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quinta-feira, 10 de setembro de 2026

De Onde Vieram Estas Flores Amarelas?

Os meus lithops ou pedras vivas estão em flor. Estanhei porque sempre deram flor em novembro e estamos em setembro! Mas, espera lá, apareceram duas flores amarelas mas eles davam flores brancas! 



E, dias depois cá está a prova, flores brancas e flores amarelas, ao mesmo tempo!


domingo, 30 de agosto de 2026

Stapelia hirsuta - Flores Todo o Verão

A Stapelia da minha mãe está num vaso grande - talvez seja conveniente dividir em dois - e brinda-me constantemente com suas suas flores.   


sexta-feira, 10 de abril de 2026

Polinizadores na Macieira

Nos últimos meses tenho estado a trabalhar num local rural e num terreno cheio de árvores e plantas. Reparei na intensa atividade dos polinizadores de volta das flores da macieira, nas primeiras semanas de abril.






sábado, 3 de janeiro de 2026

Mãe, Mudei a Stapelia de Vaso

 Depois de, por grande coincidência, esta Stapelia hirsuta que a minha mãe adorava, ter dado quatro flores naquele que seria o seu 74º aniversário, resolvi mudá-la para um vaso bem maior, porque se percebia que já não tinha mais por onde crescer e as raízes tomaram completamente o vaso. Depois do novo vaso feito, decidi colocar dentro de um cachepot de barro pintado que era da minha mãe e, para já, por ali ficará, como se pode ver na imagem:

Atente-se como estava o torrão de raízes antes do transplante:

Sim, eu poderia ter partido a meio e feito dois vasos, mas preferi colocar toda a planta num só vaso maior. Esta é a diferença de tamanho do vaso onde estava e para onde foi:

Evolução da planta desde setembro de 2023 (custou 15€) até 2026:

# Quatro Flores Nos Seus 74 Anos

terça-feira, 4 de novembro de 2025

A Linguagem das Flores na Cultura Chinesa II

A segunda parte do artigo do Diário de Notícias, publicado no dia 16 de outubro de 2025


"Na década de 1980, realizou-se na China uma eleição nacional das flores mais célebres, da qual resultou a escolha das dez flores tradicionais do país. Para além da ameixeira, da peónia, do crisântemo e da orquídea, já apresentadas na edição anterior, destacam-se ainda outras seis flores que serão apresentadas nesta edição, entre as quais a rosa-de-todos-os-meses.

A rosa chinesa (Rosa chinensis) é originária da China e, pelo facto de florescer ao longo de todas as estações, recebeu a designação de “rosa-de-todos-os-meses”. Na cultura chinesa, é considerada símbolo do amor e dos bons votos, sendo a sua floração contínua um emblema de afeto persistente e caloroso. Os letrados chineses recorriam frequentemente a esta flor para expressar a doçura do amor e a alegria da vida. Este imaginário encontra equivalente na cultura ocidental, onde as rosas, também pertencentes à família das rosáceas, são igualmente utilizadas de forma ampla como símbolo do amor.

O rododendro encontra-se amplamente difundido nas regiões montanhosas do sudoeste da China. Ao desabrochar, o vermelho vivo das suas flores tinge as vastas encostas, criando uma paisagem de grande impacto visual. Na cultura chinesa, o rododendro está associado ao sentimento de saudade, sendo um dos símbolos clássicos da nostalgia e do afeto familiar na poesia antiga. Já no mundo ocidental, embora seja sobretudo apreciado como planta ornamental, devido à toxicidade de algumas variedades, o rododendro é também visto como um emblema em que a beleza convive com o perigo.


Originária do leste da China, a camélia distingue-se pela elegância da sua forma e pela grande variedade de espécies. Tal como a ameixeira, a camélia floresce muitas vezes no rigor do inverno, simbolizando, por isso, a força, a perseverança e o espírito indomável, alicerces de um carácter nobre e íntegro. Em comparação com a “frieza e altivez” da ameixeira, a camélia revela maior vitalidade e entusiasmo; e, em contraste com a peónia, símbolo da prosperidade e da riqueza, a camélia transmite uma imagem mais recatada e humilde. No Ocidente, o simbolismo da camélia foi profundamente marcado pela obra-prima A Dama das Camélias, do escritor francês Alexandre Dumas Filho. A predileção da protagonista, Margarida, por esta flor fez da camélia um símbolo clássico do amor puro e do ideal romântico na cultura ocidental.


