pétalas pequenas e a sua fragrância duradoura, características que a tornam muito apreciada. Ao longo dos séculos, os literatos chineses nutriram grande admiração pela orquídea, considerando-a símbolo de virtude e modéstia, razão pela qual a designaram como “flor do homem virtuoso”, expressão que na tradição cultural chinesa se refere a um indivíduo com alta integridade moral. Era comum que os eruditos mantivessem orquídeas nos seus escritórios, não apenas para embelezar o espaço, mas também para, através da sua fragrância, serenarem o espírito e se inspirarem para a escrita. Atualmente os chineses continuam a gostar de cultivar orquídeas em casa.
Muito apreciadas pelos chineses, a flor da ameixeira, a peónia, o crisântemo e a orquídea são belas, perfumadas e distintas entre si, constituindo ornamentos indispensáveis nas festividades tradicionais da China. As qualidades que representam – resiliência, prosperidade, nobreza e elegância – sempre foram estimadas pelos chineses, que têm retratado e enaltecido estas flores ao longo de milénios por meio da poesia, da pintura, da porcelana, do bordado e de outras formas artísticas e literárias. Hoje, destacam-se como importantes emblemas e símbolos da cultura chinesa.
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domingo, 28 de janeiro de 2024
Um Mundo Sem Flores
quarta-feira, 6 de setembro de 2023
Suculentas em Flor: Stapelia
Ontem tinha-a fotografado porque o botão estava tão grande que quase parecia querer explodir.
A minha mãe tinha comprado esta Stapelia há algumas semanas que acabou por desabrochar hoje, neste dia de fortes emoções...
segunda-feira, 30 de maio de 2022
Camélias: do Desemprego à Fama Mundial
O Jornal de Notícias trás hoje uma matéria sobre António Assunção, um senhor de Guimarães que trabalhava nos têxteis, e, vendo-se desempregado, virou-se para o seu passatempo de propagar camélias no seu jardim e tem hoje um dos maiores viveiros de camélias em Portugal e é conhecido mundialmente.




