O lótus, ou flor de lótus, é uma planta aquática muito comum. O seu rizoma cresce no lodo, enquanto as folhas e as flores se erguem acima da superfície da água. As pétalas são geralmente rosadas ou brancas. Como o lótus nasce do lodo sem se macular, tornou-se, na cultura chinesa, um emblema de pureza. No budismo, a flor de lótus é considerada um símbolo do Buda, representando o sagrado e o auspicioso, sendo frequente ver Shakyamuni e outros budas representados sobre um trono de lótus. No Ocidente, valoriza-se sobretudo a beleza natural do lótus (muitas vezes identificado com o nenúfar), que é apreciado como elemento ornamental e interpretado como símbolo de serenidade.


O osmanthus floresce geralmente por altura do Festival do Meio Outono (no décimo quinto dia do oitavo mês lunar), exalando um perfume intenso. Na China, simboliza a reunião familiar, a prosperidade e a colheita abundante. Acredita-se que o seu aroma traz boa sorte, motivo pelo qual é frequentemente utilizado na confeção de bolos, chás e perfumes. Em chinês, “guì” (osmanthus) é homófono de “guì” (riqueza, nobreza), pelo que a flor é também associada à ideia de fortuna e distinção. No Ocidente, o osmanthus é pouco conhecido, e a sua fragrância adocicada costuma evocar um certo exotismo oriental.


Quanto ao narciso, é uma flor que desabrocha na primavera, com fragrância fresca e cores suaves. Na China, como floresce em redor do Ano Novo Lunar, é também designado por “flor do ano”, sendo símbolo de renovação e de novos augúrios. O narciso constitui ainda um motivo importante na pintura tradicional chinesa de pássaros e flores, aparecendo muitas vezes em conjunto com a ameixeira, simbolizando pureza e integridade de carácter. No Ocidente, esta flor associa-se ao mito grego de Narciso, o jovem enamorado do seu próprio reflexo, sendo interpretado como símbolo de introspeção e renascimento.


As dez flores mais célebres da China não são apenas obras-primas da natureza, mas também símbolos vivos da cultura chinesa. Cada uma delas narra histórias poéticas sobre virtudes e sentimentos, refletindo os valores prezados pelo povo chinês ao longo da história. Ao mesmo tempo, os seus significados simbólicos encontram frequentemente ecos na cultura ocidental, criando uma linguagem floral de beleza partilhada entre Oriente e Ocidente.


Para descobrir mais conteúdos fascinantes sobre a história e a cultura chinesas, siga a nossa página no Instagram e no Facebook em “Vislumbres da China”.


A Linguagem das Flores na Cultura Chinesa I

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

A Linguagem das Flores na Cultura Chinesa

Publicado ontem, no Diário de Notícias:


"Da resiliência simbolizada pela ameixeira à riqueza e prosperidade da peónia, passando pela nobreza da orquídea e pela longevidade do crisântemo, cada flor é como uma janela que permite entrever a forma como os chineses encaram a natureza e a vida. Nesta edição, vamos conhecer quatro flores emblemáticas da China e o seu significado cultural.

  A ameixeira é originária da China e as suas flores são das mais célebres do país. No rigor do inverno, quando a maioria das plantas já se encontra murcha, a ameixeira continua a florescer. Os chineses apreciam profundamente esta qualidade natural de “não temer o frio”, atribuindo-lhe o valor simbólico de resiliência e coragem. Além disso, por ter cinco pétalas, é conhecida desde a dinastia Song (960–1279) como a “flor das cinco felicidades”, representando sorte, prosperidade, longevidade, alegria e riqueza. O motivo da ameixeira tornou-se naturalmente um dos padrões auspiciosos da tradição chinesa, sendo amplamente utilizado em porcelanas e vestuário. Durante as dinastias Ming e Qing (1368–1912), foi um dos mais populares, muitas vezes combinado com elementos como a pega-rabuda para formar composições de bom augúrio.

  A peónia, considerada a “rainha das flores”, também é originária da China, onde é cultivada há mais de 1500 anos. Inicialmente usada como planta medicinal, a sua raiz (designada por danpi) tem propriedades de redução da febre, alívio da dor e ação refrescante. O imperador Taizong da dinastia Tang (599–649) apreciava particularmente a exuberância da peónia e proclamou-a “flor nacional”. Naquela época, apenas a família imperial e a nobreza podiam cultivá-la, razão pela qual a peónia se foi tornando um símbolo de estatuto social e prosperidade, um significado que se mantém até hoje. Tal como o trevo-de-quatro-folhas simboliza a sorte nas culturas ocidentais, na China a peónia é também associada à boa sorte, pelo que muitas famílias chinesas gostam de colocar em casa quadros ou objetos decorativos com este motivo, acreditando que atraem boa fortuna.

  O crisântemo é a flor mais representativa do outono e apresenta uma grande diversidade de formas: alguns lembram pompons, outros parecem cascatas. É frequentemente utilizado para preparar chás medicinais, aos quais se atribui a capacidade de retardar o envelhecimento. No festival tradicional chinês Chongyang (nono dia do nono mês lunar, também conhecido como “Dia dos Idosos”), apreciar flores e beber vinho de crisântemo são costumes importantes. Por isso, esta flor está associada ao desejo de longevidade. O poeta Tao Yuanming (c.365–427), da dinastia Jin do Leste, tornou-se célebre pelo seu amor aos crisântemos, que assim ganharam o simbolismo do “eremita”, representando uma vida desprendida da fama e da riqueza, e uma conduta nobre e independente. No Ocidente, os crisântemos são muitas vezes usados em contextos de luto e, com o intercâmbio entre culturas, os chineses também passaram a utilizar o crisântemo para expressar a sua saudade e pesar pelos falecidos.

  Quanto à orquídea, na cultura chinesa, esta simboliza a elegância e a pureza. Crescendo geralmente em vales recônditos, as suas folhas são longas e finas, as suas pétalas pequenas e a sua fragrância duradoura, características que a tornam muito apreciada. Ao longo dos séculos, os literatos chineses nutriram grande admiração pela orquídea, considerando-a símbolo de virtude e modéstia, razão pela qual a designaram como “flor do homem virtuoso”, expressão que na tradição cultural chinesa se refere a um indivíduo com alta integridade moral. Era comum que os eruditos mantivessem orquídeas nos seus escritórios, não apenas para embelezar o espaço, mas também para, através da sua fragrância, serenarem o espírito e se inspirarem para a escrita. Atualmente os chineses continuam a gostar de cultivar orquídeas em casa.

  Muito apreciadas pelos chineses, a flor da ameixeira, a peónia, o crisântemo e a orquídea são belas, perfumadas e distintas entre si, constituindo ornamentos indispensáveis nas festividades tradicionais da China. As qualidades que representam – resiliência, prosperidade, nobreza e elegância – sempre foram estimadas pelos chineses, que têm retratado e enaltecido estas flores ao longo de milénios por meio da poesia, da pintura, da porcelana, do bordado e de outras formas artísticas e literárias. Hoje, destacam-se como importantes emblemas e símbolos da cultura chinesa.

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domingo, 28 de janeiro de 2024

Um Mundo Sem Flores

Artigo publicado hoje, no El País, sobre as trágicas consequências da diminuição dos polinizadores.


O planeta está a ficar sem polinizadores. O colapso pode ser pior entre os zangões do que nas abelhas. Sem eles, quem polinizará as plantas que precisam deles para a sua fecundação? Bem, elas próprias. A taxa de autofecundação de uma planta silvestre aumentou em quase 30%. E se já não precisam de os atrair, para que servem as flores e o néctar? Ambos os atributos do pensamento selvagem (Viola arvensis) diminuíram quando comparados com exemplares de há 30 anos. É apenas uma espécie entre milhares, e apenas foi observado em França, mas pode estar a abrir-se caminho para um mundo sem flores.

As angiospermas, as plantas com flores, apareceram na Terra há cerca de 130 milhões de anos e demoraram apenas mais alguns a colorir o planeta. Charles Darwin, o pai da teoria da evolução, parece não ter ficado satisfeito com isso. Numa carta ao seu melhor amigo, o botânico e explorador Joseph Hooker, ele dizia: "O aparente rápido desenvolvimento de todas as plantas superiores nos últimos tempos geológicos é um mistério abominável". Nesse sucesso, as plantas encontraram aliados em insetos, aves e até dinossauros, que as ajudaram a fecundar-se umas às outras através do pólen, os gametófitos masculinos. Hoje, 80% das espécies vegetais silvestres e 70% das cultivadas dependem, em maior ou menor grau, dos polinizadores. Por isso, o declínio das populações e espécies inteiras de insetos, reduzidas para metade nas zonas mais afetadas pelos humanos, pode ter um impacto enorme na flora mundial.

Na região de Paris, os botânicos observaram o que poderia acontecer no resto do planeta. Nos últimos anos, as flores de pensamento selvagem tornaram-se menos vistosas. Ao mesmo tempo, parecia evidente a redução das populações de insetos polinizadores. Para verificar se ambos os fenómenos estavam relacionados, recorreram ao que chamam de ecologia da ressurreição. Samson Acoca-Pidolle, investigador da Universidade de Montpellier, explica o que é: "Consiste em utilizar a propriedade de latência de alguma fase da vida para armazenar indivíduos durante um longo período. No nosso caso, algumas sementes recolhidas entre os anos noventa e 2000 e armazenadas em refrigeradores dos Conservatórios Botânicos Nacionais". Em 2021, recuperaram as sementes de pensamento selvagem da sua hibernação, regressaram aos campos de onde as tinham obtido e recolheram outras para comparar.

Os resultados da sementeira, publicados na revista científica New Phytologist, são preocupantes. Levaram ambos os grupos de sementes, as ressuscitadas e as atuais, para estufas de quatro locais diferentes. Em cada local, conceberam a mesma experiência. Em áreas isoladas com tela mosquiteira, semearam cerca de trinta plântulas de cada linhagem. Em abril, introduziram colmeias de abelhões para as polinizar e colheram uma segunda geração. No total, 792 plantas foram investigadas em todos os aspetos possíveis. Analisaram o seu genoma, a frequência de visitas de insetos, taxas de crescimento vegetativo e, especialmente, todos os parâmetros da floração: comprimento da corola, largura do labelo, comprimento do esporão...

Dos sete parâmetros, apenas o comprimento dos sépalos, essa espécie de proteção sob as pétalas, era igual. No restante, tudo tinha mudado. Especificamente, as plantas atuais reduziram em 10% a sua área floral. Tinham também menos guias de néctar, padrões visuais que orientam o inseto até ao néctar e ao pólen. Um último e decisivo dado: nos quatro locais onde realizaram as experiências, a linhagem ressuscitada do passado produzia em média 20% mais néctar.

Os autores das experiências observaram mais duas tendências. Por um lado, a taxa de autofecundação das plantas atuais é 27% maior. Esta capacidade de reprodução sem a necessidade de elementos externos apresenta um problema: a redução da diversidade genética devido à endogamia torna o organismo mais vulnerável e menos flexível para enfrentar as mudanças ambientais e, naturalmente, aumenta o risco de herdar uma mutação prejudicial. Nas flores atuais, os botânicos detetaram uma menor hercogamia, a distância entre estames e pistilos, entre os órgãos sexuais masculinos e femininos, para facilitar a autofecundação.

"A autofecundação é a forma extrema de endogamia e nas plantas (e em todos os organismos) afeta o seu tamanho, a sua sobrevivência..." diz Pierre-Olivier Cheptou, investigador do Centro Nacional de Investigação Científica e supervisor do trabalho de Acoca-Pidolle. De facto, verificaram que o número de sementes produzidas pelas plantas atuais em comparação com as do passado era ligeiramente menor.

A enorme mudança deve-se à crescente dificuldade que o pensamento silvestre enfrenta ao recrutar polinizadores. O declínio destes insetos estaria tornando desnecessárias as flores e o néctar que os atraíam, elementos nos quais as plantas investem uma parte significativa dos seus recursos. "O que o nosso estudo mostra é que estão a evoluir para prescindir dos seus polinizadores", destaca Cheptou. De facto, as experiências, confirmaram que os abelhões iam em menor número e com menor frequência aos exemplares atuais.

O professor Michael Lenhard lidera um laboratório de genética dos órgãos das plantas na Universidade de Potsdam (Alemanha). Não relacionado com as experiências de pensamento silvestre, investigou o síndrome de autopolinização. Lenhard concorda que um dos resultados é a perda de atratividade destes ornamentos: "Sobretudo quando o síndrome de autofecundação já está fortemente estabelecido. Neste caso, reduzem-se dois sinais importantes para a atração dos polinizadores: o visual, o tamanho da flor, e o olfativo, o aroma. Isto faz com que as flores sejam menos chamativas e menos atrativas para os polinizadores".

Uma Mudança Rápida

Da Universidade de Zurique (Suíça), o investigador Sergio Ramos lembra que a autofecundação vegetal sempre esteve presente. "Não é um fenómeno isolado, todos os grupos de plantas já o experimentaram", aponta. Ramos realizou há alguns anos uma série de experimentos com couves, que têm flores de um amarelo intenso. Como o resto das plantas, têm de atrair insetos polinizadores, mas não podem ser demasiado atrativas, senão também atrairão insetos herbívoros. Nos seus ensaios, usaram plantas com a mesma origem que distribuíram em quatro grupos e jogaram com a presença/ausência de abelhões e/ou lagartas da borboleta da couve, um voraz herbívoro. À oitava geração, as flores de umas e outras eram muito diferentes. As expostas aos polinizadores tinham flores maiores e libertavam maior fragrância. Enquanto as que sofreram o ataque das lagartas tinham reduzido o seu atrativo floral, mas aumentado a quantidade de metabólitos tóxicos, para afastar os herbívoros.

"Foi um dos primeiros exemplos experimentais de que esta transição ocorre de maneira muito rápida", comenta Ramos. Mas há outros trabalhos que também manipularam a presença ou ausência de insetos e "o que se tem visto é que quando as plantas não têm movimento de pólen, não há cruzamento, mediado pelos insetos, logo após algumas gerações, começa a ver-se que evoluem para a autoreprodução", acrescenta. Para Ramos, o diferente agora é, novamente, a velocidade da mudança: "Esta transição tem existido naturalmente, é comum entre as plantas, mas a mudança global está a acelerá-la. A velocidade é o dramática. Os biólogos evolutivos não imaginavam poder ver estas mudanças em tempo real. Para mim, é o que acho bonito e ao mesmo tempo alarmante".

"La falta de abejorros abre la puerta a un mundo sin flores" | Miguel Ángel Criado | El País (28 Janeiro 2024)

quarta-feira, 6 de setembro de 2023

Suculentas em Flor: Stapelia

Ontem tinha-a fotografado porque o botão estava tão grande que quase parecia querer explodir.  

A minha mãe tinha comprado esta Stapelia há algumas semanas que acabou por desabrochar hoje, neste dia de fortes emoções...


segunda-feira, 30 de maio de 2022

Camélias: do Desemprego à Fama Mundial

 O Jornal de Notícias trás hoje uma matéria sobre António Assunção, um senhor de Guimarães que trabalhava nos têxteis, e, vendo-se desempregado, virou-se para o seu passatempo de propagar camélias no seu jardim e tem hoje um dos maiores viveiros de camélias em Portugal e é conhecido mundialmente. 

Tudo começou em 1995, “quando procurava camélias para o jardim da minha casa e acabei por dar 12 contos [60 euros] por uma de que gostava muito”. Passados poucos anos, o jardim da casa estava repleto de camélias de várias espécies e o investimento inicial foi recuperado com a venda de exemplares ali cultivados (...)

As redes sociais deram uma ajuda e, atualmente, António conversa e troca correspondência com outros especialistas da China a Taiwan, passando pela Austrália e pelos Estados Unidos. António tornou-se num dos viveiristas com mais sucesso na reprodução de algumas camélias, nomeadamente as raras espécies de flor amarela. “As variedades selvagens desta espécie são originárias do Vietname e de uma parte da China. Eram tão raras que da sua flor se fazia o chá dourado que era dado a beber aos reis e imperadores”, conta. A Camélia sinensis ou planta do chá é, porventura, a mais conhecida da família. No Camélias Park Flavius há lugar para as mais vulgares, mas também para as mais raras, num total de 25 mil plantas de 160 espécies.


domingo, 19 de julho de 2020

Hortênsia: A Primeira Flor

Eu diria que: "foi o tempo que perdi com a minha hortênsia que a fez tão importante".

As suas fotografias distam dez dias no tempo. 


domingo, 24 de maio de 2020

Primeiras Flores dos Catos no Canteiro das Suculentas

Depois das primeiras flores do ano destes catos (Echinopsis tubiflora) terem florido no 25 de Abril, eis senão quando vem uma segunda vaga de flores a 25 de Maio!




domingo, 3 de maio de 2020

O Sargaço É A coisa Mais Bonita Que Tens Cá Em Casa


Foi em 2014 que o meu sargaço (Cistus salviifolius L.) floriu pela primeira vez. Resolvi na altura plantar um sargaço  bem como erva-das-sete-sangrias ou sargacinha (Lithospermum diffusum) porque aqui por estas bandas nascem um pouco por todo o lado e porque sempre as achei extremamente decorativas. Estava assim em 2014 quando floriu:


Quando na altura a minha mãe viu o que tinha plantado perguntou-me: "agora andas a plantar mato no jardim"?  Isto não me desanimou minimamente porque estava seguro que iria resultar e a verdade é que o tempo me deu razão. Desde há uns dois ou três anos que, sempre que a minha mãe vem cá a casa que me diz: "o sargaço é a coisa coisa mais bonita que tens cá em casa"! 



Além de na minha opinião resultar bem, estamos a falar de uma planta autóctone, perfeitamente ambientada ao nosso clima. Não é preciso adubar, regar, não é preciso fazer nada, que ela estabelece-se muito bem. Mas o sargaço em particular ainda tem uma outra vantagem muito importante que é o facto de ser uma planta melífera, ou seja, é muito importante para as abelhas, que sempre que está em flor andam de volta delas como se pode ver pelas imagens:





segunda-feira, 9 de março de 2020

Para Reforçar o Sistema Imunitário


A Equinácea é uma maravilha da Natureza para fortalecer o sistema imunitário e tratar infeções respiratórias. É uma planta medicinal usada nas gripes e constipações, alergias, faringites, infeções urinárias, infeções cutâneas, etc. Tem propriedades antibióticas, é anti-inflamatória, depurativa, antialérgica. Por reforçar o sistema imunitário será contra indicada em pessoas que (como eu) têm doenças auto-imunes.

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Echinopsis em Flor

Depois de no verão passado ter trazido estes catos abandonados para casa, eis que um dos muitos Echinopsis começou agora a florir: 






quarta-feira, 20 de junho de 2018

Vespa Asiática em Flores de Hera

Ao pegar num cartão de memória com fotografias já do ano passado, encontrei fotografias que quereria já aqui ter partilhado no blogue, mas que depois entretanto acabei por me esquecer. E foi algo que me chamou a atenção, observar vespas asiáticas na altura pois fotografei-as muito interessadas nas flores das minhas heras. E porquê? Porque sempre ouvi dizer que esta espécie invasora se alimenta de abelhas (conhecidas por atacarem colmeias), vespas e bem como outros invertebrados. E assim sendo, porquê tanto interesse nas flores de hera?






sábado, 24 de dezembro de 2016

Medronheiros em Flor

Já no fim da caminhada por Caldas de São Jorge, quando chegava ao edifício das termas, junto à estátua de São Jorge, num pequeno espaço ajardinado, vi por ali vários medronheiros bem bonitos, conjuntamente com um ou outro viburnum. Admirei os cachos de flores dos medronheiros, brancas, bem bonitas e diferentes do habitual. Para o ano haverá por ali medronhos.




sábado, 10 de dezembro de 2016

Rhipsalis em Flor e com Frutos

Já anteriormente tinha mostrado aqui este cato mas não assim todo exuberante em flor. Rhipsalys é um género de inúmeras diferentes espécies relativamente semelhantes (nem quero arriscar apontar qual esta espécie pois posso errar) e que é originária do continente americano. 

Esta minha planta já poderia estar muito maior, bem mais pendente - devemos colocá-la precisamente no alto pois ela vai cair sobre o vaso - não tivesse a minha mãe cortado já uns bons bocados para os seus arranjos do cemitério. 

Muito fácil de cultivar, não precisa de muita terra, regar muito pouco (como em todos os catos e suculentas) e na verdade eu muitas vezes nem me lembro dela, daí a surpresa, de hoje quando regava algumas plantas na varanda ela me ter surpreendido com flores e alguns frutos.